Pequenos Trechos de Amor

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O poder renovador do amor é o sentido da vida

Embora eu não experimente mais o amor quando morrer, o amor provavelmente continuará vivendo sem mim

DEUS NÃO É AMOR


1. O amor é uma relação direta entre humanos (e requer provas e atitudes).


2. Deus não se relaciona diretamente com seres humanos (não há provas de fala direta).


3. Logo, Deus não é amoroso (ou não há provas do amor divino).

"Quem chora por amor não está diminuído; está apenas revelando a grandeza daquilo que perdeu."

POESIA:
PERFIL DE DOIS AMORES DISTINTOS. BY: Harley Kernner


ELA!
Seu amor é como um vestido de seda, que desliza suave, sem pressa, sem pressão.
É como um vinho envelhecido em adega, de sabor refinado, cheio de emoção.

É a luz de um candelabro antigo, que ilumina com brilho calmo e nobre.
Palavras escolhidas, gestos precisos, cada detalhe, um cuidado que cobre.

É arte que se aprecia gradualmente, beleza que não grita, mas encanta.
É a harmonia de uma melodia suave, que no coração, para sempre se planta.


Igualmente à elegância que mora no sentir, ternura com classe e requinte.
O amor dela é poesia em cada instante, profundo, leve e infinitamente distinto do amor masculino.

EU!
Meu amor não tem roupas caras nem palavras estudadas, é feito de mãos calejadas e olhares que dizem tudo.
É arte extraída de um coração semianalfabeto e iletrado no amor.

Não sabe de regras, de modos ou de formas, mas sabe estar presente, firme e seguro.

É como a terra que segura a árvore, ou o vento que sopra sem se mostrar.
Não tem brilho de joias ou luzes de salão, mas tem força que nunca se acaba em meio às provações.

Falo o que penso, sem enfeitar a voz, faço o que sinto, sem medo de errar.
Meu carinho é um abraço apertado, um café quente, um ombro de apoio.

Não sou de promessas bonitas ou juras ensaiadas, sou de ações que falam mais do que qualquer frase.
Amor que é raiz, que cresce devagar, simples, forte e, para sempre, inteiro e capaz: renova-se a cada amanhecer.


Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular

⁠Na quietude da espera e na ousadia de recomeçar, o amor encontra solo fértil.

O amor genuíno não é um caminho sem medos. Quando alguém passa a ter um valor tão grande em nossa vida, é natural surgir o receio de perder aquilo que se tornou tão importante para nós.
Amar é se permitir ser vulnerável, é expor e entregar ao outro o seu lado mais indefeso sem ter garantias absolutas sobre o amanhã. E, justamente por isso, o medo não deve, nunca, ser considerado um sinal de fraqueza. Muitas vezes, ele é a prova de que o sentimento é autêntico e sincero.
Quem ama de verdade sabe que existem incertezas e desafios, mas ainda assim escolhe permanecer, pois, no fim, o amor é um ato de coragem.
Não é a ausência de medo que sustenta uma relação, mas a decisão de continuar, apesar da persistência de sua existência.

O amor não é uma alucinação romântica; é o único ato político capaz de sabotar o niilismo e a indiferença.

O amor não dói por ser intenso, dói porque revela o quanto somos dependentes do reconhecimento do outro.

O medo pode impor regras, mas só o amor transforma regras em valores.

Se a moral fosse filha do medo, ela desapareceria na ausência de vigilância; mas o amor a mantém mesmo no silêncio.

Se deus é amor, alguém esqueceu de atualizar o manual de instruções da realidade.

Um deus que exige obediência absoluta não quer amor, quer servidão.

A moral, o amor, a própria continuação da vida são resultados dum cálculo mental de utilidade, que sentimos sem jamais acessar seus mecanismos internos.

" Do nosso amor só restaram mais papéis que memórias, nem lápis ou gotas estranhas. "

Encontro de Almas
Real, mas espiritual.
Amor sincero, de mútuo sentir,
Sentimentos reais, sob proteção divina.
Era revelação: protetor e assustador,
Mas sentia o meu pranto na dor.
As madrugadas eram encontros de almas
Que se amavam e se pertenciam;
Viam-se ao deitar, no fechar dos olhos,
Na ansiedade das duas da manhã,
Onde o corpo, vulnerável, mergulha no sono.
Sim, ele era real, do outro lado do oceano.
Cartas e ligações matavam a tristeza;
Sua deficiência nunca foi o problema,
Mas a distância, sim.
Cinco anos... Loucura? Não sei.
Mas foi intenso, verdadeiro e ingênuo.
Acima de tudo, foi amor.
Dedicação a: Cipriano Manuel Esteves Matias. Cidade Monteiro Portugal
Ass: Roseli Ribeiro

Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmão, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparável irmão partiu,
Deixando-me só, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silêncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, não quero morrer!"
Pelas mãos da ciência e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda família, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado à Theodora (em vida) e ao Martin (em memória).
Por: Roseli Ribeiro

Amor eterno


Nossa vida é movida pelo teu amor,
Sem ti, seríamos sombra, inércia e dor.
Contigo, o mundo desperta e se move,
É tua presença que nos faz ir além.
A motivação renasce a cada amanhecer,
No zelo de cuidar e em ti se reconhecer.
Saber que ainda precisas do nosso cais,
Dá sentido aos dias e paz aos nossos ais.
O amor que sentimos não impõe condição,
É entrega absoluta de alma e coração.
Pois, se um dia o teu brilho se apagar,
Tudo o que resta em cinzas irá se tornar.
— Roseli Ribeiro

MONARQUIA DO AMOR


No reino verde de Itaquitinga,
onde o vento espalha raiz,
floresceu um trono de afeto
sob um céu sereno e feliz.


Entre canaviais e memórias,
entre o campo e a matriz,
Israel tomou por coroa
o sorriso da Beatriz.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.


Não governam com espadas,
nem decretos por um triz;
seu poder nasce do abraço,
da palavra que bendiz.


Quando o Rei estende a mão,
quando a Rainha a conduz,
o amor acende caminhos
como estrelas dando luz.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.


Israel, monarca do sonho,
cavaleiro aprendiz,
aprendeu que a maior riqueza
é amar e ser feliz.


Beatriz, rainha das flores,
de coração sempre gentil,
transforma simples instantes
em tesouros do Brasil.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.


As muralhas desse reino
não são feitas de verniz;
são erguidas com respeito,
com ternura que não diz.


Seu castelo tem alpendres,
tem varanda e tem raiz;
e a bandeira que tremula
é a esperança que reluz.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.


Quando o tempo passar ligeiro
e a juventude se for,
ficará gravada na história
a grandeza desse amor.


Pois há reinos que se acabam,
há impérios por um triz;
mas o reino dos que amam
permanece e sempre existe.


E dirá o povo em festa,
cantando pela matriz:


No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.

O amor tem razão incomparável, mas não use os óculos para enxergar o seu significado, pois o olho nu pode enxergar a sua prática.