Poema água
O fogo que esquenta o alimento é o mesmo que destrói cidades no incêndio.
A água que mata a sede é a mesma que afoga.
O vento que produz energia é o mesmo do tornado.
A diferença está na quantidade e finalidade.
O mesmo vale para nossa vibração.
“Sede de Conhecimento”
Sobre minha contribuição
Em rodas de conversas e reflexões
Acerca do que trago
Para ofertar
Digo-lhes
Ofereço minha dúvida,
Meu não saber,
Ora, pois me constituo em ser faltante.
Eu sou aquela que tem sede
E em tendo sede,
Venho em busca da água.
Onde?
Onde existam pessoas que tendo saciado um pouco de sua sede
Tenham água fresca a oferecer.
E neste sentido
Só poderei beber desta água
Em silêncio!
Se falo, não bebo
Se bebo, me calo!
Jussara Inez Juhem de Castilhos
Em 05/09/2014
Mesmo que eu esteja embaixo de uma tempestade fria à noite,
você será o sol que aquecerá a água da chuva e nunca me
deixará passar frio.
GRATIDÃO!
.
Mais uma chuva "dasBoa"
Caindo no meu torrão.
Temos quiabo, maxixe,
Tomate, milho e feijão!
São Pedro abriu a comporta
Água que nos conforta
Só nos resta gratidão!
"Fluente"
Dia infinito. Rolé infinito.
Andando de bike o dia todo.
Bebendo cerva.
Fazendo os dois ao mermo tempo também.
Tô cansadão.
Mas benzão.
Peguei chuva voltando agora.
Chegando em casa meu corpo desaba.
Deságua...
a chuva caí
Minhas lágrimas também!
A chuva rega a mata
As lagrimas correm amargas!
A chuva gelada lava a alma
A lágrima quente corta não lava!
As águas da chuva se encontram no mar.
Meus pensamentos se perdem em meio as lágrimas e não chegam a nenhum lugar!
"Ir tomar um café na padaria e não ter o pão francês, é como ir à praia e não encontrar a água".
Anderson Silva
Por “RELIGIÃO” houve grandes guerras
Por “PODER” se promoveram muitas guerras
Por “TERRAS” as maiores guerras.
As próximas guerras serão por “ÁGUA”.
Córrego
.
Tudo bem, quando se caminha algo muda,
nenhuma águia em sua viagem
bebe água de coragem
Com atenção aguda
cada paisagem é uma passagem
e todas elas passam mensagem
.
Tudo bem, movimento gera medo,
é contrário de sossego
E o motivo do segredo...
não se sabe ao certo
Não se sabe ao certo onde estará,
o trajeto que percorrerá
ou qual destino chegará
Não se sabe ao certo o que encontrará
Não se sabe ao certo o que virá
Não se sabe ao certo
Nem o certo se sabe
.
Tudo bem, é bom ouvir cantigas de amor
mas faça o que for, desapegue de toda dor
Escolha um novo sabor...
não se sabe ao certo
Não se sabe ao certo onde o esplendor vai se mostrar
Me encarrego de meu córrego regar,
das minhas conquistas cuidar
e de meu sorriso carregar
Não se sabe ao certo quando escorregar
Não se sabe ao certo quando desfrutar
Não se sabe ao certo
Nem o certo se sabe
.
Tudo bem, nossa mente tem potência absurda,
mas não hesite em pedir ajuda
Pessoas precisam de pessoas,
já sabia disso o grande Buda
Se cerque de coisas boas,
e se precisar, se banha com arruda
.
.
Jamais emPodera
Tudo o que Deus criou o homen jamais poderá tomar posse..
Vemos a água.. coloque em suas mãos, feche-as e tire suas conclusões.
Ofereça o pão da palavra
Alimente com a água da Verdade
Viva com azeite da integridade
Refletindo a glória de Cristo
VERDE
"Verde é a cor da humanidade, da esperança, daquilo que veio, vive e ainda virá. Em sua singularidade ampliada, a sublime substância que liga água, terra, fogo e ar.
Muitas são as variedades de tons de verde, mas todas remetem a mesma ideia... Vida."
_Aquilo que veio, vive e ainda virá.
Tamoatá
Tamoatá não é só um peixe,
é uma palavra que aprendeu a andar.
Inventou pés onde só havia barbatanas,
carrega no casco histórias que desafiam o seco
e planta memórias no fundo das lagoas vazias.
Quando a água foge, ele permanece.
Não se assusta com a ausência,
seu sonho o umedece.
Respirar fora d’água é a poesia do Tamoatá:
ele mastiga o ar como quem se alimenta de esperanças.
É peixe do mato, de água pouca e chão úmido,
veste o barro como quem carrega sua pele.
Faz-se rio onde só há poeira,
e, no silêncio das várzeas secas,
aprendeu a ouvir a fala das poças.
Tamoatá é peixe caipira,
conhece o mato como quem conhece o caminho de casa.
Ele não tem pressa,
faz do brejo um campo de repouso.
Com seus pés de peixe, planta passos na terra molhada,
ensinando ao tempo a ser lento, a ser raiz.
Ele prova que, fora da água, a vida também tem suas correntes,
mesmo que sejam mais lentas.
Deságua
Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.
As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.
Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.
Às margens do teu ser.
Meu mar doce,
represá-la?
Não posso.
És livre, mar...
Navegantes?
Só os que permites,
mas
não há ainda quem
te desbrave.
És livre, mar,
de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.
Povoas a mente dos homens,
morada do desejo.
És livre, mar,
a ti, tenho
apenas
um pedido:
Afoga-me.
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