Poema a Morte das Casas de Ouro Preto
Eu nunca encarei a morte como uma possibilidade. Não que fosse apegado a nada de especial na vida, mas é que a morte não existe. A morte é uma doença crônica.
Descobri que a morte do ator Cristhofer Plummer quando assisti a série Departure. As notícias de morte me são impactantes. E aí me volta aquela falta de ar, a respiração cansada e difícil, a tristeza e as lágrimas nos olhos.
Diante da morte, nosso nome se torna eterno, gravado na memória do que fomos e do que deixamos para trás.
Agora, sob a sombra da morte, sou a roseira que seu amor não pode mais abraçar,
me transformei na flor que você amava, mas que, em sua indiferença, já não pode mais tocar.
Já cuspi no prato que comi e repeti de novo . Já assustei a morte por vingança! Já pedi desculpas por não ter feito nada. Carreguei a culpa por ser inocente. Dei mau conselhos pra continuar a conversa.
À medida que a morte se aproxima, acredito que um artista deva se desvencilhar de tudo que o está refreando. E um artista deve estar decidido a criar, seja qual for o tempo que lhe reste, com absoluta liberdade.
Ideias podem ser tão insignificantes quanto mosquitos, merecem uma palma da morte e nada mais. É preciso entender isso para aprender a encontrar o que merece dedicação.
Vida e morte são mistérios que ninguém alcança. Tudo o que se fala sobre nascer e morrer é mera aposta.
A morte é o início de uma vida, para muitos isso seria uma paradoxo, para outros é o objetivo de nossa existência na terra.
A morte dele pesa como um lamento sombrio, e tuas ações, ou a falta delas, ecoam como uma cruel negligência, uma ausência de prelúdio respeitoso ao inevitável, deixando uma tristeza profunda no vazio deixado pela partida, onde o arrependimento tece sombras sobre a memória não honrada.
No calar da noite, ao som dos tiros dos fuzis, escutando a morte, é aí que nós ficamos mais fortes.
O vulgo, invariavelmente, perpetua a sua inclinação em alardear a "morte" simbólica de heróis, buscando, equivocadamente, evitar a contemplação de sua própria mediocridade. Os apedeutas, mergulhados na carência espiritual, lançam-se mais uma vez em uma busca por um bode expiatório ou alguém que os eleve, ainda que ilusoriamente, à medida que elegem frequentemente figuras de maior estatura para este propósito.
Não existe morte neste mundo que fizeram e fazem por causa dos que estão mostrando-se falsos, exceto quando estando vivendo obrigado ou se deixando levar por uma Morte Viva.
Todos os dias, somos confrontados com o cheiro da vida e o cheiro da morte. O cheiro da vida transborda renovação e vitalidade, enquanto o cheiro da morte nos leva à reflexão e nos lembra da finitude das ações. Diante deste dilema, qual escolha você faz hoje?
