Poema Nao Ame sem Amar
Sonhei .
Sonhei nas asas de um falcão
Os sonhos que hoje não tenho,
O tempo disse que não
E hoje sonhos não mais desenho
Não direi o que não sei
Apenas deixo fluir pensamentos presentes
Tudo que nesse momento, passa em minha cabeça
Palavras, que parecem ter sentido hoje
Amanhã... Não sei
Mas como vivo do agora
O amanhã... Ainda viverei
Se você não quiser
Me viro como der
Mas se quiser me diga, por favor
Pois se você quiser
Me viro como for
Para que seja bom como já é.
Título: ÚNICOS
O que seria minha vida, se não conhecesse vocês?
Onde estariam meus pensamentos, se não em vocês?
Por que bate o meu coração, se não por vocês?
Respostas impossíveis, perguntas confundíveis,
Porém, inesquecíveis.
Com quem eu pareceria, se não com vocês?
A quem me entregaria, se não a vocês?
Respostas impossíveis, perguntas confundíveis,
Porém, inesquecíveis.
Quem seria EU, se EU não fosse NÓS três?
Resposta impossível, pergunta confundível,
Porém, vocês sempre serão inesquecíveis.
Autor: Nélio Joaquim
Título: MEDO
Para que tanta preocupação?
Hoje entendo e não foi em vão.
Amor estranho! Por que amar alguém que te contraria?
Hoje eu descobri seus medos, nossa, isso me arrepia!
Agora analiso a sua idade,
Só de pensar nisso sinto pusilanimidade,
Faço contas tentando enxergar a realidade,
Porém o único resultado que eu aceito é: Eternidade.
Se você soubesse do temor que tenho quando penso em te perder,
Com certeza você se cuidaria mais para não adoecer.
Acho que estou sendo egoísta em não aceitar que tu possas partir,
Filho sem mãe, não deveria existir!
Autor: Filho (Nélio Joaquim)
Título: Não ache, aja!
Se você me achar metido, é porque não me olhou à mesma altura;
Se você me achar egoísta, é porque não me olhou com compreensão;
Se você me achar triste, é porque não me olhou com alegria;
Se você me achar calado, é porque não percebeu que tem pessoas que falam com os olhos;
Se você me achar bruto, é porque não me olhou com carinho;
Se você me achar feio, é porque só me olhou.
Autor: Nélio Joaquim
Pensamento Pensativo
Olhando para o vento,
Minha voz não sai do meu cérebro,
Prefiro a voz, pois as letras choram,
Prefiro o dia, pois à noite me arrepia.
Olhando para o nada,
Meu cérebro não esquece minha voz,
Prefiro o cérebro, pois as letras brincam,
Prefiro a solidão, a multidão.
Olhando para dentro,
Vejo os meus pensamentos,
Prefiro ver, a maldizer,
Prefiro tu, a você.
Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir, aos céus você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar...
Eu não sirvo pra ser "desapegada" como vocês falam, não que eu precise de alguém, mas eu
amo um mimo, um carinho, uma
companhia!
Não consigo ver felicidade sem flores
e para isso a minha janela estará sempre aberta;
é inimaginável um mundo sem amores...
Acreditar na paz interna ainda é a coisa mais certa!
Foste o vento dos meus dias
o que limpava o ceu cinzento
mas cansei de esperar por ti
já não vales o meu tempo
Chorei e choro por ti
cansei me de esperar
por quem não espera nada de mim
Hoje voltei a respirar.
Já fui mais eu
já fui mais ligado
mais chamado
mais abraçado
mais amado
mas hoje não existe mais nada
tudo foi mais do que um
simples "mas".
toquei a morte como num sonho,
beijei profundamente não senti mais nada,
nem sei mais quem sou,
apenas flutuo nessa transmutação,
tento compartilhar meus pedaços,
nem sei quem fui nesta presunção...
tudo não tem cor,
meus flagelos são igual minha alma
na onde estou, pelo qual ainda respiro...
abandonei está vida,
nem olhei para trás,
o espaço vazio não existe nessa vibração,
tento gritar mais ninguém me ouve,
toquei a morte num beijo de amor.
sinto que tarde para olhar para trás,
grito teu nome mais só o vazio...
nessa transmutação olho profundamente,
me despedaço nesse vazio, grito
ninguém me responde,
meus olhos caíram na obscuridade
caminho sem sentir mais nada desda vida,
mas ainda sinto meu coração clamar,
entre os mundos sorri pois senti...
por celso roberto nadilo
Que conforto é esse em nossos conflitos com nossos corações indisciplinados, que ele não ficará assim para sempre! Que porfiemos um pouco de tempo, e sejamos felizes
para sempre. Que pensemos, quando estamos atribulados com nossos pecados, que Cristo está encarregado disso por seu Pai, que ele não “apagará o pavio que fumega” até que haja
submetido tudo. Isso põe um escudo em nossas mãos para rebater “todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). Satanás objetará: “Tu és um grande pecador”. Podemos responder: “Cristo é um forte Salvador”. Mas ele
objetará: “Tu não tens nenhuma fé, nenhum amor”. “Sim, uma fagulha de fé e amor”. “Mas Cristo não considerará isso”. “Sim, ele não apagará o pavio que fumega”. “Mas esse é tão pequeno e fraco que sumirá e será reduzido a
nada”. “Ao contrário, Cristo dele cuidará, até que haja trazido julgamento com vitória”. E isto já temos para muito conforto nosso, que, precisamente quando primeiro cremos, conquistamos a Deus mesmo, por assim dizer, crendo no perdão de todos os nossos pecados, malgrado a culpa de nossas consciências e sua justiça absoluta. Ora, havendo prevalecido com Deus, o que se colocará contra nós, se pudermos aprender a lançar mão da nossa fé?
Falar sobre a dor, sentir a dor,escrever sobre a dor...
O que a gente faz quando as palavras não vêm?
O que a gente diz quando a lágrima sai
a voz se cala e a gente sente essa saudade tão grande
de uma pessoa tão grande que foi embora para sempre
mas vive dentro da gente.
Quando morre um poeta, não é uma estrela a mais que vai brilhar no céu.
São milhares de palavrinhas reluzentes que vão deslizar do espaço poético e ficarão bailando frente aos nossos olhos.
Porque o que ele escreve fica eternamente à espera de corações sensíveis que se deliciarão com cada partícula publicada...
Manoel de Barros se foi, mas pérolas preciosas deixa-nos pra sempre.
mel - ((*_*))
Camafeu!
Não é o meu melhor. Sei que mais posso e mais sou. É o fato que a vida ronda muito mais que a morte, o limite do meu eu. No entanto, busco a sorte como forma de combate e me vejo em alto relevo retratada num camafeu. Ah! Insano mundo que gradeou meu olhar numa viseira de breu. Voilà! É que a garganta expele grunhidos enrouquecidos e febris de solidão.
Desconheço o meu melhor porque busco inconstância na obstinação que emana do lírico amor de Orfeu. Não existe mulher Eurídice. E nem mesmo o sal que ardeu suas entranhas é o mesmo sal que me ardeu.
BNão sei do meu melhor. Pode ser que ressurja do nada, faça-me e me desfaça e novamente dê adeus! Ou, quem sabe, o melhor já esteja e me faça menos excêntrica, mais vital, mais essência e nunca mais, Camafeu!
O Conjunto
Ao amor
Dado ao acaso
Feito um laço
Não desamarra
Pegadas feitas
Caminho feliz
Brisa fresca gela os olhos
Mãos dadas dizem tudo
Os batimentos desesperam-se
