Poema Carolina
Censurado.
Numa mescla de sensações, divide-se em olhos fechados sobre ineficaz. A hesitação e o gosto de seus apetites partilham-se em gotas de suor, apenas suor. Olhares, sorrisos, platéia, desdouro; sublime. Odor de fumo entranhado nas madeixas e a cobiça de roçar os lábios com aquele tortuoso, apenas para obter o clímax da cena; tabu, proibido.
Mais que maos dadas.
Eu finjo sonegar muita coisa, mas o amor me conhece dos pés à cabeça; os lados, lábios, dedos, sentidos... Cada curva, cada toque; sabe do meu gosto, do meu cheiro, sabe de mim, por inteiro, pleno. Briga, diz que não, e volta.
- Não, eu não te quero. – Beija-me os lábios, diz que vai ficar, que não vai me perder, e eu sorrio ingênua caindo em seu jogo.
- Beijo-te, amor. – Beijo por esperar que seja o último dos primeiros, que ele sugue cada insegurança despejada dentro de mim por suas mãos meticulosas que me manipulam feito ventríloquos. Sinto-me vulnerável, isso não me faria bem, mas a culpa é toda dele por ser um artista assaz.
- Para você deve ser comum viver de amores em amores. – E eu contesto com receio – Você já me amou? – Permanece um silêncio e o nervosismo me toma conta. – Então você já me amou.
- Eu te amo.
Uma falha de entendimentos alastra-se em minha mente. Por que ele jamais se avigora para evidenciar tão nobre cálice? Suo frio, em gotas, e diluo-me nas mesmas. Não sei o que fazer.
Ele morde e sussurra em meus ouvidos, beija-me o pescoço, e eu fico ali, entorpecida, mas volta a contemplar meus olhos.
- E o que podemos fazer quanto a isso?
- Beije-me.
Senti em alma a brisa gélida da manhã
Onde o dia parecia ser abismo sem fim
As cores diante meus olhos se afogaram
Nas lágrimas de sangue que corriam sem limites
Deixando o rastro da angústia gritante
E fazendo de mim um vazio constante.
“Enfrento os espinhos Me sento nas rosas Inspiro o perfume Exalo paixão
Visto vermelho Subo alto Me entrego pro amor Faço pose Falo alto Declaro meu amor
Não escondo meus defeitos Tiro o salto Solto os cabelos Me mostro como sou Ouso Arrisco Vivo Amo. E você? Enfrentaria os espinhos”?
METAMORFOSE
A morada é singela,
Abriga demasia,
Exibe fachada admirável,
Pinturas assíduas.
A morada é metamorfose,
Parede adunca
Dos vestígios temporais
Nela esculpidos.
A morada é resistente,
Perdera telhas,
Todavia, cintila nos estivais.
RIO VERDE
A nuance da mocidade
Habita-a,
Arde como brasa.
Na pele,
Nítida as intempéries
Vividas na luta
Seara, bem como, na cinza.
O Rio Verde,
Profundo e inestimável,
Enaltece a riqueza
De sua alma.
O mundo é atroz,
Mas sua sutileza deixa-o
Afável e vívido.
Dessarte, não tema.
PARADOXO
O vento fresco emaranha seus cabelos,
Outrossim, arrefece minha alma.
Os pingos do céu atalham seu deleito,
Todavia, atenuam minha rotina.
A semana vagarosa aborrece-o,
Contudo, para mim, é fugaz.
A terra enfada-o, entretanto,
Renova-me. O simples desinteressa-o,
Ainda assim, enobrece minha vida.
RUÍNA
Aurora,
Obsecro à mente sublime
Que está a atordoar
Um frágil corpo carnal.
Crepúsculo,
Suplico à mente celeste
Que está devastando
Um frágil corpo carnal.
Enoitecer,
Imploro à mente extensa
Que assassinou
A ruína restante acolá.
SALVADOR
Viagem curiosa esta,
Não paguei e estou a
Ver o mar. Olha lá!
A roda de capoeira,
O sotaque baiano,
Cá estou na primeira
Capital?! Mistura de
Cores enfeitam as
Ruas. Dança e cantoria
Denotam a magia do
Candomblé. O farol
É lindo! Seja bem vindo!
Disse Severino. Oxalá!
Quem dera voltar logo
Após o despertar...
INSANAMENTE AMANDO
O cantar dos pássaros
É airoso como seu timbre.
Aparência suntuosa, bem como,
Sua essência. Perco-me no que
É de praxe, ao mesmo tempo que
Me perco em seu beijo e ainda
Assim, consigo encontrar-me.
Julgam-me de insanidade a miúdo.
Ah, se soubessem:
Insanos são eles...
DIVINA HARMONIA
Pés despidos na terra
Abençoada. Sintonia
Intrínseca de sua cintura
Com o balanço das árvores,
Em ritmo do cantar do
Sabiá-Laranjeira.
Transcende seu sentimento
Tão límpido quanto a água
Da cachoeira. O seu vigor
Vibra com a queda nas
Pedras vestidas de limo.
O ar estreme sacia os
Pulmões, o espírito.
A Mãe Natureza gratula
Sua romaria. Carpe diem!
LEI DE MURPHY
Acordaste e, ainda
Cambaleando,
Tropeçaste no sofá.
Gritaste o filho de
Quem não conheço
A fim de aliviar.
Já a vida, só para
Contrariar,
Colocou a pedra no
Sapato e junto com
O sol puseram-se a
Gargalhar.
O seu julgamento sobre ele
É o que tem aflorado em você
Policie seu pensamento negativo
E construa sua atitude calorosa.
EMPATIA GRADATIVA
A graciosidade dos pais,
Tornou a criança branda.
A pureza dela
Serenou o jovem.
A cortesia dele
Aformoseou a semana
Do senhor.
O bom dia eternizado
Despertou a empatia
Das futuras gerações.
PERFEITAMENTE IMPERFEITOS
Conheço-te de outra vida
Não tenho dúvida.
Energia prazerosa que
Acalora minha alma.
Carinhosamente admiro-te,
Apesar das falhas.
Ora, sou humana também!
Aquieta-te, ó mente
E não julgue!
Somos imperfeitos
Ao mesmo tempo
Primorosos.
E estamos aqui
Em constante evolução
Moldando nosso ser
Com a maré de experiências.
Qual seria a graça
Se soubéssemos
De tudo?
O sentimento ordinário
Foi necessário, acredite!
Agora, viva!
Testemunho de uma Terráquea
Em 1981 aluguei uma casa, depois de 80 anos, ou menos que isso , ou mais, sei lá, eu fui embora. Quem sou eu? Aquela inquilina (ir)responsável que (não) cuidou de onde morou.
┊Lidere-se...ღ
┊Minhas conquistas pessoais se
┊pontuam nos detalhes que me fazem
┊perceber que a hora de recomeçar é
┊sempre no momento seguinte aos que
┊por algum motivo penso em desistir.
┊A minha felicidade depende apenas de
┊mim e confio no caminho que escolho
┊trilhar.
┊
┊ @jhessicv
Lembrete para todos os dias!☕✨
Todo dia é único, seja bom ou ruim... Se estamos vivos e temos outra chance é um dia bom pra sorrir!
@jhessicv
