Peso
MALA CERRADA
Abandonada no canto
Mala fechada
Quieta, calada
Por onde andaste
Alegrias e prantos
Asas cansadas
Casco judiado
Hora e outra
Voltas ao pago
Porto seguro
Remenda os estragos
Descarrega os excessos
Mede o necessário
Acomoda carinho
Ao que tem importância
Infeliz na ganância
Leveza de infância
Volta teu rumo
Carrega esperança
Repleta ou vazia
Depende o momento
Sopesas destino
Tendes temperança
Rota sinuosa
Concessão de uma dança
Entregue-se a alguém
Que faz diferença
Balanciando as cargas
Mudando de ritmo
Nesse compasso
Surprendente da vida
Mais comedida
Ou mais atrevida
Estando parada
Não troca a estação
Que te firmem as mãos
Cerradas no peito
Aceitando teu jeito
Idas e vindas
Explosão de emoção:
Alma que brinda!!!
O amor é demonstrado desde os pequenos atos, não como um peso, mas com um sentimento grato por poder provar o quão grande é o apreço por quem tem um forte significado.
São momentos muito inusitados quando se consegue superar certos limites, medos e outros obstáculos inconvenientes, algo que não ocorre do nada, sem um sentido, requerem um mínimo de esforço a partir de um propósito imprescindível, de preferência, um que seja próprio e não imposto pelos outros, já que cada um tem um caminho específico para seguir e esquecer disso pode ser bastante desastroso.
A raridade deste tipo de ocorrência não é de todo mal, tendo em vista que pode intensificar o sabor da superação e com certeza, ocorre no tempo exato, não adianta pressa, porém, a determinação é indispensável, sendo uma das partes mais significantes para se alcançar uma imensurável compensação, que está muito longe de vim fácil, entretanto, faz valer a pena tudo aquilo que foi enfrentado entre desafios e incertezas.
Durante a sua trajetória, algumas superações são possíveis, uma diferente da outra, às vezes, terão a participação de pessoas maravilhosas, próximas ou desconhecidas, que ajudarão da melhor forma possível, mas também haverá aquelas que será preciso alcançá-las humanamente sozinho, um ímpeto de lobo solitário, conflitos internos, sensações de vazio, onde o foco, fé, suor serão profusamente necessários.
Pode custar um alto preço para ser felizmente compensado, o que é de se esperar, desde que não custe a sua integridade, nem venha a atrapalhar a vida de outrem, sendo prudente lembrar que ainda que tenha a sensação de estar só, Deus estará sempre guardando o seu caminhar, motivando a não desistir e sim a continuar, nutrindo a força da sua coragem de lutar, superando as muitas dificuldades que possam vir para desmotivar.
Portanto, continue no seu processo, não se esqueça do Senhor, faça o que estiver ao seu alcance, tudo corrobora para o tão querido resultado, mantenha o respeito por si mesmo e pelos demais, pois no fim das contas, todos temos as nossas lutas particulares, a necessidade antiga ou recente, muito expressiva de superar algum entrave, cujo peso do fardo não é sensato comparar, pelo menos, não na sua totalidade.
O que muitas vezes parecia um peso no caminho. Que amolava. Podia ser uma grande benção se enxergasse com o coração. Amor. Solidariedade.
“... E, então, sentindo-se livre. Iludido. Tudo voltou a ser como era antes. Pois, outros fardos surgiram.”
Sem o amor cristão. Tudo se torna pesado.
Como as teias da arranha, consegue sustentar o próprio peso, assim é o seu paradgma, consegue lhe segurar de progredir, a mais do que pensa.
A alma que peca é um peso morto para o corpo, um curto circuito para a mente e um veneno para o coração.
Essa imagem no espelho que sou eu
Ninguém além de mim será
Eu vi as veias saltadas na minha testa
Como um grito, saindo da minha cabeça
Eu parecia má, mas insisti em me olhar
Corra criança, vá brincar!
Esqueça o que eles dizem
Só existe no seu caminho o que nele aparecer
Como o nascer do sol
E a estrela que brilha toda noite, mais forte do que a fumaça da cidade
Ela é como você, solitária na luz
Vá para lá, onde miséria não te alcança
Mas corre criança, atrás de você vem o tempo
E a morte para te alcançar
A vida é pega-pega
Uma hora se cansa, se deita e o jogo encerra
Que linda forma de se fazer justiça!
Não restar nada de nós, acabar a vida!
Pega sua fé e guarda
Como as palavras que não existem
Lembra sempre do infinito, e não se esqueça de dormir
Amanhã tem mais
Mesmo sem ter nada
Tendo muito...
Quanto cabe em um dia comum?
Quem leva a sua própria cruz já está determinando que o seu peso será reduzido à medida que andar com o Mestre Jesus.
Nos ombros há um duro fardo do peso da alma que passou pelo sofrimento e aprendeu as lições da vida.
Grandes chamadas e advertências divinas acontecem em nossos dias como sinais das desgraças que provêm do peso pecaminoso dos corações humanos.
Desfaça do peso de seus fracassos e de um passado sem conhecimentos, antes que eles estraguem o seu futuro, repetindo os mesmos velhos hábitos e costumes.
O peso do amor não entregue
Era uma vez...
Uma vez, em um ano qualquer, nasceu uma menina cujo sonho era físico e distante — e o sonho do seu coração, quase impossível.
Seu coração desejava, quase que desesperadamente, ser amado por alguém de verdade, pois aquele coração tinha muito amor para dar, e ele não aguentava o peso de tanto sentimento.
Ele só queria distribuir.
Mas o cérebro da menina não permitia.
Precisava ser a pessoa certa — ou, pelo menos, alguém que não fosse superficial, como o tempo em que ela vivia.
E, pelo menos até hoje, ela não teve um "felizes para sempre". Ainda não.
E, sinceramente, não sei se terá.
Talvez, um "feliz para sempre"... sozinha.
A decepção surge na vida do indivíduo de caráter,quando acredita que o outro possui a mesma qualidade.
Mas, ao se deparar com a realidade, descobre que a confiança pode ser um fardo,
e a desilusão, um peso na alma.
Peso morto
Pasto sem gado
Tesouro sem ouro
Vida Severina
Nem tudo é rima.
Beleza sem nobreza
Destreza na tristeza
Palavra sem certeza
Completa pequeneza.
Criado nem sempre é mudo
Guarda-sol que guarda a chuva
Molha mas não inunda
Não tem lógica, barafunda.
Pobreza eterna
Olhos profundos
Observação deletéria
Sentimento imundo.
Ave que não voa
Cigarro apagado
Bebida sem álcool
Superficialidade no palco.
Grito rouco
Pele e osso
Noite esquecida
Regateando a vida.
O Peso Invisível
✍ Por Diane Leite
Dizem que o home office foi a grande revolução do trabalho. Dizem que agora podemos conciliar tudo – carreira, filhos, casa, sonhos, ambições. Dizem que podemos trabalhar no conforto do lar, produzir enquanto assistimos ao crescimento dos nossos filhos. Dizem tantas coisas…
Mas ninguém diz a verdade.
Ninguém fala sobre as palavras interrompidas, sobre o cursor piscando na tela enquanto uma voz infantil chama sem parar: “Mamãe, mamãe, mamãe…” Ninguém menciona o caos mental de tentar responder um e-mail enquanto alguém puxa sua blusa pedindo atenção. Ninguém fala sobre a raiva silenciosa de tentar construir um futuro enquanto mãos pequenas tentam te puxar para o passado – para aquele tempo em que você era apenas mãe, apenas colo, apenas entrega.
O mundo aplaude pais que trabalham de casa, admirando sua dedicação e equilíbrio. Mas quando é a mãe que tenta, o que ela encontra? Um labirinto sem saída.
Ela tenta negociar, tenta explicar.
"Filho, me dá só mais meia hora e depois a gente brinca."
"Mamãe está ocupada agora, mas depois vamos ver seu desenho favorito juntos."
"Por favor, me deixa terminar isso, é importante."
Mas as crianças não entendem tempo. Elas entendem presença. E quando percebem que a mãe está ali, mas não está, insistem, persistem, exigem. Querem tudo. Querem agora.
E a mãe?
A mãe não está frustrada porque não ama o filho. Não está frustrada porque não quer estar ali. Ela está frustrada porque precisa pagar as contas. Porque precisa trabalhar para sustentar o filho que, ironicamente, é quem a impede de trabalhar.
E o pior: a criança não entende.
Ela não sabe que aquela mãe exausta que pede “só mais um minutinho” está tentando garantir um futuro para ela. Não sabe que, enquanto brinca distraída, aquela mãe está planejando, negociando, buscando um jeito de fazer tudo funcionar.
A mãe engole a raiva. Engole o cansaço. Engole o grito que quer sair.
Porque o mundo já a ensinou que mães não devem sentir raiva dos próprios filhos.
Porque o mundo já a convenceu de que esse é o seu papel e que reclamar é ingratidão.
Mas lá dentro, um vulcão silencioso se forma.
Não é culpa.
Não é medo.
É frustração.
Porque enquanto o pai seguiu sua vida, ela parou. Enquanto ele construiu, ela segurou tudo sozinha. Enquanto ele dormiu tranquilo, ela ficou noites em claro, estudando terapias, pesquisando tratamentos, garantindo que aquele ser pequeno e frágil tivesse um futuro.
Agora que o filho cresceu e que ela finalmente tenta respirar, tudo parece puxá-la de volta para aquele tempo de doação total. O tempo que parecia ter ficado para trás, mas ainda vive dentro dela.
Ela sente raiva porque percebe que ninguém vai dar esse espaço a ela. Ela terá que tomar esse espaço.
Mas ninguém ensina como.
E então ela segue, tentando negociar, tentando encontrar um pedaço de tempo entre as exigências do dia.
O cursor ainda pisca na tela.
Os e-mails ainda esperam.
Os sonhos ainda querem nascer.
Mas há um peso invisível sobre seus ombros.
O peso de ser mãe e ser mulher ao mesmo tempo.
O peso de carregar tudo enquanto o mundo finge que não vê.
Mas ela vê.
Ela sente.
E um dia, de algum jeito, ela vai conseguir respirar de verdade.
E não pedirá mais desculpas por isso.
Diane Leite
