Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
A chuva está vindo,
Mas ela mantém-se firme,
Garota forte!
Vive na tempestade
do seu triste coração.
Ela sabe,
Que depois da chuva
Vem o arco-íris.
Pode ser forte, pode ser assustador,
Mas ela não desiste.
Olha o sol.
Olha que céu azul!
Mais uma noite difícil.
Mas ela sorriu,
"Pois o que passou, passou!",
Diz ela.
Tempestades,
Tempestades do meu coração.
Acalmem-se,
Quero dormir.
Por favor, está frio aqui,
Amanhã eu preciso sorrir.
Obrigada!
Meus amigos tem uma imagem de mim;
A pessoa alegre, divertida, simpática, atenciosa e de bom coração.
Mas muitos deles não sabem que por trás dessa imagem existe uma pessoa que sofre loucamente,
Que tem seu coração destruído em milhões de pedaços,
E que todas as noites sua consciência o destrói cada vez mais.
Enfim eu prefiro ver meus amigos felizes a vê-los tristes com a minha dor, por isso que procuro levar a felicidade para cada um deles e assim diminui um pouco o meu sofrimento.
Por que você não me escuta?
Deixe-me falar sobre o que sinto!
Todas as vezes que sorrio,
Meu coração esta mentindo.
MADEIRO EM VÃO
Ao pé da cruz lamúria e ostentação
Hipócritas curvados ao nazismo
A irônica coragem do iconoclatismo
Diante do madeiro obedecendo ao alcorão.
Ao pé da cruz a valentia do pecador
A ordem e progresso constitucional
Não esclarecidas da bandeira nacional
Da corja dos políticos em estupor.
Ao pé da cruz a lembrança do calvário
Antihipocráticos da impunidade
Que fazem estéticas da humanidade
E mancha o sagrado manto sudário.
Ao pé da cruz o olhar do cristo incrédulo
Do mentor da justiça à esquerda crucificado
Do que rouba o pão à direita mutilado
Das feridas sobre o pulso do fincado prego.
Ao pé da cruz as lágrimas de Maria
A sociedade alternativa de pilatos
Seguidores envergonhados de seus atos
Do ignorado cristo crucificado todos os dias.
Ao pé da cruz tristeza e lamentação
O desperdício de sangue no madeiro em vão
Servirão de aviso pelo cristo sofrido
Aos predestinados filhos da condenação.
Pelo autor Marcelo Henrique zacarelli / 15/abril/2002
Teus olhos é como uma estrela
cadente, toda vez que observo
eu a desejo com toda força que um
Coração pode suportar.
O Espelho do Eu
Olho para mim e vejo fragmentos que esqueci,
restos de sonhos, pedaços de coragem que o tempo dispersou.
Mas não há pressa.
Cada cicatriz, cada sombra, me lembra que sobrevivi.
E sobreviver, mesmo em silêncio, já é um ato de força.
Gratidão meu Deus!
Enquanto filha compreendi que a minha maior riqueza o Senhor plantou no meu coração.
A essência da luz e o dom de amar.
Lanna Borges
Talvez...
Talvez em outra vida
Talvez em outra encarnação
Eu poderia ser bem vinda
No seu coração
Talvez em outro tempo
Talvez em algum mundo
Esse meu sentimento
Não fosse tão estúpido
Talvez em algum lugar
Talvez em alguma hora
Você poderia me amar
E criaríamos uma história
Talvez se você me amasse
Talvez se você soubesse que te amo
Você poderia de mim gostar
Mas não suficiente pra tanto
E esse é o fim
Como todas as histórias
Só não foi tão feliz
Por que a história foi minha, e não nossa!
Tu mulher és corajosa
Valente, guerreira
E ao mesmo tempo
És uma menina meiga
Tu és mulher corajosa
Uma guerreira
E ao mesmo tempo
És uma menina de sorriso alegre.
SONO, TRISTEZA E POESIA
O corpo cede, mas há lembrança,
de cada riso, de cada dança,
e o coração, ainda que cansa…
agradece.
A noite cobre de sombra e véu,
mas há estrelas no mesmo céu,
e cada dor, por mais cruel…
ensina.
No breu que insiste, surge um clarão,
a alma entende a própria canção,
e a vida, em breve, num sopro então…
renasce.
Os sentimentos de uma Estátua Viva!
Atrás desta maquiagem e desta roupa eu me escondo
O meu coração bate e se estou alegre
eu não posso ficar risonho
Se estou triste, ai da lágrima que rolar na minha face!
Se eu sentir qualquer vontade neste momento,
eu tenho que esperar que ela passe!
Atrás deste meu olhar eu tenho tanta história para contar
Mas só me observe, eu não posso falar!
E esta posição contínua faz com que a minha imaginação
vá para bem longe, procurando um lugar mais calmo
Então eu vou lá aonde a minha paz se esconde!
Pode ser inverno, outono, primavera ou verão
Eu permaneço no meu posto, eu não tenho estação
E mesmo cansado eu continuo neste meu trabalho
A minha luta é constante e a coragem é o meu agasalho!
Estátua não tem sentimentos, não sente dor!
Pode fazer frio ou calor
Nada pode ser pronunciado neste meu olhar
Os olhares estão sempre atentos a me observar!
Aos tilintar das moedas
até que enfim eu posso me mexer!
Com movimentos e mímicas eu vou agradecer!
E logo a seguir eu retorno para a posição de inércia total
Ninguém pode imaginar que este meu esforço
é descomunal!
No final de cada dia eu volto a me encontrar
Posso rir, bocejar, falar e até gritar
Enfim o espelho agora me vê de verdade
No entanto, dos olhares atentos
eu começo a sentir saudades!
Janete Sales -Dany
"Estátuas Vivas"
Quero dizer que eu respeito muito o trabalho
desses artistas que batalham muito,
e que sempre colocam um sorriso no meu rosto!
Meu muito obrigado á vocês artistas ,
GUERREIROS DAS RUAS!
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Existe pessoas felizes se sentindo solitárias. O coração que foi treinado para bater, apanhando já sem forças. Promessas de anos guardadas, sendo num segundo desacreditadas. Aquela esperança de que lá na frente ia dar certo, agora ficando para trás. A fé escorrendo dos dedos, quase caindo...Tantas coisas ouvidas e ditas , e agora o silêncio é o som mais alto. O ontem você foi, hoje você é, e amanhã..o que você será?
Se for pra sentir dor e viver a delícia, que seja para algo que já existe. Não promessas, esperanças, sonhos..
"Você não pode mudar a direção do vento, mas pode ajustar as velas para alcançar o seu destino."
Silêncio Escolhido
Há um instante em que o ruído do mundo se torna mais alto que o próprio coração.
Nesse instante, não é a fuga que chama, mas a clareza: compreender que a vida também exige portas fechadas.
Isolar-se não é negar a existência do outro; é afirmar a própria.
É um gesto de retorno — como o mar que recua antes de criar a próxima onda.
Quem se recolhe não desaparece: transforma-se.
No recolhimento, as vozes externas se dissolvem e surge a pergunta que nenhuma multidão consegue abafar: quem sou eu quando ninguém me olha?
Há quem tema o silêncio, porque nele não há disfarces.
Mas é nesse vazio aparente que se escuta o som mais nítido do ser.
O afastamento não é abandono; é a arte de respeitar a necessidade de repouso da alma.
Voltar — se voltar — é escolha futura.
Por ora, o presente é a pausa.
Um ato de coragem que se escreve com portas fechadas e luz suave,
onde a solidão deixa de ser ausência para se tornar presença de si.
Cora, Voz dos Becos e das Almas
Neide Rodrigues
Nos becos da velha Goiás,
a vida fala em voz mansa e antiga.
As pedras guardam passos de sonhos,
e o vento sopra estórias esquecidas.
No tear da memória,
ela abre o seu Livro de Cordel,
onde cada verso é um pedaço da vida,
costurado com linha de fé e simplicidade.
De um Vintém de Cobre, faz riqueza
pequena no bolso, imensa na alma.
Confessa à lua suas meias confissões,
entre o pão, o quintal e a esperança.
Na Casa Velha, mora o tesouro:
um pote de ternura, um cheiro de pão,
lembranças bordadas no linho do tempo,
e o amor doce como o mel da infância.
E quando o sino toca em Vila Boa de Goiás,
a menina Aninha desperta outra vez,
espalhando poesia nas ruas de barro,
onde o coração da vida ainda floresce.
✨ Por Neide Rodrigues
(À Cora Coralina — a mulher que fez da simplicidade sua eternidade.)
A verdadeira riqueza da vida
É viver em paz com liberdade
Onde o amor brilha e ilumina
O coração cheio de felicidade
É incrível como Deus fala com a gente mesmo quando tudo parece calado.
Às vezes o coração está cansado, a alma está apertada…
Mas Ele chega de mansinho, acalma a mente, recolhe as lágrimas e fortalece o que já não tinha força.
O amor d’Ele não faz barulho, mas transforma tudo.
É no silêncio de Deus que o impossível começa a se mover.
Quem inventou o abraçar
Sabia muito bem o que era amar.
Encostar um coração ao buscar,
O outro coração a se declarar.
Nas sombras onde os corações selvagens vagam,
Quebrando correntes, nunca voltaremos pra casa.
Lábios cor de carmesim e uma voz como trovão,
Surfando ondas de rebeldia, me puxando pro fundo.
Ecos de liberdade em cada grito,
Perseguindo a noite, vivendo o sonho.
Nós somos a noite, nós somos a chama,
Lutando por paixão, jogando o jogo.
Juntos nós nos erguemos, nunca recuamos,
Vivendo nossa verdade, nunca perdendo o rumo.
Couro e renda, um abraço assombroso,
Acendemos o fogo, queimamos este lugar.
Dançando como estrelas no céu da meia-noite,
Sinta o ritmo, deixe nossos espíritos voar.
A cada passo, fazemos o chão tremer,
O som das nossas almas, um rugido a vibrar.
Nós somos a noite, nós somos a chama,
Lutando por paixão, jogando o jogo.
Juntos nós nos erguemos, nunca recuamos,
Vivendo nossa verdade, nunca perdendo o rumo.
Nos ecos da noite, nunca cairíamos,
Juntos para sempre, vamos superar tudo.
"Escute o que o mestre diz: na metrópole, o amor é um campo de batalha e o seu coração é o general! Pare de mendigar afeto em esquinas movimentadas. O verdadeiro titã urbano não corre atrás das borboletas; ele constrói um jardim de aço e vidro tão magnético que a própria natureza se curva diante dele. O seu parceiro(a) tem que ser seu copiloto nessa engrenagem frenética. Se não aguenta a pressão do seu brilho e a velocidade da sua ambição, que fique no acostamento da história enquanto você acelera na via expressa da glória!"
O PENSADOR URBANO
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