Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Jeremias 33:3

Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.

“Não lute batalhas sozinho. Chame o Senhor dos Exércitos: Ele ouve o nosso clamor e nos ajuda além do que imaginamos”.

Isaías 40:29

Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.

O Deus que nos chamou também nos concederá as forças necessárias para avançar.

Deuteronômio 31:8

O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes.

“A presença de Deus à nossa frente transforma o desconhecido em caminho seguro.”

Salmos 55:22

Lança o teu cuidado sobre o Senhor,
e ele te susterá;
não permitirá jamais
que o justo
seja abalado.

“Não carregue o que Jesus ordenou entregar: deposite sobre Ele, confie e continue firme!”

Romanos 7:19

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.

“O campo de batalha mais crucial não está ao redor; está íntimo do coração.”

A ganância é tanta que vivemos sempre em busca de algo, só não sabemos o quê.

Noites Brancas de Copacabana






No Rio, algumas noites parecem não terminar.


Não porque sejam bonitas — embora às vezes sejam —, mas porque a cidade continua acordada quando todo o resto do mundo já deveria estar dormindo.


Era quase meia-noite quando eu saí de casa sem saber exatamente para onde ia. Peguei a rua e deixei que o Rio decidisse por mim. Caminhei pela orla de Copacabana, com o barulho distante dos carros, vendedores recolhendo suas coisas e o mar fazendo aquele movimento paciente de quem não tem pressa nenhuma.


Eu gostava dessas horas.


Durante o dia, a cidade pertencia a todo mundo. À noite, pertencia aos solitários.


Foi perto de um banco, olhando para o mar, que encontrei uma moça.


Ela estava sozinha.


Não parecia triste. Apenas parecia estar esperando alguma coisa que talvez nem soubesse nomear.


Parei alguns metros adiante.


— Você está esperando alguém?


Ela olhou para mim.


— Estou.


— Ele vem?


Ela sorriu.


— Não sei.


E foi assim que começou.


Sentamos no mesmo banco, mantendo aquela distância educada que existe entre dois desconhecidos. Conversamos sobre coisas pequenas: o calor, o mar, a cidade, as pessoas que desaparecem sem explicar por quê.


Depois falamos de coisas maiores.


Ela me contou que gostava de andar pela cidade quando não conseguia dormir. Que tinha medo de ficar parada tempo demais porque, quando ficava, começava a pensar.


Eu disse que também fazia isso.


Ela perguntou:


— Você está fugindo de alguma coisa?


Pensei um pouco.


— Talvez de mim mesmo.


Ela riu.


— Então estamos no lugar certo.


Ficamos ali por horas.


O Rio parecia diferente naquela madrugada. As luzes dos prédios refletiam no mar, os ônibus passavam quase vazios e, de vez em quando, alguém surgia caminhando pela calçada como se também tivesse sido esquecido pelo sono.


Às quatro da manhã, ela finalmente me contou quem estava esperando.


Era alguém que amava.


Alguém que havia prometido encontrá-la naquela noite.


Mas ele não apareceu.


Ela dizia isso com calma, embora seus olhos contassem outra história.


Eu quis dizer que ela deveria esquecê-lo.


Quis dizer que ninguém deveria esperar tanto por alguém.


Mas descobri que existem conselhos que só servem para quem não está sofrendo.


Então fiquei em silêncio.


Quando o céu começou a clarear atrás dos prédios, ela se levantou.


— Acho que agora preciso ir.


— Para onde?


— Para casa.


— E ele?


Ela olhou para a avenida vazia.


— Acho que não vem mais.


Foi a primeira vez que ela pareceu realmente triste.


Caminhamos juntos até uma esquina.


Antes de ir embora, ela disse:


— Obrigada por ficar.


Eu respondi:


— Eu também precisava de alguém para ficar.


Ela sorriu.


Depois foi embora.


Eu continuei andando.


O sol começava a nascer sobre o Rio, devagar, revelando a cidade que durante algumas horas havia parecido pertencer somente a nós dois.


E foi então que entendi uma coisa:


há encontros que não foram feitos para durar.


Algumas pessoas atravessam nossa vida como essas noites cariocas — chegam silenciosamente, iluminam tudo por algumas horas e desaparecem quando o dia começa.


Mas isso não significa que tenham sido menos reais.


Talvez certas pessoas existam apenas para nos lembrar que ainda somos capazes de esperar por alguma coisa.


E, naquela manhã, enquanto o primeiro sol tocava o mar de Copacabana, eu percebi que pela primeira vez em muito tempo não estava com medo de voltar para casa sozinho.


Porque algumas noites terminam.


E mesmo assim,


deixam luz suficiente para a gente encontrar o caminho.

Não te compares


Vivemos numa geração
onde um sorriso vale mais numa fotografia
do que a verdade escondida por detrás dele.
Onde mostramos vidas perfeitas,
enquanto por dentro
há pedaços nossos a pedir socorro.


Crescemos a comparar caminhos,
rostos, corpos, sonhos e conquistas,
como se a vida fosse uma corrida
e chegar depois significasse perder.


Mas ninguém vê as noites mal dormidas,
as lágrimas escondidas,
o medo de não ser suficiente,
nem as batalhas que travamos em silêncio.


Olhas para alguém
e pensas: “Eu queria ser como ele.”
Mas esqueces-te de uma coisa:
também há alguém a olhar para ti
e a desejar ter aquilo que tu tens.


A nossa geração aprendeu a mostrar tudo,
menos aquilo que realmente sente.
Aprendeu a dizer “estou bem”
quando o coração gritava o contrário.
Aprendeu a esconder as feridas
para não parecer fraca.


Mas tu não tens de ser igual a ninguém.


Não precisas de florescer ao mesmo tempo que os outros.
Uma flor não deixa de ser bonita
só porque outra nasceu primeiro.


O teu caminho é teu.
As tuas cicatrizes são tuas.
Os teus passos, mesmo pequenos,
continuam a ser passos.


Por isso, não te compares.


Não transformes a vida de outra pessoa
numa medida para julgarem a tua.


Talvez hoje não te reconheças,
talvez ainda estejas a tentar juntar
as partes que o mundo te fez perder.


Mas continua.


Porque crescer também é aprender
que não precisamos de ser perfeitos
para merecermos existir,
sermos amados
e, finalmente,
sermos nós próprios.

Depois do abandono


Há abandonos que não fazem barulho.


Não há portas a bater,
nem despedidas perfeitas,
apenas uma presença que desaparece
e um silêncio que fica.


E dói.


Dói olhar para o lugar onde alguém costumava estar
e perceber que já não está.
Dói procurar respostas
em perguntas que talvez nunca as tenham.


Às vezes, o pior não é alguém partir.
É começar a acreditar
que partiu porque não éramos suficientes.


E então carregamos essa culpa,
mesmo quando não nos pertence.


Começamos a pensar
que fomos difíceis demais,
tristes demais,
intensos demais,
ou simplesmente
não fomos aquilo que alguém queria.


Mas ninguém devia ter de diminuir a própria existência
para convencer alguém a ficar.


Há pessoas que partem
sem perceber a dimensão do vazio que deixam.


E há quem fique,
a tentar reconstruir sozinho
aquilo que não foi ele que destruiu.


Mas a tua dor não é a tua identidade.


Ser abandonado não significa
ser impossível de amar.


Ser deixado para trás
não significa que valhas menos.


Às vezes, alguém parte
e leva consigo uma parte da nossa paz.


Mas, com o tempo,
aprendemos a procurá-la novamente.


Dentro de nós.


Porque há pessoas que nos deixam,
mas isso não significa
que tenhamos de nos abandonar também.

A experiência consciente possui uma dimensão que não pode ser reduzida facilmente à descrição externa, questão relevante também para o Direito da pessoa.

"Você pode amar alguém e ainda assim reconhecer que aquele amor não é mais um lugar para você."

"Às vezes, o fim não precisa de uma última conversa. Precisa apenas ser aceito."

⁠Perdão não é esquecimento.
Não aposte na amnésia alheia.
Reavalie suas atitudes.

⁠Se você não respeita a religião/fé do outro, também não respeita a Deus!

A geração que sente, mas não demonstra

Estamos vivendo em uma geração que sente falta, mas não procura; gosta, mas não demonstra; tem tudo nas mãos, mas não sabe valorizar.

Uma geração que, muitas vezes, prefere o orgulho ao abraço, o silêncio à conversa e a distância a um simples pedido de desculpas.

Erra, mas não pede perdão.
Machuca, mas espera que o outro compreenda.
Perde, mas só percebe o valor quando já não pode recuperar.

E talvez uma das maiores tragédias seja esta: deixar a ignorância falar mais alto que o afeto e o orgulho ser maior que a vontade de preservar alguém.

Quantas histórias poderiam ter terminado de outra maneira se alguém tivesse dito:
“Eu errei.”
“Senti sua falta.”
“Você é importante para mim.”
“Vamos conversar?”

A vida é curta demais para transformar sentimentos em silêncio e pessoas importantes em saudades.

Porque, no fim, algumas perdas não acontecem por falta de amor.

Acontecem porque alguém preferiu ter razão quando deveria ter tido humildade.

E quando a pessoa finalmente entende isso, às vezes já é tarde demais: há portas que o orgulho fecha que nem o arrependimento consegue abrir novamente.

A perfeição ou transparência. Não precisamos de homens perfeitos para construir uma sociedade humana; precisamos de regras suficientemente justas e transparentes para que nenhum homem possa tornar-se senhor dos outros

“A estupidez não é exclusividade dos estúpidos; muitas vezes, é a arrogância que lhe dá voz.”

"A VIDA É MUITO COMPLEXA, HÁ SITUAÇÕES QUE NÃO PODEMOS EVITAR, OUTRAS SIM, POR ISSO, VAMOS FAZER A NOSSA PARTE, PARA VIVERMOS MELHOR. A MAIORIA DOS AVIÕES CAEM POR FALHA HUMANA"
Adrmar de Borba

Porque no nosso país os corruptos que roubam milhões não vão para prisão?
No máximo ficam com tornozeleiras eletrônicas, pagas com nosso dinheiro, num triplex de 800 metros quadrados, mas quem é pobre, fica mofando na cadeia até seus últimos dias.

A pobreza não está nas roupas, e sim no caráter.