Poema de Tristeza
O amor é um sentimento sem tamanho
Que faz da alegria a tristeza num segundo
Transforma a vida num abismo estranho
E deixa no peito um amargo tão profundo
Pois é, como disse o poeta tempos atrás
O amor é um fogo que arde sem se ver
E hoje eu entendo o que ele quis dizer
Queima e destrói, e rouba a paz
Mas ainda assim, meus versos eu tecido
Com um fio de esperança no horizonte
Que um dia o amor construa a ponte
E enquanto isso, deixo aqui o meu lamento
E as palavras que vêm do meu eterno ser
Só sssim a poesia traz o amor perdido
Oh, abismo da minha alma, tão profundo,
Onde jazem meus medos e tristezas,
Como enfrentar o caos neste mundo,
Sem sucumbir às suas incertezas?
A metafísica busca respostas,
Que a razão muitas vezes não alcança,
E no meio das prováveis apostas,
O vinho traz uma fugaz bonança.
Mas o verdadeiro poder sublime,
Não está nesses vãos prazeres terrenos,
Ele vem da paz que um coração prime,
E das boas ações que fazemos.
Então, seguir em frente é preciso,
E enfrentar o caos, mesmo indeciso.
Assim cantava a cotovia, eu, poeta triste,
ouvia encantado, sem saber o canto certo,
pensava, que sublime melodia,
e o espanto me levou ao som encoberto.
Aproximando-me, para ver a fonte,
vi-a então, a ave de luz divina,
que, ao voar, me deixou em um horizonte,
um deserto árido, onde o sol declina.
Seu canto era uma sinfonia de estrelas,
uma dança etérea em ondas de luz,
que encantou meu ser com notas singelas.
No deserto, onde o sol se esconde e reduz,
permaneci buscando, sob o céu profundo,
a mágica voz que trouxe beleza ao meu mundo.
Evan do Carmo
Nem com Vinicius nem com o Tom
Que um amor, tem que triste pra ser bom,
com isso eu Não posso concordar,
nem com o Vinicius nem e o Tom.
Que o amor, não é belo assim
como se canta, não suporta
a miséria que o espanta
Quando falta o pão, pede perdão
e desencanta.
Quando falta o pão, pede perdão
e desencanta.
Estava pensando nesta frase do Chico Xavier: "Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!"
(Sim, é terrível quando isto acontece e eu não tenho um tijolo por perto!)
Separação
A despeito do desfecho
Uma separação é sempre triste
Um anúncio na entrada
Vende-se esta casa
E vários cartazes de imobiliárias
O casamento até pode esperar
A separação não.
“Música, linguagem universal, que lava toda tristeza e purifica os sentimentos da gente!”
Otávio Bernardes
Recordação
Na madrugada fria
Triste e vazia
Releio nossas conversas
Relembro suas palavras
Busco uma esperança
Em cada lembrança
Levo no coração
Momentos de paixão
Hoje uma recordação!
Talvez não sabemos viver
Talvez seja apenas tristeza.
Talvez seja o desejo de tê-la em meus braços,
E te amar intensamente. Não procureis viver na sombra da solidão. Sou o coração, o amor, e a luz da vida.
Qual é o seu valor?
O peso de teus problemas?
A quantidade de dificuldades?
O tamanho de sua tristeza?
A angustia de sua caminhada?
Os seus erros... Seus defeitos?
Reflita melhor, sobre o que é de valor!
E me diz... Qual é o seu valor?
Epidemia
o medo
os outros
a tristeza
dos outros
a revolta
por outros
e quantos outros
tantos outros
enquanto os outros
outros contaminam outros
o choro cala
um grito encerra
São compartilhamentos
de alegria e de tristeza
rebeldias e atritos
Os que negam suas raizes
Os que batem orgulhosamente no peito
e que defendem as origens
Os que pouco dizem
É assim: familia é de um jeito
Os que parecem muito bons
Os que parecem ter apenas defeitos
Família é começo
Família é fim.
A maior tristeza da história:
“Jesus morreu.”
A maior alegria da história:
“Jesus ressuscitou!”
A maior promessa da história:
“Jesus voltará!”
A mesma compaixão que move Deus a perdoar um pecador triste e contrito move-o a confortar aquele pecador por meio do testemunho com o Seu Espírito, de que os seus pecados estão perdoados. A fé é um ato da minha mente, a certeza é ato do Espírito Santo. Todo verdadeiro crente cristão tem plena certeza e confiança em Deus e de que está reconciliado com Deus, e que em consequência disto ele é capaz de dizer: “A vida que agora vivo, vivo-a pela fé no Filho de Deus que me amou e se deu a si mesmo por mim”.
Carta a Richard Tompson (III, 161-62).
SER FALHO
Desperto,
Lembranças me atingem sem qualquer piedade
Imediatamente me sinto triste
Já não consigo mais seguir em frente
Apenas vivo o que vem em mente.
Assim tento me refazer, mas falho.
O vermelho escuro dando contraste a sua pele pálida
Seu sorriso já não vejo mais
Meu ser então se desfaz
Sem cuidado vou em direção ao piso
Ali permaneço banhado em lágrimas.
Assim eu me desmancho, sou falho.
Já não suporto mais tanta dor
Meu coração já falha
Te peço, volte meu amor
Tantas vezes eu tentei fazer tudo acabar
Mas vejo que no fim acabo de chegar.
Assim eu permaneço a chorar, sou fraco.
Tento miseravelmente me erguer
Minha instabilidade é exposta
Já não aguento mais me lamentar
Até onde irei chegar se nem ao menos consigo caminhar
E logo findo a jornada
Ao lado de minha finada amada.
Assim sendo falho, eu me calo.
Ensaio
Na Tristeza destes versos,
Me encontro na Solidão de teus braços,
E fico ensurdecida pelo silêncio de tua Alma...
Pois você aqui já não mais está.
E perante tua ausência,
N'uma dor ou angústia de uma saudade insaciável,
Me vejo no impasse de apenas me agarrar à tua lembrança,
Ou de simplesmente, ir morar contigo...
Meu peito clama tua presença,
Mas nem o tempo ou Amor que regem a Vida,
Ou tampouco a lágrima que salgou a despedida,
São capazes de lhe trazer de volta.
Mas hão, de certo, me levar contigo...
Alba
Alba, no canteiro dos lírios estão caídas as pétalas de uma rosa cor de sangue
Que tristeza esta vida, minha amiga…
Lembras-te quando vínhamos na tarde roxa e eles jaziam puros
E houve um grande amor no nosso coração pela morte distante?
Ontem, Alba, sofri porque vi subitamente a nódoa rubra entre a carne pálida ferida
Eu vinha passando tão calmo, Alba, tão longe da angústia, tão suavizado
Quando a visão daquela flor gloriosa matando a serenidade dos lírios entrou em mim
E eu senti correr em meu corpo palpitações desordenadas de luxúria.
Eu sofri, minha amiga, porque aquela rosa me trouxe a lembrança do teu sexo que eu não via
Sob a lívida pureza da tua pele aveludada e calma
Eu sofri porque de repente senti o vento e vi que estava nu e ardente
E porque era teu corpo dormindo que existia diante de meus olhos.
Como poderias me perdoar, minha amiga, se soubesses que me aproximei da flor como um perdido
E a tive desfolhada entre minhas mãos nervosas e senti escorrer de mim o sêmen da minha volúpia?
Ela está lá, Alba, sobre o canteiro dos lírios, desfeita e cor de sangue
Que destino nas coisas, minha amiga!
Lembras-te, quando eram só os lírios altos e puros?
Hoje eles continuam misteriosamente vivendo, altos e trêmulos
Mas a pureza fugiu dos lírios como o último suspiro dos moribundos
Ficaram apenas as pétalas da rosa, vivas e rubras como a tua lembrança
Ficou o vento que soprou nas minhas faces e a terra que eu segurei nas minhas mãos.
Rio de Janeiro, 1935
