Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Tudo terá seu fim;
Enquanto isso que aproveitemos nossas efêmeras existências;
Manchadas por ignorância, ilusões, mentiras;
Efêmeros egoísmos que chamamos de felicidade;
Numa tolice existêncial marcada por uma crença de "somos especiais";
Meros seres, cânceres desse planeta, destinados à extinção;
Uma verdade sem mais;
Do nada viemos, ao nada iremos; (?)
Damos significados a uma vaga existência, num vago planeta dentre bilhões;
Estamos sós? "Sós" fomos, somos e seremos, sós em nossas efêmeras existências.
Você é como o universo que me trás a sensação de decifrar, saber qual o seu tamanho, vê sua beleza, Seus mistérios, sua forma de mudar o meu espaço e também a forma pela qual eu me sinto atraído por você, como uma foça de atração equivalente a de um Quasar, mas quem me de rá um mero Átomo conseguir ao menos atrair o seu olhar
Você é quem traz
Uma sensação de paz
Jardim, pomar
Cavaleiro em seu movimento
E o cabelo da moça
Esvoaçando ao vento
Oh brisa suave
Por mim se abale
Chega mais perto
Me convide para um "acalme"
Ao cair da noite
Na companhia do cais
Por ti os barquinhos balançaram
Nublou mas não descoloriu
O dia escuro surgiu
Sem "colos", sólidos, frios
Pardais se encontraram
Enfeitaram a paisagem
Mas dali, logo se ausentaram
Voaram ao norte
Trouxeram o cinza
Caiu a tempestade
Mudou todo o clima.
Mesmo que as flores murchem e que seu aroma se desfaça, permanecem as breves lembranças do colorido que existiu.
O tempo é o que responde tudo em sua vida.
É o tempo que marca tudo em seu viver.
Marcou tristezas e alegrias do passado.
E as surpresas do futuro, o mesmo tempo vai responder.
o doce de seu beijo ainda permanece em minha boca...será que nunca vai sair? Pegue-o de volta por favor.
A olhar nos ficámos…
Ele pássaro faminto
me beijou no coração
e no seu beijo distinto
cativou minha atenção!
Lesto voou até mim
e eu até ele voei
o que levei foi festim
o que ele me deu amei!
Ela estava sentada em sua poltrona favorita, aquela colocada no canto da parede do seu quarto mágico.
Fazia frio nessa época do ano, já estava no outono, ela deixou apenas uma luz discreta acesa e segurando uma taça de vinho seco, ficou horas fixando o nada.
Estava decidida a ficar ali, no seu mundo particular, principalmente agora que havia finalmente conseguido calar as suas inquietações.O vinho acabou e ela só saiu daquele lugar por tempo suficiente para buscar outra garrafa de vinho na adega.
Hoje ela não estava alegre como de costume, mas também não poderia dizer que estivesse triste, estava apenas esvaziando-se de tudo de velho que carregava dentro de si à espera de novidades.
Às vezes é preciso que as lágrimas caiam e molhem seu rosto para você perceber que é tempo de mudar seus próprios conceitos, e assim se tornar uma pessoa melhor!
SALVA DE UMA MORTE CERTA
CRÔNICA
Helena vivia aos apuros com Romildo, seu esposo. O homem deu de beber e implicar com ela. Aquele relacionamento só piorava a cada dia. Helena sustentava a casa sozinha; trabalhava feito burro e não aguentava mais aquela vida.
Vivia muito queixosa com os colegas de trabalho e com os vizinhos, sobre o mau relacionamento matrimonial. Precisava logo dar um jeito naquela situação...
E procurou a maneira mais radical e desaconselhável possível para resolver o problema: foi à venda de Seu Natã, o papai, comprar uma colher de Aldrim 40 - um veneno letal -, muito usado em décadas passadas, para o combate de pragas nas lavouras.
Lena estava determinada: iria mesmo beber aquilo e morrer.
-Seu Natã, pegue pra mim uma colher de Aldrim!
-Seus olhos, são de uma pessoa que chorou muito! Esse veneno a senhora vai usar em quê?!
- Nas formigas.
-Sendo assim, menos mal...
Papai buscou para a Lena, uma colher bem cheia do produto. E embrulhou cuidadosamente num papel de pão.
À tarde daquele mesmo dia a mulher começou a passar mal para morrer; mas, antes do passamento quebrou tudo na casa. Daí a pouco começou a andar meio torta. Romildo em apuros pediu ajuda aos vizinhos e chamou a Polícia Militar.
Foram três fortes policiais para dar conta de imobilizá-la e pô-la na viatura. Ela babava e deu para estrebuchar mas não conseguia morrer. Buscaram ajuda médica no Hospital Regional da cidade.
Já sabendo que a esposa havia tomado veneno, pela boca da própria companheira, Romildo disse logo ao médico de plantão o que ocorrera.
Tendo sido feito todos os procedimentos de praxes que o caso requer - pela eficiente equipe do Dr. Felisberto Fragoso...
Com poucas horas de trabalhos, obtiveram a melhor das surpresas: Lena não corria nenhum risco de morte e já estava de alta hospitalar. Havia ingerido “araruta” no lugar do veneno. - As mães usavam a fécula de araruta para fazer mingauzinho para seus bebês.
Papai morreu feliz por salvar aquela vida.
(29.05.18)
- Que frio!
- Lá fora?
- Aí dentro.
- De casa???
- Na morada do seu peito.
- Me aquece?
- Me esquece!!! Já te cobri, enquanto você... sempre me descobre.
* (des)cobertas
Perdi a conta de quantas vezes apaguei seu contato e adicionei novamente. Minha vida vai ficar nesse "loop" até quando? Aff...
Apaguei você e você me procurou, visualizou meu status e.... nada!
Queria saber se ainda existo? Por que se não quer saber de mim? Se não me respondeu as inúmeras mensagens? Apenas vê e não se manifesta. Sádico é seu coração; masoquista sou eu por ter esperança?
Alguém se identifica?
Ah solidão neste vasto mundo de desencontros...
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