Poema dentro e Fora
Chove muito.
O vento forte bate as janelas.
Olho a tempestade lá fora antes de fecha-las.
Talvez eu deva gritar seu nome.
Talvez o vento ouça a urgência na minha voz,
E a leve até você
Talvez eu deva sair correndo batendo os braços.
Talvez ele me leve até você
Mas pássaro não sou
Se pássaro fosse
Com essa vontade que me enche o coração
voaria por todo atlântico
E se preciso mergulharia o mediterrâneo
pra ver esses olhos brilharem com meus próprios olhos.
Eu fechei a janela e as cortinas, apaguei as luzes.
Sou apenas mais um jovem apaixonado descobrindo
Que o que eu quero nem sempre estará ao meu alcance.
Vou dormir na esperança de que um dia eu lhe alcance.
Na esperança de que o vento que passou aqui chegue até você.
Fora ao ódio e aos odiadores!
O Brasil não é o melhor país do mundo pra você?
Para mim é!
Suas cores, sua simbologia, suas glorias, sua imagem devem ser imaculadas!
É um absurdo irracional e acéfalo alguém replicar com veemência seu desejo de "pátria amada", implorando masoquistamente um ditador pra chamar de seu e martelando exaustivamente que ama a pátria apoiar um aloprado qualquer a rasgar e vilipendiar as cores simbólicas sagradas do pavilhão nacional.
É o que vemos nesses dias tão estranhos, simplesmente um batalhão de pessoas que não conseguem (talvez por falta de conteúdo) dissociar uma coisa de outra coisa...
É um discurso de ódio ampliado de forma irresponsável nas redes na medida que nossas crianças são frágeis e facilmente contaminadas por situações midiáticas distorcidas.
Uso sempre uma metáfora: vejo muitos que fazem da rede social seu cavalo de batalha contra a corrupção mas assiste a "copa" na sua "Sky gato", ou se vangloria de isso ou aquilo mas foi aprovado nos bancos escolares usando o subterfúgio da "cola", se oportuniza em "cortar" uma fila para ter um privilégio ou vantagem bem como usa a "amizade" com o atendente do banco pra passar a frente de todos e ser atendido com priori...
Esse é o Brasil de hoje, é o ponto em que chagamos...!
É efetivamente onde vivemos.
É portanto, o ponto de partida para mudarmos nossa trajetória como nação, re alicerçar, refundar a república e dessa vez com bases de educação, noção exata do que é a corrupção e seus princípios, noção exata do que é uma pátria e o que é ser patriota, esquecer o jeitinho, os atalhos ilegais...
Trabalhar nossas pessoas para um futuro em que duas ou três gerações adiante tenhamos um país com rumos realmente mudados.
O Brasil identidade nacional!
Imprevisivelmente transparente
Um livro parcialmente aberto
Com páginas fora de ordem
Algumas palavras sem significado
E muitos rabiscos sem tradução
É difícil me explicar
Ainda mais me entender
São muitas as antíteses e paradoxos
Que compõem a metáfora do meu eu
Eu mudei de mais
chorei de mais
e dói de mais
saber que sentimentos foram jogado fora
mais é essa dor que vai me mostrar a certeza do que eu quero
e é essas lágrimas que vão me mostrar o caminho certo para a felicidade
Quanto mais gente eu conheço
Mais eu gosto de nós dois
Lá fora é tudo mais ou menos
Deixo o mundo pra depois
Ninguém conhece o teu caos,
quem vem de fora nem diria.
Se só lê impressa a poesia,
te enxerga como paisagem.
Ninguém nota a expressão torta
nascida da ansiedade.
São tantos excessos que batem,
é tanta coisa que desorbita,
e a gente se percebe um raminho
precisando de chão pra crescer.
Flortalecer e se livrar da velha folhagem.
POESIA UM ACASO DO DIVINO
Existo fora de mim por completo em um universo que por tantas vidas faz parte de mim, que tanto tempo a vida parou sem ti.
Em órbita por conta de um impulso divino, um papel foi a liga que nos achou perdidos.
A primeira vista, foi o papel parar no chão amassado, porém o além após umas léguas de galáxias nos pôs novamente de frente, então outro papel reverso da parte do meu universo, uma caneta emprestada e pronto, um dentro do outro cada vez mais juntos como dois universos de uma mesma estrela.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
EI, ACORDA
Ei, acorda veja o dia lindo que esta lá fora, veja o sol nascendo derretendo o orvalho da flora e os pássaros cantando louvando a quem tudo isso controla.
Abra os olhos com esperança, pois mais um dia amanheceu, agradeça pela bonança e por tudo que Deus te deu, pois debaixo desse teto que você descansa um anjo te protegeu.
Sinta o vento que sopra o ar, agradeça que você possa respirar, corra não se limite a andar, não tenha medo do futuro que vai chegar, pois os sábios estarão nele e também os que tem fé pra acreditar.
Sinta a vida que corre no seu ser, essa energia que te rodeia, isso se chama viver, nesse universo somos grãos de areia e mesmo com o inimigo que nos odeia há um Deus que ama você.
23/06/2020
La fora que nos deparamos com as nossas vontades.
Na “caverna” é sombrio, há medo e frio.
Respirar o ar de fora é libertador, amadurecer nossas “(in)verdades”.
Às vezes “lá dentro”, nos prendemos por algo que há muito tempo já não é nem mais nosso.
Enquanto a vida chama, lá fora, por novas conquistas, sonhos, e batalhas para serem travadas, e quem sabe até vencidas.
Sei que não é fácil sair “de dentro”, pois, cada um tem seu tempo de recompor-se, e o de parecer que permanecer ali, quieto, imerso em pensamentos, será melhor, pois, traz uma falsa sensação de paz. Amigo(a), eu já estive lá, e, no fundo, eu sabia que precisava sair quanto antes. Enquanto ainda restassem sonhos dentro de mim.
Acabei de sair da “caverna” das minhas dores, ainda não sei nem ao certo para aonde ir, porém, só a possibilidade de sentir algo, que nem ao menos percebo o que é, já é libertador…
Porque o sentir é tudo! É quando saímos da prisão de nossos medos, frustrações e derrotas e finalmente conseguimos entrar de nós mesmo, para viver o que ainda está lá, latente.
Errei pelo mínimo, e não fui perdoado!
Meu relacionamento sem dar início,
Sonhos jogados fora
Planos jogados ao vento
Porque existem pessoas que não sabem perdoar?
Porque nada vai pra frente com essas pessoas?
Porque ser assim?
Porque viver a vida sem sentir como é perdoar alguém?
Eu gosto quando as coisas estão fora do meu controle, justamente porque o caos me dá a liberdade de pensar naquilo que o acomodo não permite.
Eu me acostumei a simplesmente girar maçanetas e entrar aonde quero, e por isso gosto quando as portas estão fechadas. Sem portas, até asas me crescem, para que eu entre pelas janelas, quando os sonhos são altos demais.
Eu gosto dos vendavais...
porque diferente das chuvas brandas, eles me permitem vislumbrar e acreditar num poder invisível e imensurável.
Perdi meu medo de vendaval na noite passada, quando deixei tudo ir embora pelos ares, dentro de mim...
Mas, hoje pela manhã, só o que tinha base permaneceu, enfim.
E essa é a beleza do que não se pode controlar...
Os vendavais, as emoções, os sonhos, o início e o fim.
E esse é o descontrole da vida: LINDO, exatamente assim!
(Descontrole/ Fernandha franklin)
Cachorros ladram lá fora,múltiplos sons urrantes no meio da noite
O ronco exaltado dum sono agressivo
Os gatos exaltados gritam. Medo ou bravata
Nem parece noite, as luzes do poste sorriem pra lua
O colega de quarto desvenda Sartre, tão altivo quanto o sol
Quarto poema da noite. Quinto fracasso do dia. Sexto motivo pra vida.
A Noite, poeta assustada que não nasceu pronta,
mas nasceu, opondo-se ao Sol, por causa do sol e da ausência intermitente dele
O ronco não para, o colega exalta ainda o existencialismo,
os cães já roucos não dão sinal de trégua.
Não chove faz um mês, é seco e frio,
é noite ou dia, é pouca energia,
ardido vivo, fluir cansativo,
é baixo
um silêncio que se faz ouvir de pouco em pouco
um existir que vai se consolidando ao esquecer que existe e ao existir de fato,
o escuto do quarto, o ar que entra e sai, e deixa
o som e somente som
a memória do cão no quintal,
o branco ar do teu funeral,
o sol que brilha o meu olho
fechado.
Caramba, como doía. Era como se ele tivesse fechado a
porta para nós e jogado a chave fora. Ele podia ter jogado
areia em meus olhos também, doeria do mesmo jeito.
HÁ UM FOGO…
Há um fogo lá fora!
Na Serra das Almas;
Fumega, queima a fauna.
Lambe à terra, a flora...
Há um fogo lá fora!
No Morro da Cruz,
Que a tudo devora;
Tenha dó Jesus!
Há um fogo lá fora!
No Monte da sedução.
É o que mais queima:
Abrasa o tição...
No Lago da Angústia
Há um fogo abrasador…
Do lado de cá, o fogo
Acalma a dor…
… Só vive em rogos
Convence, do pecado
O mais vil pecador;
Fogo brando que muda
A história:
Apura o ouro do ourives:
Lança fora a escória.
Do lado de cá
A brisa inflama a chama
Do fogo. — Que não lesiona;
Queima e não causa dor.
Embriagado.
Acordo com o gotejar da chuva lá fora
Abro meus olhos e te vejo deitada
Ao meu lado; como deve de ser
O cheiro do teu cabelo me embriaga
Teu calor me conforta, e
Tua presença me aquece
De todas as maneiras você me completa
Agora,
Acordo de veras
Não chove
Ressaca de uma noite
Com memórias curtas, e
Doses longas
Você não está ao meu lado; como deveria ser
Em mim falta algo, falta você.
INVERSOS
A chuva chove lá fora,
Meus olhos chovem em lágrimas,
Queria chuva de meteoros,
Estrelas cadentes,
Faiscando no céu escuro...
Pra que raios e trovões?
Pra que vendaval?
Pra que tormentas?
E furacões?
Quero a brisa leve,
Que bate no rosto,
Esvoaçam os cabelos...
Quero voar ao vento,
Voar pensamentos,
Pairar nas nuvens...
Coloca para fora o que há de bom na tua alma.
Descarta o que há de ruim no teu interior.
A vida retribui felicidade a quem acrescenta positividade
nos dias difíceis e de dor. Em tudo regue Amor!
Eu olho pra fora
tudo tem um roteiro
Uma base pronta
Eu não me sinto bem
Prefiro seguir o que a alma aponta
Trilhar o caminho ou crer no destino
Eis a revolução
Localização de nada está marcada
Nenhum lugar santo nos aguarda
Além de nós mesmo sermos nosso próprio templo
Nosso próprio tempo divino e menino ingênuo
Ora feliz Hora rebelde
Ciclo vicioso ansioso pela novela das sete
É, salve-se quem puder.
Sentido
Escreva tudo que está sentindo
Pra fazer sentido.
Você está fora de si
Você está louca por si
Você não quer mais viver por si.
Tu quer fugir
Tu quer viver
Tu quer apenas não ser mais você.
Mas tem um porque de viver
Mas tem um porque de sofrer
Você vai passar por tudo isso e vai se encontrar novamente ,Pode crê.
-andreise vitória.2020
Não se martirize pelo fardo de uma culpa que não te pertence.
Fora alguns desvios de caráter, foram as circunstâncias aliadas ao seu instinto de sobrevivência que o induziu ao erro, e não as inconsequências de sua índole.
(Teorilang)
