Poema Arnaldo Jabor - Deus e Satanas
"É TARDE"
Que foi que eu fiz? Meu Deus! É tarde, agora!
Remediar não tem mesmo mais jeito
pois o que fiz outrora já está feito
e toda a consequência não demora!
Amar demais, eu sei, foi meu defeito
e, se hoje, inconsequente, o peito chora
é só porque, o amor, mandei embora
depois de ver que, o tal, não fora aceito.
Fiz, eu, do meu viver, essa amargura
que, ninguém mais, de mim, por perto, atura!
Amor não deve ser, nunca, largado…
Quer seja aceito ou não, ele é bendito!
Meu Deus! Que foi que eu fiz? O peito aflito
de tudo se arrepende, emocionado!
Como a amo meu Deus…
Como amo sua delicadeza.
Como amo seus negros olhos, são Tão brilhantes!.
Como, mais como, amo seu enorme cabelo, é Tão grande.
Como amo seu andar. As vezes é engraçado por conta do seu enorme cabelo.
Como, eu não sei, mas amo tanto minha querida Rosa. O coração bate muito mais rápido ao vê-la perto de mim.
vodu
por entre os dedos da terra
sem pressa
sem deter
discorre sem forma
e incolor
o deus terrível
profundo
silêncio cálido
que inebria e incapacita
que engole
sem mastigar
os ásperos calos
deformando
as minhas trémulas e gélidas formas
encerrando os olhos
com o capim
e as pedras
e as folhas tardias
do longo inverno
na caverna aberta deste crânio quartzítico
incandescente luz que me atravessa
imobilizado pelas asas abismais
ouço e vejo o temporal
contra a gruta do meu próprio templo
eu sou o templo e a sua ruína
os seus antepassados futuros
isto é o princípio do meu renascimento
e por isso estou estendido nesta catarse
envolvido pelo frondoso sudário da floresta
aguardo a tácita palidez da minha própria morte
talvez eu próprio seja este terrível deus
porque ouço a voz da lua e o corpo do sol
invocando em extintas línguas os meus nomes.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “vodu”)
Mãe; um anjo protetor; um anjo de Deus em nossas vidas. E que anjo encantador!
Mãe, palavra forte, que sorte a minha! ter ela me ama, me protege, me ensina, me ampara e comigo caminha.
Companheira e conselheira; dia a dia ao meu lado; uma guerreira!
Mãe, cheirode flor, de toda cor, linda! E com seu merecido valor.
Mãe, gratidão.
Que Deus te proteja, te abençoe e te conduza. Você é a minha luz, minha vida, meu orgulho e minha razão.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Eita Deus do céu!
Que dia mais chuvoso
Pé d'água tenebroso
Deixando o povo ao leu
A correnteza é esse trem
Causa dor por onde passa
Levando móveis e o que mais tem
E o desespero? inunda a praça
Mais forte quanto essa dor
Somente a nossa fé
Que insiste ficar de pé
Pra dar lugar ao amor
Ainda com tanta incerteza
Diante de tanta comoção
Nosso povo não tem fraqueza
Há cumplicidade e devoção
Esse estado de calamidade
Nos mostrou o melhor de nós
Trouxe empatia e solidariedade
Todos por um e também por vós
É tempo de reconstruir
E dar lugar a confiança
Fazer o povo voltar rir
Com amor, fé e esperança
SER MÃE - DÁDIVA DE DEUS
No Salmo cento e vinte e sete escrito está
Que nossos filhos são heranças do Senhor,
U'a preciosa recompensa que ele dá
Pra cuidarmos aqui na terra com amor.
O privilégio de ser mãe, por seu favor,
É u’a graça imensurável, especial.
Gerar um filho no seu ventre, que esplendor!
É uma dádiva do Deus celestial!
Que presente maravilhoso, que bonança,
É ter um filho para amar, uma criança,
Com mui carinho, com ternura, com amor!...
Mas na terra há uma campanha contra a vida,
Defensora do tal aborto genocida,
Desafiando a humanidade e o Criador!
Há uns dias atrás pedi para Deus, ver uma perfeição que Ele criou. Sim, como as nuvens, o mar, céu azul, pássaros cantam, oh, que explendor.
Sim, são muito bonitos, mas quem iria prever, que por acaso ia conhecer você. Nunca senti nada igual, meu amor por você, é excepcional.
Um amor sem limites, que não dá pra contar, tenho certeza do que digo, e pra sempre eu vou te amar.
Pra fechar com chave de ouro, para sempre lembrarei, pode existir um milhão, mas saibas, que somente a ti, pertence o meu coração.
Ass:Wj
Tinha tanto medo de errar
Optei por deixar Deus escolher por mim
Ele sabia o que era melhor
Então decidi esperar...
Cansei de esperar
Resolvi por mim mesmo buscar
Sendo que, eu não sabia o que era
Nem onde eu queria chegar
Me encontrei perdida nas minhas escolhas
E só Jesus para me resgatar
À TARDE
Agradeço a Deus pelo silêncio
Que às vezes se faz.
O silêncio permitido
Pelo rádio desligado,
A TV muda e vazia,
As vozes cessadas.
O som da voz de uma criança,
Medido e sentido pela distância;
O som do canto de um pássaro
Crescendo no silêncio.
O som de um serrote é o som do aço
E da madeira, tão primitivo
Quanto nos dias de Noé.
Baixo contínuo é o vento,
De tudo um violoncelo desafinado.
VOZ DO POETA
Perdão, Senhor meu Deus! Busco-te embalde
Na natureza inteira! O dia, a noite,
O tempo, as estações mudos sucedem-se,
Mas eu sinto-te o sopro dentro dalma!
Da consciência ao fundo te contemplo!
E movo-me por ti, por ti respiro,
Ouço-te a voz que o cérebro me anima,
E em ti me alegro, e canto, e penso!
Da natureza inteira que aviventas
Todos os elos a teu ser se prendem,
Tudo parte de ti e a ti se volta;
Presente em toda a parte, e em parte alguma,
Íntima fibra, espírito infinito,
Moves potente a criação inteira!
Dás a vida e a morte, o olvido e a glória!
Se não posso adorar-te face a face,
Oh! basta-me sentir-te sempre, e sempre!
Eu creio em ti! eu sofro, e o sofrimento
Como ligeira nuvem se esvaece
Quando murmuro teu sagrado nome!
Eu creio em ti! e vejo além dos mundos,
Minha essência imortal brilhante e livre,
Longe dos erros, perto da verdade,
Branca dessa brancura imaculada
Que os gênios inspirados nesta vida
Em vão tentaram descobrir no mármore!
CHAPADA DIAMANTINA
Quando Deus criou o mundo
Numa tarde inspirada
Com um suspiro profundo
Ele fez essa chapada
Olha só que obra-prima
Se vê tudo lá de cima
É uma terra encantada
Eu assisto o pôr do Sol
A tarde já vai passando
Sei que Deus tá do meu lado
Me guardando, me abrigando
A cabeça sempre erguida
E a vida bem vivida
É com fé que vou andando
Com fome e fé
A fome bateu, e o juízo gemeu
não venha falar de Deus,
se você não o conheceu.
A palavra é um alimento, todos dizem,
eu não invento
muito a ver tem com a fé,
saco vazio não fica em pé.
Então, ao me evangelizar,
traga o pão para eu mastigar,
depois disso, pode falar,
pois sei que Deus vai perdoar.
TUDO QUE DEUS CRIOU FOI PENSANDO NA GENTE.
Dividiu o mundo;
Deixando a terra
Para andarmos e plantar o trigo.
A água para bebermos e tomar banho.
Clareou uma parte do escuro
E fez de dia.
Fez os animais
E deixou o que se poderia comer.
Pois o amor no coração do homem,
E o homem jogou fora.
Criou a fé, para homem não ficar atoa.
Criou a poesia, e o homem virou poeta.
Até para o homem ele fez uma parceira.
E por fim, deu seu filho para morrer e ressuscitar por nós.
"Abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades.
Mas para os ouvidos que me ouviram, os olhos que me leram, isso já não é novidade.
Minha mente fantasia loucuras, minha boca grita leviandades.
Talvez tudo isso, seja insanidade.
O mais provável, é que sejam sintomas de saudades.
Eu tentei me acostumar, aceita-la, ignora-la, eu tentei, e tento, de verdade.
Mas por que eu deveria me acostumar com a saudade?
Não é qualquer saudade.
É aquela saudade intrínseca, que me invade a cada fim de tarde.
É aquela saudade, que vem quando o vento me lembra seu cheiro e o desejo inflama, o peito arde.
Aquela saudade é permanente, não um momento, uma fase.
Me vem as lembranças, meus olhos transbordam, rega e floresce essa saudade.
Vou-me, mas não por querer ir; vou-me, pois sei que já é tarde.
Prostei-me de joelhos, rogando para que tal sentimento, do meu eu, Deus levasse.
Mas em prantos, não fui atendido e lembrei-me, que abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades..."
Criados a imagem
E semelhança de Deus,
Estes lindos olhos tão seus
... e tão meus!
Quem ama sempre crê,
Não é ateu.
Apaixonados somos
Um do outro e sempre
Nos amando a cada vez
- mais -
O muito será sempre
Muito pouco!
O amor nunca esgota,
E corajosamente suporta:
Ele é criativo quando
Bate à porta,
O amor é mansinho
- e nunca sufoca.
Nos amando serenamente,
É uma uma celebração
- diária -
Juntos passamos a perna
Na rotina ordinária,
Amar faz a vida extraordinária!
Alijenu não
nos alcançarão,
Acreditamos
na força da oração,
Um só coração
está em Deus,
Nós temos
os pés no chão.
Aruá em águas doces
criados por Deus
para alimentar e curar,
Dizem que também
foi o nome de uma
tribo extinta,
Não sei é verdade,
mas não custa falar,
Para quem sabe
alguém recordar.
