Poema água
' RIO SEM ÁGUA '
eu sem você, sou noite
sem um céu estrelado .
Sou dia sem chuva ou sol
Apenas um dia nublado
Eu sem você sou passarinho
Sem ninho,
com asa quebrada
Sem ter onde pousar
Eu sem você sou noite escura
Sem o brilho do luar
Sou um rio sem água....
sem você sou não sou nada
Apenas um viajeiro
Procurando encontrar
Um mar de onda agitada
Sorrindo das tristuras da vida,
Terminando aqui minha jornada !
Você me questionou numa noite comum. Enquanto eu partia, você se apressou em me alcançar e segurou meu braço com firmeza. Com intensidade, você fitou meus olhos e me perguntou: 'Por quê?' Eu respondi, confuso: 'Oi?' Você persistiu: 'Por que está distante e age de forma fria?' Naquele momento, meu coração acelerou descontroladamente. Eu lutava para encontrar palavras que explicassem por que me afastara de ti. Decidi recorrer a uma analogia para expressar meus sentimentos.
'Quando estávamos juntos, eu me sentia como um nadador olímpico, vencendo todas as competições. Dava o meu máximo e sempre saía vitorioso. Era uma sensação incrível, completa. Olhar para a água me fazia sentir que poderia superar qualquer desafio, como se eu e a água estivéssemos ligados para sempre. Então, um dia, sofri uma lesão e me disseram que nunca mais poderia nadar. A tristeza tomou conta de mim. Não conseguia imaginar minha vida longe da água, mas tive que aceitar minha nova realidade. Porém, recebi notícias de que poderia voltar a nadar. Fui tomado por um turbilhão de emoções. Não sabia se deveria ficar feliz por retornar à água ou temer ter esquecido como nadar, correndo o risco de me afogar. Apesar das dúvidas, decidi voltar a nadar. E no momento em que mergulhei, senti aquela conexão incrível. Era como se cada célula do meu ser soubesse exatamente o que fazer.'
Terminei de falar e mergulhei no profundo de seus olhos castanhos. 'Você é minha água', eu disse. 'Basta um simples movimento de suas pálpebras e já anseio por me perder na vastidão de seu ser.'"
RIO SEM ÁGUA '
Eu sem você, sou noite
sem um céu estrelado .
Sou dia sem chuva ou sol,
Apenas um dia nublado.
Eu sem você sou passarinho
sem ninho,
com asa quebrada,
sem ter onde pousar;
eu sem você, sou noite escura
Sem o brilho do luar.
Sou um rio sem água....
sem você não sou nada,
um alambique sem cachaça;
apenas um viajeiro
Procurando encontrar
Um mar de onda agitada
Sorrindo das tristuras da vida,
Terminando assim, minha jornada !
Mesmo sem ti, insisto em prosseguir,
Nas ondas suaves, com calma,
Como nos contos de fada
Pois sei que nos amores que a vida nos dá,
Encontrarei motivos para amar,
a nobreza de uma verdadeira alma !
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados sob a Lei -9.610/98
salpico de água
todas as discussões
deveriam ser
na hora do banho.
é quando todas as respostas
escorrem pela cabeça
e as mais sagazes falas
escapam atrasadas pelos dedos.
Soneto ÁGUA NO SERTÃO
Quem foi que disse que não existe
Abundância d'água aqui no sertão
A seca braba aqui até que persiste
Com este sol arretado de quentão
Mas a água com toda força resiste
E se espalhando nesta imensidão
De céu azul e de gente que insiste
Luta, labuta e ama ver esse verdão
Que é verdade dura só alguns dias
Mas é sinal que há água no Sertão
De chuvas que ainda que erradias
Caíram no sertão formando bacias
Aguando a terra que alivia apertão
Trazendo esperança e vidas sadias
REZO ELEMENTAR
Que ser é esse, escorrendo-se em vida, o presente
Derramando-se como relva, regando-nos ao deleite
Como se lírios fôssemos, no paraíso do onipotente
Mesmo que vivamos no dúbio inferno de estimação.
Banha-nos a torre de nosso ego, a insensibilidade
Batiza-nos nos refúgios e sagrados altares pagãos
Em mantras noturnos da santíssima ancestralidade
Pelos tambores cardíacos dos corações irmãos.
Lava-me em acolhimento e amor, ao recém nascido
Antes que o cordão se rompa da raiz, da querência
A mãe germe do broto divino, sagrado, adormecido
Aurora de minh'alma, desabrochando-se, à sequência.
Que ser é esse que me banha de fluidos universais
Que transborda-me em pensamentos, e vontades
Que transcende-me de meus desertos sentimentais
Que irriga os amores eternos das minhas mocidades.
Que ser é este, que me põe a ser, ser elementar
Que me põe a olhar meu espelho vivo e trágico
Que me pare no leito de morte de minha ancestral
Ao mesmo tempo em que me mostra, mágico.
Batiza-me, oh santa medula mãe, de mãos serenas
Pondo-me no espelho interno de minh'alma
Na quietude de seus lírios, artemísias e sucenas
Na edificação da verticalidade de minha calma.
Prontifica-me em verbo à luz, em ética, à direção
Põe-me em silêncio, poetizando-me de memórias
Ao procurar as notas do amor, da paz, da emoção
Esperando minhas verdades ou crenças irrisórias.
Pedro Alexandre.
A FONTE
A água é um bem indispensável
À vida quer ela seja humana ou não…
************************
Se vejo uma fonte no caminho
Há coisa a que não resisto
Beber daquela água devagarinho
Tratando-a como uma dádiva de Cristo
Benzo-me antes de o fazer
Mas, ontem, algo raro aconteceu…
Após um trago daquela água beber
Cegou-me uma luz vinda do céu
Alojou-se no granito negro como breu
Que decorava agora aquela nascente
E que outrora teria atingido o seu apogeu
Iluminando tudo o que estava ao seu redor
Soltando muito calor,
Imparável, contagiante, dormente
Coisa estranha, pensei
A esta hora, com tanta luz do dia?
O que poderá ser, interroguei…
O que brilhará, com tanta teimosia?
Mas nenhuma resposta surgiu
Algo divino não seria para mim
O meu ombro uma mão sentiu,
Leve, doce, macia como cetim
Rapidamente uma ave se escapou
Veloz, branca e em surdina voou.
Mas a luz não se apagou
No alto daquela fonte
Onde casualmente parei
Milhares de luzinhas notei
Projectadas no horizonte
Saídas da luz
Que naquela fonte entrou.
"Ninguém quer água, do fundo do poço.
São raras as companhias, no fundo do poço.
Ninguém tira selfie, no fundo do poço.
No fundo do poço, se conhece os amigos.
No fundo do poço, há duas escolhas:
Desistir ou continuar lutando."
Água mágica tesouro divino
Água cristalina fonte de toda vida, jorras do coração de Deus .
A todos vem abençoar, com força da natureza lasca pedra , abre o solo para as cachoeiras criar.
Banha rios , mares e Oceanos
São felizes os golfinhos a nadar
As estrelas- do- mar fazem acrobacias
As preciosas tartarugas sempre devagar viajam apreciando o paraíso no fundo do mar.
Rega às árvores, colheitas e as flores do campo.
Abraça a terra molhando o chão nascem as frutas legumes e as beringelas .
É um presente alimentar
A água é mágica de estado muda
Sacia a sede dos seres vivos és o tesouro divino.
Em forma de chuva faz brotar as sementes de esperança neste lindo planeta azul.
Até Moisés atendeu abriu caminho para os filhos de Deus.
Eu Preciso de Sol
Eu preciso de sol. Preciso da luz que abraça a pele, da energia que aquece o coração e da alegria que se transforma em sorriso sem esforço. Há algo no verão que renova a alma, que espalha positividade como o calor que sobe do chão em um dia quente.
Sou praiana. Sempre fui. Gosto do pé na areia, daquele contato direto com a terra que parece nos conectar com algo maior. Gosto do sal do mar que pinica a pele, como se o oceano deixasse um lembrete: “Você esteve aqui, você é parte disso.” Gosto da leveza dos dias ensolarados, do barulho das ondas que parecem sussurrar segredos antigos.
Meu signo é Câncer, o caranguejo. Talvez por isso eu tenha essa ligação tão forte com o mar, essa necessidade de estar perto dele, de senti-lo e de escutá-lo. O mar é refúgio, consolo e celebração ao mesmo tempo. Ele me entende, mesmo quando eu não consigo me entender.
Desde a infância, o mar foi palco das minhas memórias mais felizes. Nas férias de verão, minha família sempre ia para Florianópolis. Lá, minha conexão com o oceano foi forjada. Brincadeiras na beira da praia, castelos de areia que nunca resistiam à maré, e tardes infinitas sob um céu azul — o tipo de lembrança que não apenas fica, mas se transforma em parte de quem somos.
O verão é minha estação de renascimento. É quando me sinto mais viva, mais alinhada com aquilo que realmente importa. A luz do sol não ilumina só o dia, ela ilumina a alma. E o mar… ah, o mar me lembra que a vida tem ondas, altos e baixos, mas que, no fim, tudo encontra um ritmo.
Preciso de sol porque ele me lembra que a vida é para ser vivida, celebrada e sentida, como uma onda quebrando suavemente na areia.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
מריס
MARISA
P - Tu és uma mulher
cheia de vitalidade
e líder que
apoia quem cai...
N - Tu és uma mulher
tempestuosa, medrosa
e dada a muita teimosia...
Pesadelo:
Cai o crepúsculo anunciado no horizonte.
O avanço da noite envolve a floresta fria.
O vento serpenteia entre as montanhas.
No centro da vasta escuridão se revelam os segredos dos espíritos que habitam a mata...
Segue o ritmo de um tempo que não é mensurado...
No breu da noite a magia da luz reflete nos seres os tons de prata.
O murmúrio do silêncio evoca o rolar das águas sobre as pedras...
Tocas e cavernas serão abandonadas...
Todos saem sob o camuflado do verde musgo, e os que foram vistos serão devorados...
Corre tempo, corre vida, corre perigo.
Correm as águas, corre o vento, Corre ao abrigo...
Logo vem o clarão da aurora rompendo a escuridão...
Os mistérios se escondem sob as raízes da mata, E na imaginação dos homens que nela habitam...
As cores da montanha agora se avistam...
No coração da floresta, pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Sejamos como a água
Já ouviu aquele ditado: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"?
Sim, é verdade — mas isso pode levar milhões de anos.
Então, sejamos como a água que contorna a pedra ou a que passa por cima dela.
A que contorna pode até desviar um pouco do percurso, mas ainda assim chegará ao destino.
A que passa por cima precisa de mais esforço — exige movimento, coragem e correnteza.
Porque, afinal, águas paradas não movem moinhos.
A água nos ensina tanto, que se compreendermos todos os seus processos, ela se torna uma grande mestra.
Todos temos um propósito aqui, mas o ideal é que ele se cumpra sem que percamos nossa essência — aquela que, vez ou outra, o mundo tenta moldar de forma diferente.
A água possui três estados: líquido, sólido e gasoso.
Ela pode se transformar, mas nunca deixará de ser água.
Assim também somos nós: precisamos nos adaptar, mudar, evoluir...
Mas nunca devemos destruir quem realmente somos.
O mundo real, às vezes, nos obriga a usar máscaras e a nos moldar às exigências da sociedade.
Mas, assim como a água que — mesmo transformada pelo ambiente em que está — permanece água,que nós, apesar de todas as mudanças, também saibamos preservar nossa essência.
Praia
A água gelada me faz arrepiar
O ar é rígido, vejo ele entrar nos meus pulmões
Dificilmente, respiro fundo e o ar arranha o interior do meu nariz
Sem precisar segurar a minha respiração, mergulho
Começo a vagar pelo vasto e imenso oceano
Descobrindo mistérios que a humanidade nem chegou a imaginar
O mistério do oceano o torna mais belo
Há coisas demais para eu retornar para a superfície
Há tantas coisas que eu esqueço como o ar é estranho
Há milhares de coisas que eu esqueço que há vida lá fora
A sensação da água correndo na minha pele
A sensação de ver coisas novas
A sensação da correnteza me seguindo
Me faz relaxar, relaxar e relaxar mais
Começo a cair, repentinamente, até o fundo daquele local onde eu achava que era seguro
A maré me largou, e eu larguei ela também
Aceito o meu destino
Todas aquelas sensações já vívidas me fazem permanecer aqui
Elas me fazem viver, mesmo que eu esteja no fundo do poço
Não quero sair, nem acordar, vou continuar infinitamente aqui.
Barco a vela
Dentro do meu barco, começo a remar
Numa direção reta
A ignorar a vela que estava presente no mesmo
Manusear um barco é mais difícil do que eu pensava
Perco o meu equilíbrio e o meu barco vira
Caio na água, que surpreendentemente não estava gelada
Puxo o meu barco e retorno a uma superfície
Subo nele de novo e volto a remar
Mas não tem progresso, a correnteza está puxando o meu remo
Luto contra ela, mas depois de tanto tempo, minhas mãos enfraquecem e soltam o meu remo
Entro em desespero, agora não tenho como controlar o meu barco
Então o vento vem e movimenta aquela vela do barco que antes não me tinha utilidade
Começa a ir em uma direção que eu desconhecia
Mas não deixa de ser linda
Ilhas que eu nunca vi
E provavelmente nunca veria
Se eu não tivesse largado
Aquilo que me prendia.
Dá minha janela posso contemplar o paraíso, um lugar calmo, pacífico e acolhedor.
Mal posso imaginar o quão satisfatório será, mergulhar o meu corpo nessas límpidas águas cristalinas à revigorante sensação de bem-estar renova minhas energias.
Desejo saber mais sobre o meu destino,
O que será que me espera após escalar às montanhas?
Só posso deduzir um sopro de liberdade, sentir a brisa sob minha pele me incentiva cada vez mais viver novas aventuras.
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