Poema dentro e Fora
BERÇO DA VIDA
Desde novinho, figuei apaixonado
Pelo mistério imaginado
Que dentro da barriga
Da gravida
Mora um MUNDO gigante
Que um dia se torna gente.
Se você ver um barrigão, fique contente!
CONHECE-TE À TI MESMO
Certo dia fiquei estacado
Olhando dentro do espelho
Os meus, OUTROS olhos me engolindo
tentando sai do espelho e
ver o que nos MEUS olhos
estava refletido.
OUTRO PAULO, O LEMINSKI
Na tarde fria me jogava
Em gelo frio e quente
Dentro de mim vindo
Na liberdade escorregadia
Tu me ensinaste a ser
Liberto de mim
Pra ser você:
deus de poema
Artaud
Da manifestação da insanidade
Uma articulação orgânica e estupenda da voz
Dentro do espaço da vocalidade
Alavanca o personagem marginal.
Da consciência da corporeidade
O abuso da verdade interdita feroz
Nas cadências melódicas da ritualidade
Subjaz a sociedade fatal.
Numa loucura da racionalidade
A reconstrução da palavra atroz
Na experiência-limite e literária da fecalidade
A sublime linguagem subversiva retal.
Então venham sentimentos podem calar minha voz...
Eu suporto este grito de amor dentro de mim..
Na exatidão bem sei que só as lágrimas traduzem..
Escorrendo em meu rosto em forma de pensamentos..
As balbúrdias que inebriam muitas vezes o meu falar...
São os segredos escondidos dentro do meu próprio olhar..
E a Glória do Amor poe minha Alma de joelhos!
Quebre as regras do não capaz,salte de dentro de si..
Voe em pensamentos,atinja a alma sem medo
Grite dentro da sublime voz do silêncio
Que no ardor do inatingível se amadureça e desate os nós do riso...
Livre-se de si ,torne-se mutável..
Estremeça a morada da felicidade...,
Permita-se a uma metamorfose de amor..
Iniciando pelo que está em ti.....o próprio!
Permita-se...
POEMAS ENLATADOS
Fiz poemas e poesias
Guardei tudo dentro de uma lata!
O mundo é perigoso e a vida queria me bater!
Pensei um pouco e disse: Oh vida me bata!
O mundo girava...Meu corpo cambaleava!
Trôpego, tremia, capengava...e não caia!
Em frente a sua casa eu gritava...chamava e você não saia!
Chamei mais uma vez e deixei esta lata...
Pegue-a!abra-a!
Antes que venha outra...gata!
Oh mundo! Oh vida! Quer bater?
Que bata!
Da dura rotina
cai
no abismo dentro de mim
desabrochei
sem esperança sem vida
eu busquei
imaginei
olhei pra dentro de mim
um mundo sem eu
o mundo de deus
sem medo
me deu adeus
a vida é uma realidade que não cabe você, do amor dos seus sonhos, vomitar
e jogado pra fora o que você sempre chamou de meu, sem eu sem nada
me fazer infeliz
então eu cai
então retornei
então me livrei
uma vida que não te convida mais para um simples cafe
CAIXA POSTAL
Estou morrendo por dentro
Só alivia com a sua presença
Que alegra o meu coração
Transformando a minha vida
Em profunda alegria diariamente
Me ajudando a sobreviver
O dia a dia da minha vida
Para que eu possa viver melhor
No dia a dia da minha vida
Porque eu espero que a estrela brilhe
Com mais força
Caixa Postal.
A Guerra
Aquela guerra que transforma o mundo
Esta dentro de nós
É aquele questionamento que vem la do fundo
Questionamento esse que as vezes nem percebemos
Mas basta uma palavra ou ação diferente
Que já acionamos esse enfrentamento eloquente
E acabamos tendo medo disso
Um medo intenso e bobo
Um enfrentamento interno que acaba deixando todo mundo louco
É nessa essência que a vida segue
Todo dia uma luta interna que nos deixa triste
Mas por for a tentamos nos fingir de alegre
Tentamos não deixar a primeira lagrima cair
Por que temos que ser fostes e só sorrir
E é nesse pensamento que acabamos por desconhecer as pessoas
Nunca sabemos quem colocou a mascara e veio pra fora
Ou quem só esta feliz no simples e pouco eterno agora
Na levada dessa guerra que esta no interno
O ser humano acaba por torna-las externas
Transformando tudo num terrível inferno
E todo esse caminho sabemos de cor
Começa numa raiva inexplicável
Depois se torna um ódio maior
Nesse ódio se torna frieza, que em seguida se transforma novamente
E é ai que mora o perigo inconsciente
Uma levada psicopata vai sendo formada
Depois disso já sabemos que a guerra externa vai ser começada
As vidas vão sendo perdidas
E nessas vidas não vividas
Mora uma alma que não se aguentou
Uma alma frágil que se esgotou
Morreu por si mesma
E o que restou dela foi uma forma terrível
Sem graça e beleza
Poda:
Era uma roseira diferente:
Seus espinhos brotavam para dentro
Ninguém os via
Ninguém os tocava
Ninguém os sabia
E a roseira, na tentativa de gritar
Abria rosas indescritíveis
Em noites de lua, sonhava podas
Todas bem rente ao chão
Mas ninguém a podava
Abriram espaço em seu jardim
Para que todos a contemplassem
Conheceu a solidão
Seus espinhos cresciam
A dilaceravam por dentro
A cada nova estação
E ela gritava dezenas de rosas
Uma lágrima em cada botão
Quando afagavam seu caule liso
Ela se contorcia de dor
Sentia os espinhos cravando
Queixava-se abrindo outra flor
Um dia, os espinhos já grandes
Formaram nódulos pelo seu corpo
Uma espécie de tumor
Cansada, não abriu flores
Podaram-na rente ao chão
E ela conheceu um pouco
Daquilo que é não ter dor
Quis mostrar uma folha ao sol
Mas a coragem faltou
Recusou a água
Recusou o adubo
Rejeitou a terra
A mesma terra que a criou
Ali desapareceu
E todo o jardim se abriu em flor.
Mergulhei
Mergulhei
No silêncio dentro de mim
Encontrei boiando
A esperança
Nadei com ela
Pronto pra
Emergir
Em mim ?
Como ?
Se em mim
Estava já
A me procurar
E
Falhei
Não se preocupe em demasia,
seja feliz da forma que é,
seguindo seu coração,
dentro do que consiga obter
A vida é isso,
dias de calmaria,
outros de fortes ventos,
cultivea fé e esperança em sua alma
dias melhores sempre virão
O amor não é brincadeira
Nem moleza não
Faz-nos sentir algo dentro do coração
Quem amou e não se expressou
Provou a triste desilusão
Vida Barroca
(Victor Bhering Drummond)
Lá dentro da igreja deixei meus agradecimentos, mantras, conexão com o divino e orações.
Aqui fora, deixei meus pecados, meus desejos, o corpo, o suor, a pele.
Não sou apenas um ou outro. Sou o misto dos dois mundos. O santo e o profano. O claro e o escuro. A leveza e a dor.
E nestes contrastes me entrego à alegria e prazeres de ser quem eu sou.
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Existe um grito contido dentro de mim
Grito liberdade de ser quem somos,
Liberdade de falar a verdade
Sem criar inimigos,
Liberdade de dizer que o politicamente correto é errado...
É apenas uma forma hipócrita de esconder o caos da realidade.
Vivemos no paradoxo
Onde o errado é certo e o certo é errado.
Existe um grito contido dentro de mim...
Não, não precisamos mais de dedos acusadores
Pois o mundo se tornou uma esfera de sentimentos confusos.
A vida é um eterno querer de nada
Mas ainda desejamos as mesmas coisas
Dignidade, Respeito, paz e amor verdadeiro no coração das pessoas.
Mas ainda caminhamos em terrenos minados
com medo de sair do lugar
Pois um passo em falso e tudo vai pelo espaço.
Desejamos ter tudo aquilo que ainda não sabemos conviver.
Precisamos aprender com as simples frases escritas nos muros da cidade
Por um louco poeta, semeador da paz, do respeito e do amor.
Que contradição!
Pois só após sua morte
As palavras semeadas que ninguém enxergava ganhou atenção
O Profeta Gentileza o poeta louco ou um louco poeta
Já compreendia que "Gentileza gera gentileza"
Essa é a semente que precisamos semear em nossos corações.
Existe um grito contido dentro de mim.
Coloque sua mochila nas costas e dentro dela somente aquilo que realmente te importa: seus sonhos, melodias, poesias, coragens para desbravar o desconhecido, enfrentar o temido; a ausência de culpa, a capacidade de não julgar, o esforço para perdoar, a certeza de amar e a vontade férrea de transformar e deixar o mundo melhor do que quando o encontrou. Para essa bagagem não há excessos, limites. Apenas carregue-a e siga adiante! À sua frente um mundo pedindo socorro, uma estrada gigante. Vamos? (Victor Bhering Drummond)
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Por dentro
Se um dia eu disser
Que não te amo mais,
Saiba que estou mentindo.
Por dentro estou sorrindo,
Estou rindo...
Enquanto lhe ofereço
Todo meu carinho,
Enquanto nos imagino
Juntos num só caminho.
Dentro da noite nossos gemidos
encheu os espaços tomando
conta de tudo e em
teus lábios colei sonhos...
Depois você saiu e eu
ainda vestida de amor
fiquei a olhar a porta
te acompanhando por inteiro.
Pela manhã, na janela do meu quarto,
espreguicei pro dia
braços abertos querendo Você
tomei café e zanzei até
chegar neste poema
que agora me manda de volta
pro seu lado na cama dos sonhos.
