Poema de Outono
A vida é como as estações do ano, não adianta precipitar o desabrochar da flor enquanto ainda é outono.
Você saberia descrever o meu olhar a milhas de distância, mas
eu me perderia, senão soubesse que você existe.
O frio se dissipa aos poucos, e eis que o vento trás no cheiro das flores a despedida do inverno e a chegada de uma nova estação.
Coração é terra fértil que tem sua própria sazonalidade: pode e deve florescer o ano todo, independente de aqui fora ser verão, primavera, outono ou inverno.
Outone-se! Faça como na natureza. Permita que os ventos outonais leve embora suas folhas velhas para que outras novas possam ocupar o seu lugar. É preciso se permitir recomeços e a gente só recomeça quando entende a importância de desapegar do que nada mais nos acrescenta.
a natureza é a minha ilha de luz, onde me protejo do esquecimento e dos sobressaltos da vida, adoro a nostalgia do outono, é com ela que desempoeiro as melhores memórias.
...ela me envolveu no seu manto de júbilos, refazendo sonhos, reconsolidando a esperança, inspirando sorrisos...
As Estações.
Que a vitalidade da primavera, encontre a energia do verão e caminhando com a nobreza do outono, se deslumbre com amor do inverno.
Na imensidão desse mar ouço da areia as ondas a suas melodias cantar. Sinto a brisa fria , o vento soprar que o outono ao ir e o inverno a chegar.
Daqui da minha janela me despeço de setembro. E curiosamente busco os prenúncios de outubro. Que venha logo o mês das folhas bailantes, dos seres pensantes, e da escrita, amantes.
Ter a paciência de observar a folha que se desprendeu do galho é um exercício de compreensão daquilo que somos de verdade: frágeis, finitos e levados por uma força e lei acima das escolhas feitas.
Às vezes é necessário deixar as folhas caírem, pois são elas que servirão de adubo para as árvores ao redor. Seja como uma árvore frondosa que não se apega a folhas, galhos, flores e frutos... deixe ir aquilo que não te serve mais, assim você poderá receber as novas folhas, novas flores e novos frutos.
Uma brisa outonal, que por aqui passeia, traz um perfume de saudade do que foi, do que não foi e do que poderia ter sido. Ela deixa também o coração com um gostinho de quero mais, mas nem ele sabe do quê. Apenas a percebemos quando nos envolve em carícias, perpassa os ramos, dança entre as flores e rompe qualquer espaço, fazendo um brinde à poesia dela mesma, pois é a própria.
É a vida acontecendo no crepuscular outono de todos nós. O tempo promete a virada, o calor forte arrefece aos poucos e pela paisagem já sente-se o ar de boas vindas à alguma chuva e frio.
A sombra se encanta pelo sol todos os dias e segue-o pelo chão, perdendo-se na saudade do crepúsculo, eternamente...
“O vento retira delicadamente as folhas secas para que novas possam renascer, enquanto o tempo leva as velhas lembranças para a chegada de um novo ciclo na vida”
#bysissym
Que os bons ventos possam chegar, trazendo saúde, paz e esperança de dias melhores neste mês de abril, que a renovação do outono possa trazer muitas alegrias.
