Pessoas Inocentes
Diga-me ó mais bela das ninfas que com a face tão graciosa e olhar tão inocente, o que queres para que eu possa ser digno de admirar-te e desejas-te?
Quão formosa beleza que tanto me encanta dominou os meus sentidos sem que ao menos notasse;
Nenhuma prata ou ouro se compara ao valor que tens ao meu coração, pois você apascenta minhas ansiedades e desatina a minha razão;
Minha nudez é inocente a quem ler os meus olhos verdadeiramente...
Os meus olhos o caminho para quem enxerga sem segundas intenções...
E o meu coração! Instrumento para quem é capaz de tocar...
Quem faz o mal sabendo o que faz e depois quer bancar o inocente só prova que não tem coragem para arcar com as próprias ações.
A quebra da imparcialidade de um juiz. pode condenar diretamente uma pessoa inocente! O magistrado ignora evidências e valoriza apenas indícios de acusação.
Nasce-se nu, sem nada, só se respira;
Se é líquido e límpido, inocente;
O tempo passa fica-se pastoso, frenético;
Torna-se adaptável, mutável e nada é igual...
Não confiável por si mesmo, só se tenta ser;
Se é limitado e na certeza se têm os dias contados.
Quando crianças, somos espaçosos;
Quando adolescentes limitados;
Quando jovens rebeldes fogosos;
Quando adultos, tornam-se oprimidos em causas.
Quando idosos temos falta de forças,
Se deixam ficar petrificados;
Talvez, por não perceber que o tempo passou...
Ou que se têm muitas escolhas!
No caminho da materialização, quanto mais ignorante ou inocente se é, mais próximo se está da realização do milagre, pois a fé é irracional.
Título: Protesto
Até quando eu vou ligar minha TV e ver mais um inocente morrer?
Até quando eu vou ver que, lá no morro, mais uma bala encontrou um corpo?
Corpo esse que sempre foi explorado e morreu sem dignidade, com seu sangue escorrendo no asfalto.
Até quando o negro trabalhador vai ser confundido com bandido e traficante?
Até quando o sistema da injustiça vai afastar o preto e pobre para a periferia?
Até quando eu vou ouvir os gritos de uma mãe que chora pelo seu filho?
Filho esse que o sistema julgou estar envolvido com coisas que essa mãe repudiou desde o início.
Sei que parece clichê, mas nem todo morador é do tráfico, pode crer.
Lá em cima tem um povo que luta pra sobreviver entre o esgoto,
Vive situações difíceis de se crer e ainda se ergue pra um futuro poder ter.
Tem gente que luta só no trabalho,
Outros ousam e, além do trampo, estudam no busão lotado.
Por isso eu te pergunto: até quando essa violência vai acontecer?
Quero um lugar melhor pro povo viver!
Você que usa a religião para conquistar poder político
Para enriquecer à custa de inocentes
Para justificar suas mentiras e falso moralismo usando o nome de Deus
eu gostaria de morrer no mesmo dia, hora e local que você
só pra ver a sua reação
caso você descubra que Deus é real
Doce foi o veneno experimentado inocentemente,
A água bate na rocha e ela não corresponde, mas sente,
A neve cai, o tapete na floresta é branco, o lobo ruiva sagaz na escuridão, mas a fogueira continua acesa,
A lua ficou escura por breves minutos deixando o mar agitado, depois voltou a iluminar o céu e tudo se acalmou, o rio corre solto levando os troncos secos e os podres, a coruja vigia a noite, alguns pássaros dormem, a natureza sabe se organizar,
O amor não é algo a temer escuto estes ruídos por aí, então me ensinem a viver sem medo de amar.
Ingênuo é aquele que não sabe que tem pecados. Inocente é o que não os tem. Para ser inocente é preciso ser ingênuo.
_Amor verdadeiro não te pede para escolher entre ficar ou abortar.
Um inocente que não tem voz para se defender.
Amor ama o próprio sangue.
Amor não é te dar duas opções: vida ou morte.
Se tem isso, não é amor. É sentença.
Van Escher
Na flor artificial da consciência se transita transmutação do algoz em inocente. Ate que álibi parece convencer a natureza humana.
Domínios Onírico sob visão dos inocentes alienados.
O louco continua louco apenas ganhou contornos de novas alienações.
O passado ecoa numa lembrança quase esquecida
Sendo o sussurros iluminados...
Sois antro da essência pura e inocente,
Nos abraços a esperança vivemos
Nos quais inusitada formas torna se ser oculto...
Breves olhares meros seres brilhante nos resquícios do ilumismo.
Para tal oportunidade de alegrias,
Tantas lágrimas escorrem num estado envelhecido.
No início inocente da existência, o que éramos além de poeira cósmica dentro do resultado de uma explosão cujo único veredito foi o existir? Evoluir seriam créditos acumulados ou apenas a soma mecânica de existir na existência? Na nossa realidade contemporânea, parecemos apenas aprender a alienar a nós mesmos. A genialidade do homem reside em criar conflitos, uma linha que vai desde o domínio do fogo até as ilusões da alegoria da caverna.
É o despertar da poeira falante. Pois existo e, diante do todo, nada sou; mas ainda sou, e penso sobre o que sou. Pelo fato de ser e existir, ganho o poder de criar. Somos, ao mesmo tempo, a equação e o equivalente à caótica do ser diante de si mesmo. E, no fim desse processo, ainda somos aquela mesma poeira que olha para os céus e grita: "Eu existo".
Nós, vassalos do amanhã, somos inocentes até prova em contrário. No amplo desejo de transformação, somos um pingo de interrogação.
Nos limites do espírito, encontramos a alma na beira do preceito de ser. O espelho flutua pela imensidão; erráticos seres voam como as lembranças de outra vida. Talvez sejam fragmentos esquecidos da minha própria vida. O subconsciente e a realidade tocam-se em olhos profundos, que dão sentido à escuridão.
A consciência — o traumático ser cheio de dúvidas, mas que sabe o que quer — tem dois caminhos na linha linear do tempo. Vemos contradições serem o palco do perfeito equilíbrio e, às vezes, pairamos no abismo. "Quem sou eu?", e o eco responde: "Euuuuu".
Então, o reflexo escuro se repete, se quadricula e, depois, torna-se parte da luz que ilumina a vida. Minha humanidade depende do meu espírito aventureiro, meu ser que se joga no mar sem olhar para trás, pois o mundo é um ponto de interação e interpretação nas vastas linhas do tempo.
Vemos aglomerados de estrelas, vemos vida e morte, mas ainda sequer saímos do lugar. Vemos a vida brotar até no asfalto quente ou no deserto mais frio e quente que se possa imaginar. Imagina a vastidão do universo... Somos grãos de areia que ganharam consciência e contradições no crepúsculo de outras eras. Eras contemporâneas de seres que habitavam o cosmos sem questionar: por que existir dentro de um contexto maior e mais amplo?
Então a alma pairou. Temos a certeza que a humanidade mudou. Dentro da sopa primordial, éramos células que apenas queriam viver diante da adversidade do mundo. O espelho dentro de nós gritou: existir é a pura verdade que escorre entre o desespero de nossas expectativas, enquanto a luz contempla nossos atos na imensidão do universo.
Voamos no espaço sideral e gritamos ao vácuo: "Existimos!". Os alienígenas: "Credo... Vamos fingir que não vimos nem ouvimos".
Tocamos a Lua com a imaginação de séculos. E, quando lá chegamos, vimos a nós mesmos na escuridão do universo, olhando para a Terra como um mero ponto. Resgatamos a essência do espírito, encontramos a fé e voltamos para casa. Fechamos as portas. Depois de 50 anos, voltamos para ver o que esquecemos no espaço.
Por Celso Roberto Nadilo
Um pássaro na imensidão de nossas almas sendo a voz da resiliência.
