Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
COISAS QUE UM AMIGO É...
Um amigo não é indelicado,
intrometido, mas quando
percebe o perigo, chama a tua atenção
e mostra o buraco em tua frente..
Um amigo nota a tua ausência
no banquete e no velório,
quando sente a tua falta
procura o mais rápido possível
saber a razão.
Um amigo não te liga para pedir favor
antes pergunta:
como está?
Posso te ajudar em alguma coisa?
Um amigo não concorda simplesmente
com todos os teus pontos de vista
discordando com respeito
não magoa o outro amigo.
Um amigo não é como um pai,
um amigo é pai e mãe,
irmão e companheiro em qualquer luta.
Um bom amigo se faz presente
em todas as horas, se alegra contigo,
festeja e chora.
Meu pai Herói.
Meu pai se chamava Heleno Francisco do Carmo, não tenho dele muitas lembranças, ele morreu quando eu tinha onze anos, contudo, guardo algumas lembranças, sobretudo da época em que ficou doente. Meu pai era um homem muito forte, um trabalhador exemplar. Era um lavrador, homem que cuida da terra, ele próprio tinha um pequeno pedaço de terra, por onde passava um riacho, terra fértil, onde plantava cana e milho e melancia. É disso que me lembro bem, também plantava bananas.
Não sei dizer se meu pai era um homem triste, se tinha crises existenciais, talvez fosse muito feliz, pois tinha uma bela família e uma linda esposa, honesta e trabalhadeira. Lembro-me da sua relação com minha mãe, eram felizes, combinavam em quase tudo, ambos desejavam que seus filhos estudassem para não serem analfabetos como eles eram. Meu pai era alto e moreno, tinha ombros largos como eu, era um homem bonito, mas não me recordo que alimentasse alguma vaidade nem vícios. Trabalhava incansavelmente para sustentar sua família, grande para os padrões atuais.
De domingo a domingo ele sempre repetia sua rotina; acordar cedo e ir ao trabalho, além de suas próprias lavouras, milho e feijão, ele ainda trabalhava de meia ou para outros produtores rurais. Meu pai era homem temente a Deus, pelo menos é essa a impressão que tenho até hoje, pois sempre ia à missa aos domingos de manhã, com toda família, mas ao voltar pra casa, logo depois do almoço, ia ao trabalho, cuidar de um pequeno e produtivo roçado, que ficava perto de casa, meu pai só retornava à noite com um feixe de cana nos ombros.
Éramos oito filhos, cinco homens e três mulheres, minha mãe ficou grávida de uma menina quando meu pai faleceu. Foram seis meses longos, a duração da doença fatal de meu pai. Meu pai nunca ficava doente, era como touro, todos os homens o invejavam por seu físico e por sua moral. Mas todo herói fatalmente sucumbe no final da epopeia. Meu pai tinha chagas desde adolescência. Fora picado por um barbeiro, na região onde foi criado esse inseto fez muitas vítimas, e a medicina não tinha os meios para prolongar a vida dos seus pacientes. Meu pai só veio manifestar os sintomas da doença aos quarenta anos, foi avassaladora sua enfermidade, em seis meses apenas ele veio a óbito.
Minha mãe foi uma guerreira e fez tudo que pôde e o que não pôde para salvar a vida do seu amado. Lembro-me com muita tristeza, de uma vez que eles voltaram de uma cidade próxima; aonde eles foram, em busca de uma nova forma de tratamento, mas não havia muito que fazer, meu pai estava com o coração muito comprometido, estava rejeitando os remédios, e não havia nenhuma esperança de cura ou de melhora, ele vivia muito cansado, e minha mãe passava longas noites ao seu lado. Nós éramos muito pequenos, mas já compreendíamos que nosso herói estava condenado à morte trágica. Logo se agravou seu quadro, minha mãe teve que o internar no hospital público de nossa cidade, onde foi bem cuidado, mas em poucos dias, ele já demonstrava fraqueza extrema, não se alimentava e as injeções que tomava não causavam mais nenhum efeito paliativo, então meu guerreiro pediu para morrer em casa, pedido que fora atendido pelos médicos dele, minha mãe o levou pra casa, mas meu velho não aguentou a pequena viagem de pouco menos de três quilômetros, faleceu nos braços de minha mãe dentro da ambulância.
Essa é mais uma das inúmeras tentativas que faço, para escrever sobre meu pai. Sei que daria um belo e humano romance, todavia nunca serei capaz de levar a cabo esse projeto, é doloroso demais para mim, pois a dor e o trauma da sua ausência em minha infância ainda são deveras penosos para mim.
Primeiro Bom Dia de Giovanna. 05/12/2015
Sou poeta, não acredito em anjos
nem em outras coisas da mesma seara
todavia, fui logrado pela divindade,
hoje, especialmente hoje,
por se tratar de um dia especial
em que acordei com vontade de dançar.
Contudo, sabemos nós, os filósofos céticos
das virtudes dos homens, e do amor das mulheres
que não há expressão maior de felicidade
do que a dança voluntária. Então, logo hoje,
eu ouvi a voz de um anjo, de um que já estava conosco
há algum tempo, mas que só sorria
e faziam suas traquinagens,
mesmo sem falar nos encantava a cada dia.
Pois bem, este belo e incomparável anjo
de cabelos ruivos e olhos negros, inebriantes,
resolveu hoje me dar uma prova de que a felicidade,
as virtudes dos homens, e até o amor das mulheres
são possíveis.
Ah, como são reais a partir de hoje para mim:
Giovanna falou pela primeira vez,
recebi sua gravação dizendo,
com voz meiga e perturbadora,
para mim que tanto a desejei,
ela disse sem nenhum embaraço:
" Bom dia Vovô"....
MORTE LEVE, NÃO DOLOROSA
Assim dizia um poeta,
este poeta que não era triste
nem viva sorrindo à toa
o poeta não era de muitos amigos,
tampouco de muitos amores.
Contudo, ao atingir a maturidade,
quando se viu saciado de dias
falou em uma conversa com Deus,
Deus esse que ele pouco incomodava
com suas necessidades de homem mortal.
Então disse o poeta, sem nenhum traço de melancolia:
Eu, de fato posso concluir com bastante satisfação
que a vida me foi agradável, até muito mais além
daquilo que eu desejava. Usufruiu de quase tudo
aquilo que é possível ao homem desfrutar:
tive filhos e esposa-amante.
Fui contemplado com o dom maior
reservado aos deuses entre os homens,
música e construção, poesia e espiritualidade,
fui pai e avô, usei com equilíbrio
tudo que dá prazer a carne e ao espírito.
Tive tempo e coragem para declarar meu amor
a quem de fato o merecia. Fui bom amigo,
marido dedicado e leal.
Fiz música e poesia para todos,
nunca calei diante da injustiça
em bora a tenha cometido em algum momento
por confusão mental e falta de critério..
Sempre tive coragem moral para defender minhas convicções
para pedir perdão e conceder a quem de mim necessitou,
creio que agora estou concluso, no verso e na prosa.
Então que a morte seja breve, embora leve não possa ser,
mas para mim não será dolorosa.
Evan do Carmo 13\12\19
"A verdade não necessita de lágrimas para convencer, a melhor maneira de dizê-la é acompanhada de um sorriso."
HÁ POESIA EM QUASE TUDO.
Há poesia em quase tudo,
só não há poesia no beijo
nem no corpo da mulher mal-amada
nem no choro da criança
faminta, abandonada.
Há poesia em quase tudo
só não há poesia na falta de carinho
da mãe pelo filho inesperado.
Há poesia em quase tudo
no encontro dos amantes
proibidos, no afago da língua
sobre a rosa, no breve adeus
do poeta desta vida.
Há poesia em quase tudo
menos na falta de amor
do homem pelo homem
e na falta de fé no amanhã.
Há poesia nos lírios dos campos
quando catam, no pôr do sol
amarelado, há poesia na chuva
de outono, mas falta poesia
na primavera do oriente.
Há poesia em quase tudo
menos na falta de amor
do homem pelo homem
e na falta de fé no amanhã.
EVAN HENRIQUE
Tenho filho mais que especial, não mais especial que os outros, mas especial por ser único, singular em seu modo de viver. Este filho que ainda me chama de paizinho apesar de ser um homem vigoroso e forte, com fibras morais que não herdou apenas de mim, foi a junção de duas almas ternamente apaixonadas que o formaram.
Ele é a materialização do amor em nossas vidas,
a certeza de que sonhos se realizam.
Sua mãe e eu ainda o tratamos como uma criança, e a ideia de que ele precisa enfrentar este mundo cruel e injusto
provavelmente em pouco tempo sem a nossa dedicação diária me assusta. Tenho medo de que alguém lhe faça algum mal, que não lhe trate com o respeito que dispensa a todas as pessoas com que tem relação.
Ele desperta sentimento paternal mesmo em pessoas que ainda não tiveram seus próprios filhos, ouvimos diariamente amigos dizerem que só teriam um filho se
pudessem saber de antemão que lhe seria igual.
Este filho que agora fará vinte anos, com sonhos e conquistas em curso, me faz enxergar o mundo com alguma expectativa boa. Vale a pena viver, constituir e preservar uma família, mesmo num mundo onde o imprevisto pode nos tirar a paz e a alegria.
A soma de todas as experiências pode ser a conclusão de que o mundo pode até não ter o objetivo, mas o amor sempre terá. Vejo-o crescendo, tomando posição no mundo e construindo seu próprio universo, uma alma de altíssima sensibilidade e inteligência.
Aos vinte anos geralmente, para quem não se adiantou ao tempo e à natureza, é a idade ideal para se apaixonar e para se descobrir prazeres especiais que só o amor recíproco pode oferecer.
Me lembro com forte emoção a canção de Fagner, onde ele canta "um rapaz novo e encantado com vinte anos de amor," construindo castelos e oferecendo estrelas para sua amada.
Evan Henrique, quanta honra me foi concedia em ser teu Pai
CRÔNICA PARA BRASÍLIA
Brasília, cidade das belas formas, de sons e encantos diversos.
Não és a mais bonita, nem a mais importante por conta do congresso.
És bela sim, de forma arquiteta, como ninfa de apolo, de flores de concreto.
Teu lago doce e puro, sob um céu azul discreto. Tens a Água Mineral e um parque a céu aberto.
Brasília das cantigas, de bois de Teodoro, de tantos sons herméticos, do reggae de Renato Matos, ao jazz de Renato Vasconcelos.
Do samba ainda menino, do Rock do Porão aos blocos do asfalto. Brasília da política, dos donos do planalto, das CPIS, das pizzas, dos sábios Collors e tolos Jéfersons. É tua vocação, vencer as turbulências, cortar na própria carne os males-desafetos.
Assim serás madura, à custa dos teus braços. Quem vem da ditadura, por certo sabe bem, que a um povo pacífico a liberdade sempre vem. Diretas de Tancredo, o povo no poder, o teu dever de casa honraste ao fazer.
Contudo não é cedo pra quem sabe sonhar, quem sabe um filho teu irá governar.
Será de sobradinho, Ceilândia ou do Guará? Por certo um candango, virá da tua madre, dará exemplo ao mundo e ao resto da cidade, que espera do teu cerne um bem pra ser feliz.
Brasília da savana, do fogo no verão, Brasília dos pedestres que acenam com a mão, ao bom desconhecido que pára em prontidão.
Brasília mar sem praia, das noites no pontão. Um caminhar no parque, à torre, a diversão; lazer do homem simples, espaço aberto à mão.
Ao jovem vista plana, um salto à direção. Brasília mulher jovem, senhora da razão. Aqui tudo é perfeito aos olhos do cristão. Falar de ti enfuna qualquer poeta vão.
Evan do Carmo
QUEM É SÁBIO NESSE SISTEMA DE COISAS?
Não há um homem realmente sensato na terra, pois sensato é aquele que evita afirmações tais como: nunca mais faço isso ou aquilo, especialmente se houver algum prazer em praticar ou permitir tal ação.
Contudo, há ainda aqueles que não conseguem alcançar tal prodígio, o de permitir ser rebaixado, por não poder evitar repetir erros, mesmo quando esses erros são dolorosos e causa de desonra.
Penso de modo muito particular sobre isso. Uma vez que um sábio deve saber evitar problemas e sofrimentos. Então ser realmente sábio nesse sistema de coisas deve ser sempre dizer sim para toda estupidez humana.
BRASÍLIA
Brasília, cidade do futuro
Aqui não existe muro
Aqui não tem esquina
Só mora gente fina
Vinda de todo canto
Brasília, que encanto
Tua diversidade.
Brasília, uma cidade
Que acolhe todo mundo.
Candangos construtores
Braçais, nobres, doutores
Nos deram um país
Orgulho mundial
Razão pra ser feliz.
Brasília nos ensina
Que a sorte se destina
Aos que sabem vencer
Vencer os desafios
Cruzar mares e rios
Pra ter felicidade
Brasília uma cidade
Família e aconchego
Aqui não se tem medo
De usar a liberdade.
SEM AMOR NÃO HÁ FELICIDADE
Fui algoz quando devia ser amigo,
fui tempestade quando podia ser abrigo.
Quantas vezes perdi a oportunidade
de abrir meu coração, de abraçar um irmão
que sofria as angústias comuns a todos nós
mas a minha falta de amor e de empatia
não permitia que eu ouvisse a sua voz.
Então quando devia ser amigo, fui algoz
quando podia ser abrigo, fui tempestade.
Hoje, o peso dos dias me ensinou
essa triste lição, a de que cedo ou tarde
Deus, por compaixão
nos revela a INFINITA verdade:
"Fora do amor ao próximo não existe felicidade,
NÃO EXISTE VIDA, nem paz, nem liberdade."
UM SAMBA EM RÉ MENOR
Não é tristeza, é melancolia
um tipo fatal de abstinência
não é dor de corno nem sofrência
é a falta de beleza e poesia.
Ainda escuto, como punição
relembrando tudo que vivi
a música boa que tocava à beira mar
quando te conheci.
Sem a Bossa Nova, “Chega de Saudade”
num bar em Ipanema, que dia agradável
sem você e tudo isso
a vida não poderia ser suportável.
Ainda assim sangra a poesia
o vento sopra e traz esperança
não é desespero é falta de alegria
um tipo fatal de abstinência
não é tristeza, é melancolia...
UM SAMBA EM RÉ MENOR
"Não persista em falar de espada com quem não é samurai. O artista é vítima-mor dos Zés-ninguém, que não desenvolveram sensibilidade para o que a vida tem de mais sublime, que é o talento humano, a divindade das artes em todas as suas nunces e formas."
"A vida não é uma prova de Qi,
nem tampouco um breve teste
a vida é uma síntese complexa.
Contudo, quando o discípulo tá pronto
aparece o mestre"
Amar não é sofrer
Que um amor precisa ser triste pra ser bom,
Não posso concordar com Vinicius e o Tom
Não parece-me coisa muito boa
Caminhar sobre espinhos para sentir prazer.
Sofrer pode fazer o poeta refinar
Suas preferências e afinar sua lira
Mas sobre o amor não é verdade.
O amor deve ser nossa última parada
Um porto calmo onde silenciosamente
Ouvimos o coração dizer baixinho
Agora estou em paz, finalizo minha história
Com uma exclamação generosa
Atravessei o grande mar da desilusão
Não há mais sofrimento nem busca em vão.
Tudo se tornou possível, mas não é o fim
É um recomeço suave, uma inexorável solução.
Ok, você não acredita em Deus.
Tudo o que há na terra, depois do homem,
foi projeto e criação da inteligência humana.
Pois é fato que o avião não poderia surgir do nada,
contudo, você presume que a inteligência
que criou o avião seja fruto do acaso.
Você não acha esta filosofia simplista demais?
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