Poema Quase de Pablo Neruda
Não tinha dons. Não se encaixava em quase nada. Não tinha rótulos, ainda que rotulasse e decifrasse alguns códigos de barras.
Quase não aguentava, e eu juro que pensei em desistir. Quando aquilo está lá quando você não quer, e isso te incomoda porque te faz sofrer.
Ando desmemoriada. Vejo-te agora como quem vê um fantasma. Sua figura é clarinha, quase transparente. Quase posse te sentir. Faço força – luto – reluto e não sinto nada. Tua imagem está apagadinha, pontilhada, desintonizada
Não é tristeza, é saudade. É a constante lembrança do que não tem retorno, do quase-morto, do fim, do que não deveria mais ser falado. Mas eu insisto. Eu relembro, eu me mato.
Se deus me concedesse um desejo que solucionasse quase todos os problemas da humanidade,eu desejaria que todas as pessoas se respeitassem.
Penso que o que move as pessoas é a incessante e insensata necessidade de buscar, embora quase nunca saibam o quê e nunca saibam pra quê.
Se você soubesse quem você é, saberia também que até hoje não fez quase nada do que poderia fazer...
Quantas vezes você perdeu ás esperanças e fugiu? Quantas vezes você ficou no quase e não concluiu por medo ou simplesmente por falta de vontade? Quantas vezes você já pensou como seria e não correu atrás? Quantas vezes você já chorou por alguém e essa pessoa nem se importou? E então, quantas vezes mais você vai ficar pela metade?
A luz fraca que quase ilumina o quarto, salienta a sensação da poesia que habita em seus olhos. Seu coração suga apenas o que lhe convêm. Desenha mentiras sinceras do mais profundo arrependimento.
Percebi que não me dou com quase ninguém. Isso não quer dizer que eu seje antissocial, mais sim que sei escolher bem meus amigos.
O homem tem a ilusão de achar tudo em sua vida tão perfeitamente normal que se torna quase sempre incapaz de romper por si só a inércia da mudança.
Há momentos em que sinto uma falta quase insuportável de você...
E nestes dias, agradeço a Deus pelo "quase" existir!
Tenho medo. Tenho medo de ter medo e medo de não ter. Tenho medo de tudo ou quase tudo. Tenho medo de vencer meus medos e ficar sem nada.
Teu cheiro impregnado perto da minha nuca e colo é quase coleira invisível dessa felicidade que estampo ...
Sinto uma alegria quase triste dentro de mim,e as vezes uma tristeza quase alegre. São os "quase" que me fazem!
