Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
Benzinho-amor
nas tuas mãos
vou de Fandango
por onde me levar,
O importante nesta
vida é amar ou amar.
Pelo caminho contar
cada Wanglo em flor,
E de mãos dadas por
Aruba declarar o meu amor.
É uma cena que prevejo
com os olhos fechados,
Porque sem você perceber
também está apaixonado.
No coração ninguém manda,
dentro de ti sou aquilo
que mantém acesa a chama.
O seu sorriso não engana,
sei que anda até cantando
do nada o meu nome Anna.
Passear de mãos dadas
na Ilha das Conchas,
Um beijo discreto debaixo
de uma sombra de uma árvore.
A cena está finamente
feita na imaginação,
Ando sorrindo e cantando
ainda sem aparente razão.
A intuição tem escrito
poemas de amor para mim,
é alguém vindo no destino.
Sem receio de ser chamada
de ultrapassada ainda persisto
em ser quem sonha acordada.
Ouvir as badaladas do sino
da Igreja Matriz São Francisco
de mãos dadas com as flores
do Ipê Rosa do tempo no céu
ao redor da Lua Crescente.
Ter como lembrete a paz
e a unidade sob medida
para atravessar este século,
assim a aurora vespertina
desce com a sua mensagem
sobre o Médio Vale do Itajaí.
O céu do Hemisfério Austral
brinda a visão e o coração
de quem olha o festival
sobre o Pico do Montanhão
com o seu traje de fascinação.
Dou-te a emoção, o encanto
e o sacramental silêncio
da tranquila Cidade de Rodeio
da onde há o encontro e a surpresa de quando menos esperar tu
haverá de escrever o seu poema.
Com as palmas da mãos
repletas de Muruci,
Diante dos olhos teus
a Iara dos teus dias,
A minh'alma brasileira,
se orgulha ser inteira,
Ser poeta, poema,
primeira e derradeira.
Percorrer uma estrada
Wari de mãos dadas
em direção a Via Láctea,
Não querer mais nada
na vida a não ser tudo
que tudo aquilo que
enleve e coincida
de maneira infinita
no ritmo do Universo
a viver a história
romântica mesmo
que tentem nos convencer
que isso não mais exista,
Porque sabemos que não
existe outra melhor coisa na vida.
De sabor incomparável
os abacaxis são nativos
do Sul da América do Sul
foram por mãos guaranis
cultivados e espalhados,
Deixando memórias
e paladares encantados.
Não é à toa que admito
que neste continente
tenho inspirações
do nascente ao poente.
Em mim vive sempre
a vontade de render
todos os dias uma
grata poesia diferente,
dar graças a vida por
amar intensamente
belezas, sabores e perfumes
que fazem o mundo
todo de nós morrer de ciúmes.
A Flor-de-Outubro
floresceu nas mãos,
Quando existe a ânsia
é o sinal de alguma
entrega mesmo que.
digam que não existe
para nós uma regra;
Retirei o eu e você
da poesia que nasceu,
para tornar em nós
em nome do que ainda
nem mesmo aconteceu:
Na minha cabeça
a gente já se envolveu.
(Permito-me assim decretar).
Momentos perdidos dão luz a raiva, as chance e as oportunidades que escaparam pelas mãos.
Lembranças dos momentos éticos são detestáveis, quando desperdiçadas as sinalizações da possibilidade, acreditar que perderia o que se tivesse era a tua mentira! Nada seria como sempre foi... O palpite que põe em cheque o desejo, hoje soa como um jogo de azar com a mesma possibilidade de perder ou ganhar!
Covardia é deixar escapar o que poderia ter sido quando o risco vale a pena! perder o pouco que se tem, por querer ter tudo que se pode.
Hoje, sem uma relação plena, proibidos num monólogo bilateral entre o que foi, e o que poderia ter sido, construímos um lago onde poderia ser uma corredeira! somos cheio de possibilidades mas vivemos a mediocridade do que poderia, sem ao menos o que é.
Enterrado foi no caminho a possibilidade, enquanto tornas empalhado o imortal sem vida, preservado e inútil, como um troféu em tua sala.
Assim, de qualquer forma, por um ou outro caminho sai como chegou todo amor e carinho, ao tempo que a distância toma a forma mais assombrosa ao coração desejoso, que sente o amargo de uma atitude que não tomada, vivendo aquilo que não cabe mais em si.
No final tudo terminou como se temia, com o risco da perda, cada vez mais distante, e um desejo enterrado por um crédito mal dado.
Ao menos o interesse comum prevalece: a vontade de estar, mesmo que não esteja! ainda que de forma controversa. Todo o resto passou a condição de um fogo, ferida, descontentamento e dor! o que em um certo poema ainda chamam de amor.
O nevoeiro espesso turva a visão,
as pedras machucam os pés,
os espinhos ferem as mãos...
Caso eu me entregue à revolta,
peço-te Senhor, ensina-me a ser como o riacho
cujas águas deslizam entre os seixos
e se entregam docemente ao mar.
Cika Parolin
Vem, meu amor!
Vamos sair por aí,
a PRIMAVERA chegou!
De mãos dadas, vamos ver os jardins em flor!
Rosas, cravos, glicínias e jasmins
abrem-se ao sol
e querem nos ver passar.
A vida nos chama, vamos sair...
Enlaça-me, vamos ao campo !
colher flores de perfume sem igual
e beleza sem par!
Vem meu amor,
chegou a Primavera!
Vem, vamos senti-la em todo seu esplendor!
Cika Parolin
Tu que sabes das histórias do teu povo,
quem me dera sentar-me a teus pés,
beijar-te as mãos ressequidas pelo tempo,
ouvir-te sem pressa e sorver, um pouquinho
que seja, da tua imensa sabedoria...
Cika Parolin
Coloco absolutamente tudo nas mãos do PAI !
Alegrias ou tristezas...
Ele... Apenas Ele conhece o que me vai na alma;
Ele sabe dos meus méritos , ou não
e somente Ele será meu conforto
nos momentos de infortúnios.
Cika Parolin
Na crista da onda, uma pétala...
A alma pergunta quando se desprendeu da flor?
Que mãos a seguraram, a quem foi ofertada?
Que festa ou templo adornou?
quem sabe estavam nas frias mãos de quem partiu?
Quantas histórias há no imponderável flutuar de uma simples pétala!
Cika Parolin
Cúmplices no amor, na alegria e na dor,
seguimos de mãos dadas para o que "der e vier"...
De cumplicidades é feito o Amor... então cúmplices seguimos...
Cika Parolin
No fundo somos uns românticos incuráveis
e nos emocionamos com olhares afetuosos,
mãos que se procuram e contos de fadas da vida real.
Não posso negar que o casamento de Harry e Meghan
trouxe uma lufada de brisa fresca ao fim de semana,
o que me faz pensar que vivemos tempos de absoluta
carência de boas notícias, a ponto de vertermos lágrimas
emocionadas diante de acontecimentos distantes da nossa realidade,
mas que sentimos como se ocorressem no nosso quintal.
Cika Parolin
Consigo imaginar-me lá na frente:
Costas arqueadas,
cabelos branquinhos presos em coque,
mãos marcadas pelo tempo,
olhos enrugados,
ainda guardando algum brilho.
Não tenho medo da velhice!
As anciãs, que cercaram a minha vida,
ensinaram-me a não temê-la,
mas a apreciá-la
como uma oportunidade única
de continuar criando laços
e usufruir de toda a beleza do existir,
por um pouco mais de tempo.
Cika Parolin
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