Pedras
Avante, a frente
Mesmo de houver buracos
Curvas, espinhos
Pedras, vento contrario
Gravidade, ou força de atrito
Avante sempre
Só siga em frente
A vida é feita com etapas, já tive momentos tristes, com choro e lamentos, muitas pedras já me foram atiradas, mas em contrapartida, recebi muito mais flores perfumadas.
Neste rosto angelical, estão esculpidos duas pedras preciosas, duas pepitas verdes, e nesses lábios rosas naturais úmidos pelo desejo, sinto imensa vontade de beija-los com loucura. Me sentir perfumado pelos teus longos e soltos cabelos dourados como o sol que te aquece na nudez do teu lindo corpo sensível e aveludado assim identificado pelos raios do sol em uma linda tarde de domingo, todos os pontos e curvas, em qualquer lugar deserto. Eu não queria ser o teu dono e sim te ter somente para mim.
Sempre existirá alguém para colocar pedras no teu caminho! Então junte-as e faça uma ótima obra de arte.
Quando tens fé e acredita que Deus está ao teu lado, as pedras que te atiram, voltam para quem as arremessaram.
Tirar pedras do caminho é facilitar a jornada! Cada um é quem constrói sua própria trilha, há obstáculos que colocamos lá sem nem perceber, mas com sabedoria e orientação Celestial todos podem ser eliminados! Nem sempre na mesma velocidade que se estabeleceram no trajeto, mas podemos perseverar e remove-los um a um! Feliz dia novo!
As Antigas Ruas de Pedras Lavadas
As antigas ruas de pedras,
as casas com cercas de ripas,
cobertas de rosas da roseira
que se alastrava
e se emendava com a da vizinha.
Colorindo.
Perfumando.
Um tempo que deixou saudade.
Na lembrança de um menino
que pensava como quem amava.
Inspirando versos.
Cresceu.
Tornou-se poeta.
Hoje ele vê
nas ruas antigas enfeitadas de roseiras
ruas de pedras lavadas
que ainda inspiram poemas.
Tempo de um tempo
onde ser criança
era viver a beleza encantadora da vida.
O menino cresceu
sem perder a essência.
Hoje é romancista. é poeta.
Marcio Melo
Tantas vezes eu já olhei, já julguei, já atirei pedras e não perdoei. Tantas vezes eu não reconheci que errei. Já me arrependi só da boca para fora, já pedi perdão só por conta de uma religião. O outro também já me pediu desculpas, perdão e reconheceu que errou, mas eu ainda não consegui, não consegui perdoar a quem me machucou. Mas vou!
Nildinha Freitas
Se ainda não consegue mover montanhas, comece pelas pequenas pedras. A evolução não acontece de um dia para o outro.
No escuro, entre pedras e sombras, a esperança, um pulso quente, foi meu único modo de não me perder no vazio.
O vento traz um nome esquecido, sussurra entre pedras e vales. A alma, ferida, se move, lembrando o que era abrigo. Não há culpa, só saudade, só o desejo de voltar. E na curva do silêncio, o amor começa a falar.
As pedras do caminho não impedem o amor, moldam os passos de quem acredita. A dor que machuca hoje será o altar onde a esperança se deitará amanhã. Há propósito até no terreno mais árido, porque o divino também habita o deserto.
Há palavras que têm o peso de pedras e outras, a leveza do lenço. Escolho as que abraço como lenços, para limpar, não para ferir. Dizer pode ser armas ou remédio, prefiro a medicina. Meu vocabulário tem dias de luta e dias de trégua. Aprendo a calibrar a voz como quem regula uma balança.
Carrego memórias como quem carrega pedras: pesadas, quentes, íntimas. Elas queimam a palma da mão, marcam o caminho do corpo. Mas cada pedra também inventa um mapa, quem eu sou, onde caí, e como ainda consigo ficar de pé com tanta terra no sapato.
