Poema sobre Existência
SINTOMAS DE MIM MESMO
Sentindo-me
no vazio do meu ser
angustia e agonia
por na verdade sobreviver
entre as paredes deste sofrer
tentar e não conseguir esconder
o descontentamento explícito
em minha face ao esmorecer
odiosamente a meu ver
os dias passam-se sem esquecer
nem um momento dos lamentos
jogados ao vento
um alivio por um tempo...
Eloquência na decadência
como um refugio
a minha existência.
antigas ondas ainda chegam ao mar dos pensamentos,
fazer questão de esquecer é errar na prova final,
entender a vida como passageira permite acrescentar virtudes e desaguar ressentimentos que por muitas vezes infantilizados em forma de silêncio. Que o amor da vida não se corrompa com o ódio de não ter o que se quer, insistir em usar máscaras é só um fato do medo de revelar quem realmente é! Não importa até mesmo que os pais pensam a respeito, temos sempre dois lados e apenas um para seguir, o meio termo é o caminho mais rápido para o fracasso, quem não abandona seus erros nunca acertará, quem nunca se esforça para mudar nunca será quem realmente quer. a vida é uma, não existe meia vontade, existe a falsa vontade de ser apenas uma imitação ruim de alguém que nem sabe que você existe. Viver para ser feliz é ter a certeza de incompreensões, entristecer é apenas o lado bom do amadurecimento. Há mais sinceridade na morte do que na existência, viver é ser verdadeiro, expor sentimentos é a forma mais real de ser verdadeiro. Diante a tudo que vejo, me vejo enfraquecido pela minha volta, me forçam a seu alguém que não sou para que eu caminhe sorrindo sem querer sorrir, falar o que não penso e viver momentos que jamais quero viver. A vida é bem mais intensa que meras cópias, sorrir é muito mais intenso que apenas um sorriso nos lábios.
Bordar a alma
Já não estou mais só
Tenho uma pena
Ela quem me leva a voejar
Pintando a tela de minha existência
É um aparo comum
lança no papel pensamentos
Apenas em minha mão ela pinta
o que tem, em mim por dentro
Poucos podem compreender
ás linhas que moldam um sentimento
Também é difícil descrever
quando acontece de momento
Palavras estéreis são
para quem não quer entender
Pois eu bordo a minha vida
com a essência do meu ser.
22/11/13
Me desatino tentado entender as confusões interiores
Gesto tolo costurar os dedos e querer entrelaça-los
De olhos fechados se veem os circos invertidos
Lonas em preto e branco e palhaços chorando
Um suicídio do ser tentando deixar de acontecer
O ódio tentando sucumbir o existir dos alvos
E meio a revolução sináptica o equilíbrio terce os tecidos
E os recursos da mente humana fazem suas acrobacias
Na sincronia fragmentada das danças o vento canta
A vontade emocionante de dar sentido a imaginação
Se recria nos sentidos racionais e conscientes.
Cada um dá a sua vida a significância que lhe convém ;)Neste sentido eu prefiro significar a vida no plano mais objetivo e real do que apostar no desconhecido e improvável. Sem discursos maliciosos e sem maiores pretensões, procurarei apenas aproveitar as passagens, observar os ciclos e condicionar a efetiva reciprocidade como elemento chave da minha existência. Comporta-se a plenitude da vida como uma dádiva elementar. Aceitar-se como receptáculo diante do júri da existência e poder sempre escolher entre a razão e a emoção. Fazer juízo do incompreensível aceitando-me diante do eminente desatino do delírio. Reconhecer-me como peça fundamental nesse jogo trivial da subserviência humana. Prefiro enriquecer-me de virtudes no esplêndido engenho da disposição do que estribar-se na moralidade infundada da razão insólita. No meu mundo, regozijarei-me apenas do que me apresentar como forma de vida, e assim firmarei a minha essência como parte de algo completo e definido. Serei na vida engrenagem que procede de maneira volúvel para que possa sempre buscar compreender e aceitar a existência do jeito que a própria nos apresenta. Significativa em sua condição de interação, porque interagir é o que mais importa nesta vida.
Diego Góes
O tempo dispôs silenciosamente da minha paixão. Diante disso, me ocorre que esquecer é uma benção – ou uma arte, a aprimorar meticulosamente ao longo da vida. Pôr pessoas e sentimentos de lado é permitir que a existência prossiga.
Ivan Martins para a Revista Época
Deus (o Sonhador) pode ter emoções? Resposta: Não! É a resistência ao ato único de Vontade do Sonhador – e a sua consequente e natural permanência – que cria a ilusão de oposição. Essa prolongada resistência do Elemento Primordial à Ação Primeira da Vontade de Deus é que faz com que todos os Universos e seus planos (o Sonho e suas camadas) venham à manifestação.
(Em "Ensaio Filosófico sobre o filme 'A Origem'": http://wp.me/p2EJn7-44)
O SER HUMANO "EXISTE"?
RESPOSTA: o homem não existe! O homem tão-somente subsiste! Esse é o verbo — subsistir (do lat. "subsístere") — que descreve o ser que manifesta-se sob determinadas condições, age sob certas leis e, na maioria das vezes, é atuado e limitado por essas leis (requisitos, limites, vicissitudes, necessidades, etc.).
Nem mesmo se o homem estivesse livre dessas vicissitudes e limites poderíamos dizer que ele existe, pois sendo ele livre, poderíamos trazer à baila a possibilidade, para ele, de não ser livre. Estar sujeito à simples possibilidade de ser não-livre já relativiza sua pretensa liberdade. Assim, sua “liberdade” subsistiria sob determinadas condições.
Se, e somente se, o homem não dependesse de uma tal liberdade é que ele, verdadeiramente, não seria atado a nada. Estar ou ser relativo a algo já exclui a hipótese de existência. A necessidade perfaz a condição "sine qua non" para haver manifestação de algo ou um ser.
(Em "O ser humano existe?": http://wp.me/pwUpj-1lA)
Ratos roem a minha significância
Pra todo defeito
Posso ser a solução
Pra tudo que não é direito
Posso ser a perfeição
Os ratos da madrugada
Roem a minha significância
Sou alma penada
Em busca de relevância
Mostro meus pulsos
Cicatrizes de amores sofridos
Do paraíso fui expulso
Por ter mordido o fruto proibido
A explicação só atrapalha
Prefiro as perguntas
Pra tudo que não se espalha
Sou aquele que desajunta
A liberdade é o primeiro princípio do governo universal. O amor, é a base dele.
Assim, a liberdade nasce antes da vida, porque a vida que vale a pena deve ser livre. Mesmo o mal tem sua quota de liberdade, e deve sua existência à liberdade que é mantida universalmente.
Eu sou Deus antes da medicina
Antes de tudo, Eu já existia
Eu sou dono das noites de choro
E também das manhãs de alegria
LIFE - parte 1
O que seria a vida então?
Um tempo de espera e reflexão?
Apenas um sopro de ilusão?
...
Mas o que seria a vida então?
Um castigo da alma dissidente?
Uma nova união do corpo e da mente?
...
Se são tantas as idas e vindas,
o que seria a vida então?
Seria uma viagem de autoconhecimento?
Ou um simples e divino experimento?
Para mim a vida é uma aventura,
A resposta final de uma longa procura.
Um estado de atividade incessante,
O despertar de um coração pulsante.
Um dom que a cada ciclo se repete,
Até que o nosso espírito se aquiete.
Ela é o começo, o meio e o fim,
Uma jornada da alma, enfim !
LIFE - parte 2
O que seria a vida então?
Será que tudo na vida tem uma razão?
Seríamos, de Deus, uma invenção?
...
Mas o que seria a vida então?
Apenas uma passagem de purificação?
Talvez entre o corpo e a alma, uma conexão?
...
Se são tantas as hipóteses e teorias,
o que seria a vida então?
Seria uma prova de superação?
Ou um experimento eterno de ação e reação?
...
Para mim seria uma provação vital,
A tal porta estreita que nos leva ao Ideal.
Uma forma de nos fazer evoluir e crescer,
De permitir ao espírito engrandecer.
...
Mas a vida deve ser uma jornada vibrante,
O palpitar de um coração pulsante
E não somente uma simples passagem.
Seja aquele que tem curiosidade incessante,
E cujo olhar esteja atento a todo instante,
Porque a vida não é incógnita, mas sim mensagem!
LIFE - Parte 3
O que seria a vida então?
Um aperfeiçoamento da alma e coração?
Um mero rito de purificação?
...
Mas o que seria a vida então?
Apenas um estágio temporário?
Ou talvez um castigo ou um calvário?
...
Se são tantas as idas e vindas,
o que seria a vida então?
Seria uma viagem de descoberta?
Ou uma estrada de rota incerta?
Para mim a vida são os encontros,
Embora o poeta diga que ainda hajam tantos desencontros.
A vida é um destino que se repete,
Que para o Éden, sempre nos remete.
Ela nos aproxima de pessoas afins,
Nesse eterno vai e vem sem fim.
Talvez seja a forma do corpo aprimorar
E do nosso Espírito se elevar !
“Vivendo percebi que espiritualidade é...
É o que fornece sentido para a vida
É o contato com o transcendente
É a busca por nossas respostas
É maior que a religiosidade
É a ligação com o sagrado
É uma forma de existir
É além das religiões
É o desconhecido
É o indetectável
É o amparo
É o amor
É amar
É ser”
As horas correm,
Eu apenas rastejo ao seu calcanhar,
Fico mais próximo de meu fim,
Um nada, impossibilitado de amar.
Eu sou tudo além de mim,
E simplesmente nada além de tudo,
Pois a inexistência do nada,
Coexiste com meu querer, um salto no escuro, uma loucura transladar.
Sinto uma necessidade de partir
Para lá dentro da minha alma
Desvendar os meus anseios
Desta vida personificada em minha visão.
Tem horas que é preciso desligar geral de tudo, focar unicamente naquilo que acredita, reunir toda sua fé na crença positiva de que tudo já deu certo... e entregar!
Como crianças é que devemos ser, soltar a imaginação, não nos preocuparmos com o amanhã, sonhar os mais lindos sonhos, ter pureza no coração e brincar diariamente com as experiências da vida.
Fé é você crer e imaginar, trazendo pra existência aquilo que já está nos sonhos de Deus.
Inexistência - 2016
Hotel, beira mar...
As cortinas são desenhadas por causa do sol,
Neste quarto que é melancolia, sem cor...
Os barcos valsam ao sabor das ondas brilhantes,
Vencendo as marés, que como as cortinas, são sopradas
Sobre as praias, tentando impedir seu lançar ao desconhecido...
Enquanto eu, sentado na areia da praia, sozinho,
Sinto as brisas de verão escreverem levas redondas, E se precipitarem lateralmente.
E uma após outra levantam a areia branca que envolvem meu rosto;
Meus olhos se encontram em silêncio, estáticos.
A alegria e o êxtase da cena parecem como um doce que deve ser comido.
E enquanto a luz do sol se impõe no fresco da manhã, as andorinhas, escravas dos beirais do mar, constroem seus ninhos em cima, como um homem que semeia polias, ao longo de um túnel de luz.
E para sentir a luz em mim, seguida de um rápido bater de asas dos pássaros, roubo mais um tempo da vida antes de virar e fugir dali.
Sinto o toque de um ínfimo grão de areia, que a rigor deveria passar despercebido, deliciosamente.
Giro lentamente até tocar a agua fria com meus pés.
Não há como se apegar;
Instintivamente, eles pulam as ondas.
Partem de mim, e eu a liderá-los por entre a folhagem fina que ladeia a praia.
Vou nessa vida como um cometa errante que leva para o infinito as mais raras gemas, espalhadas pelo vento alto, para novamente, terra-formar o desconhecido, desconhecido.
Portanto, inexisto, agora...
