Poema Passei para Deixar um Beijo
ESCRAVA DO AMOR
Ó doce amor que me inebriou
Embriagou-me como um vinho suave
Contagiou-me com uma grande alegria
E em minh’alma esse sentimento me devora
Me consome por inteira desde o amanhecer da aurora.
Ó doce amor que me salvou
Desprezando as alegrias desta terra
Me tornei escrava de Ti.
Escrava do amor, sou eu
Dependente inteiramente de Vós,
Tu és dono da minha vida e do meu coração
Entrego todas minhas emoções, sentidos e sentimentos em tuas mãos
Ó doce amor que me confortou
Nos momentos de angústias e dor
Enxugastes minhas lágrimas
Beijastes o meu rosto
Me deste um abraço
E de repente meu coração perdeu o compasso.
Ó doce amor que me chamou
Escutei a tua voz
Uma flecha transpassou o meu peito
Escondi-me dentro de vossas chagas
Para nunca mais separa-me de ti.
Fui atraída por uma bela chama,
Queimou-me com voracidade
Que transformou teu coração e o meu em um só.
DY LOPES
ele realmente se foi… exatos 4 meses sem ele,
ele deixou me um enorme bloqueio emocional
um que eu quero gostar de alguém mas por medo
eu n consigo
e só de pensar meu coração dói
e meus olhos lacrimejam
nunca vou saber se foi um amor verdadeiro
e se ele sofreu por mim
como eu sofri por ele
pq parece tanto que ele não sofreu
mas ao mesmo tempo parece que sofreu
isso machucou/machuca mais ainda…
Cansei...
um foda-se aos heróis...
preguiça de salvar o mundo
só quero cumprir minha vida
do jeito que sou
e do que não quero ser.
Virá uma sentença
comum para todos nós.
A um Suicida -
Vai-se a esperança de um vão contentamento
quando a Alma tantos anos conservada,
numa hora heróica de coragem arrojada,
acredita resolver o que a perturba num momento!
E mata-se! Morre sujando as próprias mãos!
Malograda solidão que não quer ver ...
Um suicida não se mata porque sim ou porque não,
mata-se, porque afinal, não quer morrer!
Que doce desengano, estranha contradição,
ter coragem de matar o próprio corpo
só p'ra não viver a dor da ilusão!
Afinal, matar-se, é cobardia face à Vida
de gente tola que vive em solidão
alimentando um pensamento suicida ...
Triste Perecer -
E amarrei um grito em mim
solto de vontades adiadas
que esbatem na Vida por aí
em bocas de Almas pouco amadas ...
Então, despertei cedo pela manhã ...
E o dia fez-se pranto,
o pranto esperança vã
e a esperança triste canto!
E longas agonias foram dadas
tantas horas diluidas
tantas vidas mal amadas ...
Já não basta adormecer!
Adormecer já não me basta!
Eu sou o Amanhecer ...
Acusada de formar adultos violentos trocamos a educação autoritária (onde em um simples olhar as crianças já entendiam o recado) por uma mais libertária, democrática e antiautoritária.
Entretanto, basta ver, por exemplo, o número de casos feminicídios para perceber que continuamos formando pessoas violentas.
Talvez o problema esteja na dose.
Ver um personagem chorando num seriado é sinônimo de franqueza, ver uma pessoa chorando do nosso lado é sinônimo de fraqueza.
Assim somos nós!
Basta um dia de divergências e desencontros para acabar com semanas de convergências e encontros.
Assim somos nós!
Cuidado!
Quem se preocupa mais com o que é físico, esquecendo a espiritualidade...
corre um sério risco;
de perder a eternidade.
PAUTA SOBRE ELA
Ela está estressada e ao mesmo tempo sentimental demais. Ela é doce e tem um sorriso apaixonante, do tipo que não dá para resistir. Ela é um pouco chata, às vezes durona; tem um "quê” de mistério no olhar, mas de uma bondade infinita na alma.
Ela é assim, por fora um sorriso frouxo e por dentro um coração sensível.
- Para Uma Moça de Coração Intenso
Aquém e Além Morto -
Há em mim
um vazio oblíquo,
sufocante ...
E tudo tão igual, em torno,
em redor ...
Eu tão louco, tão constante
no rasgar da minha dor!
Interrogo-a! Não responde!
E escorre-me um ardor ...
Um calor! Um calor!
Procurar a Vida? Onde?! Onde?!
Calçadas, ruas e vielas,
tudo ausente, tão longe,
tão distante.
E tudo passa em surdina ... tudo!
Nada há. Só silêncio.
Como eu. Calado.
E meu corpo é marcado!
Agruras e lamentos,
estradas sem destino,
cujo o destino é o nada.
Sou eu! Absorto!
Minha pobre e velha estrada!
Meu lívido abandono, sombrio,
meu destino, tão frio,
de aquém e além-morto!
Objectivo sem Meta -
Um dia chorarei a solidão
como alguém que se regozija e alegra,
cantarei a dor do coração
como um mal que já não pesa ...
E serei verso inacabado
que termina e não acalma,
serei um passaro alado
que dissolve a própria Alma ...
Casas e vielas, serras e arvoredos,
poetas, fados, flores e montanhas ...
Tudo em mim! Já sem medos!
Mas estou só neste sentir!
E junto a mim, só há lodo, cinza e lama,
cinza, lodo, pó e chama!
E acabou o tempo que se torna infinito, cada sorriso, cada palavra dita no silêncio de um olhar. Eternizado breves dias e memórias infindas. Findou a mágoa de quando não fui o mais importante, restou a magia de cada risada espontânea, cada brilho vindo do coração, quando um simples letreiro era a razão
Levo em mim um misto de emoções, te vi menina cheia de sonhos, e agora deixo uma mulher em evolução. Esperava que ia ser de tantos jeitos esse momento, e toda a imaginação não foi capaz de prever o que sinto agora. Um misto de emoção, uma tristeza apertando o peito junto com uma imensa gratidão. Um orgulho imenso por cada conquista e evolução. Aqui aproveito para confessar que sentir ciúmes como nunca antes, foi estranho e bonito, uma raiva de mim e um afeto iludido.
Indo pra tão longe sei que vou chorar, pois você sabe que não sei disfarçar, na verdade toda vez que te olhei hoje e me calei, foi por causa das lágrimas que me resignei. Mas consciente eu sei que não vou prendê-las quando não conseguir mais te vê.
Com você eu aprendi como é bom falar o que sente, mesmo que sinta mágoa, mesmo que tudo seja dito apenas com um abraço sem nenhuma simples palavra. Depois de tudo isso vivido em poucos dias, vemos que esses foram os melhores dias da minha vida, vivido de maneira tão simples e tão perfeito, mesmo com os nosso velhos defeitos.
Agora te olhando assim distraída, é a memória perfeita que levo pra minha nova vida.
ESQUECER-SE NAS HORAS
Na imaginação vasta de um verso
Tem caso, tem compasso versejado
Escorrendo pelos dedos, extasiado
Num prazer maior, no ritmo imerso
A poética dum sentimento disperso
Seduz a inspiração, assim, acertado
Na rima, traz-me o verbo inesperado
Que faz cativar e tornar tão diverso
E vai-se a poética com sua fantasia
Encenado virtude e pecado. Tirado
Das noites fundas e leves auroras...
É a magia, o encanto duma poesia
Fazendo do ledor tão enamorado
E, ao poeta, esquecer-se nas horas!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 outubro, 2022, 21’07” – Araguari, MG
E vamos indagar sobre o nordeste.
Aprendeste que o sudeste és um estado celeste.
Tão prudente, surpreendente.
Mas aonde fica o nordeste?
No meio de um um bradar:
Ignorante, errante, néscio, tolo!
Pertencemos a um estado, que tem potencial pra ser um país.
Com abundantes qualidades:
Cultura, arte, cantilena...
Clima, contrante social!
O berço do Brasil
Vamo traduzir? é pra ser chamado de vossa alteza.
O nosso berço é acometido por ataques
Nosso sotaque é judiado
Somos um povo trabalhador, mas somos chamados de mandrião, bandoleiro, malandro e até mesmo larápio.
O Nordeste não vai se calar para o Norte ou Noroeste, Sul ou Sudeste e nem mesmo pro Oeste.
Vamos bradar:
Um xêro no cangote acompanhado de um beijo.
Eles vão relinchar: E nordestino é gente?
Vamos bradar: Não viste jornais, somos o verdadeiro significado de vossa realeza.
- STEFANY CARVALHO - escritora de superlativo
superlativo
odos os dias eu acordo e torço para que seja um dia melhor.
Digo para mim mesmo: é só mais uma fase difícil.
Eu digo para mim: Você vai superar.
Todos os dias eu repito essas mesmas frases em minha mente.
Até o momento que se torna cansativo.
Viver
Sobreviver
Viver
Sobreviver
Viver
Sobreviver
Eu já não consigo mais diferenciar o que é viver ou sobreviver.
Já não consigo saber o que está acontecendo da minha vida, eu não consigo saber quem sou eu já não consigo me reconhecer.
Estou acelerando meus passos, estou caindo novamente.
Estou diminuindo os meus passos, estou sangrando novamente.
Mais uma queda
Mais uma luta
Mais uma dor
Viver
Sobreviver
Viver
Sobreviver
Viver
Sobreviver
Estou repetindo essas frases várias vezes até que alguma delas se torne real.
Eu preciso viver, eu preciso sobreviver.
Escritora: @stefany_book
Os calafrios da incoerência
Que prazer é ler um texto coeso e coerente. Viaja-se dentro dele como se passa por uma seara de trigo embalada pelo vento suave e quente. Seguimos pelos seus caminhos com confiança e alegria, sabendo que o seu autor nos propõe uma rota de leitura com unidade, com harmonia e lógica profundas. Um prazer!
Ora, o mesmo se passa com o ser humano, melhor dizendo, com as pessoas. Como se escrevem as pessoas?
Quando "leio" as pessoas, espero delas essas mesmas características que procuro nos textos: coerência e coesão. O oposto incomoda-me, irrita-me, arrasta a desconfiança e provoca-me calafrios, frios, frios.
É suposto que um texto, por esses mesmos princípios de beleza, de encanto e de equilíbrio, me causem admiração, desejo, orgulho e imensa vontade de saborear cada sílaba, palavra e frase.
E as pessoas? Que textos são as pessoas? Tanta gramática, tanta sintaxe, tanto vocabulário por fazer e refazer e aperfeiçoar!
Exijo que a prosódia se eleve. Quero que a grafia, a entoação, a pontuação, a acentuação se desenvolvam com princípio, meio e fim, numa edição única, esbelta, matura e profunda da Alma e que seja o mais belo texto que jamais terei lido em alguém!
E assim, acredita, já no aconchego do meu outono, entre o crepitar de uma lareira reminiscente e um sóbrio despertar de alma, prometo ler e saborear o Ser que trazes até mim, essa obra humana que soubeste escrever.
As mulheres intensas possuem um enigma secreto,
um frisson, um carisma escondido em sua essência
que poucos conseguem enxergar.
Quando você esbarrar em uma, vai saber:
Não é pelos seus belos olhos,
não é pelas curvas capazes de causar nosso mais prazeroso acidente,
nem pelos brilhos que adornam seus cabelos.
A beleza de uma mulher intensa jaz em sua alma.
O que os livros de história nos contaram, gerações a fio, sobre os índios?
Para um texto bem resumido, trago uma reflexão em dois aspectos.
Dentro do olhar capitalista, que os índios são preguiçosos, não gostam de trabalhar. Dormem o dia inteiro e tem uma vida sem responsabilidades.
Dentro do olhar religioso, um povo pagão, que não conhecia a Deus e não rezava a doutrina católica. E precisava ser catequizado.
Isso ainda perdura pelo Brasil afora.
Reforçado ainda mais por falas excludentes e escrotas a que ouvimos nos últimos tempos.
Mas, quem são os índios?
Debruçar-se sobre eles é debruçar-se sobre o aprendizado da contemplação e do respeito à natureza em todas as suas formas e manifestações.
Onde os índios colocaram os pés, vemos o uso da terra com responsabilidade porque sabem que todo contexto natureza tem interligações de seres em equilíbrio.
A contaminação se dá quando os povos que por aqui atracaram, carregados de seus apetrechos consumistas, diminuíram os povos que aqui já estavam numa referência de posses, considerando os índios como primitivos, de valores insignificantes.
O que vemos, hoje, é a continua tentativa de diminuição da cultura, dos conhecimentos práticos e da religiosidade concreta desses povos pelos direitos à terra e à vida que lhes foi roubada.
Os índios sabem que a vida tem uma curta duração e que não adianta acumular bens e riquezas, porque tudo fica aqui quando partem.
E que é mais rico quem faz a passagem integrado numa mística de reencontro com a divindade que tudo criou e confiou, à criatura, a responsabilidade de cuidar e proteger.
Os índios preservam a natureza.
O homem branco,
e branco no sentido de pensamento e não cor de pele, ganancioso que é,
destrói tudo por onde passa.
É isso!
Como desacelerar ??
Quão bom seria se fosse da mesma forma de desacelerar uma moto ou um carro.
Quando criança perguntam o que você vai querer ser quando crescer?
Quando adolescente, você vai se forma em que ?
Quando adulto você vai casar quando?
Quando iram ter filhos?
As pessoas envolta sempre fazendo tantos questionários, esquecendo que você mesmo traçou tantos objetivos para sua vida e em algum momento pode ter falhado consigo mesmo, por não ter chegado aonde planejou.
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