Poema com mar
FERNANDO DE NORONHA
Vi o pôr do Sol no mar
Lá no Morro Dois Irmãos
Em Fernando de Noronha
Cenário pintado a mão
Como ano que anoitece
E vem outro, amanhece
Numa nova geração
A vida é uma constante
Como as ondas desse mar
Para não morrer na praia
Você vai ter que nadar
Maré vai e maré vem
E não deixe que ninguém
Lhe impeça de avançar
Vi na areia dessa praia
Uma estrela-do-mar
Ela tava, ali, morrendo
Pus-me logo a ajudar
Tinha mais de um milhão
Sei que muitas morrerão
Mas essa eu vou salvar
CAPELA DE SÃO BENEDITO
A igreja e o mar
O padre vem bronzeado
Não esquece de orar
Pra nosso Jesus amado
Depois da benção final
Vira pessoa normal
Vai surfar despreocupado
Nas minhas preces peço ao mar que leve, leve embora tudo que me prende, tudo que me ofende, tudo que me adoece.
Leve embora a desesperança, a falta de amor-próprio, e tudo que me faz pensar... " Não sou capaz."
Que através da força de suas águas me traga, a coragem, o amor, a esperança, à vontade de avançar cada vez mais.
Nadando nesse imenso mar da vida, evoluindo, expandindo, amadurecendo, através de cada experiência, vou aprendendo com o mar, que
renascer faz parte da vida.
Todo dia se repete
Jangada lançada ao mar
Vento soprando na costa
Jangadeiro vai pescar
O sustento da sua casa
Um peixe na maré rasa
Pra poder se alimentar
Eu sai
correndo sozinho na praia
Eu senti
o frio da costa da areia
Eu vi
o contraste do mar
com as falésias e a lua cheia
Eu sou
o contraste
Eu sou
prova viva
Eu sou pai de santo
na terra querida
Brasil, Brasil, Rio
Lá do céu,
vi minh'estrela
chamar por meu nome
Foi o mar que me guiou
além do horizonte
Eu sou o cruzeiro
sou navegador
sou passos n'areia
dragão do mar eu sou
sou obra de Deus,
sou filho da Terra
Que é filha de Deus,
que é Pai da semente,
da gente, pra gente...
Esperança se fez
e a paz germinou
a fé é o que há
de sobra na obra do autor
da parte poeta
filho de Iemanjá eu sou
E um dia fui rei
dos recifes do mar
dedilhei os meus versos
junto às ondas de lá
e quantas ondas tem lá?
Pedi ao bom Pai
que soprasse um vento
o som do Seu instrumento
Tenho pássaros no céu,
Tenho dores que lanço ao mar,
Tenho este mundo tão meu
Que só o bom quer recordar.
Você é um chamado ao movimento
Você inteira é um verbo numa visão perfeita
Como Jonas no mar
Quando você se move eu fico mexido
“Eu sei que muitas vezes precisamos navegar em alto mar pra mudar a própria sorte.”
Giovane Silva Santos
A mar
Há repentes
Que só UM abraço pode amortecer
Há suspenses
Que só UM beijo é capaz de o medo desprender
E aprender:
- Tem razão
É o Coração ...
Só sentir!
(Se despir)
Agora, nua está a voz interior
Reprimir o recato de tentar
Esconder este sentimento que dança sem parar
Avivar UMA vez a vontade!
Puxar para si a Verdade
E conduzi-la pelo salão da fantasia
Sentir na proximidade e no ritmo, a maresia.
- Já vem uma onda!
Pés quase que plantados na areia
Secos, por muito tempo, esperaram apontar para uma sereia
A beira:
esperança corria sem parar
UM dia
chega perto da água
- Já vem uma onda!
Deságua sobre os seus pés
Molhados
Acalentados
Maré me acorda
Parece querer se expressar
Coração já se sente em casa:
-Aqui já esperei e quero ficar
Como é lindo a mar!
O veleiro
Somos como um veleiro
Em um mar revolto a atravessar,
De início com casco forte
E velas firmes a içar.
Mas eis que o tempo da viagem
E as peripécias do vento,
Vão moldando o veleiro
Aos poucos e a todo momento.
E então chegamos em terra firme!
Com orgulho podemos mostrar
As marcas e avarias
Que a história de um veleiro,
Um dia jovem
Podem nos contar!
“Tão Perto”
Mar e terra
Paz e guerra
Ursinho e fera
Mar tão azul
E o céu sem nuvem também
A tanto tempo que procurei
E apenas hoje que na sua ternura me curei
Feridas e cicatrizes que nunca enxerguei
Cheguei tão perto de estar tão distante
Luz brilhante e a lua no quarto minguante
Eu perdi tudo o que desejei
No início perdi tudo e o final foi como o fim
Você distante de tudo e sofrendo por fim
Eu tão perto de nada e tentando me contentar e enfim
Últimopensador
No mar o barco vai, vai e vai. Suas velas são ajustadas para os melhores ventos.
As marés parecem estarem contra, mas o barqueiro não esmorece, fica firme e segui.
Seu destino talvez seja incerto, talvez demore chegar. Mas ele sabe que do outro lado o que o espera é bom.
Veleja com vontade, veleja com fé que algo bom vai te receber.
O amor!
Mas o que é amar
Parece ter a imensidão do mar
É assustador, por vir sempre acompanhado de dor
Eu te amei tanto
Que no fim soube que era só paixão
Tu me amaste tanto
Do geito que faz perder até a razão.
Aqui nessa pedra, sentei pra observar o mar,
O mar não parou para ser
observado , O mar não para, não se
importar está ali pra ser
admirado o mar não para.
"Escrevi teu nome na praia junto a areia fina do mar,
A água carregou as letras
O vento varreu o chão
Apagou você por inteiro da areia e do meu coração."
Author: maryen Escobar- Writer
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positivismo
certo aluno
disse que só conseguia enxergar o mar
pela janela da sala de aula despida de grades.
“- como é bonito o mundo
quando se tem o olho nu!”
