Pingo
Que venhas logo domingo...
Nem que seja um dia qualquer...
Vou dar de rédeas no meu pingo...
Atrotesito vou te visitar mulher...
Não aguento de tanta saudade...
E também esta baita distância...
Sofro por demais, uma barbaridade...
Solito eu e o cusco aqui na estância.
um dia fui eu
outro dia não mais
o que serei eu
sem um pingo de paz?
a guerra
a morte
o não
o talvez
o tempo
a hora
o espaço
desfez
Cada pingo na janela
Traduz no eco a voz bela
Do vento a tocar a flor
Cada gota feito lágrima
Cada gesto cada amor
Amanhece e já é dia
De sonhar em euforia
Toda sorte que chegar
Serenatas rotineiras
De pardais nas cantoneiras
Nos levantam trabalhar.
E assim se faz a vida
Como ondas a rondar
Nesse breve calafrio
Ou no lume versejar
Cada curva traz montanha
Onde a alma livre assanha
Querendo encontrar
Um azul que já nem sei
Quem é o céu ou é o mar.
Onde houver fé haverá esperança, se haver querer as oportunidades surgirão se tiver um pingo de paixão alegrará o coração;
Pra quem sabe ler um pingo no "I" é letra;
E para um sábio "ignorância" é uma palavra e não uma letra!
Tomei cada pingo de chuva
Numa tarde de domingo
À noite teve Lua nova
Mas ainda me era possível
Enxergar a Luz do dia
Quando o Céu se abriu no estio
Som de gaitas e violinos
Ecoava na rua deserta
Soava perto de mim
E mesmo assim
Eu não via quem tocava
A canção
Mais bela que eu já ouvira
Naquela noite de Lua nova
À beira daquela cova
Que eu não sabia de quem era
Fui ouvir de um Anjo ali perto
E ele falou:
"Abandona esta paisagem
Completaste integralmente
tua missão aqui neste Mundo
agora respira fundo
há bastantes gentes te esperando
Após a viagem desta noite
Pra este mundo agora estás morto
Acabou-se a triste miragem
Nos aguardam lá no Céu
Esta música é em tua homenagem."
Como diz o ditado
"Para um bom entendedor
um pingo é letra"
e no Dia dos Namorados:
eu continuo poetisa.
Não há um pingo de logica na interpretação calvinista sobre os vasos de ira; isso porque os calvinistas isolam versículos e não fazem uma interpretação sinótica das escrituras. Paulo explica em 2ª Tm 2.20-21, que é a pessoa que se torna vaso de honra ou de desonra. Seria totalmente ilógico Deus estar disposto a perdoar uma pessoa que Ele predestinou a não crer.
