Pés Descalços
quem está no poder?
não é os pés descalços,
não é as mãos só calos,
simplesmente é o senhorio,
é a altives e a soberba,
todo dia pão na mesa.
e os ricos sempre e cada vez mais ricos,
e os pobres sempre e cada vez mais pobres.
olha o pobre:
e ele sente fome,
e ele sente dor,
e ele sente frio
e ele só tem Deus e a vida.
Serei sempre a miúda de pés descalços, adornada pelo tapete de folhas soltas dos campos, tocando notas de viola para as límpidas e grandiosas nuvens do céu.
É na Essência da vida que me vejo !
Na simplicidade
dos pés descalços
no riso constante
no cabelo ao vento
no me doar a bons sentimentos
no acolher de puros amigos
no bordado de virtudes
no absorver de plenitude ...
Aqui não me cabe mais
desafeto ,desamor e falta de paz !
Aprendi que a vida
só pode ser bonita ...
Quando quando nos propomos
a apagar toda ferida
Fazemos o bem
E enxergamos
o lado puro do Ser .
De nada adianta viver
por simplesmente viver .
Estar por estar
Querer sem merecer ...
Não me absorvo mais
a inveja
a maldade
e a escuridão
desse mundo !
Me contento
e sinto-me plena
apenas ...
Quando mergulho fundo
na vastidão da beleza
e grandeza d'Alma que
se transborda lá do fundo !
Sinto necessidade de ficar em silêncio. Então deixe-me sonhar como criança, andar de pés descalços e sentir os pés úmidos do orvalho da manhã. Deixa o tempo me levar, sem cobranças, sem “certos” e “errados”. Quero colher abraços desajeitados, brincar com a idade, sentar na areia e ver o pôr do sol e ali deitar e permanecer até o nascer das estrelas. E assim quero cantar, dançar e quem sabe voar ..... apenas sinto necessidade!
UM PÉ DE QUE?
Era uma vez um pé de chinelo...
Que vivia andando pelo mundo, com os pés descalços...
Quando criança adorava assistir os desenhos do pé de pano...
Sonhava ser um pé valsa...
Certo dia, ele estava comendo um pé de moleque...
E, sem querer, esbarrou num pé de cana...
O pinguço deu-lhe uma tapa no pé do ouvido...
E um pontapé no traseiro...
Então ele decidiu que não seria mais um pé rapado...
Deu no pé daquele lugar...
Resolveu fazer seu pé de meia...
Parar de enfiar o pé na jaca...
Deixar de meter os pés pelas mãos...
Plantou um pé de laranja...
Depois, mais um pé...
E outro pé...
E assim foi indo...
Plantou dezenas de pés...
E quando algo parecia dar errado...
Ele batia o pé...
Dava um pontapé nos problemas...
Botava o pé na lama se fosse preciso...
Sempre mantinha os pés no chão...
E, sem pisar em ninguém...
Colocava o pé na estrada atrás dos seus objetivos...
Atravessou mares usando pés de pato...
E quando ele ficou velho, e já não conseguia mais andar a pé...
Lembrou-se de quantos pregos teve que arrancar do coração, usando um pé de cabra...
Diz a lenda que quando ele já estava com muitos pés de galinha...
Já quase com o pé na cova...
Sentou-se ao pé de uma montanha...
E ficou o resto da vida olhando para seus pés de laranja...
Com a certeza de que seus pés o levaram para o caminho que ele escolheu...
Que o limpo se limpe ainda mais ! que o sujo se suje mais...
Que os pés descalços não se suje caminhando nos bairros nobres...os sujos compram assas é não são ANJOS , voam sem saber voar ... acham que saíram do fundo do poço ... os pés descalços voam certo em direção a o alto , são levados por anjos de DEUS .
Viver com os pés descalços, passeando pelas areias da praia e com pensamentos esvoaçantes, com a cabeça na Lua, podem não te levar à riqueza, mas, tenho certeza, farão de você uma pessoa muito mais feliz!
Pedro Marcos
Abrindo os olhos, com lentidão além do normal, andava pelas ruas, os pés descalços deixavam leves marcas pelo caminho que passava.
Ela estava molhada, não se sabia de onde tanta água surgia pois ela nunca parava de fluir.
A sua volta, um lugar vazio, nada a vista. Não existia cores por onde ela passava, não existia um alma a sua volta. Não existia nem mesmo uma briza.
Nada a tocava, nada ela sentia, nem mesmo a abalava. Era um mundo a sua volta, carros, pessoas falando em cada parte daquele mundo vazio, algo do qual ela parecia imune.
O caminho não se findava, seus pé já estavam cansados, já era hora, ela precisava descansar.
Foi então que ela viu, o fim da estrada ela havia alcançado, parecia que o mundo havia chegado ao seu fim e tudo o que ela precisava fazer era pular.
Então ela pulou, no inicio era só o vazio, novamente nada a tocava, nada mexia consigo além daquela sensação quase prazerosa da queda.
Finalmente ela pararia de não sentir nada, seria o momento perfeito que ela finalmente sentia alfo dentro de si. Algo incomodo, porém já era algo. Algo que a fazia se sentir calmamente bem.
O aguardo não durou muito, o impacto trouxe ela de volta ao mundo que sempre havia visto, o mundo que conhecia tão bem. As imagens passeavam a sua volta como em um filme pobre e deprimente de cores gastas, mas eram as imagens que a traziam para o momento perfeito. Um afago, o abraço, o colo e o cheiro! Enfim um beijo, um calor, um frio e um vazio. Letras a rodeavam, notas chegavam em seus ouvidos, melodias que ela não se lembrava quando, nem onde, mas sabia que já havia ouvido. Ah... ela conhecia bem aquele mundo, era lá onde ela guardava tudo o que programava para si, mas não expunha ao mundo.
Ali, diante de tudo ela voltou a cair, o chão se abria para ela e novamente ela se deixava levar pela sensação da queda. Porém agora a sensação se esvaia, como a água que sai das mãos de alguém em um ato desesperador para matar uma longa sede. Então, acordando mais uma vez ela viu-se novamente do lugar que nem parecia ter saído. Todos a olhavam como se esperassem algo a ser dito, ela sabia daquilo, estava acostumada. Era fácil enganá-los. Com um gesto robótico, ela sorriu, suas bochechas se elevaram levemente, seus olhos se tornaram tão pequenos que mal parecia que ela enxergava algo. Ela sabia que só assim eles parariam de olhar para ela daquela forma... e quando lhe perguntava a tipica pergunta que a perturbava a cada letra dita, ela simplesmente respondia:
I'M FINE
Menino do interior
Deixe-me de pés descalços sentindo a argila entre os dedos.
Quero apenas jogar futebol com os amigos sem pensar em ganhar milhões.
Não me importo com as mãos sujas na terra preta, o importante é que sou um bom motorista de carro feito de lata.
Deixe-me sentir o vento batendo no rosto e encher meu peito de ar puro, que vem temperado com o cheiro de flores e mato molhado.
Os meus ouvidos querem apenas ouvir as árvores balançando e dançando ao vento.
Quero ouvir o lindo canto dos pássaros.
Deixe-me correr, correr até cansar, até se me molhar de suor.
Depois me refrescar ao mergulhar nas águas límpidas de um rio aqui perto.
Deixe-me sentir o sol.
Sei que está chovendo, então vou dançar na chuva, pular, correr, deitar e rolar, para chegar em casa todo molhado, receber uma reclamação e até uma surra, mas depois vou tomar um chá que mamãe preparou para eu não resfriar.
Agora, deixe-me dormir, porque amanhã ao acordar não tenho nada com o que me preocupar a não ser brincar.
Deixe-me sonhar, sei que não é possível fazer o tempo voltar, mas posso dizer: Tudo isso eu já fiz, porque fui criança no interior.
Sem nada
Eu caminho com os pés descalços na areia da praia
Pensando sobre a vida e as coisas que não valem nada
Cheguei a conclusão que estou sozinho no mundo
Estão tudo e todos tão longe de mim
Não tenho amor próprio, só tenho ódio e muito mau gosto.
Eu quero viver, eu quero morrer, mas no final quero mesmo é sobreviver...
"Eu ando com os pés descalços no caminho espinhoso, mas parece-me bom que o caminho tenha espinhos, só então saberei pisar no lugar certo.
Wagne Calixto ✍️📖
Pés Descalços
Com os pés descalços caminho pela vida,
no decorrer deste caminho, tropeço.
Mas me levanto na confiança de que não cairei mais.
Com garra faço com que a vida seja mais leve.
Respiro fundo e volto a caminhar,
e assim começo a sonhar, sonhar meus sonhos,
deixo rolar minhas lágrimas,
brotar sentimentos que me façam feliz!
Olho no horizonte e vejo quantas experiências ainda tenho para viver, sinto um grande alivio e assim,
com os pés descalços, continuo a caminhar pela vida!
Um abraço apertado
Um baião bem riscado
Pés descalços na terra
Felicidade eterna
Coração ta lacrado
Delimitado em VC
Extreitando o espaço
Querendo dançar com VC
Insta: @li.fer.nanda
As coisas simples nos colocam
de pés descalços no chão...
Sentindo a ardência do dia,
o cheiro da magia, a explosão
de toda a natureza em nosso coração.
.................shell
Brota de mim o tempo, o mesmo que passa como o vento,
e permite voar com os pés descalços sobre o tapete colorido das belas asas dos sentimentos.
(...)hoje só quero colher perfume!
Pés descalços...
E sonhos suaves.
Hoje quero asas...
Preciso visitar o infinito de mim!
Miséria social,
não são os
pés descalços
que carregam...
Valores corruptos
e corruptíveis...
Degradação moral.
Cada geração
comporta
a própria
elegância
que a essência
da vida
não previa...
E cada pessoa
traz em si
a semente
que germina
e culmina
nos frutos
do mal...
Duas estradas paralelas talvez nunca se encontrem, mas bastam dois pés descalços para criar uma trilha entre elas.
Colocar os pés descalços no chão bruto sem interferência é um novo momento, é redescobrir-se em meio à falta de autoconhecimento que permeia nossos relacionamentos. É renovar as energias com a natureza, é sentir o criador através da criação, é libertar-se da prisão de barreiras que há entre o realmente importante e o simples desconcertante que toca a alma.
