Permanecer em Silencio
"O silêncio que invade meu corpo fazendo tudo parar a minha volta, sinto o coração bater tão rápido que em certos momentos entra em completa sintonia com o motor que eleva a adrenalina a ponto de dar a vida pela vitória, buscando a cada segundo uma forma de vencer quaisquer obstáculo que venha aparecer frente a mim..nunca esquecendo da humildade e a determinação, ideais que formam a minha ideologia."
Espero-te no silêncio do teu admormecer, na calma dos teus olhos e no sorrir do teu acordar, esteja a lembrança de quem nao esquece. Beijos
O silêncio é uma tortura. Alguma coisa se perdeu
você já não me olha como antes com ternura, só falta me dizer adeus.
Adeus!
Marisa Monte
Quando se faz um "deserto", ou seja, um tempo forte dedicado a Deus (em silêncio, solidão), pode-se sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito.
Descobri que para buscar a fé que tudo suplanta, deveria reduzir a silêncio a minha mente quando ela tentasse se rebelar e abandonar-me na fé.
Que a chuva me traga sempre teu cheiro, o brilho enigmático do teu olhar, o silêncio das palavras guardadas, contidas em você e que a água escorra em mim como se fosse tu molhando meu corpo !
O amigo do forte silêncio, o pensamento na mente e as palavras, o que é ruim se cala, purifica o seu caminho e sua alma!
Amemo-nos
Amemo-nos no silêncio externo
Nos gritos dos desejos interno
O que se assemelha a sede no deserto
Amemo-nos pelas palavras não ditas líquidas nos lábios
Pelos desejos lascivo em ebulição
Entre olhares escorregadios de pensamentos hábil
Quanto o aroma exacerbado do feromônio da tentação
Amemo-nos, pois já somos servos da paixão
Porque é mais vasto o pensar e o sonho que nos elabora
Permita-nos sem demora
Amemo-nos, pois só assim nós nos existiremos
Neste tempo pouco ameno, nos amemos
Mesmo porque as almas tem sintonia e isso é tudo que sabemos
Noutros tempos mais sinceros, que nunca nos esqueceremos.
Mãos que deslizam sobre a pele,
Olhos que se consomem em silêncio,
Corpos que se entendem
Quando as cores finalmente se misturam
Na ápice do desespero, onde você só tem o silêncio como resposta, o coração grita e não sai som algum - ninguém te ouve - nada muda.
Deitar-me e ir a um profundo inesgotável escuro. Aonde apenas o silêncio alimente minh'alma. Na profundeza da mais sincera lagrima, quero ficar em estaze dentro do meu mundo particular.
Calar-me e omitir a dor que me foi causada, permitindo que fosse avassalador em minha razão e deixando vulnerável a decepções o meu coração. Por gostar de quem não se deve
Ricardo Cabús
Silêncio
(Cacos Inconexos)
Não te perdoo
Por me frustrares
Silêncio
Te quero
No meu tempo
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
instantes
de silêncio
tantas coisas a dizer
ruídos
harmonizar
respirar
direcionando o pensamento
O silêncio
provoca desejo
desejo provoca intenção
Intenção gera ação
e reação
