Piada
A espécie humana é uma piada refinada. Ela inventa conceitos, depois se ajoelha diante deles como se fossem eternos. Cria regras, normas, leis, e chama isso de “ordem”. Mas tudo é invenção: país, dinheiro, escola, certo, errado. A sociedade é só um teatro de controle — e quem esquece o roteiro vira criminoso, louco ou rebelde. No fundo, somos só animais em crise de identidade, vivendo dentro de códigos que nós mesmos desenhamos, e agora fingimos não entender.
Se levar a vida muito a sério, ela brinca com você e é quando a vê como piada, se percebe o sarcasmo.
Sorrir é gratuito!
Parece piada, mas várias pessoas que esbarramos em nosso dia-a-dia parecem se esquecer disso: Sorrir é gratuito e mais, traz muitos benefícios. Porém muitas vezes não sorrimos por falta de costume, timidez, medo, tolice.
Você presta atenção em quantas vezes sorri por dia? Não falo de sorrisos soltos, de risos com motivos bem específicos, nem gargalhadas; falo de sorrisos simples, corriqueiros, desses que se pode dar para a moça ou moço do caixa do supermercado, num simples “oi” àquela pessoa que você só conhece de vista, ao porteiro do seu condomínio, ao vizinho ou ainda ao agradecer à pessoa que te deu passagem na faixa de pedestres, etc.
Você pode não ter se dado conta ainda, mas o sorriso é um hábito! E o que infelizmente acaba acontecendo com muitas pessoas nesse nosso dia-a-dia egocêntrico, individualista é uma falta desse hábito. E eu falo sério, se você analisar as pessoas nas ruas, verá facilmente como este ato está escasso entre os seres humanos.
Precisamos fazer mais dessas reflexões, e se for o caso, fazer uma força para que o sorriso, a gentileza, a simpatia, a gratidão, se tornem uma atitude comum novamente. Como num novo exercício físico que começamos, é preciso haver uma determinação, um comprometimento, até que esses pequenos grandiosos hábitos se tornem naturais novamente!
Não perca o sorriso dos lábios! Ele faz bem para as outras pessoas e sobretudo para você também. Não só à nível pessoal, mas também no âmbito profissional, afinal quem quer trabalhar ao lado de uma pessoa aparentemente rabugenta, não é?
Use o sorriso, não se esqueça dessa poderosa ferramenta que nos foi dada! Meu conselho é que você coloque pequenos cartazes em pontos específicos de casa e do trabalho com a palavra “Sorria”! Fazendo essa pequena reforma íntima você verá uma grande mudança acontecer de dentro para fora e de fora para dentro. Mudará a forma com que as pessoas te tratam e mudará a forma como você vê as pessoas, o mundo, sua própria vida!
Ser emocionado virou piada. Sentir demais virou fraqueza. Mas eu te digo: fraco é quem finge não sentir. Fraco é quem vive pela metade pra parecer forte. Eu prefiro ser exagero, prefiro ser verdade. Prefiro transbordar do que secar por dentro. Porque gente rasa... não mergulha. Só toca a superfície e vai embora. Mas quem sente com a alma, quem ama de verdade, quem se entrega sem medo... esses ficam. Esses valem a pena. E se for pra amar, que seja com coragem. Que seja com tudo. Sem medo do ridículo, sem medo do "e se", sem medo de sentir. Que os emocionados se encontrem. E que ninguém mais se envergonhe por ter um coração que ainda pulsa de verdade. Exploda-se, amor! Seja emoção, seja intensidade, seja alma. Porque quem sente pouco... vive pouco.
Um coração bom faz muitos sorrirem, não por uma piada ou humor mais sim, por ato que muda a história, mesmo que seja momentâneo.
Para o humorista a parte com menos piada é o humor; a parte com mais piada é o humor que o mesmo proporciona à plateia.
Não sou irônica, e, senso de humor, só com dificuldade transformada em superação, é que piada sem graça, não purifica emoção.
A Sátira Escarlate
Em meu coração, onde o verde se veste em festa,
Nosso amor nasceu, uma piada indigesta.
Romeu e Julieta, farsa em dois atos,
Nossa paixão, risível em seus estratos.
Loucos varridos, num abraço apertado,
Pela sátira cruel fomos laçados.
O amor nos cegou, comédias sombrias,
E no palco da vida, a morte nos via.
Insano o querer, frenesi desmedido,
Um drama grotesco, jamais esquecido.
Um espetáculo vil, de risos macabros,
Onde os amantes caem, como bonecos fracos.
No século findo, a razão ditava,
Que o amor era entrave, que a alma embaraçava.
Psicológico erro, desvio profundo,
Das metas da vida, um estorvo imundo.
Assim nos amamos, na contramão da história,
Um gracejo amargo, de efêmera glória.
E a sátira implacável, no final da jornada,
Nos cobrou o preço: a vida roubada.
(Inspirado em Romeu e Julieta de William Shakespeare)
