Pedras
EMPECILHOS
Muitas pedras surgirão em nosso caminho, mas não podemos deixar que elas nos impeçam de alcançar nossos objetivos. Algumas pedras até podemos contornar e deixar pra trás, mas a maioria delas teremos que enfrentar e tirar da estrada, ou elas vão insistir em aparecer novamente noutros pontos da nossa vida, nos atrasando e nos impedindo de buscar a felicidade.
Carregar sentimentos ruins é como não tirar as pedras do sapato .
Então depende de você, vai continuar mancando ???
ENTRE PEDRAS E ROSAS
Por que razão felicidade é tão difícil?
Por que viver se torna às vezes sacrifício
Para dois seres que se adoram, como nós?
Que culpa temos de gostar-nos tanto assim?
E vamos gritar, rogar, lutar até o fim,
Vencer a angústia que sufoca a nossa voz!
Que importa o tempo de distância em nossas vidas?
Que importa a sombra de um passado de feridas,
Se nossas almas são ligadas na paixão?!
Que importa o espaço que separa nossos sonhos?
Que importa o curso de caminhos tão tristonhos?
Nem tempo e espaço, um grande amor reduzirão!. . .
Você se oculta sob o medo do passado!
Você confunde o nosso estado com o pecado!. . .
Não se atormente com a censura que nos pune!
Não se impressione com o desprezo dos mais frios,
Dos que do sentimento puro estão vazios!
Importa mais é a chama ardente que nos une!
Que importa a prova que contenta a sociedade?
Que importa o culto onde se esconde a falsidade
De dar-se o sim, sem ter certeza de o lucrar?
Que importa o brilho da aliança sem direito?
Que importa a marca dos tabus, do preconceito?
Importa mais é que possamos sempre amar!
Vamos unir os corações num só desejo!
Vamos calar nossa paixão num longo beijo,
Fazer do mundo um colossal jardim em flor!
Vamos viver a nossa vida sem receios!
Sejamos dois amantes de alma e corpo cheios
De muita luz!. . . De muita paz!. . . De muito amor!...
Quem trilha um caminho repleto de pedras não deve desistir; caso contrário jamais saberá se há flores plantadas mais adiante!
Hoje, poetizando a caminhada,
vejo flores que brotaram entre as pedras,
de onde se esperavam apenas
os ferimentos de suas pontiagudas arestas!
Cika Parolin
Velhas Pedras da Cidade - Évora -
Velhas pedras da cidade
que outrora já foi Moura
"Ruas-Frades" por piedade
que o passado não perdoa.
Velhas pedras da cidade
que o silêncio não calou
passe a vida ou a idade
pois o tempo as consagrou.
Velhas pedras da cidade
são cansaços do destino
são poemas sem vaidade
de poetas sem caminho.
Velhas pedras da cidade
- cinza fria que não sente -
não se esqueçam da saudade
no olhar de toda a tente.
TOME NOTA!
Não ande sem Deus, não permita que as muralhas de pedras em seu coração te impeçam de enxergar o quanto Ele ama você.
Diurno -
E é como se as pedras da rua me gritassem aos ouvidos
e os narcóticos silencios tangidos pelo dia fossem rosas de papel,
gemidos ( ocultos, perdidos,) que se adensam no mais escuro da vida, que se misturam no mais dentro da morte!
Vaidades! Só vaidades!
Saudades que se ocultam nos olhares, vendavais de solidão,
mentiras que subplantam o intimo da verdade e olhares,
mil olhares que desolham quando passo - tudo é vão ... tudo é vão!
Tudo pela rua vai passando, tudo passa sem passar,
mentindo e naufragando, magoando, magoando ...
Passageiro clandestino, assim me sinto, assim me vejo!
Um sem rumo, perdido, em luto! Tão longe e tão perto ... deserto!
Vivendo sepultado onde nunca existi - caminho entre as gentes
que morreram e não sabem - zoombies do destino - sem tino ...
São sombras Senhor! São sombras!
Quando passo não as vejo, só as sinto ...
Estão mortos Senhor! Estão mortos!
E eu tão vivo! E eu tão vivo!
Às vezes queria ser um deles, cego, calado, infiel e possuido ...
Sem norte ou direcção!
E a minha direcção qual é?!
Se a tenho quem ma diz?!
Talvez a solidão que pinga dos meus dedos,
que se prende às minhas mãos,
que resvala no meu peito,
que se inclina ao meu olhar ...
Vou-me embora, Senhor, porque afinal, não sei amar!
Se entre duas (2) pedras pode nascer uma flor, porquê é que entre dois (2) amigos não pode nascer o amor???
Olhando a cachoeira caindo sobre as pedras em
cascatas,
com uma delicadeza em
movimentos espetacular...
Chamando tanto nossa
atenção, que não conseguimos desviar os olhos de tão
belo...em sua volta, o colorido das plantas, os pássaros
aproveitando essa maravilha que tem ao nosso
dispor...
Podendo apreciar, aproveitando a beleza da natureza,
cheirinho bom de purificação, respirando e enchendo,
nossos pulmões de pura satisfação!
Espuma Branca
Em meio a pedras falsas
Um olhar, dois sorrisos, várias lágrimas...
Beleza exuberante
Força avassaladora
Coloração única
Barulho acolhedor... mágico
Mãe, charme e beleza
Faz de sua morada o nosso lazer
A água relaxa
A lua nos beija
A constelação abraça
O vento nos acalenta
Até quando seguirá sem tormenta?
Jogando pedras em muralhas
e reunindo nossas forças para batalhas.
Assim caminhamos neste caminho chamado vida,
assim nos formamos seres humanos...
Jogando pedras, soltando fogos, correndo ao encontro de um novo dia, de uma nova emoção, de tudo que me faça sorrir, sonhar. Me escondendo da tristeza, da saudade, do desejo, do incerto, do proibido, do impossivel.
Fugindo de você !
Precisamos ser pedras para erguermos uma verdadeira igreja...uma igreja sólida na fé,na caridade e na fiel obediência dos Mandamentos Divinos...somente a verdadeira prática da caridade,simples e desinteressada, poderá nos tornar filhos verdadeiros de DEUS.
Filipe II
tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro
com pedras rubis.
Cingia a cintura
com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz
Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.
Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.
Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.
Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair.
