Poema Menino
Tudo eu posso amanha.
Tudo eu quero e posso amanha.
Amanha posso ser o menino que sou,
Tudo eu posso amanha.
Vou ser o amante que te apaixona.
Vou ser o ciume que te machuca.
Tudo eu posso amanha,
vou ser o beijo de língua que te sufoca,
Tudo eu posso. Mas só posso amanha...(Patife)
AMOR DE MENINO
Carla Patrícia.
Doce melodia que meu coração entoa,
Mesmo quando o silêncio devora o tempo.
Tu foste a primeira chama,
O incêndio que queimou minha alma em segredo.
Eu era menino, ingênuo e cheio de sonhos,
Mas tu... tu eras a própria poesia viva.
Teus passos eram meu compasso,
Teus risos, a canção que me embalava.
Sonhei contigo em noites infinitas,
Num mundo onde só existíamos nós dois.
Te imaginei minha,
Mas nunca tive a coragem de tomar tua mão,
De dizer que meu coração era teu templo.
Crescemos. Amadurecemos.
Mas algo em mim permaneceu intocado,
Como um relicário guardando o impossível.
Tu foste o céu que nunca alcancei,
O amor que moldou o homem que me tornei.
Agora, seguimos rumos distintos,
Mas tu vives em cada batida do meu peito.
Carla Patrícia,
Primeiro amor, último suspiro de pureza.
Se um dia me perguntarem o que é eterno,
Direi teu nome.
“Poema da decisão”
Menino de coração ou de cabeça? Escolha!
Quem dera que o homem olhasse para seu próximo como uma criança olha para outra. Ela não vê cor, forma, posição social… Ela vê um potencial amigo, um semelhante, e não prejulga, não discrimina e não teme, só se aproxima, é o prazer da companhia.
Ney P. Batista
Nov/05/2021
Sou menino atrevido inocente pedindo a vida mais malicia para enxergar o desejo que me rodeia;
Tento me fazer poeta sem saber se posso ser feliz fazendo razão sem as loucuras para ser sentimental;
Aceito a condição de ter só você pra mim não me importando com as consequências;
Mas estou aqui para te fazer feliz ou tentar lhe dar o universo;
Sendo eu poeta menino que nunca quis a limitação de quem vive esperando um amor perfeito, pois busco um amor verdadeiro e que não seja apenas passível que se mostre sem sentido;
E que ninguém se engane pelo que digo se renda e mergulhe nesse mar de sentimentos para ultrapassar quais queiram que forem os entendimentos;
No amor não é preciso compreensão para entender os sentimentos do lado de fora, mas sim viver o que se sente dentro de nós mesmo;
Às vezes em um quase sempre sou completo complexo, com mistura um tanto explosivo, sou menino homem, sou bicho selvagem sem perder o meu coração para um alguém um tanto suspeito;
Procuro me encontrar para não mais eu me perder quando eu for necessário, enlouquecer com as devidas proporções deixando a vida me levar para onde quiser;
E minha vida é assim me doando por inteiro mergulhando de cabeça nos lugares mais inusitados;
Não sou meio termo nem quase por sentimentos imperfeitos sou tudo e nada para escolher e nunca suportei dúvidas pelo que queira;
Sou menino inocente, audacioso que os sentimentos espera para uma vida tão aparentemente calma;
Ando pelas ruas escutando o teu coração me chamando, se sentindo vazio quando se tem tanta gente em volta, mas continuar sozinho;
E essas promessas desafinadas que se mostram por um ser independente para se sentir-se com frio e medo do amanhã;
Eu te amo e quero gritar para o universo saber que ao teu lado quero crescer e deixar de ser menino;
Essa paixão se faz meu tudo e teu amor é que me faz absoluto, homem completo de viver;
Teu olhar tem poder de mover caminhos e o coração mesmo quando não esteja próxima de mim;
Abriu minha visão com a lucidez do amor doando-me o ensinamento de amar;
Eu cresci, mas ainda sou o mesmo menino de sempre que sempre foi importante ao teu coração;
Eu sou muito forte, mas em momentos indesejados me faço fraco, pois não sou perfeito e muita das vezes sou frágil;
Mas abro o meu coração para que eu possa entre um verso e outro tocar o seu coração para que você possa entender toda a minha intenção por você;
Careço desse amor... Pareço um menino desafiador que se arrisca para ter os seus sonhos realizados... Ah coração não se deixe doer, deixe amar para viver e querer;
Não sofra pelo verbo não aplicado ainda, pois se amar for sofrer por você quero morrer...
Meu corpo sobre o seu... Escorregando e se afirmando, suando e ainda mais quente causando o prazer adequado a nós dois;
Ainda me vejo como um menino carente que busca atenção e palavras amigas que possam me entender;
Sinto insegurança, me sinto só e sem direção que me faça perder o ânimo de estar aqui para dizer o quanto procuro sentimentos sinceros;
Tudo parece fugir para outro lugar, onde não tenho permissão de entrar ou assistir com admiração por segundos;
Faço-me o teu menino para te seguir por aonde vá e faço-me teu para comigo fazeres o que bem entendas;
Prossigo em linha reto sem pestanejar as minhas certezas do meu coração, me arriscando para colher bom fruto que o tempo pode me dá;
Entregar-me ao próprio destino e sentir o prólogo que me faz o teu inocente menino;
Pequeno como um grão
Sou um menino perdido no meu mundo
Às vezes sozinho, às vezes sonhando
Vago e vago buscando inspiração
Se sentindo esquisito com tanta ilusão;
Dentre os olhos alheios
Vejo maldades e anseios
Reinado de curto amor
Frustrações que causam dor;
Sou visto tão pequeno
Por quem não me tens amor
Agradeço a quem me ama
E peço mais sinceridade, por favor;
Menino tão só e perdido sou
Caminho de um lado para o outro
Procurando o meu amor
Tenho sonhos de voar
Para buscar a minha felicidade
Vou vagando em meu mundo
E ser amado de verdade!
O CABELO
A muito tempo atrás eu era um menino novo indo pra Vitória da Conquista ver minha família por parte de mãe e meu irmão mais velho que era como um herói em quadrinhos pra mim. No tempo de minhas férias que eu fiquei com meu irmão foram incontáveis as pessoas que pediram para ele cortar o cabelo que estava em fase de crescimento, ele queria deixar do tamanho do de minha irmã, porém por ser “duro”, escuro”, “ondulado” e ser homem tinha um aspecto “estranho” para a maioria das pessoas. Eu ficava impressionado como ele levava as críticas com muito humor e determinação, não era de forma alguma atingido, por mais que a crítica fosse desconstrutiva. Eu no auge de minha adolescência naquela época achava incrível a forma como ele levava sua vida, sempre sem medo e orgulhoso de suas ideias. Mesmo assim no final de minhas férias, preste a voltar para Salvador e já um pouco irritado pelas pessoas que encheram seu saco eu fiquei curioso para saber como ele mantinha aquele cabelo depois de todas as críticas sem ficar abalado…
Ele apenas respondeu: “Irmão toda vez que pedem pra eu cortar esse cabelo cresce uma determinação incontrolável para deixar ele crescer. A minha vontade dobra toda vez que me pedem pra cortar.” Naquela época eu era um menino novo e eu não tinha percebido, mas já tinha aprendido que a sociedade pode te tachar sempre como “louquinho”,”transgressor” ou “Sem juízo”, mas na maioria das vezes ela apenas está frustrada com sua falta de capacidade de tomar atitudes práticas perante sua própria vida.
Vivam sem arrependimentos. E se eu pudesse deixar uma moral para essa memória seria: Nunca deixe ninguém lhe dizer o que fazer sobre seus sonhos e metas. Sejam sempre impermeáveis ao choro das opiniões …
Guerrilha da vida
Ei! menino...
Você está aí carcomido?
Está precisado de uma semideusa?
Por afugentar seus pensamentos
Necessita de um Deus para a sua semiologia?
Por que?
Desapegou o seu olhar aflito das estrelas...
Desdenhou da única possível certeza...
Amesquinhou a lógica da natureza...
Abominou o coquetel molotov que criou...
Ei! menino...
Tem de dar conta da rosa
E não esquecer dos espinhos.
O vergel é lindo mas têm daninhas
Pisoteie somente o que for preciso
Mesmo sendo no pomar do agreste
A escolha não pode ser antagônica.
A bomba cai e, muitas vezes acerta o alvo
Nenhum movimento é sempre preciso
Mas não subestime os pressupostos
Que pode ser o míssil direcionado
Ao não contestável.
Ei! menino...
Acertaram precisamente no seu coração?
E nem se importaram?
Sentiu o sangue na garganta?
E você não morreu?
Então, porque não levanta?
Sabe menino...
Não se ergue por não saber que foi atingido
A arma está em sua mão.
Não treinou o suficiente
Seu aprendizado foi apenas disfarçado
A sua escolha é ficar amotinado
Protegendo os que estão em seu patamar ideologizado.
Ei! menino...
Engole esse sangue amargo
Ajude a alguém a carregar as pesadas armas
Mostre o seu ânimo mais aguerrido
Ao menos assim, poderá não ser um alvo surpreendido.
Onagro
Menino malandro
Tentei de todo jeito
Mudar os teus trejeitos
Até com castigos e cinto na mão.
A vida airada é a quê contemplas
Banhar-se no lago profundo, imundo
Recrear-se com as facilidades
Nos lugares em que os humanoides se ostentam.
Menino, agora de malandro a malvado
Cria tramas e conspiras
Vestes o lodo, vê-se em brilho
Olha e sorri com um sorriso calhado.
Menino vadio, teimoso
Não fizestes a lição da maneira correta
Em tuas cabalas um monstro emerge
Afia a faca, descasca batatas
Num porão cheio de baratas.
Como te sentes, probo?
Estás alucinado...
Marcando-se com ferro em fogo
Feito um jumento.
O baú do arco-íris
Olá meu doce menino
Onde você estava enquanto eu lutava
para encher o baú do arco-íris?
Você estava no paraíso das alucinações
viajando na ponta do arco-íris
Meu doce menino
Onde você estava enquanto eu lutava
para termos um pouco do verão, céu azul
e noites estreladas?
Você só estava a espera do resultado do meu sacrifício
Meu doce menino
Assim não se pode ter o céu azul,
nem noites estreladas
nem verão
nem nada
Meu doce menino,
hoje o céu não tem arco-íris
e eu tenho o verão que quero
onde quero
conforme o meu sacrifício.
As lágrimas do poeta escrevem o seu ser.
Elas fazem do menino o homem ancião.
Criam momentos que se imortalizarão.
E vestem de azul os negros olhos de minha escuridão.
Sonhos de menina mulher
Fantasiei quando menina
Casar e ter meus filhos
Um menino e uma menina
De olhos bem clarinhos
Não foi fantasia
Foi um sonho realizado
Tive um casalzinho
De olhos clareados
Sonhei também como mulher
Fantasias até perversas
De viver com o meu companheiro
Como amantes exotéricos
Neste sonho glorioso
Quis conhecer lugares
Fazer coisas loucas
Sem traição, na liberdade
Mas este companheiro? Não tive
Não acompanhou a minha ilusão
Achou melhor a acomodação
Sobre o mesmo colchão
Não cativou a amada
Para viver os mesmos valores
Preferiu afagar os seus sonhos
Com a mulher da vida errada.
Neste caso, só agradeço
Ao sonho que tive com os filhos
Pois o sonho de mulher
Caiu no precipício.
Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
