Poema da Fome
Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...
Sandro Paschoal Nogueira
Bebe do meu cântaro se tens sede...
Que eu sem culpa já bebi...
Todos os venenos foram contatos...
Não fizeram-me mal...
Apenas me fortaleci...
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Tanto sonho...
Tanta mágoa…
Se tens fome...
Come do meu pão...
Se eu tenho...
Da-me sua mão...
Que importa!
Ninguém sabe...
Daquele amor perdido...
Por dentro das escura noite...
Confundindo os sentidos...
Quantos, que marcham pela vida...
No intenso tráfego dos rotineiros dias...
Expõe suas tolas vontades...
Diante emoções tão frias...
Cavalheiro da triste figura...
Moinho a braços com o vento...
Nenhuma alegria ouvistes...
Só tristezas...
Desalentos...
Quando saíres, não me esqueças...
E não me cortes com a navalha...
Como dizer a um coração fora do peito...
Que para o vinho não há taça?
Por detrás de cada esquina...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Erguendo os densos véus ...
Há de livrar-nos Deus...
Da dor indiferente da maldade...
Dos pares meus...
Sandro Paschoal Nogueira
Falsa humildade
A atitude de orientar alguém a não deixar sobra de comida no prato, não é uma virtude de um cidadão empático. Esse gesto não resolve o problema da fome no mundo, no seu país, no seu estado, nem na sua cidade, muito menos no seu bairro. Essa prática revela a falsa humildade.
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Eu sinto seus olhares
Famintos em mim
Eu sinto o seu corpo
Pedindo o meu
Eu sinto sua boca
Me chamando pra perto
Pois saiba: Eu te também te quero.
O trabalhador trabalha,
O empresário ganha.
Só recebe migalha,
Enquanto o empresário ganha.
A barriga ronca,
Mas precisa alimentar as crianças.
O empresário tem a barriga "cheiona",
Enquanto o trabalhador só tem esperança.
A fome assola o mundo,
Matando mil por dia.
Existem ricos vagabundos,
Que nem compartilham.
Recito essa poesia,
Com amor e carinho.
Para que um dia,
A fome acabe e todos estejam "cheinhos".
( Fiz esse poema pra um trabalho de escola)
N'zala
alimentaste meu espirito, esculpiste meu corpo,
AC de cristo ate agora, es um bramido na alma do mundo sem ouvido.
E depois?
Es um infalível destino trazido pelo infinito.
Es o que previu jose no sonho do farao?
Ou o que nunca extinguira a FAO?
Es a razao de jesus multiplicar o pao.
Que mácula para o que diz-se evoluido homem,
acorrenta com certeza o desnorte que norteia o filho do homem,
e com fé mata outrem com fome?´
n'zala
indectetável no roncar de panças vazias,
mas com antídoto gerado no ventre de Maria.
N'zala.
Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.
PREMONIÇÃO
Alguma coisa mudou para sempre neste velho e obcecado mundo.
Um quê de pesar avisa que acabou para a raça humana.
Não mais outro dia, não mais esperança, não mais sopro renovador.
É hora de catar os trapos e levantar acampamento.
Para onde iremos? Só Deus sabe.
O que seremos? Só Deus dirá.
Homo Sapiens não aproveitou, não deu valor ao certo, idolatrou o errado,
E esta tristeza que varre o mundo é a intuição de que não vai haver outro dia.
Gemem tantos por dentro, gritam outros por fora.
Gargalham os loucos, dançam os frívolos e os avarentos agarram seu ouro.
Pobres choram de fome, ricos se escondem em mansões invioláveis.
Alguma coisa está se aproximando e quando esta coisa chegar,
não vai dar tempo de gemer, de gritar ou gargalhar.
Cessarão as danças e as praças estarão cheias de sapatos perdidos.
O ouro dos avarentos escorrerá por entre as mãos encarquilhadas de medo.
Insurgirá a fome e as casas invioláveis cairão por terra com um estrondo de morte.
Se estou com medo? Acho que não, apenas escrevo estas notas.
Mas lá fora, no escuro e no frio, tem alguma coisa brilhando por sobre a casa.
Tempo de partir. Não mais aqui, não mais a Terra, a Terra acabou.
Hora de ir.
Mas ir para onde? Só Deus sabe.
E o que seremos? Só Deus dirá.
(Lori Damm, 19/05/2024)
A TUA DOR, IRMÃO
Doem-me todas as palavras
No teu corpo de solidão
Enquanto a madressilva me sorri.
A Liberdade de um grito
Cravado em mim
Que desconheço.
Doem-me inclusive as sílabas
Dos teus lábios de silêncio
Em redor da enseada.
Doem-me castiçais de prata
Transbordando corvos feridos,
E sementes que jamais germinarão.
Dói-me este pão de cada dia
Irmão,
A tua fome que encerro em mim,
O teu frio que me rasga por inteira.
Dói-me este sangue de traição,
Esta ânsia de jasmim,
Este beiral de pardais,
Pedaço de ti.
Dói-me a luz da cidade desperta.
Mata-me o desassossego do fado
Que me liberta e santifica
Num altar de cravos e madrugada…
…e finalmente já exausta de mais um hino à tua, nossa Dor
Meu irmão,
Todas as palavras me doem,
Seja qual for o Caminho!
© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…
SOLIDARIEDADE!
Não deixe alguém, seja amigo, familiar, vizinho ou qualquer outra pessoa, passar fome por falta de alimentos, se você tem em abundância.
Todos têm alguma coisa, espiritual ou material, para compartilhar.
Compartilhe a sua abundância.
Sejam conscientes
E libertem_se da escravidão
São anguessugas
E querem que vocês se danem,
Se lasquem, fiquem na miséria e com fome... Que todos fiquem pobres, famintos, Sintam_se desgraçados, humilhados e envergonhados da sua própria nudez, da sua impotência, da sua ignorância e sinta_se miseráveis...
Que precisam de ajuda e de amparo de um "ser" que os salvem dessa destruição...
_ Ha! Há! Ha!...
Assim é que eles conseguem arrebanhar todo os países, continentes e o mundo... Com medo, desesperados, sem emprego e sem comida...
Sim... Aquele "super homem" que surgir para salvá_los: vai ser idolatrado, contemplado e vão trabsformá_lo em um Deus...
Mesmo que ele só ofereça esmolas, bolsas de tudo o que vocês imaginam: a
Até de esmolas e farinha com água...
Vão servi_los de joelhos...
Amém!...
Libertem_se...
Paz no coração!...
Deus no coração
Deus no coração sempre
Amor por todos que nos acompanham
Gratidão pela vida
Busca incessante pela paz
Pela liberdade
E pela irmandade no mundo.
Por alimentos na mesa de cada ser
Por caminhar com gratidão
E amor no coração
Abraços
Deus conosco
Há pessoas que se preocupam extremamente com a parte física do corpo.
Há pessoas que se concentram demasiadamente em acumular conhecimento.
Há pessoas que se dedicam efetivamente em ajudar os necessitados.
Há pessoas que seguem, cotidianamente, estudando ou trabalhando, para garantir suas necessidades básicas.
Há pessoas confusas, que não sabem exatamente o que querem fazer na vida.
E acreditem, há pessoas que apenas se empenham, desesperadamente, em ter algo para comer, porque a fome dói.
De algum desses grupos certamente fazemos parte. Qual é o nosso papel diante de tantas diversidades?
"Ninguém morre de saudades, nem de amor, nem de tédio.
Mas é melhor você arrumar um emprego, porque de fome se morre, sim!"
☆Haredita Angel
03.03.2016-Facebook
A cigarra e a formiga
Carlos Nery
Disse, com fome, a cigarra
Assim como quem se agarra
À tábua da salvação:
Escute amiga formiga,
Você nunca foi amiga,
Mas dê-me um pouco de pão!
A formiga, abundante de pão
E de mesquinhez,
Respondeu com seu rompante,
Negando ajuda outra vez:
Não pra você que é autora
De música e é a cantora,
Do dia azul de verão.
Não lhe darei alimento,
Pois Deus lhe deu o talento,
Pra que ganhasse o seu pão.
Mas se esqueceu a formiga,
Que no coração abriga
O egoísmo e o desdém,
De uma lei que é divina,
Que o nosso Jesus assina:
Dê sem olhar a quem!
O prato da amargura e mãe da destruição.
A guerra é um prato frio, e que se come com frieza, irmã da vingança e aliada do desespero, ela faz a sua vida se torna um pesadelo.
Geradora da fome, e promovedora de chacinas a guerra espelha uma vida sofrida,
onde sobreviver é a unica alternativa.
Quem vive em meio a guerra não pensa em ser artista, vive em meio a fome e luta para se manter vivo.
_Trágico, momento te amo
tento me controlar...
quero redimir...
mais tenho fome...
tenho tantos desejos
que sinto seu perfume
e gosto da sua carne
perdura a noite toda...
persigo meus extintos,
e abraço meu destino...
está tão viva que a desejo...
forço meus instintos,
me atrevo a lamber seu corpo...
Estou com muita fome...
Louco..a para devorar você inteira!
Mas fica tranquila..o, eu só vou morder e mastigar você no final.
No início eu quero lamber e degustar você com a língua primeiro.
Antes de chegar no principal eu vou saborear você, pelas beiradas.
Usei drogas
Corri pra me esconder, fui parar debaixo da ponte
suplicando, comida, moradia e conforto
me viciei nas drogas, só pra sair da realidade
usei crack, só pra não ver a vida
sai maluco tentando me encontrar
chorei muito, depois que soube que eu não poderia usar,
supliquei por ajuda, mas a porta fui o que encontrei
a ajuda eu tentei
passei fome, frio, cede. Me deram uma vela
e falaram que eu teria tudo que me falta
não acreditei
não faz sentido
uma vela para sustentar meu vicio? que me mata?
eu ouvi as vozes dizer: "você não presta, seu lixo
imundo! um drogado, viciado, isso não é gente é um monstro!"
e o meu vicio a aumentar!
então não sabendo por onde mais andar eu ascendi a vela e nela
eu pedi. "me de amor próprio, não quero depender de ninguém e de nada
não quero me martirizar por um amor que me jogou no lixo
nem tão pouco ficar preso a um sentimento que não tem sentido"
o amor próprio me dominou e a força de realizar algo que sempre almejei me conquistou, hoje não me deito nas ruas, nem tão pouco uso drogas pra me destruir, irei construir meu castelo, na luta, na batalha e suor.
Desejo amor aqueles que estão nas ruas, chorando por comida; e peço a deus com essa vela iluminar o mundo de tanto ódio. (METAFORA)
