Pedras
... A saudade ...
Saudade bate feito ondas nas pedras do litoral
Dói, como feridas abertas banhando no sal
Saudade feri como agulhas por debaixo das unhas
Faz sangrar aos poucos
Faz o pensamento vizualizar dentre todos somente um rosto
Faz se sentir sozinho mesmo rodiado de outros
Saudade é a distância entre você e uma parta sua
Mesmo que não te falte nada
Saudade martela até que sua morada se destrua
Saudade deixa sua vida na melhor fase estagnada
Saudade dói, dói de verdade
Saudade quando é morta é raridade.
lanço as pedras para o alto, e deixo que transmutem em plumas, enquanto eu desfilo na passarela dos meus passos, na leveza da vida.
O ARQUEÓLOGO
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Foi quando vi, entre as pedras reviradas,
Um dedal de bronze.
De imediato, em meu ombro esquerdo,
Senti um toque suave.
Hesitantes e tímidos, mas afetuosos,
Os dedos oscilavam entre me chamar e acariciar.
Virei meu rosto, devagar,
Como quem não quer assustar
Um pássaro-criança.
E ali estava ela:
Linda e sorridente como uma camponesa
Que acaba de compreender seus ciclos.
Ela me tomou o dedal das mãos e correu
Feliz pela estrada que agora eu via,
A inaugurar o chão.
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Tentando persegui-la, meus olhos deslizaram
E no lado esquerdo da trilha, vi uma ponta de sílex
Branca, polida, afiada
Feita de engenho, audácia e malícia.
Revirando a terra, ali estava a lança
E um som de guerra ecoava em meus ouvidos.
Cem mil shivas dançavam ao redor do fogo!
Um pequeno mundo estava por ruir:
Não ficou pedra polida sobre pedra lascada.
Duas bonecas sobrevivem – esquecidas ao rés do chão –
Junto às ruínas de um grande templo.
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Mais eis que tudo se renova
Sem lugar sereno, sem aflição
.
O som, ritmado e envolvente, trouxe todos de uma vez:
Uma cidade se erguera, em torno da celebração!
Sacerdotes, virgens em transe, homens e mulheres
De todas as profissões.
A forja do ferreiro, a parteira de novas vidas,
O comerciante de idas e vindas – o vinho, o incenso, o pão!
O príncipe perante as classes,
Os pescadores e agricultores, a dama de amaranto
Exercendo a profissão...
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Um jogo! Antepassado dos tabuleiros
Onde as pretas confrontam as brancas.
Eu vi os jogadores!
Olhavam-se friamente, com raiva e cálculo,
Aos passos e contrapassos, moviam os dedos, entre as peças
E um deles deixou um pedaço de unha
Preso na borda de um peão
.
Antes de saber o final da partida,
Os destinos de cada peça
Se dissiparam
Como a fumaça,
Que agora, preso à teia de sempre olhar,
Vejo sair da cabana, como uma aranha
.
.
Anoto tudo,
com paciência e assombro...
Saudáveis impressões!...
Confesso que por vezes,
tantas vezes...
Faltam-me pedras, muiiitas pedras!
Para aplacar minhas não apequenadas revoltas
circunstanciais.
Mas assim como aqueles formidáveis
e cativantes personagens de Forrest Gump, O Contador de Histórias
Com sua abnegada mãe protetora, ele próprio e a garota Jenny
Ainda crianças...
Depois todos os demais,
principalmente seu grande amigo, o recruta Bubba
Que o convenceu a se tornarem pescadores autônomos de camarão
assim que a guerra acabasse...
Também o sofrido tenente Dan, comandante e companheiro de combate
E das pescarias já em barco próprio, assim realizando o sonho do falecido companheiro de combate...
Assim como nas dramáticas e doloridas lembranças
Dos sofrimentos vividos na guerra...
Eu também conheci
e me maravilhei com o amor...
Esse sentimento calmo, sereno, enquanto verdadeiro
E inesquecivelmente apoiador!
Que jamais permite-nos esmorecer...
...Ou parar de correr!
Mesmo diante das mais difíceis circunstâncias advindas.
Correr na direção do nosso bom e divinamente prometido destino...
Assim alcançando, pelejando e conquistando
Renovados objetivos!
Sem nunca esquecer que o amor...
...Antes de tudo, é um divinal sentimento restaurador!
Que sempre e sempre estará a ligar-nos à vida...
...Estas nossas tantas vidas momentâneas!
Que apaixonadamente valem a pena
Serem vividas e revividas
Tantas vezes quanto possível seja
Enquanto formidavelmente...
- Feito aquela peninha branca
na sua leveza, singeleza e beleza naturais... -
...Também levem nossas almas
A voar, voar, voar!
Insistente e resilientemente voar...
E a cada suspiro apaixonado!
Pairar provocantemente no ar...
Assim lembrando aos corações receptivos
Que nunca devem desistir de se apaixonar.
Assim tantas almas, em novas vidas plenas, abundantes
Tomara!...
Logo estarão também aplicando a força restauradora do amor
Ajudando tantos outros a também maravilharem-se com suas próprias vidas...
...Assim salvando-os plena e cabalmente!
Do desânimo acabrunhante, solidão e mesmice mortais...
Isso que tanto escravizam os que ainda não conheceram o amor verdadeiro...
...E suas incontáveis performances vitais.
#ArmenizMüller.
...Oarrazoadorpoético.
quando me vejo no banheiro
é quando percebo o quão sensível sou
eu faço de pequenas pedras
enormes montanhas caindo sobre minha cabeça
as vezes me esqueço de quem sou
de tanto me lembrar de quem eu fui
me perco em magoas passadas
que nem se existem mais
me pego pensando por que fui escolhido
escolhido para carregar esses pesos
que aumentam o peso de minhas culpas pelo dobro
que anseiam pela minha desgraça continua
Se em seu caminho encontrar pedras,use-as como degraus para colher as flores,o Rei do Universo usou os espinhos como coroa.
As pedras que rolam e choram, são pedras que machucam e faz sangrar, a dor é a dor amor, amor de um de dois de vários de todos, más o amor que falta esse não tenho se tenho esqueci e não sei onde parei de amar me amar, me esquecido fiquei e mesmo sabendo que o espelho é amigo o tempo inimigo... e o tempo levou sonhos encantos me fazendo escravo de outra pessoa que não ama como eu deveria me amar. C.M.
Verde
Dos escombros desse mundo,
uma lágrima escorre
e, das pedras onde afundo,
um estranho me socorre.
Do vazio mais profundo,
Brota! novo e fecundo...
Esperança nunca morre!
**São pedras que batem, frias e dormentes.**
são ocas, as memorias.
Aqueles que fogem e fingem ser dementes.
Na maré vazia, oiço Lisboa, a minha.
olho para longe para não ver nada.
As pedras ainda lá estão.
As gaivotas falam, como os meus sonhos voam.
Estou dormente no olhar, mas vivo nas memórias,
mas continuo sentado,
na espera que o vento do mar me traga a boa nova,
que os raios de sol se fundam com o laranja do Cacilheiro,
E que as pedras fiquem, mas que se tornem quentes.
Lisboa.
Lisboa dos amores, de timidez bela e única,
cúmplice da saudade,
neste som de um tejo vivo e de gaivotas falantes.
Lisboa, Lisboa
De segredos tamanhos, de apitos, manjericos, homens e mulheres.
Lisboa.
Lisboa do Fado.
Das ruelas, dos becos, das colinas.
Lisboa quente, sedutora e faladora.
frenética.
Lisboa dos Dead Combo e dos putos a roubar maças.
Lisboa.
Também minha.
No meio do caminho existem pedras, mas também nascem flores. São sorrisos de alento e de esperança na caminhada da vida.
© Ana Cachide
ganhei pedras, pedras só
a as tenho que carregar
elas podem virar pó
se com Jesus eu as levar
aferi
As pedras mais preciosas que achei pelo caminho, são amigos. E com todo cuidado, zelo e sabedoria os guardei no lugar mais seguro, dentro do meu coração.
