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Poema Colcha de Retalhos

Cerca de 284 poema Colcha de Retalhos

Mantas da vida..

Quando inquietos, o que hoje não é raro, talvez estejamos a buscar sentidos no que ainda se faz oculto, mas está presente em nossa caminhada.

Difícil, mas necessário aprender com o tempo que o melhor é não escolher atalhos afoitamente, embora aparentem encurtar caminhos, apenas ensejam e alimentam a ânsia de chegar mais rápido, onde estão nossas entranhas para lá nos fartarmos de todos nossos segredos.

Apenas engano, necessário jornadear por onde tem que ser, assuntando os sinais, sons e cheiros que, por menores e supostamente desconexos que sejam, na verdade são significativos retalhos das mantas das vidas, estas sim, entrelaçadas com um único fim que ainda desconhecemos...

Inserida por pauloafonsobarros57

Reconstruindo de novo um novo que ainda não conheço.
Afinando em silêncios os meus outros de mim...
Recolhendo retalhos, estilhaços, cacos e sobras...

Inserida por rafakoz

CONSTRUÇÃO

Quero ser assim
Tal qual passarinho que constrói seu ninho
Um graveto por vez
Cada qual com seu tamanho
Uns fortes
Outros delicados
Pedacinhos de galhos que pareciam perdidos
Juntos viram ninho

Quero ser assim
Tal qual colcha de retalhos
Com tantos pedaços
Remendos
Que cresce aos pouquinhos

E sua beleza é trazer em si
Pedaços que não eram seus.

Inserida por elis_barroso

PEDAÇOS DAS COISAS

Nada do que se tem, sempre se teve.
nada do que existe, se fez...
E nada do que se quer se faz de uma só vez;
Pois, todas as coisas são criadas de pequenas partes.

Umas coisas têm seus traços
e outras seus recortes;
Mas tudo tem seus talhos e cortes.

Em pequenas partes, partes por partes,
nos traços, nos cortes e nos talhos,
vamos deixando recortes,
metendo os narizes,
as nossas marcas e as cicatrizes.

É assim a história da nossa vida:
Ela é escrita em pedaços;
Se costura no dia a dia em nacos,
como colchas de retalhos.

Inserida por regismeireles

ENCANTADO ASSUSTADO

As pessoas me encantam..
Tanto quanto me espanta.
Atino: São seres humanos!
Surpreendentes, instáveis...

Não se pode contar nos contos.
Como as crianças me assustam;
Encantam-me enquanto crescem.
Crescem do dia para a noite...

Crescem na cabeça, na mente,
Crescem no corpo, físico.
E observam tudo e mexem...

O ser humano encanta...
Assusta a gente, que é gente
Ontem, hoje e sempre.

Inserida por regismeireles

Não há luz.
Há ausência. Sombreando meus desejos, tentando ensinar meu coração a aceitar que não há mais você.
Há uma pausa, um hiato; uma possível falta, a suposta ausência, talvez uma certa ofensa condensada no silêncio que tanto se faz perceber.
Atos falhos, omitidos, sem sentido.
Obrigo-me a pensar. Ponderar o sujeito oculto em orações.
As preces sussurradas para que eu volte a sentir você.
E de tanto pedir... você se foi.
Uma ausência hostil e ostensiva, que cria rumores e mal humores dentro de mim.
Revolto-me, inquieto fico.
Amanhece. Já não se pode ver as estrelas de teus olhos.
Busco em meio aos escombros e pedaços interiores alguma explicação.
Vasculho os retalhos do meu coração e não encontro nenhuma resposta.
Não há luz. Há somente a poeira imóvel de algo adormecido e estagnado.
Busco atento palavra tua, um verbo velado, um brilho longínquo, mesmo que opaco. Em vão, pois não há você.
Converso com o silêncio e faço dele meu amigo.
Travo discursos ferrenhos com a quietude.
Então, sozinho, tento embalar-me entre meus próprios braços.
E, enfim, descubro que não há resposta quando o silencio insiste em responder.

Inserida por rafakoz

Lá na pastaria onde lido
vez ou outra olho
para esse céu piscina,
cheio de algodão-doce.
Decerto que você também abaixa os seus olhos.
E daí dessa nau remansosa enxerga uma
colcha de retalhos
verdes claros,
verdes escuros.
Inevitável algum imaginário
adejo.
Bem perto do sonho é
tudo tão açúcar.
A terra é lollipop.

Inserida por ranish

⁠Com paciência junta o botão de cor, que espalhou no chão.
Do cozer até o dia amanhecer.

Dos retalhos remendados, que costurados fez uma linda rede para dormir e sonhar.

Dos fuxicos coloridos, a confecção de uma glamourosa colcha para cobrir.

Adriana C.Benedito

Inserida por DricaPoetizando

E assim vamos vivendo... a tecer nossa colcha de retalhos...
um retalho de mar, um jardim em flor, o amor e o desamor, os dias de sol, os dias nem tanto.... Cada pedacinho completa o grande e colorido mosaico a que chamamos viver!

" Na verdade todos nós somos como uma colcha de retalhos. Explico: as experiências, os exemplos, as pessoas com quem convivemos, seja por toda uma vida, uma estação, alguns dias, os livros que lemos, os estudos que fazemos, tudo isso se mistura de uma forma harmoniosa fazendo-nos ser quem somos. Pequenos ou grandes, nobres ou rasteiros, pessoas que fazem a diferença ou não, na sociedade como um todo ou em uma área qualquer; pessoas que se impõem por sua dignidade, honestidade e competência ou aquelas que jamais se distinguem ou chamam a atenção pelo seu vazio interior.!

Comparamos a vida a uma grande colcha de retalhos. A cada ano acrescentamos um novo pedaço. Uns menos, outros mais coloridos, até a sua confecção final.

Como uma colcha de retalhos, assim é a vida. Todo dia vivido é um pedacinho de nós, cada fato novo, somado as experiências boas ou ruins, constroem nossa história. Cabe a nós selecionar qual retalho usar... colorido, alegre, velho, manchado, o que realmente importa? Escolhas determinarão o resultado, a beleza da colcha está nas mãos do artesão... A história está sendo construída dia após dia, pedacinho por pedacinho, para obter bons resultados será necessário priorizar qualidade, escolher com sabedoria, explorar criatividade, evidenciar cada detalhe, renovar as cores, permutar tonalidades, alterar formatos, modificar! Transformar um simples retalho numa obra de arte, eis o desafio! Capriche nas emendas, use a linha da fé, ela dará o destaque necessário para encher de alegria seu viver!

A minha vida é uma colcha de retalhos, cada quadro escolhido, ajustado... Costura firme, linha dez, rebarbas cortadas, descartadas, assim é a vida!

A simplicidade é como uma colcha de retalhos...
Quanto mais simples mais linda ela é.

Deve ser o fio de vida que vai unindo, pedaço a pedaço, essa colcha de retalhos que é a história do mundo.

Mario Quintana
A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

A minha vida é uma colcha de retalhos feita de momentos de lucidez e longos períodos de neblina existencial, onde eu me perco de quem eu achava que era. Costuro esses pedaços com o fio da escrita, tentando criar um manto que me proteja do frio que sopra de dentro para fora.

Me vejo como uma colcha de retalhos... Um mar de remendos coloridos e que nem se combinam entre si, mas que serve direitinho para esquentar alguém

Inserida por liemalgumlugar

A constituição “brasileira” diante de tantas emendas não é senão uma colcha de retalhos

Inserida por ProfessorMarcos

Sou um pouco de cada coisa, porém, nada demais... Faço de mim uma colcha de retalhos, vou levando um pedacinho de cada canto e de cada gente que cruza meu caminho. Misturo pedaços das terras que visito, carrego comigo as palavras preciosas das mulheres e dos homens sábios, sou fruto desta grande troca com cada ser humano. Vou guardando tudo na bagagem da vida. Tenho um pouco de todos que vivi em mim. Me vejo em cada um que aqui habita e me permeia.
Sou esta mistura mesmo, meio vira-lata e não importam as credenciais, me veem como a todos vejo, com simplicidade. Me visto de amor, escrevo com minha emoção e iluminação divina enquanto fizer por merecê-la. Sou apenas isto e vocês sempre me encontrarão em textos e canções...

A vida é uma grande colcha de retalhos que a cada momento vai lhe sendo acrescentado um algo mais específico para que se tome forma e cor... as amizades, os amores, as paixões, as decepções, alegrias, lágrimas, sucessos e insucessos, nos dá forma e sentido para que continuemos a costurar e a buscar, sempre mais, novos retalhos diferentes...a vida é assim, uma grande teia de emoções... um grande emaranhado de sentimentos, que ora nos promove doces sabores e ora ora nos faz sentir o fel do amargor dos dissabores... ora os retalhos se esgarçam, ora ficam fubentos, e até se arrebentam...ora precisamos retocar o remendo e ora precisamos refazê-los, mas nunca desfazê-los...nunca descosturá-los da colcha, porque a vida não se desfaz... não se apaga o que foi feito nem se aniquila o que lhe foi acrescentado, simplesmente porque tudo tem seu grau de serventia para o amadurecimento pessoal...e como tal a colcha, que precisa ser exposta ao sol para não mofar, a vida precisa ser sempre passada a limpo...revista, analisada, retomada....os sonhos realimentados, os desejos refeitos e os erros enxergados, para que não se estagne e não perca a essência do viver, do amar, do sorrir e do ser!

Inserida por TatyMeira