Poema de Amizade Distante
Existe uma imensa distância
entre os teus olhos e os meus
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Vem de longe, do mais distante mar, um frio que gela as mãos. Dele emerge impossibilidades que trespassa os ossos e transcende tudo o que conheço. Teus tons chegam-me raros e não colorem todas as minhas células. Dentro, uma noite, um vazio, um vácuo sentido que ninguém preenche. E essa parte ondeada e monocromática chega a doer.
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Faz-me falta
tuas pestanas nas minhas
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Quero o raiar das tuas cores pintando os meus sonhos
e o pulsar do teu coração juntinho ao meu
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Quero-te, amor,
nos dias e nas noites
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teu oceano
inteiro!
Desejo a você um dia de contos de fadas, desejo que aquele amigo distante te ligue em uma boa hora, desejo um trânsito afável, um carinho novo, uma novidade reluzente.
Desejo a você serenidade para descobrir o que realmente importa para você nesse dia.
Feliz desejos a você...
Fico imaginando junto com as estrelas
VC que está distante, o que será que te faz
pensar em mim ou ao menos o que me lembra VC.
Eu queria poder gritar
Num tom bem irradiante
Pra quem estiver distante
Poder meu grito escutar,
Pois eu vou comunicar
Que eu sou amante da vida,
Pois eu vivo na medida
Buscando sempre o ideal.
E não existe nada igual
Como essa vida querida!
Quando quero pensar em alguém distante
Penso em você
Quando quero distrair minha cabeça Cansada
Largo a caneta, giro a cadeira
E pronto
Nesta posição relaxada sinto-me outro
O escritório, agora, é só calmaria
Os funcionários estão na hora do almoço
Olhando em direção à janela
Observo através dela
O movimento lá fora, que alvoroço!
O sinal fechado, os carros parados
As pessoas tentando chegar ao outro lado
E eu aqui, descansado, pensando em você
De repente, atravessando a rua, alguém
Usando uma blusa exatamente igual a sua
No dia em que por acaso nos encontramos
E pela primeira vez nos falamos
De repente, o vulto se desfez
Não vi mais nada
Bate o sinal da entrada, as pessoas voltam
O relógio marca 1 hora
Não posso pensar em você agora
Tenho que trabalhar
Volto a cadeira pro lugar
R ecomeço o que parei
Quem sabe, amanhã novamente
Penso em você mais um pouco
Preciso parar com isso
Preciso me concentrar
Ou acabo ficando louco
De tanto em você pensar
O silêncio do poeta
Seu olhar está distante
Num ponto nenhum
A mente divaga sem destino
Por onde andará...vai saber
As mãos parecem inquietas
Sem "estrada" para percorrer
Esquálidas, suadas, desajeitadas
Ele apenas observa à sua volta
Não conversa com ninguém
Nem mesmo vê o que se passa
Parece uma estátua
Tão só...tão solitário
Por onde andará seu pensamento...
Seu silêncio parece arrogância
Aos que com ele falam, sem respostas
Mas no fundo é só um transe hipnótico
Que sem aviso, arrasta a sua alma
Deixando o corpo inanimado assim...calado
Quanto tempo levará...ninguém sabe
Mas o tempo necessário
De um poeta operário...
É uma ausência que se impõe
Na sua busca eterna por inspiração
E só sua respiração
Diz que ele está bem, vivo
Deixem o poeta em seu casulo
É só a sua paz que ele busca
Nas palavras que procura
Para expressar a sua arte
Não o julguem arrogante
Ou tão pouco em agonia
O silêncio do poeta
É o prefácio da poesia...
Conheci um fantasma hoje.
Uma onda grave de tristeza me alcança rápida e forte.
Me joga distante do futuro, como se não valesse nenhuma crença.
Sem fé, sem verdade, um saco vazio.
Não reage, não sibila, não chora...
Preciso me centrar, reunir os cacos.
Preciso dar visão, eu preciso de visão.
Não sei o que é importante mais... Acordei pra descobrir que não sei.
Deus de algum lugar venha me buscar...
Vamos fujir, pra um canto distante, onde não existam leis, onde a gente viva como nos convém e possamos provar um pouco da liberdade, vamos?
Onde o medo seja só uma lenda
e as nossas verdades
não tenham emendas
Onde uma companhia boa exista
que tenha a mais linda vista, e que os pássaros digam bom dia.
Vamos fujir, la vai me bastar só você
la vai nos bastar apenas viver.
Onde irei esquecer meus porquês
vai me bastar apenas te ter.
TUDO QUE DEUS FAZ É BOM
Conta uma lenda antiga
Que em reino muito distante
Havia um rei desportista
Que da caça era um amante
Sozinho jamais caçava
E nas expedições levava
O velho sábio Danton
Que sobre toda ocorrência
Falava com experiência:
“Tudo que Deus faz é bom”
O soberano sorria
E da frase achava graça
Mas ocorreu certo dia
Um acidente na caça
O seu arco ao retesar
Partiu-se e o seu polegar
É arrancado em dores tais
Que o rei se enfureceu
Quando o sábio respondeu:
“É bom, tudo que Deus faz!”
Voltaram, então, da caçada
Já no seu reinado imenso
O rei encarcera o Sábio
Alegou falta de senso
Pois se o rei estava amputado
Era pra ser lastimado
E não tratado àquele tom
Ficou a abominar
Quem ousasse assim falar:
“Tudo que Deus faz é bom!”
O tempo corre ligeiro
E o rei se recuperou
Marcou logo uma caçada
Em terras que nunca andou
Saiu cheio de alegria
Junto à outra companhia
E ambos pensavam iguais
Mas logo se tornou caça
Perseguido por uma raça
De ferozes canibais
Apanhados, seu amigo
Foi assado e devorado
Por ordem do feiticeiro
O rei foi examinado
Quando viram em sua mão
Aquela amputação
Ligeiro o mandaram embora
Pois criam que dava azar
Se o chegassem a matar
E assim o rei deu o fora
E ao chegar no seu reinado
Ao sábio mandou soltar
E chorando emocionado
Contou todo o seu penar
Pois se não fosse amputado
Estaria aniquilado
Pediu perdão a Danton
Viu crua a realidade
E aceitou como verdade:
“Tudo que Deus faz é bom!”
Mas Danton diz de joelhos:
- Eu que sou agradecido
Vossa mão ao me prender
Me fez um favorecido
Eu tenho meu corpo inteiro
Se fosse seu companheiro
Seria o fim de Danton
Como fui encarcerado
Dessa morte eu fui poupado
Tudo que Deus faz é bom!
No espaço que não existia aparece um buraco
Mas a fenda aberta não posso fechar
Distante está a peça, engrenagem que me faz andar
No espaço que não existia aparece um suspiro
Mas o gemido ecoado não posso abafar
Distante está o beijo, toque que me faz calar
No espaço que não existia eu desapareço
Meus pensamentos soltos já não posso controlar
Distante está a musa, ser que me faz cantar
Seus olhos saltados.
Seu nariz grande e corado.
Aos fungos e fungos.
Sempre distante, sempre preparado.
Caninho pra cá, caninho pra lá.
Só mais um pouquinho.
Só pra começar.
Conversa de louco e acha que agrada.
Recusa presentes, tripudia e esnoba.
Desrespeita quem ainda o respeita.
Só mais um pouquinho,
Já não consegue parar.
O nariz já ta grande de tanto aspirar.
O nariz escorrendo pra lá e pra cá.
Faz um barulho terrível,
É de amargar.
Se ele encosta de longe, já chego pra lá
Sai logo daqui, já não dá pra agüentar.
Mais tempo, mais tempo,
O destino parece brincar.
Vai logo embora, que agonia que dá.
De um jeito ou de outro, te enxergo e parece que vou vomitar.
Tudo isso não pára,
Já não consigo disfarçar!
Depois da infância
Era um tempo distante
Aquele sem desconfiança
Era num passo confiante
Que se firmava a criança.
O verbo vem no passado
No passado é só lembrança
E o olhar fica molhado
Se pergunta sobra a esperança.
Já são anos os dias
O futuro mudou de lugar
São mulheres as gurias
Amanheceu o que era luar.
Inocência que não existe
Tempo tornou-se escasso
Incoerência de quem desiste
E planos que eu mesmo faço.
Na terra que já não ando
Na rua que já não brinco
A vida que está findando
O fim que já está vindo.
E eu vivo fugindo
Driblando a desesperança
Encontro a quem vem sorrindo
A encontrar-me durante a dança.
Fiz escolhas tentei mudar algo parecia se distante... na minha percepção do tempo tentei vê algo sem a permissão deles para meu ganho pessoal eles me castigou e tirou ela de mim
Alguma interferencial temporal como um holocausto em uma onda de choque descadeio reação de partículas que viaja no revesso do tempo obscurecendo a visão do futuro
Hannah poderá não mais existir "lagrimas"
A cada dia o futuro parece mais sombrio e o passado mais radiante o mais triste e frio que pareça te sido
Sinto muito Engel...
SONETRIX - MORMAÇO
Céu distante... Contemplo-o dessa vidraça.
As lembranças? Um belo instante que não passa.
Nuvens... Reféns do ocaso. Pranto... O meu mormaço.
Lugar Muito Distante
Lugar muito distante.
O sol e a lua se enfrentam,
frios, cruéis, indiferentes.
Um lago negro, imóvel,
reflete uma árvore seca,
sem nome, sem memória.
Estrelas que queimam sem luz,
fogo que consome sem calor,
ar que sufoca sem toque.
O tempo se partiu.
O chá aguarda
num chalé sem portas
ou no fundo de um poço sem fundo.
Não há quem esperar.
Não há caminho.
Não há hora certa.
Tudo é perda.
Tudo é silêncio.
O presente é lâmina.
O presente corta.
Escolher é sangrar.
Perder é inevitável.
Na vastidão do existir,
somos apenas ecos
presa de nós mesmos,
perdidos no frio absoluto
do lugar muito distante.
A meia lua
Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.
A parábola do velho caminhão
Conta-se que, em uma comunidade distante e resiliente, havia um velho caminhão incumbido de uma missão essencial: transportar seus habitantes por estradas sinuosas, ladeiras íngremes e longos trechos esburacados. Naquele lugar onde a vida parecia sempre exigir mais do que tinha a oferecer, o veículo representava a bandeira do dever, o emblema da proteção coletiva e a esperança silenciosa de que ninguém ficaria para trás.
O tempo, porém, atuou como juiz severo. As engrenagens já não obedeciam com a precisão de antes. O motor tossia e arfava como um peito fatigado. A lataria, corroída, gemia sob o peso de cada novo desafio. O caminhão, outrora instrumento de serviço e força, converteu-se em massa pesada, lenta e esgotada, tornou-se um centro de desgaste que exauria não apenas a si mesmo, mas todos ao seu redor.
Instalou-se, então, uma inversão cruel de papéis. Nas subidas, os passageiros precisavam descer para empurrar o veículo com todas as forças que lhes restavam. Nas descidas, amarravam cordas e uniam braços firmes para impedir que o caminhão, descontrolado, despencasse no abismo.
Assim, a comunidade que deveria ser conduzida passou a se ocupar de impedir a queda do próprio transportador. O meio transformou-se em obstáculo, a ferramenta, em problema e aquilo que um dia simbolizara esperança converteu-se em um fardo pesado.
Com o tempo, o esgotamento tornou-se inevitável. Até que, em certo dia, um passageiro já exaurido de empurrar nas horas difíceis e conter nas horas perigosas ergueu a voz, bradando: somos nós que deveríamos estar sendo levados por este caminhão, mas somos nós que o carregamos. Digam-me, para que serve um veículo que falha em cumprir a sua mais básica função?”
Ainda há tempo, mesmo quando o tempo é curto para viver.
Embora o trajeto pareça distante, os dias se renovam a cada amanhecer,
como um lembrete silencioso de que tudo é apenas a rotação dos mundos.
'A VIDA QUE SONHEI...'
Não é fuga, é escolha.
A cidade, aquele emaranhado distante, um rumor confuso,
onda que quebra noutra praia que nao é a minha...
Aqui,
o canto dos pássaros, as 4h da manhã, é pontual como o sol,
notícia clara do dia que se abre [anunciando]...
O vento, esse sim, fala baixinho,
corre nos ramos e no pomar, refresca a nuca,
leva poeira que não é de asfalto...
O rio [TAPAJÓS].
Esse não pede licença nem estrada,
corta a terra como quer,
sem margem que o contenha verdadeiramente.
Água que brinca com a luz,
corre só porque existe, é esplêndido sem dono...
A sombra da Castanheira no quinta não é refúgio,
é casa.
Tetos de folhas que filtram o sol em manchas dançantes,
piso de terra macia, fresco.
Silêncio que preenche, não esvazia...
E nas mãos, o peso bom da terra:
fruta colhida no pé,
gosto que vem da raiz profunda,
açai que tinge os lábios de roxo,
cupuaçu que derrete doce-amargo na língua,
cheiro de coisas que nasceram aqui, sem pressa...
Só parece solidão
para quem não contempla o vento,
não sente o cheiro da raiz, do balançar das redes,
não conhece a paz de estar inteiro
no lugar certo do mundo, ou num pedacinho que é só seu...
--- Risomar [Sirley] Silva ---
No sítio
A Perfeição do Mundo.
Veja o mundo
Pelo vidro da janela
Recebendo a luz distante
No instante em que a luz se move
Tudo em seu lugar, tudo perfeito
No jeito que a chuva chove
Há infernos pra todos os Céus
E desertos pra tantos ventos
Milhões de lamentos futuros
Pra tantos obscuros fingimentos
Tudo no lugar, puro e perfeito
De objeto a manifestar
A cura pros teus defeitos
E passam-se os anos
Abraços distantes
Olhares despercebidos
Tão perto e jamais se cruzam
Lágrimas fogem dos olhos
Fazendo a vez da alegria
A noite a engolir o dia
No Céu a Lua
Míngua transbordantemente
E é quando a gente percebe
Que nada
Exatamente nada
Necessita ser assim
Tão gritante ou eloquente
Quanto raios de Sol
Ou malhos do martelo
Desde que a gente aprenda
Que poder ser
Que lá na frente se arrependa
Por não ter compreendido
A beleza do poema simples e singelo
Está tudo no lugar, mundo perfeito
Pois
Está tudo
Exatamente onde devia estar
Antes que a gente
Mude tudo, pra melhorar
Perceba
Desde a enorme cegueira
Causada pela luz do Sol
Até a imensidão no ruído
Aprenda a enxergar tudo isso
E a vida
Surpreendentemente
Passa a fazer sentido.
Edson Ricardo Paiva.
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