Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
O vento do mês de Junho
soprou a mais radiante
flor do Ipê-Rosa e levou
para as mãos de Deus.
In Memoriam a Irmã Guilhermina Heinzen.
De mãos dadas com você
caminhando em meio
as Aroeiras-Mansas,
Com apaixonadas ânsias,
silenciosos e orgulhosos
do amor ter nos encontrado
e criado o paraíso habitado.
Os dois quadrantes
do Hemisfério Sul
nas minhas mãos,
e como quem
passeia no chão
de estrelas d'um
destino nada fácil
onde o meu peito
pôde se preparar
para te receber
do jeito que vier.
A esperar por
este momento
a cada instante,
sei bem que
tudo leva tempo
e por mais que
atentem contra
o sentimento
nada irá segurar
o amor escolheu
para ena(morar).
O Cruzeiro do Sul
traz o presságio,
e as Três Marias
o meu segredo
de Canopo altiva
elas resguardam
de todo o avilte
e de tudo que
impeça ser vida
e transbordamento.
Que meu amor se
encontra onde
as estrelas sempre
são mais visíveis,
não consigo negar
para mim mesma
e por intuição há
até quem já perceba
que não consigo mais
de ninguém ocultar.
O amor foi moldado
por nós tal como o barro
nas mãos do Criador,
O amor conquistado
por nós é mais forte
do que titânio e mais suave
do que pétalas de papoula
florescendo a cada ano
trazendo paz e esplendor.
O destino
conta com
a nossa
boa vontade,
e Todos
os Santos:
nas mãos
da sereia
oculta
está a concha
acústica
da História
que clama
pela verdade.
A justiça
e a paz
como
poemário
do jeito
que deve
ser em
nome
da grandeza
de todo
um povo
sempre
pede diálogo.
O capricho
político não
leva a nada,
a História
é muito clara:
boliviana
nasceu
Antofagasta,
por mais que
uns ignorem
e tentem
mudar o quê
foi escrito,
porque da
memória
ninguém apaga.
em meio aos nada
tão sutis intuitos,
o arco posicionado
nas mãos do arqueiro
e a flecha que rompe
com o pesado nevoeiro
só consigo desejar
em abraçar a emoção
no teu lindo peito
quando você chegar,
escutar o teu coração
e só de amor falar
acendendo o candeeiro
do Universo para sê inteiro,
olhando para trás
que por mais que queiram
insistir num tempo:
ele não volta nunca mais
não consigo imaginar
mais nada a não ser
naquilo que juntos
somos e podemos viver
neste amor que requer
mais amor do que poder
com razão e em suficiente
silêncio nesta terra
que os homens do passado
caminharam para frente
e os homens do futuro
remam para o passado
nunca por covardia,
e sim para salvar o melhor:
opto o sonho não entregar,
em nenhum jogo entrar,
deixar a tempestade passar
e esperar você chegar
assim olhando para todos
no abismo do destino
deste alto para baixo
virei silêncio e o raio
desta Lua Cheia onde
nunca quiseram me ouvir.
Na noite abissal,
eis-me a insônia
de mãos dadas
com a Superlua
na janela lateral,
e na mente habita
uma cena épica;
No estado grão
e mestre de plena
indignação total,
franca e continental
não está permitindo
piscar os olhos,...
Por todos os lados
há milhões de sonhos
proscrastinados
e outros destruídos,
O brio doce, inquieto,
ardente e de metal,
com os vitais signos
das derradeiras
Superluas do ano,
nunca irá calar
diante do banquete
de supérfluos egos
e indevidos ecos,...
Por todos os cantos
há vidas quebradas
enfraquecidas
e pessoas destrutivas,
Por esta noite fria,
longa, altaneira,
pelas estrelas,
e pura inconformidade:
Não é corrente fácil,
é a criança que
teve os brinquedos
pela vida quebrados
e o sorriso furtado,
mas que olhando para
o profundo do céu
para treinar a intimidade
com a escuridão
não irá se entregar,
porque jamais se
lançará na obscuridade.
Tenho nas mãos
a sutil pérola
do teu divino amor
em oceano,
sei que sou o teu
mais audaz plano.
Nos lábios silencio
a secreta canção
que leva o teu nome,
por ti firmei acordo
com o tempo
muito além do hoje.
Como se desbrava
uma eclipse penumbral
é o quê de ti peço
num deslumbramento
total diante de uma
galáxia em espiral.
No cair desta noite
ao ouvir os sinos
só me veio uma
única sentença:
na vida o amor
é o quê compensa.
Com as minhas mãos
voltei a me envolver
com o véu da noite,
não paro de pensar
em você indelével
na minha memória:
um novo capítulo
nos reserva a história.
Um subtil engendro
mágico anterior
ao próximo eclipse,
para vê-lo em disparo
viajando na suíte
e com a intimidade
requerida pelo intenso
prazer da liberdade
grandiosa e prometida.
Com os meus enleios
todos românticos,
incensos e cânticos,
esbocei caminhos
para não dar pista
do meu brio pronto
inerente ao tempo,
e permitir o inopinado.
Um segredo de estado
criptografado como
tatuagem ao arrepio
do imaginário comum,
assim levo discretado
para não dar pista
e não prestar contas
da fantasia adentro
embarcada no possível
expresso da meia-noite.
É noite de Lua Cheia
que atravessa
o quê restou do Cerrado
que pelas
mãos dos Homens
foi quase destruído,
e em nome do lucro
será esquecido
no absoluto do mundo.
Em noites de Lua Cheia
e em dias de Sol,
Ter visto uma arara
sobrevoando o Cerrado
em liberdade
foi um dos primeiros
gigantes sentimentos
que desfrutei
plena como brasileira.
É numa noite de Lua
como está que medito
sobre a minha Pátria
capturada por homens
de espírito mesquinho
que fizeram além
do Cerrado todo o lugar
de respirar desaparecido.
Em noites de Lua Cheia
como esta sinto
a nostalgia do Cerrado
como quem escreve
um soneto de amor
repleto e profundo
que resiste miúdo,
todo triste e encolhido.
ELE é o teu GRANDE AMIGO
que até meio de uma tempestade
de mãos dadas contigo estará,
É só você querer que do seu
lado ELE para sempre caminhará.
Minha Pátria adorada,
nos passos do teu heroísmo
permaneço derramada,
Nas tuas mãos me tens
de corpo, alma e coração,
A tua Independência ainda há
de ser perpétuo orgulho e glorificação.
Não existe emoção
maior do que ter
nas mãos a surpresa
que foi encontrada
na caixa de Correios:
o teu amor é a fonte
de todos os desejos.
A Venezuela será
sempre do Esequibo
da onde o Sol de lá
desde que mundo
é mundo sempre
para nós tem nascido;
é dali que me enviou
uma arte postal
com todo o carinho.
A conjunção entre
a Lua, Vênus e Marte
nesta noite de hoje
é sinal do inevitável
do que sempre foi,
é e sempre será por
mim, por ti e por todos.
O Esequibo será
sempre da Venezuela
da onde o Sol de lá
desde que mundo
é mundo sempre
para nós tem nascido;
é dali que me enviou
o teu amor como destino.
Nesta e nas próximas noites
sou eu a flor de Peroba-Rosa
florescida nas tuas mãos
tocando o céu do seu coração,
Você não consegue mais
viver na vida sem amor e paixão,
Sou eu de vez que cheguei
para fazer em ti amorosa revolução.
Em estado de Primavera
estarei nas tuas mãos
o ano todo florescida
Como Kantuta absoluta
serei a ternura favorita
de aurora em aurora
guiada pelo céu austral
sonhando acordada
a própria poesia sagrada.
(A tua primazia terrenal).
Tenho a cor de cor
da vista do mar austral
que dá para o Oceano Pacífico
e para as mãos originais
mesmo tarde há de voltar
para que o destino fazer
que a gente venha se encontrar.
Balança o Abedul,
Quero morar na dança
das tuas pupilas,
E estar nas tuas
mãos sendo infinita,
E sentir a essência
da felicidade na sua
mirada apaixonada
e repleta de malícia.
Com as mãos entrelaçadas
fazer o amoroso caminho
pelo bosque onírico
rumo a tranquilidade
do inequívoco rio do destino.
Nas mãos mais lindas ser
a Monja Blanca florescida
e a amada consentida
para alegrar os seus dias
Trazer o melhor e a alegria
e cobrir-te com beijos
a cada instante e dar-te
as primícias dos desejos
Confiar livremente tuas idas
e vindas com a firmeza
nas desejáveis constâncias
Trazer as auroras austrais
e boreais para a querência
aumentar sempre mais e mais.
Arcos Floridos
Arcos Floridos nas mãos
para dançar com carinho
a nossa linda tradição,
Com flores nos cabelos
e saia bem rodada
para atrair a atenção,
Você vai dizer para si
que sou o seu coração.
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