Poema com Nomes
Retratos que sangram
As horas sussurram nomes antigos,
ecos que dançam na bruma da mente,
vestígios de dias já idos,
que o tempo levou… lentamente.
Há risos que ainda se escondem nos cantos,
e passos que o chão já não guarda,
rostos sumindo em retratos cansados,
num tempo que nunca mais tarda.
Tocava teu nome com dedos de sol,
num mundo onde o céu era perto,
agora só vejo o vulto do ontem,
num espelho partido e deserto.
As lembranças vêm como maré,
invadem, consomem, machucam,
e eu, náufrago de mim mesmo,
nas ondas do que já foi, me afundo e sucumbo.
Se pudesse, voltava no tempo,
pra dizer o que o silêncio calou,
mas memórias não têm retorno…
só cicatrizes que o peito guardou.
"Quem me protege não brinca,
não dorme, não cansa e nem descansa...
Tem mil nomes, um deles é Poder. Cuidado com o que me desejas!"
Haredita Angel
29.07.23
Kamorra — Entre a Guerra e o Espelho de Deus
Há nomes que são apenas sons. E há nomes que se tornam espada. Kamorra é um desses.
Do espanhol, herdamos camorra: briga, disputa, confronto. Um nome nascido no campo da guerra, forjado no atrito entre homens que não aceitam a covardia como regra. É o eco de quem levanta a voz, de quem enfrenta, de quem, se for preciso, cai de pé — mas nunca se ajoelha.
Mas o nome não para por aí.
Do hebraico, surge kamocha, uma pergunta sagrada: "Quem é como Tu, ó Deus?"
É o espelho da identidade divina refletida no homem. É o chamado para viver com honra, com verdade, com propósito.
É a lembrança de que a maior batalha não é contra o outro — é contra o que dentro de nós tenta nos tornar medíocres.
Juntas, essas raízes formam algo maior: Kamorra.
Não é só um nome. É uma filosofia.
É o homem que luta como um guerreiro, mas carrega nos olhos a consciência de que foi feito à imagem do Altíssimo.
É o confronto com o mundo, mas também com a própria alma.
Ser Kamorra é viver entre dois mundos:
Um pé no campo de batalha, outro no altar.
Uma mão fecha o punho, a outra aponta para o céu.
Porque o verdadeiro kamorrista sabe:
Antes de vencer o inimigo, é preciso vencer a si mesmo.
E quem zomba do nome...
Não entendeu o corte da espada que ele carrega.
O líder da governança compreende que por seu um agente que pratica atos em nomes do Estado, como serão praticados seus atos, torna-se tão importante como as razões que os motivam, e isso implica em que os resultados sejam sólidos e consequentes.
Ou seja, para sair de uma situação de risco e chegar a uma área de conformidade, planeja, estuda, compreende e age num ambiente de confiança
Os orientais davam grande importância aos nomes. Para eles, o nome influenciava muito no caráter de uma pessoa e resumia o íntimo de seu ser.
Por exemplo: Fábio vem do latim *Fabius*. Na Itália houve uma família de nobres, a família dos Fabius. E também é dito que às mediações do Mediterrâneo, os Fábios eram oradores que entretiam os camponeses enquanto estes trabalhavam no campo, contando-lhes boas histórias. Numa versão simples, Fábio , literalmente significaria: Exímio contador de Histórias.
Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus."
(Lucas 10:20)
Quando os discípulos voltaram cheios de alegria por terem autoridade espiritual, Jesus os chamou a algo ainda mais profundo: a verdadeira alegria não está no que fazemos, mas em quem somos nEle. Ter o nome escrito nos céus é viver uma vida escondida em Deus, onde nada neste mundo pode nos separar do Seu amor.
Deus e Diabo são os nomes dados
aos dois lados da natureza humana,
uma criativa e a outra destrutiva.
Poeticamente renomeio
a linda Mocho-diabo,
Poetas também servem
para dar nomes quando
esquecem aquilo que
é precioso guardar;
Mocho-anjo é como
deveria se chamar
porque sempre traz
encanto aos olhos
de quem a beleza sabe
apreciar neste mundo
que só se importa mesmo
no próprio umbigo se afogar...
Esses nomes também
falam algo a meu respeito,
porque tem a ver com um
símbolo que representa
a minha Pátria absoluta
faça Sol ou faça Chuva;
não importa o quê aconteça
Nada muda ou apaga o amor,
esteja florido ou repleto
mesmo de toda a espera
resistindo qualquer quimera,
Embora passível de toda proteção:
a minha alma é de Ibirapitanga,
a minha mente é de Paubrasilia,
a minha esperança é de Orabutã,
a minha convicção é de Brasileto,
a minha mão é de Ibirapiranga,
a minha fé é de Ibirapita,
a minha maneira é de Muirapiranga,
a minha ginga faceira
ao vento é de Murapiranga,
a minha fortaleza é de Pau-rosado,
a minha doce paciência
é toda de Pau-de-pernambuco,
Ou seja, tudo em mim leva
todos os nomes do Pau-Brasil
sem você sequer ter reparado
porque eu como ele
também faço mel
sempre por onde eu passo,
Embora eu tenha deixado
claro que tudo meu a esta
terra pertence e nasceu
para ser eternizado
e sob este Hemisfério habitado.
No meu destino
tu és meu pleno
Cedro-verdadeiro,
És norte alvissareiro,
Os nossos nomes
em Versos Intimistas
nascidos para o amor
imortal e derradeiro.
Sonho que não venham
nunca mais ser trocados
os nomes dos heróis,
as placas das ruas
e os nomes das nossas
cidades e que entre
nós não haja nunca
mais baleados por
ordem do invasor
que é em si a verdadeira
tragédia para si mesmo.
Há quem perdeu a noção
daquilo que o invasor
faz o tempo todo contra
nós é um crime bárbaro,
Cada poema meu há
de ser mais forte do que
cada míssil pelo invasor
contra a Ucrânia lançado.
Não acolho com a minha
boca fechada e nem com
os braços meus abertos
que os caminhos com
gente mesquinha que
nega a agressão contra
a soberania venham
a se cruzar nesta vida.
Chega desta tragédia
distribuída na terra
dos meus ancestrais
e além fronteiras
desta estúpida guerra
de um invasor que tem
se comportado pior
do que qualquer fera.
Onde idioma ucraniano
não tem escapado
da voracidade e tem
sido forçosamente
obrigado a ser silenciado
por ordem deste invasor
que tem espalhado
a tragédia que é para si
diante dos olhos do mundo.
Por causa de tudo isso
na correnteza das águas
do destino eu atirei
o meu Vinok para a paz
e o amor vir de tanta
dor nos salvar daquilo
que está a sufocar.
sem perspectiva de cessar.
Enquanto isso, os campos
de trigo estão a queimar,
o bombardeio a estourar
e muita gente pelo mundo
afora com tanta mentira
sempre está a compactuar;
e eu não posso me calar
e o algoz tem aprender a parar.
Alguns nomes de pessoas de Santa Helena, que meu pai lembrou, e me fez escrever...Parte V.
José Partata
Flauzino Luiz de Freitas
Francisco Luiz de Freitas
Salmo de Freitas (Gambá)
Teodomiro Rego
Armando Felix
Armezinda Ferreira
José Arroz
Chico Surdo
Osmar Davi de Oliveira
Vital de Oliveira
Odilon Alves Martins (Tuta Alves)
José Basilio de Freitas (José Basil)
Marieta Madeira do Rosario
José Segundo de Melo
Orozimbo Carlos
Prostetato Joaquim Bueno (Tati)
Geraldo Martins Rosa
Leonel Ferreira de Azara
Paulo Seroni
Wilson Gouveia do Carmo
Agnel Bueno da Silva
José Pratinha
Doreste Ribeiro Nunes
Jales Ribeiro
Clarindo Olimpio de Freitas
Zeca Tobias
José Pereira da Silva (Zé Teia)
José Procopio
José Pereira (Caicó)
Levi de Freitas
Tito de Freitas
Paulo de Freitas
Gê de Freitas (Gê da Chave)
Domingas Neves
Alberto de Deus Guerra
Silvio Meireles Vasconcelos
Djalma de Freitas...Façam as Correções quem for de direito
Alguns nomes de pessoas de Santa Helena, que meu pai lembrou, e me fez escrever...Parte IV.
Serafim José de Azevedo
Azarias Camargo Neto (Camargo)
Naudoque Rego
Antonio Garcia
Manoel Honorato
Ciro Mendes
Overlaque Belo
Gilson Belo
Antonio Pereira de Moura (Copeira)
Juliano Azevedo
Joaquim Vencio Primo
Aneria da Costa Freitas
Antero Martins Faria
Emerenciano Martins Borges (Batanha)
José Soares Galvão (Zé Mineiro)
Valeriano Martins Soares
José Vicente Soares
Valeriano da Silveira Leão (Valé)
Narcisa Costa Leão
Geraldo Leão de Brito (Bigode)
João da Costa Leão (Tito)
Mizael Rodrigues de Castro
Alice Bueno
Gesse Aguiar e Silva (Prefeito)
Rogerio Engelber (Rogerio do Ganso)
Higino João de Souza (Gino Baiano)
Adiventino Vieira Cabral
Francisco Martins (Chico Anú)
Brasilino José Caetano (Juca Italiano)
Alcides Rodrigues da Silva (Alcides Modesto)
Ronan Martins de Assunção
Belani Martins de Assunção (Belo)
Deoclides Martins de Assunção (Zico)
Hermes Martins
Abadio Vieira (Funileiro)
Moises Bueno de Freitas
Francisca Bueno de Freitas (Chança)
Demerval Vilela Horbilon...Façam as Correções quem for de direito...(Patife)
Alguns nomes de pessoas de Santa Helena, que meu pai lembrou, e me fez escrever...Parte III
Antonio Vicente Gomes (Antonio Mineiro)
Duplanil Faria de Souza (Meu Avô)
Vitoria Pereira (Minha Avó)
Miguel Zeferino Martins (Cumpadre MIguelinho)
Avelino Faria
Ali Abdul El Ali
Noé Madeira
Veronica Lourenço (Mãe do Branquinho)
Versulino Arantes
Antonio Martins de Assunção
Quirino Martins de Assunção
Abel Martins de Assunção
Gumercino José de Freitas (Negrada)
Lazaro Bueno de Freitas (Saru - Poeta)
Benigna Bueno de Freitas
Benjamim Bueno de Freitas (Tio Beijo Bueno)
Davi Bueno de Freitas (Grande Amigo)
Sebastião Bueno de Freitas (Tonem pai do Meiron)
Duplanil Bueno de Freitas (Pani)
Joaquim José de Freitas (Joaquim da Jaira)
Noemia Martins de Freitas
Onofra Martins de Freitas (Tia Santa)
José Tiel
José Tiel Filho (Tielinho)
Sinhorinha Martins de Assunção
Arlindo Martins de Assunção
Carlinda Martins de Assunção
Olivia Martins de Assunção
Odilio Martins de Assunção
Alzira Martins de Assunção
Lazinho Tome
José Tomé
Joaquim Tomé
Euripedes Ferreira (Do Correios)
Jose de Brito (Abrigo)
Davi Paranaguá
Epaminondas Valim Franco (Chete)
Jarbas Alves de Gouveia
Augusta Barbosa
Paulo Sato
Cesar de Freitas Silva...Façam as correções quem for de direito...(Patife)
Alguns nomes de pessoas de Santa Helena, que meu pai lembrou, e me fez escrever...Parte II
Valdivino José Rosa
Coleta Maria Bueno
João Bueno Filho
Jeronimo Bessa
Tia Purcina
Maria Luiza de Freitas
José Azevedo Sobrinho (Bébe Salviano)
José Honorio de Oliveira
Francisco de Souza Lima
Durval Ribeiro da Cunha
Tulio Ribeiro da Cunha
Dona Dorva
Periano Arantes
Lilone Tiago de Freitas
Idalina Francisca das Neves
Eduardo Ventura
José Pires de Oliveira
Otaviano de Oliveira
Antonio Silva Neto
Anizio Marques
José Prateado
Nicolina Faria Gomes
Joaquim Gomes (Ti Quinca)
Antonio Tropeiro
Antonio Camilo
Tarsila Bueno
Jonas de Freitas Silva
Pedro Romualdo Cabral
Oclécio de Souza Lima...Façam as correções que for de direito
Alguns nomes de pessoas de Santa Helena, que meu pai lembrou, e me fez escrever...
Turmim Azevedo
Jose Salviano de Azevedo
Joaquim Rosa Bueno
Bento Martins Barros
Sebastião da Silva Barros
Lindomar Castilho
Osmar Cabral
Herminio de Paiva Cabral
Jose Luiz de Freitas (Pai dele)
Ana Martins de Assunção (Mãe)
João Martins de Assunção
Deuclides Venceslau da Silva
Jose Francisco da Silva (Zé Modesto)
Antonio Martins da Silva (Antonio Cavu)
Manoel Venus (Mané Galinha)
João Pereira de Moura (Tirinha)
Joaquim Martins de Assunção
Pedro Brolo (Perin)
João Lourenço da Silva (Pai do Branquinho)
Alvina Pereira do Prado
João Queixada
Jose Queixada...Essa é a primeira parte - façam as correções quem for de direito...(Patife)
Pamella: Significa “tudo mel”, “toda doce”. É uma variação gráfica do nome Pamela, que possivelmente tem origem na união dos termos gregos pan, que significa “tudo, todos” e meli, que quer dizer “mel”, significando “tudo mel” e “toda doce”.
É na humildade e na simplicidade que os nomes mais ilustres, que consigo me lembrar, depositaram a sua memória.
Os assassinos quiseram apagar até suas lembranças, mas no caderno escolar que nunca me deixa, registro seus nomes, e não tenho pelos meus e por todos aqueles que pereceram em Nyamata, nada além deste túmulo de papel.
