Poema que Fale sobre o Universo
Ode Pindárica
Não é pedir demais
ao Senhor do Universo
que me conceda inspirações
para cada Hemisfério
tenha a sua Ode Pindárica
onde eu possa por cada
"estrofe, antístrofe e epodo"
redigir como quem sobe ao pódio
a vitória do amor contra o ódio,
a vitória da paz contra a guerra
e a vitória da vida contra a morte.
Barco sem Mar
Se
A essência
Do que somos
É
Um pouco
O Universo
Em nós
O Universo
Que percebemos
É
Um pouco
A essência
Do
Que a tudo
Deu a ser
Acidificação Estrutural
Componentes
Do DNA
Do Universo
Nossas
Singularidades
Suas vicissitudes
Inimagináveis
Vibrações
Magia
Da
Evolução
Refúgio
Da vida
Em
Si mesma
Sujeitas
Ao intemperismo
Cósmico
Dando
Sustância
Ao nosso
Existir
E a vida
Se alimentando
De vida!
Vá entender!
A Estante Armário
Em sua
Singularidade
Vive
Seu universo
Glamouriza
Segundo
Seu viés
Pilares mágicos
Da
Imaginação
Sossego
De vida
Cotidiana
Serenidade
Amálgama
De
Irresistível
Fascínio
UNIVERSO
(Bartolomeu Assis Souza)
Com um verso
Faço todos os versos
Com um verso
Crio todas as coisas:
UNI/VERSO= UNIVERSO
Um único verso que é tudo.
(METAMORFOSE: ISBN: 978-85-7893-519-1
Escrevo ao Universo
poemas que na verdade
são místicas epístolas,
pétalas esvoaçantes
amarelas das Canafístulas
com beleza enfeitam
a rota que pretendo
seguir contigo até
o impossível e o infinito
onde o amor nos encontre
cúmplices imperturbáveis
em nosso paraíso particular
onde a inequívoca urgência
seja somente amar ou amar.
No Golfo do México
sou Ahuehuete
sob o Sol do Universo
em letras de ouro
Desde o meu nascimento
sei o lugar e destino
que foi por Deus escolhido
em pleno México
Não quero o quê não é meu,
e não quero que ninguém
queira o quê nasceu meu
Este Golfo com mar e chão
pertencem a minh'alma
e ao corpo de todo o coração.
UNIVERSO SEM FIM
Meu gigantesco universo
Pobre de ti que não ver!
É maior que teus pertences
Mais forte que teu querer!
Amiúda-se perdido, diante do teu prazer,
Não tem forças, nem guarida,
Quando teus olhos a mim ver...
SÓ ASSIM EXISTO:
Tenho me procurado
Universo a fio.
Como tal, menos um se viu.
Em meu intimo,
Não se pode adicionar!
Ante a multidão
Multiplico-me íris a íris
Só assim, me encontro
Como tal.
SER!...
Dorme, dorme!
E parem tudo!
Tudo, tudo o que?
Tudo que parece ser...
O universo que existe
Também o que não se ver.
Os astros bem pequeninos
As estrelas que não se veem
No minúsculo universo
Do meu magistral ser...
EXISTIR:
Existir?!
Não existe em mim.
Esse vazio existencial
Na existência impune
Desse universo matafisico
De razão surreal.
Ao qual, sou literalmente recluso.
Na busca imensurável de liberdade
Ao meu delirante corpo físico
Eu, não me vejo... Não me tenho!
Minh' alma assim como a tua
Sôfega na vileza
Dessa existência boreal
Beira a varanda da vida
Que não, dessa vida astral.
EU
Está noite eu deixava minha Esperança e embarcava universo a fio.
Corria eu, pelas ruas dos meus sonhos, pelos becos de meus delírios,
E achava eu, na busca do sonho azul que tudo faria jus
Você não disse que era pra tudo ficar azul?
Então venha descolorir o que deixou “negro”!
A noiva que era bela ficou feia e magricela.
O sonho que parecia azul perdeu o norte e o sul.
Quando pensas que sabes estás ficando rude.
E nessa homérica viagem.
Às vezes, eu sinto ser multidão!
Olho pra dentro da criança e vejo o ancião,
O negro, o sábio e o tolo.
A mulher, o louco e o insano.
Logo ergo o olhar para dentro e vejo a escuridão.
Série: Minicontos
PLEBE
Todos os dias àquela hora, as portas se trancam para um universo alheio. Onde aqueles que me rodeiam não são meus, e os meus não me dizem seus..
O UNIVERSO NÃO TEM PRESSA
Para que tanta pressa?!
Nem o sol, nem a lua.
Esse mal não lhes convém
Giram lentamente o tempo todo!
Por estarem acima
Refletem os mares e lagos
Aquele a quem pressa lhe faz bem
Seus passos serão sedentos.
Ah! Pra que tanta pressa?
Se o tempo que ainda resta
São sonhos que não veem.
A FÉ NÃO COSTUMA FALHAR:
O carmim a cortar o universo cor de anil
Abre fendas no chão ressequido
Num prenuncio de bom presságio
E os filhos da outra
Todos em um só coro trovam
Arando o solo num para afugentar
A ave que reluz mau agouro
Nos ares e lares do meu sertão
Hostil...
E num ímpeto de alegria e emoção
Curvam-se ante a mãe natureza
Em agradecimento ao que nunca, nunca.
Deixaram de acreditar
A fé, tão peculiar do caboclo Sertanejo.
POESIA
Alucinante dialogo poeta, coisas e objetos.
Viagem fantástica...
Ao universo subjetivo.
Sonhos e emoções.
Verdades e mentiras
Loucura ou razão?
Não é propriedade do artista
É patrimônio imaterial, universal!
A gente apenas formula para os leitores
Inspirado em coisas, pessoas ou objetos.
Deem-me uma flor do campo!
Para que eu plante e com esmero. Hoje.
Porque a primavera que nascera ontem
Morre agora num discurso delirante.
Somos seres complexos
das Profundezas dos Oceanos
a Extensão do Universo,
Com Enganosas Liberdades,
Pensamentos e Sentimentos
Cheios de Intensidades
Numa vida passageira
Que Estamos só de Passagem
Saber viver
é poder desfrutar a viagem.
Na vasta Escuridão
do Universo,
As Estrelas se destacam
assim como acontece
Nos momentos adversos,
onde Força e Fé são testadas.
Em diversos momentos,
Dentro do nosso próprio universo,
Ficamos Orbitando
entre nossos sentimentos,
verdades, receios, responsabilidades
Durante uma viagem, por vezes, necessária
numa galáxia de complexidade,
mas não devemos esquecer
de que há outros universos
para se conhecer.
