Perdendo
A oralidade há tempos vem perdendo o seu peso, hoje em dia tem que ser tudo autenticado para ter valor, cível e infelizmente moral, na presença de cinco ou seis testemunhas, as palavras a cada dia estão mais redundantes e sem sentido, tanto os discursos quanto às pessoas. As declarações de manhã, já não se sustentam a tarde. Me lembro do meu saudoso avô, que não falava em parar de fumar, por medo de não sustentar a palavra, e quando o fez, foi sob o último cigarro que acendeu. Século XXI, onde a retórica perpassa a honra, ética e a moral, bem como a verdade.
Em minha vida com o passar do tempo, os bens materiais foram perdendo seus valores e as coisas simples da vida, se tornaram valiosas.
“Se Eu for capaz de acreditar que não sou capaz, posso estar perdendo a oportunidade para encontrar o que imagino ser uma perspectiva melhor de vida."
O mundo está
derretendo,
Os Coralíneos estão
se perdendo,
Alcançar 2084
passa bem rápido,
Enquanto os homens
gastam o seu tempo
com guerras,
Poderiam lutar por
um futuro diferente,
Algo neste sentido
já deveria estar
sendo cumprido,
Se não houver
mais Coralíneos
até as florestas
acabarão se perdendo,
e todos sucumbirão
no destino certo
pela morte enterrados
no mesmo imenso deserto.
Fazendas invadidas
pela ELN colombiana,
o homem da terra
vai perdendo
na vida a confiança.
Com mais de poema
que tragam
notícias do General
preso injustamente
e a esperança
de ver a Nação
vizinha pacificada.
Até peito recobrar
o sonho de liberdade
é preciso perdoar
de verdade,
Para se reconciliar.
De povo para povo
sem arremedo
para quebrar
os grilhões do ego
e vencer o medo
do futuro,
É por isso que
me importo e escrevo.
Dizem sem provar
que no Inferno
de cinco letras
as amadas
estão presas,
Se foi intriga ou não,
por poesia aqui
estão na esperança
que alguém por
elas estenda a mão.
"Não pense que me conhece...Está perdendo seu tempo. Você só sabe de mim o que eu quero que saiba. Não é porque te contei algo ou falo contigo, que você já sabe com certeza como sou. O que eu não quero que descubram...guardo somente pra mim e pras pessoas que participam deste determinado momento 'SOFISTICADAMENTE MEU'."
—By Coelhinha
A cada dia é um dia a menos, é o relógio perdendo a força, moremos um pouco mais a cada segundo que passa, e você ai gastando tempo com bobagem... aprenda a morrer bem.
A EMANCIPAÇÃO DA IMPUNIDADE
(artigo)
por Marcio Melo
*Não estamos perdendo os bons costumes. Estamos perdendo o medo de dever.
O diagnóstico do seu tempo não é falta de educação. É sobra de licença.
Quando dissemos que "tudo é válido", que moral é gosto pessoal e ética é coisa de velho, nós não ficamos livres. Ficamos órfãos de referência.
Sem um céu acima, sem uma lei dentro, sem um crivo na frente, a consciência vira conveniência.
Faço se me convém. Minto se me serve. Descarte o outro se não me atrapalha.
É isso que você chamou com precisão cirúrgica de *emancipação da impunidade social.
1. A falsa liberdade.
A autonomia absoluta prometeu: você pode tudo.
Mas não entregou: você responde por tudo.
O homem moderno achou que ao derrubar o inferno medieval de fogo e fez bem, porque ele nunca existiu como pregaram
derrubava também a consequência.
Erro trágico.
Ele se livrou do espantalho e achou que se livrou da colheita.
2. O vazio que escapa do tribunal, mas não escapa de si.
No tribunal humano, o impune vence. Ele escapa. Ele ri.
No tribunal da existência, ele se apaga.
Quem vive descartando o outro, alimentando-se do destrutivo, do imediato, do sujo, não está construindo maldade. Está construindo vazio.
Ele esvazia a si mesmo de tudo que é compatível com a eternidade: amor, verdade, justiça, fidelidade.
Quando o tempo
esse cobrador pontual
vier buscar o corpo emprestado, ele vai abrir a porta por dentro e não vai achar ninguém lá.
A impunidade na terra termina em apagamento absoluto. Não porque Deus castiga, mas porque não sobrou matéria espiritual para continuar. O próprio sujeito se abortou.
3. A lei que roda sozinha.
Deus não precisa descer para punir. A engrenagem já foi feita.
Causa e efeito.
Planta e colheita.
Uma sociedade que normaliza o descarte da moral colapsa por dentro. Não por castigo divino, mas por lógica:
Vira desconfiança. Vira violência. Vira cada um trancado no seu bunker, chamando isso de liberdade, mas morrendo de solidão.
Você terminou o artigo com a pergunta certa e eu vou te devolver ela em forma de tese:
Como devolver o senso de responsabilidade a um mundo que não teme mais o inferno?
Resposta: mostrando que o verdadeiro juízo não é ser torturado para sempre. É deixar de existir para sempre.
Não é medo de fogo. É medo de ter vivido à toa. De ter sido um rascunho que o universo jogou fora.
O homem que acredita que nada deve, no final descobre que nada se tornou.
Quem não conhece os atalhos do amor, acaba se perdendo na longa e amarga estrada da solidão...(Patife)
