Poema o Vestido
VESTIDO DE RENDA
Menina do vestido de renda
bela menina
bela prenda.
Com sua renda me rendou.
Piscou pra mim
pra mim olhou.
Teceu a telha
do meu amor.
Antonio Montes
Ela
E lá vinha ela, toda arrumada, com aquele salto preto que eu gosto e com aquele vestido que vai até o joelho dela. E quando ela vinha andando em minha direção, eu ficava em paz com o mundo, eu via o amor, a tranquilidade que ela me passava mesmo de longe.
Ela me faz enxergar o mundo de uma forma mais ampla, me deixa sagaz e me deixa feliz. A sua pele, a sua boca, os seus cabelos, os seus olhos, tudo era perfeito.
O jeito como ela anda, o modo como ela sorri, aquilo de toda forma me fazia feliz. Quando ela destaca o sorriso, é como se nada mais importasse, eu ficava centrado no sorriso dela, porque além de ser bonito, me transbordava de felicidade.
Morena cor.
Quando vejo uma menina
brincando de pé no chão
vestido de malha fina
rodado que nem pião
cabelo encaracolado
morena cor do pecado
só pode ser do sertão.
TROVA - 128
Seu vestido coladinho
Mostra tudo, nada escapa...
Confesso, fico doidinho,
Do seu corpo, olhando o mapa!.
Moldura
o vestido não te faz
não tanto quanto teu corpo
o batom não te faz mais
não chega aos pés da sua boca
seu rosto não precisa de moldura
já és uma pintura
que eu desejo
nada enfeita mais suas bochechas como meu beijo
Quando a tarde cai calada
A noite estende um vestido
As nuvens o veste
para ficar de lembraça, de uma noite
Queiria acontecer.
As nunves derraram lagrimas sem saber
Aa lagrimas de lembranças passadas
De um passado lindo
Quando o dia era lindo
Quando tarde não se cansava.
Hoje a noite dá voltas em casa
A procura do vestido
Que caiu da noite fechada
O vestido lavou a minha alma
O vestido lavou o meu presente
Jogou fora, de repente
Toda a dor que dava voltas
Nessa alma quase morta
Mas ao vestir esse vestido
Se tornou tão viva, quanto a dona
Essa dama, mulher de preto
Que escurece noites vencidas
Mas não joga seu veneno
Mas a amente dela joga o veneno
Que é a chuva que banha meu sereno
A MENINA DE FITA
Cresceu a menina de fita
trocou o vestido de chu]ita
Foi em busca de seu sonho
evitou um futuro tristonho
Encontrou muita barreira
dela fez sua trincheira
Da tristeza tentou distância
com esforço saiu da ignorância
Enfeitou-se de margarida
para de seu homem ser a preferida
Fez parceria com a alegria
e no amor fixou moradia...
mel - ((*_*))
Vou esperar o desenrolar dos nós dançando...
Em meu vestido longo de algodão...
Com fitas de todas as cores em volta da cabeça...
Rodopio em giros suaves...
Vislumbrando um mundo de minha imaginação...
Onde só cabem perfumes e risos...
Não há nele...
Lampejos e nem dor...
Nem gritos...
E nem nada que tire o som harmônico de ventos e pássaros diversos...
Há uma imensidão de luz que toma conta de tudo...
Há verdes que se mesclam com tons que nunca havia visto...
Há também montes altíssimos dos quais já não tenho medo de beirar...
Na minha confiança de que não há perigo algum...
Deito-me na relva a olhar calmamente as nuvens...
Seus formatos e tamanhos...
Brincando de imaginar figuras...
Esse é meu momento mais relax para mim...
Vestido de chita
Quando te conheci
Era de vestido de chita
Que estava
Colado naquele corpo de menina
E eu um menino sem desdém
E quando olho hoje você
Vejo a menina de chita
Que naquele dia
Para sempre encantou
Eu um menino que
Ainda sou...
Nordestinês.
Cabra bom... é arretado
meia garrafa... é meiota
mal vestido... é marmota
gente boba... é abestado
perdeu tudo... tá lascado
falar mal... já quer frescar
vai embora... é arribar
se tá triste... é jururu
gente feia... é cafuçu
e não cumprir... é fulerar.
O que é ser chique pra você?
É estar bem vestido?
Não, isso não é ser chique, é ser cabide móvel de marcas.
É ostentar joias?
Não, isso não é ser chique, é ser sem brilho próprio.
É ser seguido?
Não, isso não é ser chique, é ter liberdade fragmentada.
Chiquérrimo mesmo é distribuir esperança e felicidade por onde passas.
CABIDE
"Vá ao cabide, pendure a tua espinha dorsal. Entre estar vestido de trapos ou de nobres tecidos - mas cheio de entrelinhas -, fique despido e exibindo, somente para o espelho que não existe, as pobres curvas do hiato remendado."
Não uso branco
tampouco preto
fui vestido desde tempos antigos
com a tonalidade vermelha
talvez miscigenado,
vagando entre os termos
mas sem nunca me definir
se branco ou preto,
sou apenas a cor solitária
que anda sozinha na noite
deturpando virgindades
e a infância das moças,
sem uma alma gêmea,
residente de outra dimensão
onde amores são unos
e vagam como eu
nestes termos indefinidos,
acatando assim a solidão
vermelha dos dias.
Quero bordar meu coração com pérolas de amor que caem do céu.
Fazer um vestido de corte comprido que seja só meu.
Passear orgulhosa por entre a multidão.
Preencher minha alma.
Cantar uma melodia.
Dar-te a mão!
Abrir um sorriso rasgado.
Tecer um brilho apagado.
Caminhar de novo a teu lado.
Até escurecer.
Anabela Pacheco
Vesti meu vestido mais bonito, me empreguinei de lavanda e coragem...
Eu sorri o mais belo dos sorrisos, no espelho rubro púrpura; comecei o meu feitiço ajeitei o penteado mais lindo. Desliguei o senso o critico no colo um belo crucifixo, ofuscante. Fiz um pacto com os lábios e o destino. Ela veio a deslizar da pálpebra para compor junto a mais bela face que eu pude alcançar. Anestesiada feiticeira, enfeitiçada quem compões é minha alma ela se desfaz se não blasfemar.
Enchi-me de lavanda me empreguinei com coragem, de uma lagrima dei meu ultimo rubro sorriso despi o meu mais belo vestido em seus lábios dei meu ultimo suspiro. Devaneio, desvarios.
"Hoje eu acordei pronta pra sair.
Com o cabelo tão bonito que até o vestido amassado e o esmalte descascado faziam seu próprio charme em mim...
Mas o tempo não ajudou, ventou, choveu, o dinheiro acabou, a liberdade se foi e o motivo voltou.
O motivo pelo qual eu, tão bonita a meus próprios olhos, me sinto sempre presa.
A inconstâcia.
Minha amiga das horas de loucura e minha inimiga nas horas em que eu precisaria apenas tomar uma decisão.
O lápis do olho não foi suficiente, a vontade já não era mais a mesma e o tempo, sempre o tempo, me fez ficar em casa."
Elegância não está nas pedras preciosas que adornam um pescoço ou no vestido mais caro que eu possa adquirir.
A beleza feminina está mais além de panos e objetos. Faça assim: comece se vestindo de cordialidade, educação deixando as boas maneiras sempre a amostra. Calce um ótimo par de solidariedade.
E não esqueça dos acessórios: uma bela simpatia e bem perto da cabeça a tolerância.
Pra finalizar borrife autoestima e autenticidade...você vai precisar sempre.
Na sua bolsa, leve um kit pra horas inesperadas: um bastão de paciência, compreensão e perdão, este último sempre leve sobrando.
Está pronta! Não terá como passar despercebida!
