Pessoas Boas Dormem bem
“Certa noite, eu estava dormindo, e no sono, estava sonhando, então, acordei e pensei; será que acordei ou ainda continuo sonhando?”
Dormi o sono da esperança, e o dia me nasceu cheio de alumbramentos, de idéias doces, e um sol cálido.
E Deus nasceu comigo. Percebi isso pelos bons pensamentos, pela coragem, pela alegria esparramada por todos os lados.
Se o meu trabalho se realizasse durante o meu sono, certamente dormiria mais, para que quando eu acordasse minhas tarefas já estariam bem mais adiantadas.
....e ele dorme um sono tão lindo, tão puro, tão justo de quem é inocente, seguro e sábio...algumas vezes transmite tranquilidade e outras deixa entender que continua a brincar, só que agora com os anjos....vou dormir com ele! Boa noite!!!!!
Já é madrugada...
E nada sei o que pensar.
Pois em mim o sono desaba...
E vou dormir esperando...
Que contigo eu possa sonhar!
Te tenho hoje aqui...
Dormitando entre meus braços com olhos pesados de orgulho...
É apenas sono...
É apenas saudade...
Não me acorde...
Quero dormir todo sono acumulado
Deixe-me de fantasia
Quero acordar e lembrar que
Minha noite valeu à pena.
Sentia sono, mas não queria dormir. Preferia torturar-se um pouco mais na tormenta da realidade, no caos dos pensamentos, na confusão do presente.
Tinha o sono como um sedativo, e estava precisando aplicar, pois seu machucado "almático" estava começando a doer. Mas o mais incrível e contraditório é que queria que doesse, que apertasse, para ter que chorar, ter que sofrer um pouco.
Dorme... seu sono sossegado.
Há paz por todo lado.
Dorme há paz... eu asseguro:
do meu lado, você está seguro.
Dorme, não tenha medo do escuro.
O mundo lá fora gira, gira e gira.
Você aqui dentro dorme... e respira.
Não há ladrões!
Sonha, seu sonho está seguro...
Amanhã se tornará realidade...
A manhã trará claridade...
Eu asseguro!
Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem alguém tropeçar.
Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.
Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido.
Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração.
Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
Eu podia estar dormindo, mas você me tira o sono as memórias me tiram o sono, e ao invés de dormir eu fico com meu papel e caneta na madrugada escrevendo textos ridículos que ninguém vai ler.
E eu estou aqui sob efeito do remédio, lutando contra o sono – já que dormi a tarde inteira e continuo com sono -, e lembrando de mim há meses atrás. Na verdade, estou sentindo uma saudade insuportável da peça que faltava no meu quebra cabeças, da metade da minha laranja, da cutícula da minha unha, dessa minha metade toda amor que me fez a pessoa mais feliz do mundo.
Eu me lembrei de mim, lembrei das minhas filosofias – aquelas que eu criava sobre tudo e qualquer coisa que pudesse fazer o ser humano sentir qualquer coisa -, lembrei das muitas vezes que achei que amar era só conseguir ver, e desamar era só não ver mais. Lembrei de como sempre foi fácil pra mim largar tudo e seguir outro rumo, jogar tudo pro alto sem me importar se iria voltar ou não. Simplesmente virar as costas e esquecer de tudo. Deixar tudo guardado num baú que eu abriria num dia chuvoso, onde eu não teria nada pra fazer além de rever umas fotografias e reler algumas cartas, tomando um chocolate quente debaixo de um edredon qualquer. Eu sempre fui de esquecer das pessoas com tanta facilidade. Não que eu não amava, que eu não me importava, mas eu sinto que fui treinada – mesmo que inconscientemente – a descer do trem e deixar que as pessoas que eu amo continuem nele. Fui treinada a descer do trem sem olhar pra trás, parar na estação, observar o trem ir embora e não sentir dor. Eu sempre soube que passaria outro trem, e eu conheceria outros que me fariam felizes, de maneiras diferentes, mas me fariam.
E depois, quando o vazio da saudade batia, eu olhava o céu, suspirava, colocava o vazio no bolso e ia ouvir uma sinfonia, assistir um filme ou ler um bom livro. E seguia. Sempre segui. Sempre segui achando que jamais encontraria um olhar que me faria ficar no trem, que faria todos os meus caminhos me encaminharem pra um único lugar. Sempre segui achando que jamais seria pouco dizer que amo, que quero, que preciso, que desejo. Segui jamais imaginando que seria tão pouco qualquer palavra perto do que eu fosse sentir.
Você foi lindo comigo. Lindo, mesmo distante e tão perto. Me estudou e sabia exatamente que qualquer surto que eu pudesse ter era um sinal de que eu estava reagindo, de que eu estava me aproximando de tudo de novo. Aquelas inúmeras vezes que você me olhou quase sorrindo, me curaram e me fizeram sonhar que um dia nosso encontro iria acontecer inteiro.
E eu deixei de buscar em filmes, músicas, livros e bonsais aquele certo tipo de consolo que eu jamais encontrei. E eu voltei a ter o gosto doce de menina romântica, e aquele gosto ácido de mulher moderna.
Fazia tempo que eu não parava pra escrever qualquer coisa, ouvindo uma boa música.
Estou pensando em você. Eu penso, repenso e trepenso em você. E eu apenas fecho os olhos, e te sinto mais perto. Bem perto. Cheirando o meu cabelo e sussurrando que me ama, e que eu tô linda mesmo com os olhos inchados e com o nariz vermelho depois de tanto chorar de saudade.
“Você deita na cama para dormir, mas não dorme. Não dorme porque sua imaginação é maior que teu sono. Não dorme porque você fica criando cenas que provavelmente, não vão acontecer. Não dorme porque as lembranças te perturbam. Não dorme porque você deita na cama pra imaginar, e não para dormir.”
(Pedro Pinheiro.)
Poema Pré-Sono (Antes De Dormir)
Meus pés estão gelados.
Fecho os olhos.
Lembro de você.
Respiro.
Meu coração bate.
O sangue corre.
As veias incham.
Os pulsos pulsam.
As feridas ardem.
Dói(-me)...
(me)Corrói.
Fecho as mãos.
Encolho minhas pernas.
Transpiro.
Sinto velhas cicatrizes.
Sangro por dentro.
Os olhos piscam.
O ponteiro do relógio
Grita alto o passar do tempo.
Meus pés já estão quentes.
Preciso dormir...
O sono não anda querendo me agradar.
Parece que está com medo de me acalentar...
Necessidade...verdade.
