Poema palavras

Cerca de 46123 poema palavras

(Leia também de baixo para cima)

Poema duplo

Eu odeio você
E minto dizendo que
Você vive dentro de mim
Mas você precisa saber que
Prefiro até mesmo morrer
Para não tê-la mais perto assim.

Eduardo de Paula Barreto
SP - 08/02/2014

Poema Eutes de peixes

És um sol que nunca se apaga, és a mais bela de todas estações, brilho, conforto e amor, a saudade saciada de inúmeras perguntas, perguntas que não cessamos ao nos olhar,
Tus és a privamera de todas as cores uma paisagem sem fim. É a força da raiz que resiste à tempestade, balança mas não se abala.
Luzia Delmondes
By Luzia Dellmon

⁠Envelope lacrado - o poema
O sarampo a vacina a ignorância a cloroquina o panelaço...
Tudo de acordo com a troca de delegados que facilitassem a pistolagem.
Mortandades sem amparos. Mortes sem velórios. Abin de Dentro, Abin de Fora...
Temas contraditórios secretamente orçamentados e perpetuamente envelopados.
Tudo muito bem lacrado, sem contraordem ou palavrório.
Santo Nordeste, o Senhor livrou-me de um estado teocrático, afegão.
Que Deus vos guarde no coração.
Naquela noite, a carreata, a multidão na praça. Recuperei a cabeça.
Vendi o caixão. O mundo se renovou dentro de mim.
Na aldeia de labirintos, passou uma fanfarra.
A polícia derreteu os metais da orquestra.
Tímpanos pífios, orquestrações de fugas, helicópteros raptados aos céus de Sevilha:
muambas viajando em drogas de aviões blindados. Os mais espertos correram a Miami. Os mais otários invadiram palácios.
Perdeste, mocinha! Deu ruim para sua festa!
Que onda é essa de bíblia do mal?
Bíblias com bombas, all inclusive?
Popcorns, Escaravelhos Scor&piões... Nem o capeta entendeu.
Ações criminosas se resolvem na Papuda.
Comprei um trevo para imaginar-me pessoa de sorte. Antes que me esqueça.
Amnesty é o Caravaggio!

Não me movo para agradar.
Danço porque existo.
Quando danço,
sou poema em liberdade.
— Naldha Alves

A Ontologia do verso

Nem sempre um poema nasce de um incêndio na alma;
às vezes, ele brota do silêncio.

Basta sentar…
e permitir que o mundo fale primeiro.

No gesto simples de quem passa,
no vento que insiste em tocar o rosto,

na pausa entre um pensamento e outro,
ali, escondido, já existe verso.

Porque observar
é, no fundo, uma forma delicada de sentir.
E sentir…
sempre encontra um jeito de virar poesia.

Kleber Abdul Al-Nasr

POEMA PARA TI
AVELINO FERNANDO DO COUTO RIBEIRO
(ou quando a morte fardada de roupagens negras se transforma em cristais de lágrimas puras que nem o sol consegue secar. © Carlos De Castro)
Há poucas horas te via
Na madrugada passar,
À minha porta.
Ias cedo, para o pão ganhar
Cedo ou tarde não importa
Quando o coração tem vida
Na noite que vai parir o dia.
E sou eu nesta elegia,
Neste paradoxo sem fim
Que afirmo com precisão
Que a morte é tão cobarde,
Se não,
Era fogo que não arde
E levava-me só a mim.
Assim, fico sem tino
Sem vontade de seguir
Esta vida, Avelino.
Pode ser que ao Divino,
Já no Reino do Eterno,
Possas rogar meu menino
Para que eu amado primo,
Jamais desça ao tal inferno.


(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Trista Por Escrever, em 06-04-2026)

Se fosse amado como eu gostaria,
Nenhum poema meu existiria.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.

Vi-te de longe,

e já eras poema,
mas faltava vida no papel.


Porque você não gosta realmente de algo só por olhar,
senão por experimentá-lo,
e eu só te entendi
no toque,
no cheiro,
no silêncio tímido
entre as tuas palavras.


O amor não é pintura,
é gesto;
Não é quadro,
é colo.


Se eu te amei,
foi porque me debrucei
sobre a tua alma
e mergulhei sem medo.


O olhar encantou,
mas foi o sentir que me prendeu.

Linha Tênue

Escrevo esse poema
entre a dor e um dilema,
sabendo que muitos vão apontar
antes mesmo de tentar entender.

Pra nós…
já virou rotina sentir demais,
carregar um peso antigo
de quem, muitas vezes,
nem pediu pra nascer.

A vida… a morte…
quem é que diferencia?
Existe uma linha tão tênue
que meus passos caminham sobre ela
todos os dias,
sem garantia.

Já tive vontade de ir embora,
não por fraqueza,
mas por não achar lugar
onde eu pudesse caber.

Desajeitado, quebrado, perdido…
como só entende
quem já perdeu tudo
e ainda tenta sobreviver.

Mas a recuperação tem algo estranho,
quase um enigma que intriga:
a mesma dor que antes nos empurrava
pro fim,
hoje nos faz implorar
por mais um dia de vida.

E chega a ser irônico…
porque antes, sem perceber,
a gente se destruía aos poucos,
roubando os próprios dias
de uma contagem silenciosa,
de uma doença incurável,
progressiva
e fatal.

Hoje eu perdi um amigo.

Não foi para as garras
da adicção ativa,
e isso, de alguma forma, conforta…
mas não apaga a dor.

Porque perder…
ainda é perder.

E a vida, que antes parecia clara,
se mostra torta,
como um reflexo quebrado
de tudo que já fomos.

Mas no meio desse caos,
existe um porquê que insiste em ficar:

ele partiu limpo,
de cabeça erguida,
carregando uma vitória silenciosa
que o mundo nem sempre vê.

Meu amigo se foi…
sem saber que, no caminho,
salvou vidas.

Sem saber que foi luz
em meio à escuridão de muitos.

E talvez seja isso…
o que me mantém aqui:

entender que, mesmo na dor,
mesmo na perda,
mesmo na saudade que aperta…

eu ainda escolho viver
mais um dia.

Poema VI
"Lucro d'Alma'"


Todo tempo meu é como o vento. Passageiro me sinto a cada ano.
Ando sempre em vão me preocupando, como se fosse eu dono do tempo.
Ansiedade trás no peito só lamento, tornando nosso sonho sepulcro.
Lutando com o instinto de ser chucro eu expresso a alegria de falar.
Aprendendo a cada dia a caminhar.
Viver é Cristo e morrer é lucro.

Poema Sede Insaciável


Queria apenas um pouco de ti,
mas o pouco não me bastou...
Quis sentir mais, quis me encher,
mas o teu amor só pingou.
Como chuva rala no chão,
eram gotas que vinham e iam...
E quanto mais eu pedia,
menor elas se faziam.
Minhas folhas foram murchando,
minhas raízes se desfazendo...
Fui morrendo aos poucos,
sem o amor que estava querendo.


Autora: Mirian Maria Julia

Poema Morada.


Seu corpo no meu abraço
encaixa com perfeição...
Tens a alma cheia de luz,
e paz no coração.
Olhar sereno, voz suave,
pele macia que faz sonhar...
Queria te ter em meus braços,
e nunca mais deixar te levar.
Fazia dos meus braços
a tua casa, o teu lugar,
te abraçava pra sempre,
sem nunca mais soltar.


Autora: Mírian Maria Julia

Poema VII
"E tu quem é?"


Talvez alguém vá me perguntar:
— Por que tanta variedade?
Digo: — Visitei muitas cidades,
cada um com seu jeito de falar.
Cada músico no seu jeito de tocar,
revela em si sua cultura.
Nada tem a ver com a altura!
A riqueza habita no diferente.
Sangue do sangue, gente da gente...
O sábio se veste de loucura.


E quem lhe disse? Eu digo Ele.
E Ele quem? Eu digo o Pai.
O Pai de quem? Digo de tu.
E tu é quem? E eu insisto:
filho da luz da cruz
que morreu a Jesus Cristo.

No poema Tabacaria, de Fernando Pessoa, esse trecho me chamou a atenção e às vezes lembro dele:
"o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada".

Representa o vazio, a falta de sentido ou o destino final de todas as coisas: o esquecimento e a inexistência. Sugere que, embora a carroça esteja cheia, o caminho por onde ela transita não leva a lugar nenhum.

Será que nosso destino individual é conduzido por essa carroça e a vida é um chegar em nenhum lugar?

Sou cristão, mas confesso que escuto o silêncio de Deus. Esse tema foi explorado pelo diretor que gosto bastante, Ingmar Bergman; tem um filme em que ele fala sobre o maior sofrimento de Jesus Cristo, e ele diz que não foi o sofrimento físico, mas o silêncio de Deus: o momento em que Jesus grita na cruz: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?".

E é isso: a fé é uma batalha, dolorosa e difícil, e às vezes desesperada; às vezes a gente pensa que não tem sentido nenhum. Mas, embora pareça isso, acreditar que tudo está indo para o nada faz menos sentido ainda. A própria palavra diz o que ele é: nada, algo que não existe. Então, o nada é uma palavra sem sentido no nosso vocabulário, pois só existem coisas e tudo. Embora não vejamos todas elas e suas relações, elas existem.

Creio que a história do ser humano é criação, queda, momento em que estamos, e restauração. Quando acabar a era da queda, tudo vai ser exposto, e as coisas, as pessoas, anjos caídos, Deus e anjos, e toda a teia e cadeia de causas aparecerão. Como diz o apóstolo Paulo: agora vejo em parte, depois verei face a face.




E Deus!
Observando toda a beleza do universo,
viu-se tentado a escrever um poema.
Porém, logo lembrou-se
que em seis dias
materializara a poesia!


A poesia é a uma forma de desmaterializar a criação transformando-a em versos.
Seria o poeta, um quase deus?

Soneto abusivo


Pare de frescura e leia logo esse poema!
Mas dessa vez, ao menos vê se lê direito!
Leia... Sem essa de querer procurar defeito!
E vê se dessa vez, ao menos se atente ao tema!


Sem melindre, ninguém tá nem ai pro seu problema,
te falo verdades pro seu bem... Não por desrespeito...
Eu te amo... Entenda que esse é meu jeito!
Faço tudo por você! A verdade lhe ferir é meu dilema.


Não venha com choramingos, choramingar choramigalhas!
Apesar de você ser assim: lerdinha... Cá estou eu...
Convivendo e perdoando suas inúmeras falhas!


Nunca faz nada direito, depois reclama do que colheu...
Então faça o que eu mando, sem usar desculpas canalhas!
E quem não gostou do texto... Certamente nele se reconheceu.

Poema não é só falar, é pensar, guardar,
amar, sonhar.


Poema no sangue, nas noites de luar,
com versos que eu nem sei explicar,
e pra que explicar? sendo que é só ler, e
pensar


''Oque esse poema tem pra me falar?''

Poema é ler, e sentir
arte sem pintura, com escritura,
Poema pra rir, se despencar,
Poema é a arte de amar, demonstrar,


Pra ler e brincar, com os versos, se abraçar,
Mesmo com aquele sentimento amargo no peito, Poema faz a gente criar aquilo que não foi feito.

Eu preciso escrever um poema


​Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema de versos brancos,
que não se preocupe com rimas.
Eu preciso escrever um poema
que fale de amor sem dizer “eu te amo”.
Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema
que não tenha travas,
que não tenha nada que me feche os olhos.
Eu preciso escrever um poema
que faça com que você enxergue
e que eu também possa enxergar.
E que eu possa ver o amor
nas coisas simples e banais do dia a dia.
Eu preciso escrever um poema
que não rime com nada,
só com alegria.
​— Nildinha Freitas

O Brilho do Seu Olhar ( poema emocionante para filho amoroso)


Você tem um jeito especial de ver o mundo,
Um olhar amoroso, profundo e sincero.
Seu carinho nos envolve, como um abraço seguro,
E sua educação é um exemplo, um orgulho que eu venero.


Meu filho, meu rapazinho de 11 anos,
És a joia mais rara, o meu bem querer.
Seu sorriso ilumina os meus dias mais insanos,
E sua presença é o maior presente que eu poderia ter.


Ver você crescer é um privilégio sem fim,
Uma história que se escreve a cada dia.
Que a sua vida seja um jardim,
Repleto de flores, amor e alegria.


Que você sempre seja esse menino de ouro,
Com o coração puro e a alma brilhante.
E lembre-se, estarei sempre ao seu lado, meu tesouro,
Para te apoiar e te amar a cada instante.


----------- Eliana Angel Wolf