Poema Azul
Todo verde tem teus olhos, todo azul é meu mar
Se flores nascem no campo, perfume exala no ar
Se a verdade não pode ser vivida, escrevo.
Mais forte que eu são meus pensamentos
Sonho, vivo...canto, pássaros voam além
De mim saem rabiscos e letras,
Voz que fica muda, cala.
Olhar, que viaja sem destino
Que acampa em qualquer lugar.
Sem medos sigo, para onde ?
Só o tempo e o vento, dirá.
Amar...
Infinitamente azul feito o mar,
Infinitamente azul feito o céu,
Infinitamente vermelho na simbologia
E no Coração.
Infinitamente infinito,
Gera saudade,
Gera uma porção de emoções,
Em diversos Corações.
Mente borbulhada.
Duvidas surgindo, juntamente com meu pequeno radio velho azul.
Mas quem ouvira um pobre problemático
com seus suspiros de revolta sem causa
ao som de um velho radio?
Externação matinal
Pássaros:
Meus pensamentos voam.
Caneta, papel, no céu azul um sol.
Na multidão
um rio sereno
escorre mudo.
Pássaros
Meus olhos voam;
Somem na imensidão.
Minha amada
Oh senhorita, de vestido longo cor azul marinho
Bailando em meio dos homens exaltando sua beleza, cabelos longos balançam ao rodar no salão
Meu incitar encantado
Paixão a primeira vista
Doce amada me conquistou rapidamente
Nos seus braços me encontro em felicidade, nos seus olhos o amor ao brilhar encantamentos
Estou na mais bela harmonia de um ser
Na conduta do amado recriando as maneiras de amar.
Minha amada foi amada
Minha amada é amada
Minha amada será eternamente amada
Por te amar em primeira vez, amando-te sem cessar.
Azul Ciano.
Apreciava o som do silêncio,
não me diga onde
eu vou, eu sei que estou
morto por dentro,
vazio, eu invento
sentido em versos
inversos que um incerto
homem escreve calado.
O som do cabelo no rosto
deslisava a seu gosto
como a visão do olho
que via só você.
Entendia que podia
mudar o que queria,
insistia que veveria
sozinho, matara a si.
No carderno de versos,
confesso, é onde rezo,
não é pra deuses, aberto
o peito onde bate o sentimento
de que estar é inútil.
Se o amor fosse azul, você seria o meu céu
Se o mundo fosse perfeito, eu te teria aqui comigo
Mas, se você fosse uma palavra, iria te chamar de Perfeita...
Se não houvesse tristeza, não haveria alegria
Se não existisse a solidão, não poderia haver o companheirismo
Se não houvesse sonho, não haveria realidade
E se não existisse realidade, como seria nunca ter te conhecido?
Me dê suas mãos, e venha ser feliz comigo, onde o silencio dos mares nos dará todas as respostas que precisarmos.
Já é hora de agir, hora de partir, é tempo de ser Feliz...
Eis que de repente o céu se abre, fica azul e podemos enxergar o horizonte novamente.
A vida é complexa demais para entendê-la. Nos cabe fazer a nossa parte de forma correta. Às vezes é preciso tornar-se merecedor de vitórias, em nossas batalhas. Mesmo naqueles momentos em que nos sentimos mais fracos e sozinhos.
Às vezes, o mal usa pessoas fracas para nos atingir. E nossa força consiste em relevar e ignorar o mal, mesmo que venha através de pessoas que amamos.
Que nossos dias sejam de paz no coração, fortaleza no espírito e crença em nossas vitórias.
RECEITA PARA FAZER O AZUL
Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam
com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez
ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre
na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor
até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas as cores te parecerão semelhantes, sem que
possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz - eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé - e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu.
UMA PONTE PARA O HORIZONTE
O azul absurdo do céu de maio
Sem uma nuvem sequer
Numa efêmera abóbada ilusória
Feito um abstrato sentimento
Beleza sutil e admirável
Que a gente não se cansa de olhar
Em busca de uma (também ilusória) ponte
Que nos leve ao (inalcançável) horizonte
A claridade refletida no azul
Límpida, sem sombra nenhuma
Empresta ao dia uma plenitude
Digna dos contos de fadas
Corre o riacho mansamente
Sem pressa de chegar
Por saber que o mar
Está a lhe esperar
Gestam seus frutos que virão
Na certa estação, as árvores
Também sem pressa nenhuma
Por saberem que o tempo virá
Toda a efemeridade concreta
Faz da vida, poesia
Pronta a ser vivida
E lida assim, num simples dia
O azul absurdo do céu de maio
Se despede majestoso
Encantado e encantando
Feito um abstrato e tão concreto sentimento
(Nane - 29/05/2015)
Encarnado
Eu nasci sem saber se o mundo era azul, amarelo ou vermelho, mas adorei as cores que vi quando abri os olhos.No início enxergava todas as cores do arco-íris, depois comecei a ver que as cores eram mais fortes que no início, então fui começando a notar que nem tudo que se enxerga é real, e fui aprendendo a misturar as cores mais importantes, e juntar a quantidade certa na hora certa. O triste é que o vermelho seria o mais complicado de todas as cores se não existisse o amor, porque ele tem a cor do sangue e do perigo, além de representar o “amor/encarnado”.
Meu Anjo e Minha Flor
Como pode ser tão bela
No instante do instinto azul
A luz que emana em plena Aquarela
O destino que me espera
A Anémona do sonhar no mar
Se era para ter o teu amor
O teu cheiro sinto como uma flor
Como Centáurea
Consolida em mim o teu desejo
Jacinto púrpura de anseio por amor
Lobélia és esplendor.
Sálvia azul em todo instante
Tuberosa meu desejo
Violeta de simplicidade
Meu querer por amor
Lotus de felicidade.
As Florestas do Sul
Entre o céu e a nuvem
Vejo o lindo azul
Entre o rio me aludem
As belezas das florestas do sul
Cores
Pinto o céu de azul
pra curar as lástimas
Choro sem chuva
nuvem sem lágrimas
Vou abrindo as asas
ao virar as páginas...
dia a dia
Tantas cores
Troco o livro...
das estações
Um sambinha bom
simples de coração
Boemia e canção
juntas de mão em mão.
"Pandeirinho" e violão
na perfeita condição...
de se amar
junto ao mar
Há embalar
a emoção
Vou contando estrelas
na beira do cais
Tanto grão de areia
não sei qual brilha mais
Tantos pontos neste céu
falta espaço no papel...
pra explicar
tanta vida
tanto brilho...
há iluminar...(espero que seja a nossa paz!)
Escolha
Cara ou coroa?
O pavão ou a pavoa?
Café quente ou chocolate?
Azul ou escarlate?
Copacabana ou Paris?
Olhos negros ou cor de anis?
Lua cheia ou quente sol?
Na rede ou no anzol?
Empolgação ou apatia?
Tristeza ou alegria?
Esqueci algo de valor
Ah, tudo isso com amor!
Sabe quem sou eu?
Sou o azul do céu
Sou as ondas do mar
Sou o prazer do amar
Sou uma criança carente
Sou um velho desprotegido
Sou um leão a atacar
Sou um recém nascido
Sou a ave que canta
Sabe quem sou eu?
Sou o azul do céu
Sou as ondas do mar
Sou o prazer do amar
Sou uma criança carente
Sou um velho desprotegido
Sou um leão a atacar
Sou um recém nascido
Sou a ave que canta
Sou o oposto da morte
Sou a mão que semeia
Sou o azar e a sorte
Sou o pecado da pele
Sou a luz que clareia
Sou a gota do orvalho
Sou o motivo da existencia
Sou o pulsar do coração
Sou o cometa e o vulcão
Sou a dor do parto de uma mãe
Sou o medo do trovão
Sou a poesia viva
Sou a luz na escuridão
Sou as mãos calejadas
Do homem do sertão
Na esperança do futuro
Sou a força que conduz
Sou a prova de amor mais sublime
Demostrada por JESUS
Sabe quem sou EU?
A VIDA!
E eu vou te contar,
Ele não tem o olho azul da cor do mar,
Mas depois que aquele verde maldito
Te hipnotizar
Você ainda tem chance de se afogar
Deitado na Grama
Deitado na grama olhando pro sol
O céu azul me cobrindo como um fino lençol
As nuvens se desmancham, migram pr'outro lugar
Deixa o tempo passar, me deixe descansar
Sem barulho de carro, sem aquela correria
Sem fumaça de cigarro
Nossa eu quase morria
A criatura se aproxima do seu criador
A beleza e a obra prima que o bom Deus criou
Me imagino lá em cima me vendo aqui deitado
Tudo verde do lado, descalço e estirado
O vento assoprando, refrescando minha cuca
Me sinto como um pássaro quebrando a arapuca
Mergulhado no sono começo a sonhar
Celular desligado, ninguém vai me encontrar
O vento muda, vem vindo no sentido oposto
Acordo com a chuva caindo, beijando meu rosto
