Poema de Amor e Saudade

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Hoje já não dormimos mais como antes
A cada ausência da presença, a saudade toma seu lugar
Cada amanhecer é meio sem graça sem nosso café e nossas risadas
Cada vez que deitamos pra dormir sentimos que algo mudou
Notamos que a presença, mesmo sem corpo, é inevitável
E onde andam nossos corpos que nunca mais abraçados estiveram?

Inserida por RafaelArcher

⁠SOLIDÃO ATROZ

Quando fores dormir, ó saudade tenebrosa
na noite negra insone de uma agonia, e não
tiveres por alcova o ardor e o abraço, senão
o silêncio, uma ausência dum dedo de prosa

Adormeça-te, enxugue tua lágrima medrosa
na vil dor, e me deixe nesta aflitiva lassidão
com o meu pranto e o arfar do meu coração
então, não venhas me consolar aventurosa

O suspiro que tem um confidente em mim
pois, o esbaforir há de adormecer o poeta
da insônia sombria dessas noites sem fim...

Dir-te-ei: de que serve a calma completa?
se os teus estardalhaços, nos faz mais sós!
E ao sentimento, falto, uma solidão atroz...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de maio de 2021 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SUSPIRO OFEGANTE

Que é saudade sem ter-te? apenas um vão
Dum sentir frio e o vazio sem a face da lua
O desejo sem te ter? Esvaziado na solidão
Emoção que pelo céu a recordação flutua

Passo a passo. O caminho sem ti? Imensidão
Da noite usurpando o dia, grito e agonia nua
Sofrência? Lágrimas, ai! E pranteia o coração
Pra esquecer o encanto, a graça, prenda sua

Que é de meu poetar? Calado e pobrezinho
Sem o teu olhar. São palavras soltas sem lugar
Peregrino solitário, infecundo e sem carinho

Íngreme e pesado fado, sou eu sem instante
Onde o afeto vive perdido e sem poder amar
Na sobra da tristura e num suspiro ofegante!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 11, 2021, 09’46” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PERJURO

Busco à noite, o silêncio, exausto de saudade
Pois é justo o repouso do sentimento fatigado
Novo instante, entanto! Lembrança que brade
Na emoção solitária. O desassossego acordado

Penitência ou vigília? Eu sei que n’alma invade
Toma de todo o pensamento, cada um pecado
Nesta disputa do coração, tão dura eternidade
Largando o meu olhar no tormento assustado

Bem aberto, tenho a sensação ali dormente
Na escuridão, cego, sinto mais que um vidente
Cada batida, cada som do suspirar no escuro

Assim, de dia a poesia, e de noite, à traição
Por que hão de me tirar a poética e a paixão
Dum amor que não deu, se era pra ser puro!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/05/2016, 13'40" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DEMORA

Uma das donas da ambiguidade
Quando demora pra vir, saudade
Quando demora pra ir, felicidade
Quando o tempo demora a passar, esperar
Quando a demora é estar, apreciar
Demora no tempo
Demora com tempo
Demoras ambíguas
Demora comigo
Mas não te demores
Com jeito
Com vida e sem convite
Demora madura
Demora que atura
Demore o tempo que for
Desde que a demora não mate o amor

JOTA B

Inserida por JotaB

⁠Navegando

Um homem, lembra e tem saudade, do tempo que já se foi, onde vivia velejando, sem medo do destino.
Um homem que navegava, pensava e relaxava, tinha a certeza que aquilo era oque ele queria.
Mas oque ele mais sente falta nisso, é justamente a sua companhia.
Uma paixão, mais bonita que qualquer céu azul que você poderia imaginar.

E naquele pequeno barco, navegando e velejando sem parar.
Não era essencial mais nada, apenas a companhia e brilho azul do mar.

Mas nem tudo é um mar de flores e o destino resolveu que tinha que mudar.
A companhia teve que partir... Deixando o homem ali, solitário, pensando e navegando, apenas ele, o velho barco e o oceano.

Inserida por Marrtins

⁠DE SAUDADES MORRO

Eu senti uma saudade que renderam
sutis recordações ao coração, coitado
e que, doído, assim, se viu assustado
contra mim sofreguidão arremeteram

Me vi na solidão do que prometeram
um prosar do meu destino já cansado
e que, aqui pelas bandas do cerrado
pesar nos versos que um dia elevaram

Remédio ao mal que sofro, sem pista
cresce a dor, no engano então presente
no rendido suspiro: que pede socorro...

Assim, vejo que não há como resista
toda lembrança na saudade presente
E, de lembrar-te, de saudades morro!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2021 maio, 22, 11'09" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠QUESITO

Ao ver-te, saudade, na dor em glória
Altiva, tristonha, dando à vida pesar
Eu lacrimejei todo o meu festo olhar
... também sou parte nesta memória

Engasgada e atada toda essa estória
Tão frios breus, guardado a me sugar
Quem sabe donde saltar desse lugar
Se já ido cada tom, cada dedicatória

Agora sós, e a vaguear por lembrança
Ao léu, somos passados sem o porvir
Trovados na ilusão sem ter esperança

Então, fico detido sempre a refulgir
O olhar, a nossa promessa, a aliança
Por que então tivemos que partir?

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/maio/2021, 13’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CHEIROS DE TI

Cheiros de ti ficaram na sensação
Que pegado à saudade, padece!
Enquanto percorro na escuridão
Do vazio, os suspiros são a prece

A recordação é tanta, e o agror
Da sua solidão em nossos lençóis
Arde na memória viva ao dispor
Tal como a valia que tu destróis...

Surge o raiar e me dou comigo
Em lágrimas a desafogar o sono
Mas, passar-te eu não consigo

Porque de ti tenho o abandono
E se nesta poética estou perdido
No amor sou amador sem dono!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06, junho, 2021, 07’47” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Viva ela
.
Que saudade eu tenho
Nesse dia vagaroso
De correr para os braços
Da amada que me espera.
.
Nada quero mais do dia
Que me venha noite bela
Sempre que ao repouso
Eu me encontro aos seios dela.
.
Pare o tempo de passar
Quando estou com meu amor
Para me aquecer no seu calor.
Via ela, viva eu...
.
E para sempre
Viva o nosso amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

⁠- Me surpreende a cada dia,
saudade de te ver todos os dias.

- Me apaixonei pelo seu olhar,
e pela sua forma de amar.

- me apaixonei pelo seu cuidado,
e pelo seu jeito abobado.

- Me apaixonei pela sua atenção,
e pelo toque da sua mão.

- Enfim me apaixonei por você.

Inserida por AnnaClaraCarvalho

⁠A saudade é um dia
Que não termina nunca.

Alexandra Barcellos
Coração Nômade

Inserida por AlexandraBarcellos

⁠A fórmula da saudade
é =
a distância entre
______________
eu e você!

Inserida por Piveta1401

Saudade das pessoas que dividiram momentos comigo no passado, ou carência de atenção ou de um afeto que nunca compartilhei de verdade?⁠
Eu realmente gostei, ou desejei um sentimento em vez de uma pessoa?
Foi a pessoa ou foi o desespero por algo que nunca tive?
É da natureza humana a cobiça por aquilo que nunca tenha tido.
Por isso penso que na verdade desejei sentir, e de fato nunca amei alguém.

Inserida por micael_simoes

⁠Fomos tantas coisas
E no fim não sobrou nada
Nada além de memórias
Nada além de saudade

Inserida por angelvgl123

⁠ALHEAMENTO

Quase não tenho mais a falta... Enfim,
de ti, um vazio a poetar. Rara a saudade
suspiro, aperto no peito, a dor de festim
no mais brando e favorável alheamento
Se atormento, é mais um pensamento
cá na solidão, a solidão poente, no fim
a escrever sensações, e o sentimento
vai me ensecando d’alma, tão, assim!

Razão não mais tenho pra outro gesto
se o tato foi mentiroso, pouco modesto
não foi de um meu capricho este intento
E, cá no silêncio o olhar, meditabundo
e a emoção partida e levada ao vento
tudo, sustentado apenas num segundo

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 de abril, 2022, 22’22” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

“Saudade é uma palavra repleta de significados, é nostalgia pelo tempo passado, é a amizade, o carinho, o amor e a gratidão e quando acompanhada de reticências leva o coração numa viagem até a eternidade”
#bysissym
#blogzoom

Inserida por BySissym

⁠Se alguém me falasse de saudade..

Em minha cabeça viria você

Meu coração sentiria você

E meu corpo tremeria.. com a sua falta

Você, que mesmo sem perceber

Deixou um imenso vazio, que ninguém.. nenhum outro alguém

Jamais poderá preencher

Inserida por AliceLispaca

⁠ABANDONO

Talvez, tudo, já ti tenhas esquecido
A saudade já não é mais frondosa
Em uma parte do passado, a rosa
E os ternos suspiros já sem sentido
Perdeu-se aquela forma carinhosa
Pois, agora, um vazio enternecido
Aquele palavreado a nós divertido
Se calou, o que já foi a boa prosa

Do olhar, apenas, breve recordar
Da rizada, dos gracejos, um dia
Cá na ilusão, o apesar, contudo
Só, errante, a poesia a murmurar
Sob o céu do cerrado, penosa via
Passado, deves ter esquecido tudo!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de abril, 2022, 11’38” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

É nessas horas do dia
que a saudade chega
pra me afrontar
O vermelho do céu parece sangue
escorrendo...
Onde será que você está?⁠

Inserida por GESIACASSIALIMA