Poema na minha Rua Mario Quintana
eu olho pra você preco
minha respiração , mal
consigo respirar ,
Quando te encosto
sinto que estou a voar.
Quando você fala, comigo
Uma felicidade me domina,
Você é a minha, expiração
dos meus poemas.
Sabe muito bem o que fazer pra que eu enlouqueça
Esse papo já não entra na minha cabeça
Eu queria era saber o que você deseja
Mas se não disser, cai fora
Tudo o que nasce morre
Apagam-se da minha mente memórias.
O caminho sinuoso à minha frente vai deixando o presente para trás.
Na dor do momento tudo o que nasce... morre.
Uma lágrima corre.
Enquanto uma onda vem... outra vai.
Abismo profundo onde toda esperança cai.
Equilibro-me no fio da vida.
Sei por onde entrei...
Não me dizem onde e quando vou encontrar a saída.
Sigo o caminho sinuoso aos meus pés.
Era... agora já mais é.
E fim.
Embora eu estivesse em cacos, a minha
fé me fazia ver o futuro glorioso que Deus tem para mim. A
minha força, naqueles momentos tenebrosos, não vinha das
circunstâncias, mas vinha da minha fé.
(Ele me Tirou de Lá)
Este foi o
grande aprendizado que obtive [durante a depressão]:
Saber que as rédeas da minha vida estão nas minhas mãos e que, sabiamente, eu devo entregá-las a Deus.
Minha pele preta
ruge com a lembrança
do sofrimento passado.
Nossa ascendência
é parte do que somos hoje.
Nutre nossa consciência.
Hoje não é uma derrota em alguma área específica da minha vida que me definiria como um perdedor, sim não aprender com os erros através das experiências adquiridas, isso seria a maior de todas as derrotas.
Por que não saberia valorizar nada, o amor e a importância que cada uma pessoa exerce em minha vida, mesmo que nelas existam defeitos e venha cometer erros algumas vezes.
É aonde reconhecemos, nos levantamos e buscamos ser melhores; voltamos a caminhar e a sonhar com dias melhores e perfeitos em Deus.
Ricardo Baeta
De pés descalços sigo minha sina que me adoesse e também me anima.
O calor aumenta minha dor ao lutar pelo seu amor... Já começo a delirar, mas não paro de brigar, pois o seu amor quero eu ganhar.
Quintura da bixiga e ainda aumenta todo dia, de dentro pra fora aí é que estoura vendo você no mar a nadar penso até em escrever nossa história parado a ti contemplar.
Tão bela em movimentos de donzela se distância e se aproxima criando até certo clima, mas penso será que é o canto dessa sereia que dentro e fora do mar pisando ou não na areia me desnorteia.
Só quero que deixe de besteira ou me diga se estou marcando bobeira em buscar uma oportunidade de te mostrar que é esse marujo aqui que você deve amar!
Minha vida em versos
Selda Kalil & Edson Nelson Soares Botelho*In memoriam*
Como ondas do mar às vezes sem lugar
Destravada e com trejeito rezo meu terço
Vim do sertão e dos matagais sem berço
De bem com meu canto, credo e tradições.
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Nas minhas genéticas obscuras sem conexão
De professor adotei a vida informal
Através dos cantos e das almas sofridas
Dos louvores e das labutas de vida.
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Nas minhas andanças de tempo criança
Da vida extinta sem abraço e sem afago
Solta no mundo vivendo o perigo dos náufragos.
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Hoje com jeito e de bom trejeito, vejo no céu meu sossego.
Se for certo ou incerto, este é o meu apego.
Meu credo e rezas são vendavais, que me levam até aos céus.
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Pra sempre
Tua ternura me abrandou
Levou pra longe minha natureza tosca, selvagem
Transformou minha rudeza indomável numa doçura suave e bela…
Teu perfume me perfumou.
Hoje só me quero em teus braços.
Segurar entre as minhas as tuas mãos.
Beijar tua boca... num beijo doce e saboroso.
Feito do teu sabor é o nosso amor.
Quero te amar e ser amada por ti.
Sinto tua presença, em meu delírio ardente.
... Nós dois fomos feitos pra ser pra sempre
Eu a amava tanto
Que não a dividia
Ela não era só minha
Mas em meu coração vivia
Tocava para ela músicas que não entendia
E ela dançava em sintonia
Dançava e dançava
Dia após dia
Eu a observa enquanto bebia
Ela era a única que sabia
Que apesar de todas ela só ela eu queria
A minha dançarina era minha poesia
Quando eu escrevo textos
muitas vezes estou perdido
no jogo de labirinto
da minha mente
Só que a diferença entre todos
os jogos de labirintos
que eu joguei
é que todos
tiveram um
fim.
Lapidação [sem epitáfio]
Lápide!
O que escreverão sobre minha lápide?
Que legado deixarei?
Será que isso importa?
Quero viver mas sem desperdiçar a vida
Por isso dito meu anseio presente
Longe de mim a rudeza
Palavras sejam sem aspereza
Cicatrizes na memória de outrem
Não vale a pena guardar rancor
Veneno que definha o amor
Não quero perder tempo com trivialidades
Nem com belas e rudes mentiras
Invejas, brigas, intrigas
Prefiro olhar o pôr do sol
Contemplar os pássaros
Ouvir as flores
Cantar sem rubores
Plantar as sementes do amor
Vestir os calçados da paz
Viver no dia a dia a alegria
Momentos não monumentos
Vida!
Prefiro lapidar a vida!
Centro da Cidade
Caminham sérios como penitentes de batina,
Que tipo de grito espalha toda minha gente?
O mesmo do pedinte solitário seguindo sua sina?
Ou o choro lancinante de qualquer indigente?
Há um grande espaço vazio entre cada esquina,
Que se povoa de pedaços de ilusão ingenuamente,
Num doce olhar grisalho ou no sorriso da menina,
Que se aperta no trem lotado sofregamente.
Então, fatigada e inerme a cidade sua...
Passam-se as horas, o tempo, a vida e até a rua
Cujo nome se perdeu na ladeira da memória.
Prédios, sonhos, monumentos... tudo é história.
Quando o velho farol da praça se abre de repente,
Automóveis, motos, almas partem velozmente.
H Patria
1984 Janeiro.
Minha alma sempre
me cobra em vida
para que eu continue
acreditando cada vez
mais em meus sonhos
e arriscando mais com
cautela e sagacidade!!!
Que meu coração transborde gratidão a cada amanhecer e anoitecer;
Que minha vida seja pautada em ser e não ter;
Que nada e ninguém seja capaz de roubar minha paz;
Que meu caminho seja conduzido com Deus no comando;
Que eu viva aprendendo, evoluindo, e me reinventando.
Insta: @elidajeronimo
Foi desperdício
A vida é um hospício
A minha dor é alimento
Para esse mundo tão nojento.
É refeição de primeira
Para o mundo que me botou uma coleira
Sou apenas um animal de estimação
Implorando para fazer outra refeição.
Andando em círculo
Fazendo da tristeza o meu veículo
Respirando com esforço
Visto que nesse chão, eu só me contorço.
Você se tornou menor que a vida
Você foi meu templo e confessionário
Minha oração...
Olhei em seus olhos por um momento...
E o tempo se foi
Mas veio a lua
A canção sobre as ondas
E o frio
Seu cheiro se foi do travesseiro
E na memória , agora, há a lembrança de um porta retratos sem foto
Por que você deixou o medo se apossar de tudo ?
Agora temos olhares solitários
Em lugar de mais dadas
Meu destino é a solidão inevitavelmente,
Vejo isso a gerações na minha família,
Eu desejo esse destino,
Solitude é umas dádivas dada por Deus para poucos,
Mas até esse destino chegar quero estar próximo,
De todos aqueles que eu tenha algum apreço.
