Pedras
Não devolva as pedras que lhe atiram, use-as e pavimente seus caminhos e aqueles que vierem depois de você saberão de seus feitos e esse será seu legado...
Se você for atirar pedras em mim,
Mire para não errar.
Já atiraram tantas pedras em mim que eu nem as sinto mais.
Mas me tornei um grande construtor.
Porque com cada pedra que atiraram em mim, eu pavimentei meus caminhos, as estradas que percorri. Se você atirar sua pedra em mim, será apenas mais uma que colocarei na calçada da minha vida...
Pedras
Das pedras: podem mudar as suas estruturas, o seu lugar. Mas não podem mudar a sua composição. Não importa o lugar, rocha sempre será rocha!
No meu caminho...
Existem pedras.
Têm obstáculos.
Ocorrem buracos.
Acontecem vácuos.
No meu caminho...
Existem feridas.
Têm desvios.
Ocorrem imprevistos.
Acontecem desvarios.
No meu caminho...
Existem dúvidas.
Têm questionamentos.
Ocorrem desânimos.
Acontecem tormentos.
No meu caminho...
Existem tristezas.
Têm solidões.
Ocorrem angústias.
Acontecem desilusões.
No meu caminho...
Existem espinhos,
mas são as rosas
que me cativam.
Palavras ferem.
Pedras podem edificar.
Silêncio pode gritar e
a fala silenciar.
O abraço apresenta o aconchego ou a despedida.
Você?
Não sei.
Vou ajuntando os ciscos, as pedras, os espinhos... todos eles irão me possibilitar ser um ser humano melhor.
Há pedras intransponíveis!....também, em forma de gente!
Feliz é aquele que consegue desviar-se destas rochas existenciais!
A #ROSA #VERMELHA
Entre pedras caladas no tempo...
Sob a magia do arco-íris florido...
Quando o coração bate acelerado...
A rosa vermelha sua história me contou...
Disse-me ela entre o vento...
Que nasceu entre as açucenas...
Entre as belas dálias...
Na calada do tempo...
Tão logo cresceu...
Viçosa cedo floresceu...
Apaixonou-se pelo girassol galante...
Que seu amor nunca percebeu...
Os lírios mais lindos...
De cores mais variadas...
A cortejavam com alegria...
Os gladíolos enchiam-se de cuidados...
Mas o carinho deles, ela não queria...
Cravos, orquídeas e jasmins...
Brotavam como pérolas no jardim...
Para ela o sabiá cantava...
Pouco ouvia o sussurro da fonte...
Nunca quis ouvir...
Em uma dia nublado...
Já prestes a cair um temporal...
O vento soprou mais forte...
E jogou ao chão o girassol...
Disse-me a rosa...
Que suas lágrimas foram confundidas com a chuva...
E no amargo dos dias seguidos...
Espinhos ela criou...
Ela bela com certeza...
Mas triste foi no amor...
- Arramque-me - implorou...
- Não quero ser aquela que morre...
-Aos pés pisada...
-Triste e tão só...
- Na sarjeta abandonada...
-Leve-me consigo...
-Guarda-me junto ao seu peito...
- E assim desse jeito...
-Terei eu a doce esperança...
-De ser seu amor...
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
Que ruas escutam vossos passos?
Quais das pedras mudas e inertes testemunham por ti?
Onde anda agora a vossa vida repartida?...
Que outrora foste minha companhia...
E que agora, pelas estradas, tua alma tão sozinha...
Onde um dia fostes rei...
Agora é impuro plebeu...
Já não és importante...
És repudiado pelos teus...
Aos solavancos do destino...
Que embebe o ar de calafrios...
Tudo é orgulho e inconsciência...
E que por isso tanto dói...
Escolhestes o antigo degredo...
Já me tardava este espinho...
Agora tão longe...
Eu cá tão sozinho...
Sandro Paschoal Nogueira
#Ecos #de #silêncio #que #chama...
Sombra de cada um que passa...
Pelas pedras azuis...
Calçadas...
Encantar da chuva que forma...
Em tarde calma...
Silenciosa...
Um coração solitário...
Que a tudo observa...
Da tranquilidade...
Faz a paz...
E assim o espírito eleva...
Sonhos criam asas...
Que bebe em cântaros de saudades...
Aos céus sobe...
Em meio às potesdades...
Do mundo leva a ilusão...
Do que foi e não deveria ser...
Do dito pelo não dito...
Do que deveria esquecer...
No Supremo se aninha...
Sua alma encontra a felicidade...
Inocentemente retornando...
A sua mais tenra idade...
A brisa perfumada...
Então o chama...
Embalado em suas asas...
Retorna à realidade...
E de volta às pedras azuis...
Da cidade que ama...
A tarde finda...
No céu a lua desponta...
Deixando para outro dia...
A chuva que se formava...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.
"Estou Sozinho, só enquanto junto as Pedras que me atiram, para construir o castelo da minha futura Rainha."
Há aquele dia inesquecível, na chuva molhando aquelas pedras irregulares, daquele lugar de casarões antigos e lampiões centenários a contar histórias... E você ali, em silêncio vivendo o momento esplendoroso, fazendo cada dia e noite se encarregar de si mesmo.
O mundo está cheio de pedras, se contente com as que são de fácil acesso ou lute para encontrar a sua preciosa única.
Não me peça um atalho qualquer
Antes emenda o caminho
E entenda que sozinho
Nem pedras hão de ficar.
Em pleno vôo
Setas fora do peito, alvo perfeito
Disfarçam a solidão
E se perdem na calçada
Quem dera ser palco de um suspense
De como camuflar
O fútil pegado desejo
Que indiscreto se faz reinar
Saio sem rumo
Deixando a sombra sem lume
Com medo da escuridão
Quando nossa alma ainda poderia, içar um luar..
Sol
"" O fascínio está no horizonte
nas pedras do amor
ou na brisa de além mar
.
reinam memórias e sonhos
de um braço descobridor
velas batendo lembranças
chamas vivas do eterno amor
.
portal do antigo, velho mundo
na fúria das ondas, sonhar
lá onde o sol nasce soberbo
conjuga-se plenamente o verbo amar
.
ainda que sendo destino cruzado
na retina da saudade
do azul que o outono recorda lá fora
o mar não é humano
e mesmo a todo pano
não se mostra a qualquer hora...
