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Poema de Amigo de Augusto dos Anjos

Cerca de 127380 frases e pensamentos: Poema de Amigo de Augusto dos Anjos

Hoje eu sinto que evoluímos,
São momentos bons e inesquecíveis,
Momentos que eu não sei se viverei para sempre,
Mais isso só depende de você.

Você me realiza,
Consegue sem duvidas me fazer muito feliz,
Feliz,feliz e feliz.

Mais tem alguma coisa que nos impede de evoluir mais ainda,
Voce não demonstra,não fala.
É tudo muito dificil,
Mais quem disse que seria facil?

Eu só sei de uma coisa,
Coisa que eu gosto sempre de dizer a você,
Hoje mesmo, eu disse lembra?
Eu quero você pra sempre, tenho medo de te perder.

São palavras e mais palavras que demonstam tudo que sinto,
Mais a minha sinceridade, o meu jeito
Vão conseguir me ajudar a provar,
Essas coisas que eu lhe digo....

(este texto não teve fim, é um começo. ♥)

A magia de meus sonhos

A magia de meus sonhos
reflete tua Beleza: mulher
plena de encantos,
aroma do Vetiver.

Despertas meu sentimento na luz
resplandecendo o conhecer
que por esse caminho conduz
meu ser ao teu ser.

Barco flutuando no mar
buscando o porto seguro
na aventura de remar e amar.

Arte e natureza a me encantar;
és tu mais nobre tesouro,
razão do meu aportar.

Todos nós passamos por dificuldades na vida.
Para alguns falta o pão na mesa,
a outros a alegria da alma.
Muitos lutam para sobreviver, outros são ricos
mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Não adianta dominar o mundo la fora e não dominar
o mundo interior, o enorme território da sua alma.
De que adianta ser um gigante na ciência,
mas um frágil menino que não consegue navegar
nas águas da emoção?
Quando a humanidade aprender a amar,
derramará lágrimas de alegria.
Sentirá não pelas guerras, mas pelas injustiças.
Aprenderá que não encontrará a felicidade
mesmo que percorrer todo universo.
A felicidade, Deus escondeu em um lugar que
ninguém pensa em procurar: dentro de si mesmo.

Não me julgue por eu ter um jeito que você
gostaria de ter e não tem.Minha pessoa quem
faz sou eu e não sua opinião.

Não se apaixone por Homens que...
Não se apaixone por um homem que lê, que questiona demais, que escreve.
Não se apaixone por um homem culto, sonhador, com alma de artista.
Não se apaixone por um homem que pensa, que age por convicção e que sabe lutar por seus ideais.
Não se apaixone por um homem seguro de si, que se basta e que não tem medo da própria profundidade.
Não se apaixone por um homem que ri alto ou chora sem pudor, que consegue transformar a emoção em ação.
Muito menos se apaixone por um que goste de Filosofia, de Artes, e que odeie assistir programas vazios na televisão. (Esses são os mais perigosos).
Ou então que passe muito tempo admirando a arquitetura, as montanhas ou que não saiba viver sem música alta.
Não se apaixone por um homem interessado em política, que sente horror diante da injustiça e tem um olhar atento para o mundo.
Ou por um homem que é belo pela sua postura, independente do rosto ou do corpo.
Não se apaixone por um homem intenso, divertido, irreverente e lúcido.
A Consequência Final
Não deseje se apaixonar por um homem assim, porque quando você se apaixona por um homem assim, esteja ele com você ou não, ame você ou não... de um homem assim, você nunca mais volta.

“Hoje”
Hoje vou fazer uma grande reflexão
Sobre a vida.
Não deixarei para o epitáfio...
Vou viver o hoje como se não houvesse um amanhã.
Vou me culpar menos, e culpar menos os outros.
Vou aceitar a vida, pois ela é realizada por mim.
Vou reparar mais aqueles que me rodeiam.
Cada um é um ser diferente com virtudes e pontos fraco, afinal perfeito só Deus.
Vou reparar mais no céu, nos pássaros, nas flores, na beleza da natureza, enfim...
Vou arriscar mais, chorar mais, rir mais, brincar mais, namorar mais; viver mais.
Porque é no “hoje” que se encontram as oportunidades...
Amanhã ... só Deus sabe...

Amigo que se preza,
não te despreza.

Te aceita como é.
Convida para um café.

Não importa onde ir.
Só quer te ver sorrir.

Chama pra desabafar,
antes de tudo desabar.

E assim que deve ser,
um amigo pra valer.

“ANJO AMIGO”
Um dia sonhei em ser anjo. Anjo desses que andam por aí...
Quem me dera ser...
Poder tocar nos corações aflitos, aliviar a dor de uma mágoa...
Abrir um sorriso no rosto daquele que chora.
Interceder por quem tem sede de uma vitória.
Mostrar a luz no caminho obscuro daquele que anda nas trevas.
E na escuridão da noite, fazer se encontrar aquele que está perdido.
Aquecer com um abraço, a madrugada fria de quem teve amargura.
Pudera eu, reanimar aquele que teve o coração ferido pela vaidade.
Enxugar as lágrimas que caem no rosto abatido pela dor da saudade.
Tomar pela mão quem está caído, e oferecer um ombro-amigo.
Ainda que eu nunca tenha sido Anjo... Ou nem mesmo um dia me torne...
Pudera eu, ao menos dizer...
Se eu não puder enxugar suas lágrimas, chorarei contigo.
Enquanto em vida, poderei ao menos olhar nos olhos e dizer...
-Não tenha medo, Deus me disse que tem planos pra você.
Eu e Deus, nós estamos contigo!
(Carlos Figueredo)

Amigo Gil

A Gilberto Nogueira de Oliveira

Suas obras primas
São feitas em casa
Poeta independente
Produz, não tem o ego
Em si, simples
E verdadeiro,
Esse é o Gil de Nazaré/BA
De todos os brasileiros.

Em todos os cantos
Do mundo,
Deveria existir um Gil,
Que compartilha poesias
Nesse mundo em guerra,
Meio que doentio.

Poesia de amigos
– Gil compartilha!
Livros da própria autoria
– Gil envia!
Em troca não cobra
Nada,
Muitos o desvaloriza

… Pouco importa ao Gil.
O bem maior da sociedade
É a escrita
– Isso sim, Gil, valoriza.

Valter Bitencourt Júnior
Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos, 2021.

Briguento e melhor amigo,
protegido e protetor.
Juntamos as alegrias,
dividimos cada dor
desde os tempos de criança,
guardamos cada lembrança
no fundo do coração.
Na vida tem muito ex,
mas eu garanto o vocês,
que não existe ex-irmão.

O homem que nesta terra miserável mora entre as feras, sente inevitável necessidade de também ser fera

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos

Nota: Trecho de "Versos Íntimos": Link

Volúpia imortal

Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!

Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!

Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descarnados,
Em convulsivas contorções sensuais,

Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Vencido

No auge de atordoadora e ávida sanha
Leu tudo, desde o mais prístino mito,
Por exemplo: o do boi Ápis do Egito
Ao velho Niebelungen da Alemanha.

Acometido de uma febre estranha
Sem o escândalo fônico de um grito,
Mergulhou a cabeça no Infinito,
Arrancou os cabelos na montanha!

Desceu depois à gleba mais bastarda,
Pondo a áurea insígnia heráldica da farda
A vontade do vômito plebeu...

E ao vir-lhe o cuspo diário à boca fria
O vencido pensava que cuspia
Na célula infeliz de onde nasceu.

Versos a um cão

Que força pode, adstricta a ambriões informes,
Tua garganta estúpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solidões enormes?!

Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.

Cão! — Alma de inferior rapsodo errante!
Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais. . .

E irá assim, pelos séculos, adiante,
Latindo a esquisitíssima prosódia
Da angústia hereditária dos seus pais!

Versos d’um exilado

Eu vou partir. Na límpida corrente
Rasga o batel o leito d’água fina
- Albatroz deslizando mansamente
Como se fosse vaporosa Ondina.

Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente
Irei cantar a mágoa peregrina
Como canta o pastor a matutina
Trova d’amor, à luz do sol nascente!

Não mais virei talvez e, lá sozinho,
Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho,
D’onde levo comigo a nostalgia

E esta lembrança que hoje me quebranta
E que eu levo hoje como a imagem santa
Dos sonhos todos que já tive um dia!

Solilóquio de um visionário

Para desvirginar o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério,
Numa antropofagia de faminto!

A digestão desse manjar funéreo
Tornado sangue transformou-me o instinto
De humanas impressões visuais que eu sinto,
Nas divinas visões do íncola etéreo!

Vestido de hidrogênio incandescente,
Vaguei um século, improficuamente,
Pelas monotonias siderais...

Subi talvez às máximas alturas,
Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
É necessário que inda eu suba mais!

O deus-verme

Factor universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme — é o seu nome obscuro de batismo.

Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.

Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...

Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!

Debaixo do tamarindo

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!

Hoje, esta árvore de amplos agasalhos
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da flora brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,

Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade,
A minha sombra há de ficar aqui!

Desde então para cá fiquei sombrio
Um penetrante e corrosivo frio
Anestesiou-me a sensibilidade
E a grandes golpes arrancou raízes
Que prendiam meus dias infelizes
A um sonho antigo de felicidade!”

“Meu coração, como um cristal, se quebre,
O termômetro negue minha febre,
Torne-se gelo o sangue que me abrasa,
E eu me converta na cegonha triste
Que das ruínas duma casa assiste
Ao desmoronamento de outra casa!”

“Bati nas pedras dum tormento rude
E a minha mágoa de hoje é tão intensa
Que eu penso que a alegria é uma doença
E a tristeza é minha única saúde.”

"Dizes que sou feliz. Não mentes. Dizes
Tudo que sentes. A infelicidade
Parece às vezes com a felicidade
E os infelizes mostram ser felizes!"

"(...)
Ah! Se me ouvisses falando!
(E eu sei que às dores resiste)
Dir-te-ia coisas tão tristes
Que acabarias chorando.

Que mal o amor tem me feito!
Duvidas?! Pois, se duvidas,
Vem cá, olha estas feridas
Que o amor abriu em meu peito.

Passo longos dias, a esmo...
Não me queixo mais da sorte
Nem tenho medo da Morte
Que eu tenho a Morte em mim mesmo!
(...)"

"Homem, carne sem luz, criatura cega,
Realidade geográfica infeliz
O Universo calado te renega
E a tua própria boca te maldiz!

O nôumeno e o fenômeno, o alfa e o ômega
Amarguram-te. Hebdômadas hostis
Passam... Teu coração te desagrega,
Sangram-te os olhos, e, entretanto, ris!

Fruto injustificável dentre os frutos,
Montão de estercorária argila,
Excrescência de terra singular.

Deixa a tua alegria aos seres brutos,
Porque, na superfície do planeta,
Tu só tens um direito: - o de chorar!"
(Eu e Outras Poesias)

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