Poema Carolina
Pensei em você. Mais do que o tenho feito. Pensei em você como um perfume. Uma fragância impregnada em mim. Pensei que talvez pudesse te guardar num frasco. Todo seu conteúdo. E, de tempo em tempo, borrifar um pouco de você em mim. Um pouco da sua doçura.
Pensei que talvez pudesse te espalhar, de modo a envolver os outros. Mas tenho meu lado egoísta que jamais gostaria de vê-lo em outro alguém. Quero sentir seu aroma em mim. Quero que os outros sintam o quão doce eu sou, por estar com você.
Enfim, pensei em você.
Mais do que o tenho feito.
Pensei na sua doçura.
Pensei o quanto seria bom te guardar pra sempre.
Num vidrinho. Na minha estante. Em minha vida.
Hoje, eu necessito de tempo. Mais tempo pra mim, menos pro mundo. Hoje eu quero acordar sem despertador, agir sem impulso, dizer não quando tiver vontade. Eu preciso dedicar tempo ao que me faz sentir completa, vívida e de alguma forma, especial. Ver o pôr-do-sol, o brilho das estrelas e o horizonte se confundir entre o azul do céu e o mar. Eu quero esquecer o tempo.
O tempo que é necessidade, urgência, privilégio. O que causa pressa, euforia e agitação. Quero ter a liberdade de gastar minutos, horas e dias, se for necessário! Entre o balançar da rede, a brisa de outono e o cair das folhas secas.
A rotina desgasta, o tempo é curto e as ações tornam-se repetidas, automáticas, diretas. Menos sentimento, interesse e disposição. Eu quero o sorriso mais gostoso, a noite mais envolvente, a manhã preguiçosa. Sentir o tempo despertar algo em mim. Mudar o que está perdido, calado, estático.
Hoje eu necessito de tempo.
Mais tempo pra mim,
menos pro mundo.
Ser blogueiro…
É dedicar tempo, conciliar atividades, administrar ideias.
É lidar com todas as emoções. E, a todo tempo, estar preparado para compartilhá-las.
É ter pique para curtir um evento e mesmo ao cansaço, reunir material, referências e editar fotos para trazer a notícia aos leitores.
É atualizar-se, ser útil enquanto veículo de informação.
É formar opiniões, lidar com as diferenças e sobretudo, respeitá-las.
É ajudar, tirar dúvidas, aflições, acalmar a alma.
É transformar choro em poesia, política em debate, passarela em moda de rua.
É buscar inspiração num sábado de sol, ou tarde de segunda-feira chuvosa.
Não importa o tempo, a moda ou estação. Ser blogueiro é amar.
É amor pela escrita. Amor que transcende ideias, coleciona sonhos e abre as portas.
A pose de vítima é como marketing de guerrilha, chama atenção, comove, vende fácil.
Mas se percebido que a propaganda é enganosa, ou o produto dentro da bela e vistosa embalagem é estragado, não existe nenhum marketing ou choro que comova novamente.
E você pode ser o primeiro a notar algo de errado com o "produto", e perceber também que não adianta alertar as pessoas, afinal a propaganda é cativante... Às vezes é até cômodo se deixar enganar ao invés de questionar;
Mas tem algo que pode até tardar, mas nunca falha... A verdade!
Ama quem te ama,
Não ames quem te sorri,
porque quem te sorri engana-te,
E os que sofrem por ti te amam
Se eu tivesse uma pena
de ouro como a ke tenho de
prata,tirava sangue das veias
para te escrever uma carta.
Que meus olhos não percam o brilho do dia,
que minha boca não perca o sorriso nos lábios,
que meu coração não perca o amor pela vida
que minha mente não perca a capacidade de sonhar
e que eu não perca o entusiasmo de torná-los realidade!
E para quem pensa no amor
E para quem luta por ele, nunca o terá.
O amor não funciona assim, o amor precisa se jogar, se arriscar. Perder e ganhar.
A noite se foi
Revirou
Retorceu
Retirou-se
E se foi
A noite se foi
E Levou-me junto a si
Teve a mim
Num pleno luar
Era minha
Era do meu pai
Hoje sou da noite
Da noite.
A noite se foi
Mas o dia não veio
E levou-me junto a si
Virei estrela.
A noite se foi
Se foi
Mas o dia não veio.
Estou inerte, incumbida, ensandecida de amor por ti.
teu cheiro me alucinou, fui do inocente ao delírio no instante que passa.
que traços são esses,
perfeitos, esculpidos por mãos delicadas
que olhos marcantes,
por que me olhas assim?
não vê o que estou a mercê doa meus desejos?
estou afogando areias nessa onda,
tirando pássaros do céu...
que sentido isso tem?
eu não sei. perdi os sentidos, perdi a cabeça,
perdi meu subconsciente pra esse amor.
que louco amor.
e agora, que faço?
estou demente, inquieta, perdida, incolor
dê-me o teu melhor,
faça do nosso caso uma história.
o que faço comigo, amor?
o que faço se sinto a cada hora
a cada dia, a cada instante,
a dor da perda de vc?
se é saudade, não sei
se é desejo não sei,
se é egoísmo, não sei
são marcas, sequelas, rastros de ti,
sonhos pisados, sentimentos quebrados
e um coração despedaçado
que queres de mim?
que eu sofra?
que eu morra?
não sei o que fiz,
só sei que vivi
entreguei-te o meu mais profundo 'EU'
te amei como só 'EU' podia amar
beijei como só 'EU' beijar
e você me deixa no meu mais triste 'EU'.
Eu planejei de manhãzinha lhe dar um presente. De no natal irmos ver Quebra Nozes e apreciar as luzes piscantes natalinas.
Planejei um dia de chuva pra não fazer nada e um dia de sol para fazer tudo.
Plantei uma semente de árvore para um dia sentarmos em baixo dela.
Bordei nosso nome numa toalha de rosto, só para enfeitar o banheiro.
Esqueci de propósito uma peça de roupa em sua cama.
Planejei molhar nossos pés na beira da praia e colher jaboticaba do pé.
Eu planejei.
Sozinha.
E o que fazer, quando já não há o que fazer.
Escrever?
As mais belas escritas são todas produzidas em momentos assim, quando não se tem uma ideia do fim.
ESPELHO MEU?
É estreme achismo em essa
Sociedade líquida, a qual
Não me excluo.
Somos errantes, porém
Em busca do prevalecer
Dos acertos.
Quem almeja plenitude,
O mais importante é não se
Importar. Mas cá entre nós,
É um tanto quanto ilusório
Manter-se natural quando
Meras palavras soltas
Tornam-se verdades
De alguém.
Sua boa conduta de nada
Vale para aqueles que
Aspiram à sua falha.
Indiscretamente, questiono
Se o que você julga muitas vezes
Mentalmente, é uma perspectiva
real ou apenas um reflexo do seu eu verdadeiro?
CÁRCERE
No cais desse mundo célere,
A vida passa em um sopro.
Tão fugaz quanto meus
pensamentos, que me tiram
O alento. Atleta nata
De correr contra o tempo,
E ainda assim, perdida
Nos dias da semana.
Ora, o ano mal começou
E já está na metade! Este
Domina a arte da fugacidade.
Queria deleitar de todos
Os minutos, mas quando
deparo-me já estou no amanhã
E o hoje fica encarcerado
No passado.
VEM CÁ
Qual a graça de ser sem graça?
Vem cá, o topete em pé só fica bem na
Calopsita!
Qual a graça de cerrar os dentes
E ignorar o morador de rua?
Vem cá, ele é ser humano assim como
Você!
Qual a graça de estar em meio a
natureza se o que contempla é apenas o
Celular?
Vem cá, aplica o outro significado da frase e curta a rede!
Qual a graça de frequentar a igreja
Se ao sair debocha da vestimenta do
Desconhecido?
Vem cá, a aparência só serve para
Nos diferenciar no caráter daqueles que a Julgam!
De tolos mal-humorados o mundo está cheio, pois seja então, a graça de alguém.
COBIÇA
Uma hora a sua máscara cai...
Todavia, aquela que embaraçava
Sua visão, dificultando ver a amizade
Sombria a qual mordia os lábios,
Mas som algum saía para enaltecer
O seu trabalho.
Uma hora, o seu eu verdadeiro grita
Mais alto a fim de despertar seu coração, Que não notava até então, que a Companhia perdera brilho por cobiçar
A sua singela aurora.
AUTOCONHECIMENTO
O brado da vida alucinou-a
Por instante. Fê-la transmutar
De uma perspectiva simplista
Para um profundo, realista,
E até então, inacessível prisma.
A busca incessante pelo saber
Tornou-a conhecedora de si,
Progressivamente.
A alteridade que aprendera
Há pouco, auxiliou-a em seu
Propósito. Ao mesmo tempo
Sem sabê-lo, sucede minunciosamente,
Dia após dia em busca. Aplicando-se
Em seu melhor significado de viver.
DEVANEIOS E LUCIDEZ
Ela é de luz com ascendente
Em determinação e lua independente.
Mulher menina carrega consigo
A arte de amar. Coração corajoso
Não se deixa levar por um amor de
Verão. Apetecem-lhe as quatro estações.
Corrida zelosa atrás de seus anseios.
Cabeça iluminada, um tanto, avoada,
Enquanto o sol não se põe. Mas, à noite...
Ah, a noite! Como é bela, tão quanto
Seu sorriso enaltecido pelo batom bordô.
Deleita um bom vinho na sacada.
Aprecia sua própria companhia,
As constelações, singularmente, as Três Marias
Em uma infindável mescla de devaneios
E lucidez.
