Poemas sobre Dor
A Traição
É o homicídio de uma alma, por uma boa parte da vida…
O adiar ou o eliminar de sonhos.
Quando se furta a paz e ignora-se o amor…
É o auto desvalorizar-se, e tornar-se sombra, passado…
É pobreza de espírito, um desviar de caráter…
Ver no outro, um nada.
Nesse golpe fatal, derrama-se lágrimas e angústia…
Uma dor cortante, constante.
Um náufrago em um mar de tristezas…
Ao traído é o que resta, o desamor, a amargura e a dor.
No melhor dos casos, aconfusão do recomeço.
SÚPLICA (soneto)
Se tudo muda e tudo perece
Se tudo cai aos pés da negaça
Se veloz a vida por nós passa
Pondo de lado o teor da prece
Se, se a inspiração desfalece
Se dói a dor que a dor enlaça
Se perde o encanto, a graça
O lhano, e aí a gente cresce
Se o amor tem a alma pura
E este amor também tortura
Nos gerando tolos e loucos
Se tudo tem no tempo valeria
Tudo vai, Pai! Por que não alivia
O sentir que me traga aos poucos?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro, 05/2020 – Triângulo Mineiro
paráfrase Auta de Souza
Nunca pensei que fosse doer assim
Te ver tão longe
Tão longe de mim
Cada passo pra longe
É algo inexplicável
Desfaz a minha ponte
Não é algo tratável
Penso em você
A cada segundo
Aumentando o meu querer
De nos ver como um conjunto
Sem seu sorriso
Fico sem ar
Fico sem piso
Sem seu olhar
Nunca te esquecerei
Essa saudade é interminável
Não sei o que serei
Sem você é lamentável
Odeio está distância
E aceitar que já acabou
Mas tenho uma herança
De que a solidão me colocou
Analisar o processo do conflito e compreendê-lo para poder trabalhar sobre ele é o trabalho de quem vive a CNV. Verifica-se que o medo do conflito leva as pessoas à mentira, à hipocrisia, à depressão, à manipulação. A CNV ajuda-nos a entender que por essa via não criamos empatia e um mundo interior e exterior mais sãos, mais sábios, e mais pacíficos.
CNV — Comunicação Não Violenta
Tu és uma droga para mim, o meu bem é o meu mal. Quando estou contigo vem a sensação de euforia, de paz, de total entrega. Depois, no dia seguinte, quero mais. Me viciei. No início pensava em ti por 1 minuto e te esquecia por 2 horas, agora penso em ti por 2 horas e esqueço de ti por 1 minuto.
Não quero esta sensação de bem quando estou contigo para depois sentir a abstinência. Abstinência não só da tua presença, mas de saber q nunca poderás me dar o q tanto quero. Assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, estive disposta a fazer qualquer coisa pelo teu amor (e já tentei de tudo q se possa fazer com dignidade sem te magoar e aos teus). Toda vez que me humilho, vem a esperança que tu vejas q é possível estares comigo e me assumires emocionalmente e fisicamente. E toda vez vem a frustração de não queres te esforçar em achar um meio disto acontecer. (onde há força de querer há um meio).
Eu percebo que queres manter esta ligação já q toda vez q te falo q quero me distanciar tu apareces e de novo fico com esperança para depois me frustrar.
Estou numa corda bamba contigo Manter o equilíbrio é difícil até mesmo no estado mais sóbrio; fazer isso num estado de abandono e tristeza (que atualmente passo) é praticamente impossível e sei q a longo prazo, será completamente impossível.
Preciso me distanciar de ti por um pouco. Não quero perder tua amizade. Sempre vou te amar, meu lindo. Deixa me curar deste vício.
É apartir desse momento , que as lembranças começam a se apagar, o desespero bate , a loucura cega, o coração treme e a dor arde dentro peito. É inimaginável aceitar que nada será como antes, que não à terei por perto, todos os dias , seu cheiro, seu abraço, seu sorriso. Tudo foi uma ilusão, ou se tornarar uma e, não importa o que eu faça , não importa quão desesperado esteja, a culpa está sempre presente em mim, culpa de ter desperdiçado minha chance de ser feliz, a culpa de cometer os mesmos erros, a culpa de ter perdido você e, apartir de hoje, começarei a esqucer essa culpa que te trás vividamente dentro de mim. Eu queria tentar mais uma vez, queria mesmo, mais do que qualquer coisa mas, não consigo imaginar a complexidade que tudo se tornou. Eu amo você com toda louca paixão que meu coração possar sentir, algo que não se explica, algo que se sente desesperadamente.
Não sei por que mas eu sinto a nescecidade de te mandar mais essa mensagem, não sei quando, nem como, nem onde. Não planejei nada, apenas escrevi e, criarei coragem de te enviar. Sei que não concerta nada do que já foi, mas me trara um pouco de paz.
Sofrer verdadeiramente por amor é algo que jamais vivenciei um dia e, você me deu a oportunidade de conhecer o amor e a dor, o que ele causa... sei que me tornarei alguém melhor com tudo isso que passamos, com perda... você se tornar a minha Sharon, mesmo eu querendo que fosse minha Jay. Entretanto, você é muito querida para mim, você viverar sempre em minhas memorias mais felizes... me desculpe e te amo.
PH.
Tem um lagarto verde morando
no meio da minha testa.
Penso fazer um buraco
com a furadeira
entre os meus olhos
para puxá-lo pelo rabo.
Taparei com uma rolha, depois.
Me dói muito a minha cabeça
com as andanças do sáurio.
Desparafusa minhas ideias.
Açoita meu sínus
Encontra
Em suas ondas, vejo raios de luz!
No vento da sua vida encontro um brilho de capuz...
Te vejo esconder a essência do seu ser,
Mesmo quando a chuva que em ti transborda,
Te fazem transparecer...
E você teima em desaparecer!
Insiste que não será notada!
Que a amarga solidão pode ser sua aliada!
Que a dor quando não pode ser sentida,
Não deve ser compartilhada...
Então suas águas vem ao meu encontro,
Querendo me expulsar...
Me perdoe, mas não posso ir.
Por favor, me permita chegar.
Não quero te ver partir...
Me encontra.
_ Eu quero ir embora...
_ Embora de casa?
_ Não.
_ Da cidade?
_ Não.
_ Deste estado?
_ Não.
_ Do país?
_ Não!
_ Então... Do continente?
_ Não!
_ Então não tem pra onde ir! Vai ir embora do planeta?
_ Talvez... Talvez eu encontre uma constelação longe disso tudo.
É que depois que eu bebo eu vejo tudo em 3D
Decepção, desilusão, que faz doer,
É que depois que eu bebo eu vejo tudo em 3D
Menos a dona que me deixou na deprê
O invisível Pequeno Príncipe, ficara feliz, pois lembrou-se de sua frase:
"O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração."
A dor provou ser sua parceira de anos, a mais fiel.
O amargo do café tornou-se reflexo dos sentimentos.
O ardor nos olhos ao olhar o sol tornou-se reflexo de dias comuns
monótonos e desilusórios, são lemas da canção que soa.
As lágrimas insistem em apagar seus sonhos,
Pequeno príncipe, reescreva seus sonhos.
As lágrimas insistem em tirar seus sorrisos,
Pequeno príncipe, não deixe de sorrir.
As lágrimas encharcaram suas roupas,
Pequeno príncipe, não se resfrie.
E por escrever tanto, ele se despiu.
E ainda, percebeu-se invisível.
Despido e invisível, percebeu-se feliz.
Ele tornara-se mais fiel a si do que a covarde dor que o acompanhava.
Para muitas doenças existem remédios e vacinas, mas para alma só existe o amor.
Não tenha vergonha de declarar e receber amor. Se permita experimentar algumas doses diárias para merecer a cura de suas dores da alma.
"Nossa Essência".
Experiênciar nossa essência de várias formas, até alcançarmos seu estado mais puro de ser? Seria este o plano?
Guardamos memórias de todos os tempos, memórias de quando crianças, memórias de nossa adolescência, memórias da vida adulta, akashicas.
Somos tão surpreendentes, tudo alí é arquivado em nossa RAM, ram que por muitas vezes pode ser comparada com uma "Caixinha de Pandora", quando alí quieta, fechada, não nos trás estrago algum, mas quando dá a louca de se abrir, joga tudo ä tona para superfície. Essas memórias brotam, nos sufocam, de uma forma que é chegado o momento de buscar a cura, não adianta pois elas não vão simplesmente voltar para caixa antes do processo da purificação, um dos véus caiu, e quando ele cai, a única coisa a se fazer é encontrar a cura, olhar para elas com ternura e compaixão, com respeito e gratidão por tudo o que já foi vivenciado, e dizer.:
Respeito o que vivi, respeito o que já passei, mas agora vocês serão somente lembranças de um EU isolado que não existe mais, mas sei que vocês são de toda importância, EU SOU todos vocês, vocês são a união de tudo o que já experiênciei, e sou GRATO por isso, mas agora junto com minhas memórias de felicidade, trilharei meu caminho, adquirindo mais experiências de uma forma consciente, derrubando todos os véus ainda existentes da minha ignorância.
Nossas lições são ensinadas ainda no conceito da dualidade, aprendemos muitas vezes no amor, porém para que se tenha a certeza do aprendizado, vem a dor para nos testar, para reforçar que foram bem aprendidas.
Um dia não precisaremos mais de testes, estaremos tão conectados com a fonte, tão próximos da nossa verdadeira essência que o amor bastará para nos ensinar, e neste dia, todos os nossos Sagrados estarão curados.
Fiz de tudo, acendi vela, fiz promessa, torci para que tudo desse certo, mas deu errado, doeu e ainda dói, porém com menos intensidade.
Julho/2020
Eu, _________
Agora sem cor.
Sem viço,
Sem brilho,
Onde está o meu sol?
Minha cor
Meu perfume
Meu brilho e
Minha luz...
Sigo seco e oco.
A alma sofre!
E o Ser padece.
A mente desliga.
E o corpo segue,
Sem ver...
Janeiro/2003
Quem foi que disse que o mundo é só flores?
Te trouxe uma pra se lembrar e aliviar suas dores
Amores de verão, amores de estação, amores vem e vão, uns trazem mais cores.
Na vida tudo passa, quando você deixa passar, quando se desprende.
Há muitos sentimentos dentro de nós e pensamentos que deveríamos deixar morrer, mas acabamos que os alimentando, a cada vez que trazemos de volta, e remoemos.
Quanta bagagem desnecessária você tem carregado? Será que já não é hora de deixar para atrás, o que já não cabe mais em seu presente?
Está na hora de dizer ADEUS a tudo isso, e recomeçar. Entregue a Ele este peso, Ele vai te trazer o Renovo.
Viva plenamente, com paz em seu interior. Nenhum comprimido pode aliviar a dor de um coração partido e nenhum calmante pode acalmar a sua alma. Mas Deus pode, se você deixar.
- Ana Chahin
DIVÓRCIO
Parte I
Antes, inseparáveis. Amizade incontestável, que, aliás, nunca acabará.
O casal vinte, por todos, amado, admirado.
Amigos de infância, namorados, noivos, casados. Uma bela história, no fundo algo de errado.
Dezoito anos, tantos planos, tantos danos. Aprendizado, parceria, fomos felizes…
Com o tempo, para você, transformei-me apenas em um objeto de cuidados…
Durante toda a nossa história, nós nunca brigamos, sempre conversamos.
Eu paciente, tentando diálogos e saídas, e você silenciosamente me enganando. A mulher em mim, entristeceu-se, emudeceu-se, sofreu por anos, resignada.
Cheia de princípios e valores, fechei-me em mim. Bombardeada por dissabores. Sem amor, paixão, sem chão, cheia de esperanças em vão.
No entanto, nada é eterno. Nem um amor tão desprezado.
Com o tempo esvazie-me de você, e quis vomitar-te de mim.
Toda aquela dor concentrada na alma, e a minha sempre estranha calma.
Agora separados, há poucos dias de um divórcio por mim já desejado…
Você chora dizendo que sempre me amará… que como eu, será difícil de encontrar… Não, não sabes o que dizes, continuas o mesmo farrista.
Eu já não o amo mais. Mesmo que tivesses mudado, não me terias mais ao lado. Espero que cresças, amadureças, aprendas a amar.
Só assim, significarás sua vazia existência!
A vida não acaba quando perdemos um “eterno” amor.
Ela continua com o amor-próprio.
Abrindo-se a novos ciclos duradouros ou não.
Porque o viver é dinâmico, e ficar parado esperando que o outro mude,
será como se já tivéssemos morrido há tempos.
Que venha o fim, do que há muito já findou.
Presa em uma caixa de vidro
A água está subindo
Você consegue me ouvir gritar?
Estou começando a me afogar
Ela continua subindo
Não consigo fazer parar
Não tenho controle de mim mesma
Alguém me salve
Está ficando difícil respirar
Estou sozinha me afogando em pensamentos, traumas, tristeza e dor
Não vejo mais vantagem em tentar
Esse é o meu fim?
Eu desisti de resistir
Aos poucos paro de lutar
Já não sinto mais o ar e permito me afogar.
Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.
Fica a saudade, e nossas orações em um monólogo de fé. Que se
torna um diálogo com Deus.
Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Triângulo Mineiro, novembro de 2020
