Perigoso

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O poder jurídico é perigoso quando aquele que o exerce esquece que também está submetido àquilo que aplica.

O argumento mais perigoso é aquele que dispensa provas porque parece moralmente irresistível.

O poder que não precisa explicar suas decisões torna-se perigoso justamente porque deixa de prestar contas à razão.

Nada é mais perigoso que uma certeza quando ela encontra dinheiro, poder e uma plateia disposta a aplaudir.

Há momentos em que estar certo diante do poder é mais perigoso do que estar errado diante dos homens.

O fanatismo é particularmente perigoso quando encontra uma toga, uma farda ou uma lei.

O Direito torna-se perigoso quando passa a proteger certezas contra perguntas.

Não há nada mais mortal, perverso e perigoso do que o "amor cristão".
- Marcela Lobato

“O hábito mais perigoso é transformar opinião em identidade.”

“EstranhaMENTE, a MENTE mente e o pensamento mais perigoso talvez seja aquele que nunca precisou provar que era verdade.”

O absurdo se torna perigoso quando deixa de causar espanto e começa a causar costume.

Carlos Eduardo Balcarse

"O veneno mais perigoso é aquele servido em taça de amizade; quem trai a confiança de quem confia revela a pequenez da própria alma."

Qualquer gatilho de agressividade mesmo que transitório é perigoso, depois fica muito difícil para voltar a se habituar com a tranquilidade. Nada é mais curativo do que a paz.

É perigoso enganar a si mesmo. Deixamos isso para os políticos.

⁠Qualquer Deslize estando sob o escrutínio popular é muito perigoso, não porque o povo em sua maioria se considere infalível, mas por quase sempre não admitir a livre concorrência.


Vivemos um tempo bastante curioso — e, de certo modo, muito contraditório.


Nunca se falou tanto em liberdade de expressão, e, ao mesmo tempo, nunca se viu tanta vigilância sobre o que é dito, pensado ou sentido.


A praça pública deixou de ser um espaço de encontro para se tornar um tribunal permanente, onde cada palavra pode ser retirada de contexto, amplificada e transformada em sentença.


O problema não está apenas no erro — errar é inerente à condição humana —, mas na forma como lidamos com ele.


Há uma espécie de monopólio moral em disputa, como se apenas alguns poucos estivessem autorizados a falhar, rever, aprender e seguir adiante.


Aos demais, resta apenas a condenação imediata, quase sempre desproporcional, quase nunca reflexiva.


Talvez o que mais assuste não seja a crítica em si, que é necessária e saudável, mas a ausência de espaço para o contraditório honesto.


Não se trata mais de dialogar, mas de vencer; não de compreender, mas de expor; não de construir, mas de demolir.


A intolerância moderna não grita — ela aponta, rotula e descarta.


E assim, pouco a pouco, vamos nos tornando mais cautelosos, menos autênticos, mais silenciosos…


Não por falta de ideias, mas por medo das consequências.


O pensamento deixa de ser livre não quando é proibido, mas quando se torna perigoso demais exercê-lo.


Talvez seja hora de reaprender algo simples e profundamente humano: ninguém é definitivo.


Somos todos versões em construção, sujeitos a revisões, quedas e recomeços.


Admitir isso não nos torna frágeis — nos torna possíveis.


Porque, no fim das contas, uma sociedade que não tolera o erro também não sabe reconhecer o acerto.


E sem essa medida, tudo se perde: o senso, o equilíbrio e, sobretudo, a própria humanidade.

É perigoso o resto do mundo acabar e sobrar só o Brasil… Para cada maluco aparece um maluco e meio.


E talvez o mais inquietante não seja a quantidade de “malucos”, mas a naturalidade com que nos acostumamos a eles.


Aqui, o absurdo já não pede licença — ele entra, se espalha pelo chão ou senta no sofá, opina sobre tudo e ainda ganha plateia.


O exagero vira folclore, o delírio vira narrativa, e, quando percebemos, já estamos rindo do que antes deveria causar silêncio.


O Brasil tem essa estranha capacidade de transformar tensão em piada, crise em meme, tragédia em comentário espirituoso.


É um mecanismo de defesa, sem dúvida — mas também pode ser uma anestesia muito perigosa.


Porque quando tudo parece ridículo demais para ser levado a sério, a gente corre o risco de não levar mais nada a sério.


E nesse terreno fértil, onde o improvável brota fácil, cada voz dissonante encontra eco.


Não importa o quão desconectada da realidade ela seja — sempre haverá alguém disposto a amplificá-la, a reinventá-la, a levá-la um passo além.


Um maluco nunca anda só; ele é sempre o início de uma pequena multidão ainda em formação.


Talvez o verdadeiro risco não seja “sobrar só o Brasil”, mas sobrar um Brasil que já não estranha mais o que deveria estranhar.


Um país onde o espanto foi substituído pela ironia permanente, e a crítica deu lugar ao entretenimento.


Porque, no fim, quando tudo vira espetáculo, até o caos encontra aplauso.


E aí, o problema já não é quantos “malucos” existem — é quantos de nós ainda conseguem reconhecer que algo saiu do lugar.⁠

O mundo se torna mais perigoso na medida em que as pessoas deixam de pensar por conta própria e aceitam que outros decidam seus destinos. A preguiça de pensar é fator de ruína.

Acreditar em um vício muitas vezes pode ser mais perigoso do que de fato tê-lo.

Inserida por murdomortem

Mulher desconfiada é um bicho perigoso. Se vocês, homens, não tem medo.. acho melhor começarem a ter. E não adianta entender os motivos, somos seres complexos mesmo. O cara te chama pra sair, te busca em casa, te leva no melhor restaurante, abre a porta do carro pra você, vocês tem uma noite incrível juntos, tudo saindo perfeitamente bem quando pinta aquele maldito ponto de interrogação na cabeça.... "Por quê será que ele tá fazendo isso tudo? Aposto que tá mal intencionado, deve tá achando que vai me levar pra cama, etc etc etc." Porque não adianta, a gente estranha mesmo se tá dando tudo muito certo, estamos acostumadas com grosserias, com homens (perdão, moleques) que te trocam por um videogame ou jogos idiotas de computador, e quando algo vai bem, quando aparece um homem de verdade, que sabe como te tratar, achamos que não somos capazes de merecer ou enfrentar uma situação dessas. Tem como entender? É claro que tem. Tudo que é muito bom, dá medo. Medo de que aquilo seja apenas ilusão ou coisa da nossa cabeça, medo de se magoar no caminho, medo de perder aquela pessoa tão especial por algum motivo estúpido, medo de não saber como encarar uma relação mais madura com um cara totalmente diferente do que se está acostumado. Enfim, medo. Ser feliz dá medo, mas a gente não vive em busca da tal felicidade? Ao invés de ocupar sua cabeça com perguntas, preocupe-se mais com as respostas. Tá te fazendo bem? É apenas isso que importa.

Inserida por carollinevieira

Se apaixonar é o esporte mais radical e perigoso da face da Terra.

Inserida por LuisJuunior