Poema palavras
POEME-SE
Eu sou um poema que virou a página do livro, e se libertou.
Daí, descobri que; a arte de viver: é você sendo seu próprio leitor!!
Machado de Jesus
Neste poema, minha menina, deixo escrita a verdade:
Se um dia você o ler, peço toda a sua atenção e sinceridade.
O que nunca tive coragem de te dizer cara a cara,
Hoje transformo em versos, pois a alma declara.
Sim, eu te amei não duvide, não negue, não tema.
Não foi por anos de história, mas por cada detalhe do teu poema.
Me apaixonei pelo teu jeito, teu sorriso, teu olhar,
Pelos pequenos pedaços de ti que aprendi a admirar.
Em tantas noites pedi a Deus, entre lágrimas a rolar,
Implorei que te trouxesse pra perto, que me deixasse te amar.
Nunca quis só teu corpo, algo simples e vazio,
Queria teu todo, teu mundo, teu abraço macio.
Orei aos céus, aos deuses que a imaginação desenhou,
Chorei até que a dor cansada em silêncio se calou.
Te esperei por mais tempo do que eu deveria,
Mas no dia 31 de dezembro, quando o ano termina, te deixo… finalmente, eu diria.
Guardarei um espaço enorme no meu coração,
Mesmo que você ocupe só um cantinho na escuridão.
Se um dia nos reencontrarmos e meu sorriso surgir,
Se meus olhos brilharem nos teus… estarei pronto pra te seguir.
Mas se décadas passarem e meu peito não balançar,
Se meu olhar não tremer ao ver o teu voltar,
Então morreu o que fomos, aquilo que um dia senti,
E ficará guardado no meu coração, adormecido ali.
Sinto falta do teus cabelos negros, dos teus olhos castanhos,
Da calma que eu encontrava só por te abraçar.
Sinto falta do calor do teu corpo junto ao meu,
Da paz que senti no primeiro olhar que se perdeu.
Mas se não és pra mim, eu aprendo a te soltar,
Te deixo livre pra viver, amar e voar.
Pois não quero tua tristeza, quero ver você sorrir…
E se não for comigo, mesmo assim vou te permitir.
Eu te amo, Lorena M. Monteiro S.
E deixo nesses versos tudo o que viveu em mim. ❤️💭
Devolvi a palavra na boca do verso
sem lonjuras ou apegos
a distância que o poema tem
é o tamanho inverso do seu canto.
POEMA ELEITORAL GRATUITO
Decidir entre lágrima e carpido;
se melhor é a farpa, se o espinho,
ser exposto ao deboche ou ao escárnio
de quem hoje proclamo salvador...
É pedir a lesão, talvez o corte,
distinguir o gatuno do ladrão,
quem será meu algoz, quiçá verdugo,
pra depois enforcar a minha voz...
Optar por satã ou satanás,
pela víbora, a cobra ou a serpente;
dor de dente, quem sabe, dor de ouvido...
Escolher entre nódulo e tumor,
um derrame, acidente vascular,
flor atômica e Rosa de Hiroshima...
Anzol Mágico
Demétrio Sena - Magé
Um poema revira o poço fundo
e descobre os desvãos mais escondidos,
vai ao forro do mundo e traz à tona
os mistérios que ocultam corações...
O poder do poema surpreende
quem afunda seus sonhos no vazio;
as malícias, também as inocências;
esse lado sombrio em cada um...
Anzol mágico e bom mergulhador,
vai à dor e descobre as emoções
que se trancam em suas agonias...
Quem escreve um poema expõe aos ares
nossas farsas e nossas realidades,
os lugares mais dentro de quem somos...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Poema:
O Dom, o Aprendizado e a Sabedoria
Há dons que nascem no silêncio,
brilham no olhar de quem busca,
não pedem palco nem aplausos,
apenas o espaço da alma justa.
O dom é semente divina,
plantada no tempo da fé,
cresce em meio às dúvidas,
floresce em quem não desiste de ser quem é.
Mas o dom sozinho não basta,
precisa do chão do aprendizado,
da queda que ensina o passo,
do erro que forja o resultado.
Aprender é servir ao propósito,
é lapidar o talento com dor,
é entender que o caminho mais duro
é o que mais revela o valor.
E quando o dom encontra o saber,
nasce a sabedoria serena,
que não grita, apenas ilumina,
que não impõe, apenas ensina.
A sabedoria é o fruto maduro
de quem viveu com humildade,
e entendeu que o maior mestre
é a própria vontade.
JR TEIXEIRA
POEMA TEDIOSO
Demétrio Sena - Magé
Amanheço e repito meu dia de sempre,
ao chegar de uma noite que se repetiu,
cujo sono caiu na sistema de sonhos
processados em lenta rotatividade...
Mais um dia moroso pra levar nos pés,
arrastar junto às horas que fazem mistério,
pra contar até dez e depois repetir,
sem levar muito a sério viver ou morrer...
Tedioso poema que agora se faz,
numa paz conflitante que pesa fingir,
no frigir dos miúdos do meu organismo...
Anoiteço e nem vi a passagem do dia,
uma vida vadia se guarda nos panos
dos "desplanos" que faço pra nova manhã.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Poema – Quando a Verdade Vem à Tona
O circo um dia se arma,
mas também um dia se fecha.
E quando as luzes se apagam,
sobra apenas o homem diante
da própria história.
Houve quem tivesse tudo nas mãos:
o país, a caneta, o povo, a fé.
Houve quem pudesse ter sido grande,
maior que o próprio tempo.
Mas escolheu o caminho da sombra,
da mentira repetida,
da palavra vazia
que feriu corações em plena dor.
Na pandemia, vimos janelas fechadas,
vidas partidas, lares em silêncio.
E ouvimos, do alto,
blasfêmias que machucavam mais
do que a solidão das ruas vazias.
Enquanto esperávamos a salvação
que só viria na vacina,
pessoas queridas se iam,
e a verdade era empurrada para longe.
Mas a mentira pode até boiar,
pode até enganar,
mas o azeite sempre sobe.
A verdade sempre encontra o caminho
de voltar ao topo.
E quando chega… ilumina.
Não é falta de visão,
de audição ou entendimento.
É escolha.
É o peso de acreditar
no que conforta,
e não no que liberta.
O Brasil precisa desapertar o peito,
abrir as janelas, deixar entrar luz.
Enterrar o que passou,
não para esquecer —
mas para aprender,
para crescer,
para renascer.
Somos um só povo,
um só chão,
um só sonho.
E quem já envelhece sabe:
a vida só vale quando deixa frutos.
É nosso dever plantar árvores
para aqueles que ainda virão,
assim como plantaram para nós.
Que venha a era da paz.
Que venha a era do abraço.
Que venha a era do amor
que não conhece rancor.
Porque Jesus nos ensinou
a amar o próximo,
e é desse amor que nasce
a verdadeira potência:
não a potência do poder,
mas a potência da união.
Que o Brasil floresça,
não pelo ódio,
mas pela esperança.
Que o futuro seja claro,
como um campo depois da chuva.
E que todos nós,
irmãos de uma mesma pátria,
possamos caminhar lado a lado,
transformando dor em luz,
e escuridão em amanhecer.
— Nereu Alves
Amor, és poema na madrugada,
és razão da minha voz afinada,
teu rosto é meu clarão,
tua vida é minha canção. - Frase da música Chove lá fora do dj gato amarelo
Poema : Rosas Secas
No refúgio de um tácito ataúde
D'onde qualquer sussurro traz espanto
Cujo lúgubre coloração de canto a canto
Consome o que restava da parca saúde
Esconde-se o putrefato cadáver pálido
Cujo olhar não mais se abre
À volta do pescoço segue a calabre
E a carne fétida traz o ventre esquálido
Cercado pela penumbra densa e mórbida
Aos grandes umbrais da vida finada
Cujas bocas seguem tão caladas
Na metamorfose da decadência sórdida
Aos balcões cinzentos que adormece
No frio cimento eternizados
Postos ao descanso contemplado
Onde a história se encurta e se esquece
Em frágeis ossos que viram poeira
Expostos ao tempo e ao lamento eterno
Mutações que agem no seu ventre interno
Definhando desta vida passageira
Revela o último sacrifício
De um espírito que no silêncio vaga
E das poucas palavras que propaga
Abundou da ganância como exercício
Ao flanco esquerdo então se nota o ramo
Que já fora adornado por diversas cores
Mas que hoje comporta enegrecidas flores
Junto a uma carta grafada em " Te amo "
Se vê então o que já foram lindas rosáceas
Outrora balsâmicas em figura crata
Mas que agora definham na gélida prata
D'onde se mostra lânguida como a cartácea
Sobre aquela lápide que guarda as vidas
Escrita está, no puro tom latim
Aquelas rosas secas, mortas ao carmesim
Um dia tiveram aroma e foram coloridas
Escrito por: Wélerson Recalcatti
*Derradeiro Poema*
Hoje, talvez, um último verso ou um derradeiro poema, uma terminante chance, uma última vez que ouvirá a minha voz, talvez ouviremos falar um do outro, ou não, o silêncio não foge, ele vai invadindo onde antes havia uma certa prioridade, contudo, não a minha prioridade como a sua ou a sua como a minha, as lembranças vão sumindo e esquecerei a sua voz, esquecerei quem foi e a sua importância só será lembrança. Tivemos a chance, mas queremos o mais fácil, não por de fraqueza, mas por falta de fé, fé em Deus e fé no amor. A esperança que era combustível, se apagou.
Poema: Rubim, Espelho do Brasil
Sob o véu das montanhas serenas,
Rubim desperta ao dourar do amanhecer,
Em teu colo, memórias pequenas
Crescem fortes, prontas pra florescer.
Serras guardam auroras antigas,
Onde o vento galopa a canção,
Tropas e sonhos, pegadas amigas,
Tecem teu chão com o fio da união.
Em ti vibra o pulso da arte,
Do folclore, do riso e do labor,
Cada filho é parte e estandarte
Do Brasil em seu mais puro amor.
És passado que não se apaga,
Com zaquetes que o tempo bordou,
Tua história, no peito, se alaga,
Com heranças que o povo formou.
Tens no povo o maior tesouro,
Filhos firmes, herança e raiz,
És Rubim — de beleza e decoro,
Espelho fiel de um Brasil feliz.
Poema I
Suprassumo pensar
A alma — ah, a alma
ora templo, ora caverna,
sonho de ser eterna,
conturbada ou calma.
Sussurrava e gritava
entre lágrima e pranto,
fino e suave manto,
porque alma ela era.
Não só carne,
nem só memória —
mas a fragrância do espírito.
Não só escrita,
nem só história —
mas a essência em um abismo.
A alma — ah, a alma.
Poema II
A voz escrita
A palavra dita voa, a escrita permanece.
Um pacto silencioso entre ausentes,
ou a flecha lançada em forma de prece.
É o selo. A prova. A herança:
memória que jamais se esquece.
É urgência. É chama. É marca —
a palavra dita, que no ar estremece.
Poema III
Repente de um poeta
Já vi cacto dar flor no silêncio da aflição,
E vi lágrima em dor, em sorriso e oração.
Quem planta o sonho bruto, colhe verso em cada mágoa —
O que rega o futuro? Suor e lágrima, vulgo: água.
O sol não tem compaixão, a chuva virou promessa,
E a terra só dá legume se a fé não for só conversa.
O filho da estiagem tem coragem desde os ossos —
Não murmura a miséria, nem destrata um dos nossos.
Já vi homem ter dinheiro e morrer sem ter sentido,
E matuto sem um troco dividir o seu abrigo.
A riqueza que perdura não se mede por moeda —
Mora é na intenção, no coração de um poeta.
Poema IV
Pequeno verso de preço
O homem inventou o dinheiro — e deu valor à escassez,
Mas nem tudo é dinheiro, nem com dinheiro se fez.
Fez, sim, muita riqueza... condenando muitos à malta,
E a prisão da moeda nem se nota — até que ela nos falta.
Nascimento do poema.
Deixo a cidade e seu tumulto lá fora,
E o silêncio sussurra os versos,
As palavras dançam ao vento,
E o mundo some , se afasta,agora compondo parindo!!!
Só restam as emoções,
E o poema nasce, lentamente sem pressa. Leila Boás 13/12/2025
Poema sem nexo
Ontem eu tive uma miragem
Eu avistei um anjo
Que olhou para mim e disse:
- Escreva, escreva mais poesias!
As pessoas na fila
Para entrar em um museu
E eu ali pensando
Quem afinal eu era?
Pessoas aglomeradas
E o sol forte no céu
Um vendedor de águas
E umas meninas da Iugoslávia.
Não me dirigiram a palavra
Não sei o porquê entraram no poema
Deva ser porque o orgulho é pouco
E isso não era relevante.
Importante deva ser o instante e a rima.
Ei, Anjo, o poeta era eu?
Ou escrever poesias
Foi mais uma das utopias?
Frida Kahlo, oh Frida!
Que vida tão sofrida.
Quisera eu ser Diego Riveras
E morar na Casa Azul.
A memória lê o dia
de trás para frente
acendo um poema em outro poema
como quem acende um cigarro no outro
que vestígio deixamos
do que não fizemos?
como os buracos funcionam?
somos cada vez mais jovens
nas fotografias
de trás para frente
a memória lê o dia
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