Pessoas Inocentes
Nós, vassalos do amanhã, somos inocentes até prova em contrário. No amplo desejo de transformação, somos um pingo de interrogação.
Nos limites do espírito, encontramos a alma na beira do preceito de ser. O espelho flutua pela imensidão; erráticos seres voam como as lembranças de outra vida. Talvez sejam fragmentos esquecidos da minha própria vida. O subconsciente e a realidade tocam-se em olhos profundos, que dão sentido à escuridão.
A consciência — o traumático ser cheio de dúvidas, mas que sabe o que quer — tem dois caminhos na linha linear do tempo. Vemos contradições serem o palco do perfeito equilíbrio e, às vezes, pairamos no abismo. "Quem sou eu?", e o eco responde: "Euuuuu".
Então, o reflexo escuro se repete, se quadricula e, depois, torna-se parte da luz que ilumina a vida. Minha humanidade depende do meu espírito aventureiro, meu ser que se joga no mar sem olhar para trás, pois o mundo é um ponto de interação e interpretação nas vastas linhas do tempo.
Vemos aglomerados de estrelas, vemos vida e morte, mas ainda sequer saímos do lugar. Vemos a vida brotar até no asfalto quente ou no deserto mais frio e quente que se possa imaginar. Imagina a vastidão do universo... Somos grãos de areia que ganharam consciência e contradições no crepúsculo de outras eras. Eras contemporâneas de seres que habitavam o cosmos sem questionar: por que existir dentro de um contexto maior e mais amplo?
Então a alma pairou. Temos a certeza que a humanidade mudou. Dentro da sopa primordial, éramos células que apenas queriam viver diante da adversidade do mundo. O espelho dentro de nós gritou: existir é a pura verdade que escorre entre o desespero de nossas expectativas, enquanto a luz contempla nossos atos na imensidão do universo.
Voamos no espaço sideral e gritamos ao vácuo: "Existimos!". Os alienígenas: "Credo... Vamos fingir que não vimos nem ouvimos".
Tocamos a Lua com a imaginação de séculos. E, quando lá chegamos, vimos a nós mesmos na escuridão do universo, olhando para a Terra como um mero ponto. Resgatamos a essência do espírito, encontramos a fé e voltamos para casa. Fechamos as portas. Depois de 50 anos, voltamos para ver o que esquecemos no espaço.
Por Celso Roberto Nadilo
Um pássaro na imensidão de nossas almas sendo a voz da resiliência.
Almas gêmeas
Estavam ali ele e ela
Nada poderia ser mais inocente
Trocaram algumas palavras
Coisas sem nexo apenas comentários sem importância
Não tinha nada de mais puro
Não havia nenhum pensamento insensato
Apenas um homem e uma mulher
Dentro de uma casa sem a ânsia do desejo
Apenas estavam ali para fazer companhia um ao outro
Do lado de fora as ondas do mar quebravam o silêncio
É o vento cantava uma bela canção
Em uma noite em que as estrelas estavam inspiradas e brilhavam intensamente
A lua iluminava o mar e esta luz em sintonia com tudo
Anunciava algo que ninguém poderia entender
A não ser as almas inocentes daquele homem e daquela mulher
Que havia naquele momento mágico
Uma conspiração do universo para unir aquelas duas almas
Independentemente do tempo e da distância
Fazendo eles serem protagonista de um momento
Que jamais iriam esquecer.
Verde é a vida e a vida é simplicidade você.
Meio ambiente é inocente e o que você é diante o espelho.
"Não devemos comparar o ser
humano com os animais pois,
eles nascem e morrem inocentes
e os seres humanos vão mudando conforme o tempo passa e quando
morre leva conta pra pagar.
Milton Cavalcanti
Os que não vivem de Verdades Fabricadas para arregimentar Inocentes, não precisam subir o Tom, nem se valer de Citações Bíblicas para impactar Fanáticos.
Os que não vivem de Verdades Fabricadas para arregimentar Inocentes, não precisam subir o Tom, nem se valer de Citações Bíblicas para impactar Fanáticos.
O Abraço da Serenidade
Porque a verdade, quando é vivida — e não fabricada —, fala baixo, mas ecoa na eternidade.
Vivemos tempos em que a força da voz e o volume do discurso parecem ter se tornado sinônimos de autoridade.
Mas a verdadeira autoridade — aquela que não exige gritaria nem dogma — nasce da integridade.
Quem não se assenta sobre “verdades fabricadas” — aquelas construídas para mobilizar plateias, conquistar devotos ou erguer trincheiras — não precisa de plateia, nem de holofotes, nem de frases decoradas prontas para ecoar.
Quando nosso discurso se sustenta sobre fatos claros, sobre o respeito mais que devido à dúvida e à complexidade, ele já traz consigo uma leveza silenciosa.
Não exige acréscimos para soar forte, porque sua força reside justamente em não manipular — em não buscar “inocentes” para transformar em massa, nem “fanáticos” para impressionar.
O impacto autêntico não é obtido elevando o tom ou acumulando citações célebres.
Ele se gera quando as ideias sussurram e reverberam, em vez de berrar.
E há algo de muito profundo nessa serenidade: o que se diz com calma e clareza não entra em guerra com a consciência; ele a convida a despertar.
Ele se abre para o outro, e não o fecha.
Normalmente, ele pergunta mais do que afirma.
Ele permite que a dúvida, em vez de ser inimiga, seja aliada — o terreno fértil em que nascem a liberdade e o pensamento próprio.
Em suma: a integridade do discurso não depende de espetáculo.
Depende de verdade — não da que se monta para impressionar, mas da que se vive para transformar.
A Serenidade sempre abraça os que não precisam gritar.
O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
Há algo de profundamente sedutor na convicção de que se está lutando por uma causa maior.
Quando alguém se vê como parte de uma cruzada moral, as dúvidas passam a parecer fraqueza e a prudência vira quase uma traição.
É nesse instante que as consciências mais tranquilas se tornam também as mais perigosas — não porque desejem o mal, mas porque se convencem de que qualquer meio é aceitável quando o discurso promete redenção coletiva.
Assim, em nome do país, muitos aprendem a negociar exatamente aquilo que dizem defender.
Vendem princípios como quem troca moedas, adaptam verdades ao sabor da conveniência e passam a confundir patriotismo com autopreservação.
O discurso permanece heroico, mas o gesto cotidiano revela algo bem mais mundano: o esforço constante de salvar a própria reputação, a própria posição, o próprio poder.
Curiosamente, os que se apresentam como salvadores quase sempre encontram um inimigo útil para justificar cada contradição.
Afinal, enquanto houver um culpado conveniente, não será preciso explicar por que o país prometido nunca chega — apenas por que a guerra precisa continuar.
E é nesse teatro interminável de bravatas e virtudes proclamadas que a nação vai sendo lentamente negociada, pedaço por pedaço, enquanto as consciências seguem confortavelmente convencidas de sua própria pureza.
Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com o futuro da nação!
O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
E o mais curioso é que, enquanto muitos se oferecem como voluntários nessa medonha barganha espiritual, poucos percebem que toda e qualquer promessa de salvação germinada nas sombras termina cobrando pedágio na luz.
Há discursos tão cheios de “boas intenções” que parecem ouro, mas tilintam como ferro-velho quando batem na realidade.
E assim o país vai sendo posto em prateleiras invisíveis, negociado em nome de causas que nunca foram nossas, enquanto os que juram defendê-lo, esquecem que quem vende a própria consciência não costuma devolver o troco da história.
No fim, talvez o que mais deveria nos assustar não seja esse “diabo” — mas a quantidade de gente disposta a aprender com ele o ofício da negociação.
Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com a nação!
O que esperar dessas Almas Sebosas que arregimentaram as almas “inocentes” para salvar o país e, desde então, nunca mais pararam de tentar vendê-lo para se salvarem?
Talvez nada além do que já entregam: a velha arte de travestir interesses pessoais em projetos de nação, a habilidade de manipular esperanças alheias enquanto negociam, sob o apagão das luzes, o próprio futuro.
Porque quem sempre se salvou à custa dos outros — da boa-fé, da ingenuidade, da fome por esperança — não aprende a sustentar o peso da verdade.
Passa a vida em mercados de ocasião, onde cada crise vira moeda, cada medo vira mercadoria, cada voto vira barganha.
E é justamente nesse teatro de sombras medonhas que se revela a nossa parte: perceber que país nenhum é salvo por quem está disposto a vendê-lo.
Talvez a verdadeira inocência não esteja em quem foi enganado, mas em quem ainda insiste em acreditar que o destino de uma nação pode caber no bolso de uns poucos iluminados por suas próprias ambições.
O resto, no fim, é só ruído — só guerra palavrosa — de almas sebosas riscando fósforos perto demais do futuro que prometem proteger.
Não há arrependimento de mãos ensanguentadas que devolva a vida de um inocente.
Essa é uma das verdades mais duras que a existência humana pode encarar.
Há erros que podem ser corrigidos, palavras que podem ser retiradas, pontes que podem ser reconstruídas e feridas que o tempo até consegue cicatrizar.
Mas existem escolhas cujas consequências atravessam o limite do reparável.
Quando uma vida inocente é interrompida, não há remorso capaz de inverter o curso dos acontecimentos, nem lágrimas doloridas e suficientes para preencher o vazio deixado por uma ausência definitiva.
O arrependimento possui um valor inegável.
Ele revela a consciência desperta para o peso dos próprios atos.
É a alma reconhecendo aquilo que antes ignorou, desprezou ou justificou.
Contudo, o arrependimento não é uma máquina do tempo.
Sua função não é apagar o passado, mas impedir que a mesma escuridão continue produzindo destruições futuras.
Talvez por isso a responsabilidade seja uma virtude tão necessária.
Antes de cada decisão, existe um instante muito silencioso em que ainda somos livres para escolher.
Depois que a ação se concretiza, passamos a ser prisioneiros de suas consequências.
A verdadeira liberdade habita o momento da escolha; a responsabilidade habita tudo o que vem depois.
Vivemos em uma época em que frequentemente se busca justificativas para tudo.
Circunstâncias, emoções, traumas e pressões são apresentados como explicações para atitudes que jamais deveriam ter acontecido.
Embora compreender as causas de uma tragédia seja muito importante, nenhuma explicação transforma o errado em certo, nem devolve à vítima aquilo que lhe foi tirado.
A compreensão pode esclarecer; a justificativa, porém, não absolve.
Existe também uma lição bastante dolorosa sobre o valor da vida humana.
Muitas vezes, ela só é percebida em sua plenitude quando já não pode ser recuperada.
A presença que parecia comum torna-se insubstituível.
A voz que era rotina transforma-se em profundo silêncio.
E aquilo que foi tratado como descartável revela-se um universo inteiro que jamais voltará a existir.
Por isso, mais do que refletir sobre o arrependimento, é necessário refletir sobre a consciência.
Sobre o cuidado com as próprias ações.
Sobre a capacidade de enxergar a humanidade do outro antes que seja tarde demais.
Porque a verdadeira sabedoria não está em lamentar o mal causado, mas em impedir que ele aconteça.
No fim, o arrependimento pode transformar quem errou, mas não ressuscita quem partiu.
E talvez essa seja a razão pela qual algumas escolhas carregam um peso tão imenso: elas nos lembram que há danos que o tempo não desfaz, palavras que silêncio algum corrige e vidas que, uma vez perdidas, permanecem para sempre além do alcance de qualquer pedido de perdão.
Quero que minha barba cresça, mas sem meu olhar perder o dom de ser inocente, quero que meus ouvidos sejam eterno aprendizes, para poder ouvir a voz cansada dos experientes.
Que possamos ser alegre, inocente e meiga como uma criança..
Basta apenas um SORRISO para muita página nesse livro obscuro, que é o da Vida!
Já fui muito inocente de acreditar em qualquer palavras , já fui muito frio com medo de sofre por amor , mais agora não sei mais oque fazer , tenho várias dúvidas estou bastante confuso , se devo ou não dizer os meus sentimentos , mais olho para traz é vejo que nem sempre tive sorte no amor , a vezes tenho medo de
me machucar , como já me machuquei antes , mais penso , se eu não fizer nada agora , amanhã pode ser tarde demais .
Quando falamos em GUERRA pensamos logo em terror, morte de inocentes, destruição. E com razão. A Guerra é um furacão de inconsciência. Por onde passa arranca as portas e deixa entrar toda sorte de iniquidade. Tudo que as civilizações constroem em séculos e milênios de trabalho a Guerra transforma em ruínas em questão de dias, horas, minutos...
A mesma coisa acontece com a gente quando abrimos fogo contra nosso semelhante. A raiva, o destempero, o ódio, a vingança são guerras em menor escala, mas não em menor poder de destruição. Somos tomados por uma tempestade de sentimentos desarvorados e impiedosamente destruidores.
Assistimos às plantações de amor e luz que cultivamos durante toda uma vida a serem dissipadas pela cegueira que causa os sentimentos de contenda. Tudo desaba e se desintegra fazendo-nos cair na vala do absoluto egoísmo, inimigo da evolução humana.
Uma fagulha de instante de insânia que nos deserda de conquistas feitas às duras penas.
A Guerra e o Homem. Uma união para o divórcio da sensatez que evita o auto dilaceramento.
